segunda-feira, 17 de junho de 2013



 A GRANDE FARSA CHAMADO - PT.
VEJA O VIDEO ANTES
Por Alacir Arruda 

                    O PT surgiu na década de 70 nos arredores do grande ABC paulista , fruto da estratégia de alguns intelectuais da USP como Marilena Chauí entre outros, foi  alçado ao poder em 2002 com Lula assumindo  a presidência. O partido, sobre o comando de Ze Dirceu à época,  instalou em Brasilia um verdadeiro escritório do crime organizado, aliás no Brasil a unica coisa organizada é o crime. E graças  ao lulismo, encabeçado por Lula – que se tornou, graças ao seu modus governandi, desde a concilacionista “Carta ao Povo Brasileiro”, um dos maiores traidores da esquerda brasileira de todos os tempos, se não o maior – e hoje capitaneado por Dilma Rousseff, o PT abandonou pouco a pouco suas bandeiras primordiais de governo dos trabalhadores e para os trabalhadores, igualdade social e respeito incondicional aos Direitos Humanos, e se vendeu à direita, completando sua conversão ideológica a estibordo no primeiro ano do governo Dilma.
                      E como sendo de direita, age no poder como um governo de direita. Privatizações, apoio a repressões como instrumento de “manutenção da ordem”, conservadorismo moral, aliança com teocratas e oligarcas, manutenção do status quo, submissão entusiasmada ao capitalismo, defesa das grandes propriedades privadas… tudo isso e muito mais fazem do PT um “Partido dos Exploradores”, não mais “dos Trabalhadores”.
                        Hoje vemos o PT fazendo tudo aquilo que o PSDB fez ou não teve tempo de fazer, no sentido de ser um agente omisso ou contrário aos DH. E isso acontece tanto no âmbito federal como no estadual e no muncipal. O “prefeito de Dilma” faz coro ao governador que, na mitologia petista, é “de oposição”. Defensores do PT cantam junto com blogueiros direitistas revoltados como “progresso a todo custo e repressão de protestos é bom demais”.
                   Dilma, Haddad e muitos outros petistas traem seu público eleitor, governando para os ricos e mandando a polícia bater nos pobres e na fração consciente da classe média. Foram eleitos com a ajuda de muitos movimentos feministas, sindicatos, LGBTs e tantos outros grupos defensores dos DH, e os traíram de forma covarde quando subiram ao poder, preferindo atender a anseios de quem quer substituir a Constituição pela Bíblia aos de quem “só” quer ter direitos iguais e dignidade.
                              E assim vamos vendo homossexuais e trans* sendo mortos nas ruas, crianças se prostituindo nas proximidades de Belo Monte, indígenas sofrendo com genocídio e protestos legítimos de cidadãos desejosos de justiça social sendo reprimidos com literal força bruta. E tudo isso sendo abençoado pelo partido que mostra ao Brasil que aquele negócio de “Partido dos Trabalhadores” era só uma farsa para conquistar os votos dos cidadãos oprimidos e, no final das contas, permitir que os opressores continuem agindo com violência das mais pesadas.

A AUTODESTRUIÇÃO BRASILEIRA 


Todos sabem que sou contra qualquer forma de sectarismo, maniqueísmo, catolicismo, socialismo, capitalismo  ou qualquer outro "ismo"...Mas sugiro que assistam os videos do prof. Olavo de Carvalho.. Pesquisem sobre a vida desse homem..Li muito ele quando fazia faculdade..Esse cidadão foi excluído da High Society Acadêmica de nosso país por ser radical a ponto de achar que o PT não é um partido, mas sim uma quadrilha..Hoje ele mora e posta seus videos dos Estados Unidos...segue o link e o resto é com vcs..


OLHA QUE TEXTO BOM PARA QUEM ESTA  SE PREPARANDO  PARA  O ENEM..



17/06/2013 - 03h00
Atraso na educação explica 100% da desigualdade de renda, diz economista
ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO
Atrasos educacionais explicam 100% das desigualdades de renda entre diferentes regiões do Brasil.
A conclusão é do economista Alexandre Rands, pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco, que tem uma vasta produção acadêmica sobre esse tema.
Seu diagnóstico, se correto, significa que o país investe em políticas equivocadas há décadas.
Segundo Rands, foi o caso de incentivos para o desenvolvimento da indústria de regiões mais pobres e continua sendo o caso de subsídios públicos a setores empresariais específicos.
Ele argumenta que no mercado de capital físico o investimento funciona de forma razoavelmente eficiente.
O mesmo não vale para o setor de capital humano. "Famílias em que os pais têm maior capital humano tendem a ter mais recursos para investir na educação dos filhos", afirma.
Por isso, as desigualdades educacionais tendem a se perpetuar se não houver interferência do governo.
Apesar de melhoras, com políticas que tentam compensar a baixa capacidade de investimento das regiões mais pobres, os avanços do Brasil nessa área têm sido insuficientes, diz Rands.

O economista Alexandre Rands, pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco

Leo Caldas/Folhapress
O economista Alexandre Rands, pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco
*
Folha - De onde vêm as desigualdades regionais?
Alexandre Rands -
 Existem teorias diferentes. O meu entendimento hoje, com base nos estudos que tenho visto para alguns países, como os EUA, e nos meus próprios estudos para o Brasil, é que é possível explicar 100% das desigualdades só pelas diferenças em capital humano. Se você corrigir o nível médio de instrução da região Nordeste em relação à região Sudeste, você corrigirá a desigualdade entre essas regiões.
Mas a desigualdade de renda caiu no país, certo?
Você vê uma certa melhora da participação do Nordeste. Nossa estimativa é que hoje o PIB (Produto Interno Bruto) per capita do Nordeste deve estar perto de 50% da média nacional. Há cinco anos, era 45%. Então, melhorou, mas a desigualdade ainda é muito elevada.
A remuneração por mão de obra qualificada continua sendo muito alta no país. Portanto, as regiões em que há gente com menos qualificação continuam com renda per capita muito mais baixa.
Investimentos em educação seriam a solução para reduzir a desigualdade?
Sim, essas são as políticas fundamentais para você eliminar as desigualdades regionais. Você precisa mudar o nível médio de educação -considerando qualidade e quantidade da educação- nos municípios.
Então o Brasil passou décadas indo na direção errada, investindo, por exemplo, em políticas de industrialização e desenvolvimento regional?
Totalmente errada, porque partimos dos pressupostos equivocados. Colocando de forma bem simples, há na economia quatro fatores de produção: capital físico, capital humano, trabalho e recursos naturais.
Toda a nossa política supôs que os mercados para capital humano, trabalho e recursos naturais funcionavam razoavelmente bem e que o problema estava no mercado para capital físico.
Então, você teria que subsidiar o capital físico nas regiões mais pobres para poder aumentar sua rentabilidade e atrair mais investimentos. Essa é a base da tese de Celso Furtado, na qual se baseou a política regional brasileira.
Se eu estiver certo, essa lógica está equivocada. Os mercados para capital físico, trabalho e recursos naturais funcionam razoavelmente bem. O que não funciona é o capital humano. É aí que precisamos ter investimentos públicos. Se tivéssemos feito isso na década de 60, hoje teríamos um país altamente equilibrado regionalmente.
Continuamos com as políticas erradas atualmente?
Estamos longe ainda. Estamos gastando muito ainda com políticas que não são adequadas, com financiamentos para investimento de empresa, subsidiando crédito, o que não é necessário.
E hoje a nossa principal política para combater a desigualdade é por meio de transferência de renda para os mais pobres, o Bolsa Família. Este é um programa que tem mesmo de existir, mas você não tem uma política para mudança agressiva dos desequilíbrios regionais.
Os gastos com educação nas regiões mais pobres ainda são muito inferiores aos no Sudeste. Ou seja, ainda estamos reproduzindo as desigualdades regionais.
Mas o Brasil está corrigindo as desigualdades?
O que a gente corrige hoje é praticamente nada. Como os gastos em educação têm escala, quando gasta menos nas regiões mais pobres, você tem um impacto menor.
Quando termina a escola no Nordeste, o aluno sai com capacidade não muito superior a 50% da capacidade do estudante do Sudeste. Talvez até pior do que isso.
Como as escolas aqui [no Nordeste] são muito ruins, então a qualidade do aluno que sai é muito ruim.
A existência de desigualdade de renda em um país é necessariamente ruim?
A desigualdade de oportunidades entre indivíduos é problemática. É o caso de indivíduos que, por seus atributos pessoais, teriam condição de prosperar muito e não o fazem por falta de oportunidades.
Aí, há desperdício de potenciais talentos no país.
Agora, a desigualdade de renda que ocorre depois de você ter dado oportunidade igual aos indivíduos não é prejudicial.
Que países são exemplos de cada caso?
Nos EUA, boa parte da população branca tem nível de oportunidade de se aprimorar e de chegar no mercado com potencial de renda alta semelhante ao que ocorre na Suécia, por exemplo.
Só que o mercado de trabalho na Suécia equaliza rendas, tem sistema de impostos e possibilidades de carreira nas empresas que travam muito a geração de desigualdade a partir daí.
Nos EUA, isso não ocorre. A economia americana promove a remuneração por trabalho adicional. É um mercado mais livre. Essa desigualdade americana é favorável a partir desse ponto.
Por que é favorável?
Porque leva a um maior esforço por parte das pessoas. Mas essa característica dos EUA só vale para os brancos. Se você considerar os negros e os latinos, até os 20 anos, você já gerou uma desigualdade brutal, que na Suécia não existe.
Essa desigualdade até os 20 anos é ruim porque desperdiça muito talento potencial, prejudicando o crescimento da economia.
Em qual desses contextos, a desigualdade brasileira se encaixa?
O Brasil tem muita desigualdade, maior do que a americana até os 20 anos, de qualificação. E, depois dos 20 anos, temos uma economia razoavelmente livre, semelhante à americana.
Investimentos em educação tiveram papel crucial na Coreia do Sul, onde a renda per capita deu um salto?
Lá mais do que tudo foi capital humano. Há mais estudantes na Coreia do Sul indo para a universidade do que nos EUA. A Coreia chegou a ter uma situação que não ocorreu nem nos EUA, em que escolas públicas são melhores do que as privadas





PROTESTOS E EXCESSOS: CONTRADIÇÕES DE UMA NAÇÃO EM BUSCA DE UM RUMO

Por Alacir Arruda


                        Sempre defendi o povo na rua, mas o  Brasil é um país de paradoxos mesmo, em determinados momentos somos inertes, cegos e omissos sobre os problemas que nos assolam e de repente, não mais que de repente, o noticiário sobre as manifestações que paralisam grandes cidades brasileiras nos surpreende:  e a discussão é outra agora, os  jornais começam a questionar, ou enxergar,  os excessos da polícia e mostrar que no meio da tropa há agentes provocadores e grupos predispostos à violência.

                     Um dos relatos mais esclarecedores sobre o momento em que a passeata realizada na capital paulista na quinta-feira (13/06) deixou de ser pacífica é feito pelo colunista Elio Gaspari, na Folha de S.Paulo e no Globo (ver "A PM começou a batalha na Maria Antônia"). Ele descreve como uma equipe da tropa de choque se posicionou e agiu deliberadamente para provocar o tumulto.

                      Há também, na rede social digital, um vídeo mostrando um PM, aparentemente por orientação de um oficial, quebrando o vidro da viatura. A imagem, cuja autenticidade só pode ser confirmada pela própria Polícia Militar, está disponível no Youtube.

              No Facebook, registro para a legenda colocada sob cenas dos conflitos, no noticiário da GloboNews durantea noite: “Polícia fecha a Avenida Paulista para evitar que manifestantes fechem a Avenida Paulista”. Nessa linha de raciocínio, pode-se imaginar também a seguinte manchete: “Polícia usa violência para evitar violência de manifestantes”.

Truculência e irresponsabilidade
       Foi preciso mais do que evidências para a imprensa cair na real: os repórteres testemunharam dezenas de ações abusivas de policiais, como a retirada e o espancamento de um casal que tomava cerveja num bar, alheio à passeata, ou o lançamento de granadas de gás em meio aos carros travados nos congestionamentos.

        Claramente, não se trata de bolsões descontrolados, mas de uma ação organizada dentro da corporação policial, o que mostra o esgarçamento da disciplina e do controle na Polícia Militar. A única possibilidade de desmentir tal observação é a ação imediata do comando, identificando e afastando das ruas os oficiais responsáveis por esses grupos.

         A violência gratuita e excessiva ficou registrada nas páginas dos jornais, entre outras razões, porque desta vez houve mais jornalistas entre as vítimas de agressões. Sete deles são repórteres da Folha de S. Paulo. Isso talvez explique a mudança de tom nas reportagens, mas o relato da violência não esgota o assunto, apenas instala algum equilíbrio na visão dos fatos por parte da imprensa.

          Para ampliar sua compreensão do que realmente se passa nas ruas da cidade por estes dias, o leitor tem que se valer de outras fontes além dos jornais e do noticiário da TV. Por exemplo, o vereador Ricardo Young, que acompanhou o indiciamento de alguns manifestantes detidos, registrou no Facebook um fato preocupante: policiais fizeram a revista de mochilas e bolsas longe de testemunhas, trocando conteúdos e inserindo em algumas delas materiais estranhos, como pedras e pacotes com maconha. Assessores do vereador denunciam que houve tentativa de “plantar” provas contra alguns dos manifestantes detidos.

          É notória a má vontade da polícia, como instituição, contra jovens em geral, talvez ainda um resquício da ideologia de segurança pública que se consolidou durante a ditadura militar e que ainda orienta a formação nas academias. Os indicadores de agressões cometidas por agentes públicos contra homens jovens são um dos aspectos mais evidentes nos estudos sobre a violência nas grandes cidades brasileiras. O encontro dessa mentalidade com a irresponsabilidade de grupos de manifestantes que se julgam autores de uma revolução política pode resultar em tragédia.

Ações ilegais
           Se algum fato mais grave vier a ocorrer em futuras manifestações, pode-se contar como grande a probabilidade de haver alguns desses policiais envolvidos. Portanto, a responsabilidade pelo que virá a partir de segunda-feira (17/6), quando nova manifestação está marcada para o Largo da Batata, na zona oeste de São Paulo, tem um peso maior na Secretaria de Segurança Pública.

             Isso não quer dizer que a prefeitura e os líderes do Movimento Passe Livre, bem como os dirigentes dos partidos cujas bandeiras são agitadas por alguns ativistas, estejam isentos de arcar com sua parte na tarefa de prevenir o desastre.

        A imprensa, que finalmente despertou para o fato de que há vândalos em ambos os lados do conflito, pode ajudar a identificar os comandantes dessas ações ilegais, assim como tem sabido apontar os autores de depredações durante os protestos.

‘Foi preciso que alguns jornalistas sofressem a violência no próprio corpo para que os jornais se dessem conta de que nem tudo é o que parece.”



  
PARA REFLEXÃO...

   Sempre sou questionado por meus alunos do  por que mudei meus ideais  de um socialista centrado para um cético incorrigível.. A minha resposta é sempre a mesma "eu cresci".
  Defendo a ideia que o socialismo cometeu dois erros fatais...."Primeiro: colocar a igualdade acima da liberdade. Segundo: imaginar que uma economia planificada não criaria a figura de um ditador, criou vários.."


Alacir Arruda

sexta-feira, 14 de junho de 2013


Quando falta ação, sobra ignorância.

Por Alacir Arruda

O Filósofo alemão Karl Marx usou uma palavra  latina  para definir Ação, PRAXIS, que para ele é a ação sociolopolitica, um  elemento central e fundamental em qualquer processo revolucionário. Ou seja, o povo precisa tomar consciência do seu poder para que alguma mudança ocorra. No Brasil  a  maioria do eleitorado brasileiro se acostumou a seguir para as urnas e depositar o seu voto, mas não aprendeu a acompanhar o trabalho do candidato eleito por ele, dando margem à corrupção, que já se encontra em níveis inaceitáveis em todo o país.
Marcha
A presidente Dilma Rousseff, nos últimos dois anos, já afastou seis ministros tidos como fundamentais para ao sucesso da sua gestão – o da Casa Civil, Antonio Palocci, o dos transportes Alfredo Nascimento, Nelosn Jobim da Defesa, Wagner Rossi da Agricultura, Pedro Novais do Turismo e Orlando Dias dos Esportes – todos acusados de corrupção. Este último foi acusado pelo Policial Militar João Dias Ferreira de ser o principal mandatário de um esquema de desvio de verbas – dinheiro público.
Esta situação inusitada leva os sociólogos a questionarem sobre a inércia do povo brasileiro. Por qual motivo o povo deste país, onde a impunidade  chegou a criar uma verdadeira cultura de que “todos são ladrões e que ninguém vai para a prisão”, não existe o fenômeno, hoje em moda no mundo, do movimento dos indignados? Indaga Juan Arias, correspondente do jornal espanhol EL PAÍS no Brasil.
Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam? – continua Arias - Não lhes importa que tantos políticos que os representam no governo, no Congresso, nos estados ou nos municípios sejam descarados salteadores do erário?
Infelizmente neste país, o que leva às ruas um número às vezes superior a casa dos dois milhões de pessoas são as passeatas gays, caminhadas evangélicas em busca de Jesus, marchas em prol da liberação da maconha e movimento em protesto porque o time de futebol do coração foi rebaixado. Nem os caras-pintadas, movimento do qual tive o desprazer de participar em 1992, , que no passado participaram da marcha pelas Diretas Já, na qual reivindicavam o direito de eleger o Presidente da República e pelo impeachment de Collor, também em protesto à ditadura militar, trabalhadores e cidadãos comuns, manifestaram qualquer reação pública contra a corrupção dos que nos governam.
Este Brasil onde a má aplicação do dinheiro público e os desvios de verbas estão sempre nos telejornais, ainda é o país onde seu povo não perdeu a esperança e nem perdeu o orgulho de, mesmo com todas estas situações escabrosas, ser brasileiro; este Brasil ainda é o país dos sonhos dos honestos, dos que querem deixar para seus filhos como uma pátria sem as escórias da corrupção que hoje abraça todas as esferas do poder. É fundamental que surja um movimento de indignados, que vá as ruas, que protestem em prol deste Brasil que todos sonhamos.

IT IS BRAZIL....COMO DIZIA KENNEDY


A CRISE ECONÔMICA MUNDIAL  PRODUZ UMA GERAÇÃO PERDIDA.
Por: Alacir Arruda

JOVENS Da GERAÇÃO MAIS QUALIFICADA DA HISTÓRIA SOBREVIVEM COM SUBEMPREGOS EM FENÔMENO QUE GERA 'CICATRIZ' PARA TODA A SOCIEDADE.

O grande problema deles foi ter nascido no ano errado. Ou na geração errada. São jovens na faixa dos 20 aos 30 anos. Estudaram muito mais do que os seus pais. Viajaram e aprenderam diferentes idiomas. Estão habituados às novas tecnologias de comunicação e cresceram em períodos de relativa bonança, sem ter a criatividade e a liberdade tolhidas por regimes autoritários, guerras ou outras contingências.

Ainda assim, não conseguem uma oportunidade para entrar no mercado de trabalho.

Impulsionados pela crise e por medidas de austeridade, crescentes níveis de desemprego entre os jovens em alguns países desenvolvidos - e principalmente na Europa e EUA - estão criando o que a imprensa e economistas desses países vêm chamando de "geração perdida" ou "geração desperdiçada".

Nos países que estão sofrendo duramente com a crise, os índices de desemprego entre os jovens da faixa dos 20 aos 30 anos são bem maiores do que os da população em geral. A situação é particularmente grave para os que têm até 24 anos e procuram o primeiro emprego, mas jovens com alguma experiência que saíram do mercado por um ou outro motivo também estão com dificuldade para voltar.

Na Espanha e na Grécia, onde a situação é mais grave, o desemprego entre jovens até 24 anos ronda os 50%. Em 2006, os índices nesses países eram de 18% e 25% respectivamente, segundo a OCDE.

Em Portugal, Irlanda e Itália, o índice de desemprego juvenil ronda os 30% e Na França e Grã-Bretanha já ultrapassa os 20%, mais que o dobro da média geral. Nos Estados Unidos, desde 2006, a porcentagem de jovens desempregados subiu de 10% para 17% segundo a OCDE.

É claro que a crise atinge a todos, mas os jovens estão sofrendo mais porque, ao detectar um desaquecimento econômico, o primeiro que as empresas fazem é interromper as contratações, como explicaram à BBC Brasil Stefano Scarpetta, vice-diretor de Emprego, Trabalho e Assuntos Sociais da OECD e Richard Jackman, especialista em mercado de trabalho da London School of Economics and Political Science (LSE).

Uma segunda medida comum é despedir os trabalhadores que estão em contratos temporários - em geral, também profissionais na faixa dos 20 a 30 anos.

Por trás das estatísticas, há histórias de talentos desperdiçados e expectativas que não se cumpriram - milhares de jovens que foram levados a acreditar que, se estudassem mais e se preparassem melhor para o mercado de trabalho, teriam um futuro profissional garantido e uma posição social confortável.

Agora, com uma coleção de diplomas na parede, não conseguem sair da casa dos pais.

EXEMPLOS
A espanhola Sonia Andolz-Rodríguez, por exemplo, fala seis idiomas - espanhol, catalão, inglês, alemão, italiano e árabe -, tem duas graduações (uma em Direito, outra em Ciências Políticas e Relações Internacionais) e dois mestrados da renomada Universidade de Oxford (Antropologia Social e Estudos sobre Refugiados e Migração Forçada). Também tem alguns anos de experiência profissional - ela só parou de trabalhar para estudar na Inglaterra.

De volta à Espanha, ela está procurando trabalho há 13 meses, desde que terminou o mestrado. "Simplesmente, não são abertos novos postos em ONGs e instituições da minha área de atuação", disse à BBC Brasil.

"Já morei oito anos fora do meu país e não queria ir embora de novo porque sei que é nesse momento de crise que ele mais precisaria de profissionais bem preparados. Mas a verdade é que, do jeito que a situação está, não há como ficar aqui."

Para Ava Givian, que vive em Londres e, desde que se formou em Criminologia, há sete meses, já enviou de 800 a 900 currículos, há um descaso com o problema por parte das autoridades políticas do país. "É frustrante. Estou bastante deprimida por ter estudado tanto para nada", diz, após contar que a irmã, socióloga, chegou a trabalhar em uma rede de supermercados.


SUB-EMPREGO E EMIGRAÇÃO
Sem trabalho, alguns jovens fazem uma peregrinação por estágios não-remunerados - muitas vezes tão concorridos como trabalhos pagos. Outros, se dedicam a "sub-empregos".

Na Espanha, é cada vez mais comum encontrar jovens que omitem qualificações no currículo para conseguir empregos como vendedores por exemplo. Na Inglaterra, o número de jovens com formação universitária empregados como garçom, funcionários de supermercados e outros trabalhos não qualificados aumentou 6% no último ano segundo a Higher Education Careers Service Unit. 

Um caso de grande repercussão foi o da jovem Cait Reilly, formada em geologia na Universidade de Birmingham. Cait entrou com um processo contra o governo depois que, dentro de um esquema introduzido sob a administração David Cameron, foi obrigada a trabalhar arrumando as prateleiras de uma loja Poundland - que vende diversos produtos por uma libra (R$ 3,2) - para continuar a receber seu seguro-desemprego.

Como as empresas não precisam pagar pelos trabalhadores recrutados nesse esquema, a defesa da jovem alegava que ele era ilegal e contraproducente, desestimulando contratações. Além disso, Cait dizia que a obrigação lhe forçou a largar um trabalho voluntário em um museu, mais relevante para a carreira que queria seguir.

Seus argumentos foram julgados improcedentes pela Justiça, mas a contenda dá a medida das dificuldades que os jovens de países ricos estão tendo de enfrentar para se inserir no mercado.

Um grupo importante pensa em emigrar, como fizeram seus ancestrais menos qualificados no passado. Uma pesquisa da Organização Internacional de Migrações (OIM) divulgada neste mês, por exemplo, revelou que 107 mil europeus deixaram o continente após a eclosão da crise em direção, principalmente, à países latino-americanos, como o Brasil.

A CONCLUSÃO QUE PODEMOS CHEGAR É QUE NUNCA TIVEMOS JOVENS TÃO QUALIFICADOS, E NUNCA  ENFRENTAMOS TANTA FALTA DE EMPREGO..

quinta-feira, 13 de junho de 2013

  PARA REFLEXÃO


" O SER HUMANO SE FRUSTA DUAS VEZES NA VIDA....A PRIMEIRA É QUANDO TENTA ATINGIR SUAS METAS E NÃO CONSEGUE...A SEGUNDA, BOM, A SEGUNDA É QUANDO ELE CONSEGUE."

...
                                   (Alacir Arruda)

quarta-feira, 12 de junho de 2013


QUANDO NOS UNIMOS FICAMOS IMBATÍVEIS: HOMENAGEM AOS  BRILHANTES ALUNOS DO CURSO DE ODONTOLOGIA DA UNITAU

Por: Alacir Arruda

          Em 2010 tive um experiencia unica nos meus 20 anos  de docência. Era professor de sociologia do curso de odontologia da Unitau em Taubaté quando  desafiei meus alunos a conhecerem a realidade de algumas pessoas que historicamente sempre foram excluídas,   em toda a acepção do termo. Convidei-os  a conhecer a realidade "nua e crua".  Alguns desses alunos eram de classe média alta e outros ate muito ricos e  jamais haviam visto algo parecido, seria uma surpresa para eles,   que prontamente se  comprometeram com o   Projeto.  O desafio era simples: o que poderíamos fazer para aqueles portadores de necessidades especiais  que não levantasse a desconfiança de um assistencialismo barato? Conheci a diretora da Apae da cidade de Roseira no interior de SP (região do Vale do Paraíba)  e perguntei a ela o que eles precisavam?  Para minha supresa, imaginei que  fossem pedir ajuda financeira ou coisa do gênero,  ela, a Sra Marli, me disse com um sorriso lindo no rosto..Precisamos de carinho, apenas isso. Que vocês possam passar uma tarde conosco, tomem um café, um suco e brinquem com nossas crianças. Foi o que fizemos,  para os céticos de plantão segue o link   VISITA DOS ALUNOS DE ODONTO DA UNITAU NA APAE.
            Fui para casa aquele dia com uma certeza. A discriminação em nosso país é tamanha que chega a cegar as pessoas,  ao ponto de imaginarmos que os portadores de necessidades especiais precisam de  ajuda. Na verdade somos nós, os considerados "normais", é  que precisamos nos curar de uma algo muito pior que a incapacidade de andar,  falar ou pensar, algo que tem transformado nossa sociedade em um "apanhado" de pessoas inúteis que so enxergam seus próprios umbigos e adotam a inercia como ferramenta de mobilização social. Que acusa a classe politica de ser inoperante porém,  nunca foram a uma reunião de condomínio ou da associação de moradores. Que diz que a educação não funciona, por isso coloca seus filhinhos em colégios  particulares  que mais parecem palácios,  para cobrir um ensino publico em frangalhos sob a seguinte alegação;  " educação é prolema do governo não meu". Que assiste a degradação e dilapidação do patrimônio  moral e ético   do pais enquanto toma  Whisky com Red Bull ou senta a "bunda" na frente da sua Sky com mais de 200 canais, pois não se permite  assistir Tv aberta, isso é para  os pobres, e se delicia com as séries americanas "imbecis" que mais parecem seriados para retardados. Que ri da ignorância de um   necessitado, e que jamais estende a mão a um delinquente, mas se apresenta como "cristão", seguidor de Jesus Cristo. Enfim..
        Essa mesma classe que se omite, cala e permite a presença do "Sr". Jose Sarney no Congresso desde 1954 ( o homem criou um Estado para estender seus domínios e roubalheiras, o Amapá)  e que não reage ao ver o "Sr." Renan Calheiros comandar a casa mais importante do país, o Senado Federal, ( esse homem tem mais de 1000 processos em todas as instancias jurídicas), é a mesma classe que está lendo esse artigo agora....

P.S: E OLHA QUE O ESPORTE PREDILETO DE ALGUNS É ME INJURIAR...

Minhas belas e humanas alunas da odonto de Taubaté..saudades