sexta-feira, 21 de abril de 2017

ENEM 2017-Turquia a nova ditadura

TURQUIA: A NOVA DITADURA DA EUROPA.

Por Alacir Arruda


A Turquia  tem vivido momentos de tensão, o plebiscito da semana passada, que mudou o regime de parlamentarista para presidencialista, acabou por dar super poderes a Tayyp Erdogan que pode governar o pais ate 2029.  Sua primeira ação, após o plebiscito,foi revogar as licenças de 21 mil professores que trabalham em instituições privadas. Esta é mais uma das medidas de repressão do governo turco após a  tentativa de golpe militar ano passado. Além disso, o Conselho de Ensino Superior ordenou a saída de 1.577 reitores universitários por todo o país. 

Após um ano  da  tentativa de golpe na chamada "madrugada sangrenta", que matou 290 pessoas na Turquia ano passado,  governo de Erdogan  tem perseguido e chamado os insurgentes militares — que tentaram tomar o poder — de terroristas. Erdogan, vem sugerindo a possibilidade de restabelecer a pena de morte para punir os rebeldes.

Vamos recapitular os fatos: Durante a tentativa de golpe em 2016, na  tentativa de tranquilizar a comunidade internacional, o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, negou a existência de um “espírito de vingança” contra as pessoas envolvidas. A declaração, no entanto, não parece condizer com as ações tomadas pelo governo.

Em um comunicado, o Ministério da Educação já havia anunciado a suspensão de mais de 15 mil de seus funcionários suspeitos de ter vínculos com o imã Fethullah Gülen, acusado de estar por trás do fracassado golpe. As novas demissões em massa somam-se aos já cerca de 20 mil militares e servidores civis destituídos ou detidos na sequência do levante militar.

“Uma coisa assim é absolutamente inaceitável no Estado de direito”, disse Yildirim no Parlamento. “Esta nação tira sua força do povo, não dos tanques”. Antes que eu siga com meus comentários, leia o que a matéria ainda tem a dizer sobre o desrespeito de Erdogan pelo estado de direito:

As imagens que mostram agressões e humilhações contra os soldados golpistas que se renderam provocaram uma grande polêmica, sobretudo nas redes sociais. Líderes ocidentais apelaram à Turquia para que se respeite o Estado de Direito.

Fontes informaram que 257 funcionários do gabinete do premier foram afastados também por suspeita de envolvimento na tentativa de golpe. No mesmo dia, uma autoridade turca informou que cem funcionários da Inteligência foram suspensos por susposta ligação com o movimento religioso de Gülen — um pregador exilado nos Estados Unidos.

Em uma entrevista ao canal CNN, Erdogan disse que sua vida correu perigo durante a tentativa de golpe, mas os detalhes de seu retorno da cidade de Marmaris (oeste), onde estava de férias, continuam sendo confusos.

“Se tivesse ficado 10 ou 15 minutos a mais no hotel, teriam me matado, sequestrado ou transferido”, disse na segunda-feira à noite à rede de televisão americana.

Até o momento, ao menos 118 generais e almirantes foram detidos em todo o país por suposta participação no golpe, segundo a agência de notícias estatal Anatolia.

Um tribunal de Ancara determinou a prisão preventiva de 26 generais e almirantes do Exército na segunda-feira, acusados, entre outros crimes, de tentativa de derrubar a ordem constitucional, de liderar um golpe armado, de tentativa de assassinato do presidente Erdogan e de formação de um grupo armado.

Um dos generais presos, Akin Ozturk, que segundo parte da imprensa teria sido o cérebro da intentona, nega as acusações.  “Não sou a pessoa que planejou ou liderou o golpe. Não sei quem o fez”, afirmou Ozturk em um texto apresentado ao tribunal. “Com base em minha experiência, acredito que a estrutura paralela (uma referência à rede do pregador Fetulhah Gülen) aplicou a tentativa de golpe de Estado militar”.

O tenente-coronel Erkan Kivrak, assistente militar de Erdogan, também foi detido, segundo a agência. O Estado-Maior afirmou que a grande maioria das Forças Armadas não teve absolutamente nada a ver com a tentativa de golpe.

A respeito de Gülen, Ancara indicou ter enviado informações a Washington por seus supostos vínculos com a tentativa de golpe, anunciou Yildirim. Mas o clérigo, exilado nos Estados Unidos desde 1999, nega qualquer envolvimento na intentona.

“Sempre fui contra a intervenção de militares na política interna”, afirmou na segunda-feira em uma entrevista à AFP nos Estados Unidos. “Em um panorama como este, já não é possível falar de democracia, de Constituição, de uma forma de governo republicano”, acusou o líder opositor, ex-aliado de Erdogan e atualmente seu grande inimigo.

Além disso, o religioso afirmou que o governo pode ter desempenhado um papel na tentativa de golpe. “Há informações da imprensa que indicam que membros do partido no poder estavam a par da tentativa oito, 10 ou 14 horas antes”, disse.

Erdogan é um sujeito maquiavélico, mas com um nível de realismo que seus adversários golpistas não possuíam. As lições da política moderna nos mostram que só existem duas alternativas de se obter o poder: (1) pela via democrática, a partir da guerra política, (2) pela via do totalitarismo dissimulado, a partir da guerra política para corromper a democracia. Outros modelos obsoletos incluem: (3) pela via democrática, sem jogar a guerra política, e aí, no máximo, contando com colapsos absurdos causados pelo oponente, (4) pela via do totalitarismo, a partir de ações do golpismo de estado formal, colocando tanques na rua.

Os adversários de Erdogan utilizaram essa quarta alternativa. Com isso, Erdogan morreu de rir. Sabia que seus adversários, ao escolherem um modelo obsoleto de tomada de poder, estavam no máximo dando mais poder a ele. Com seu retorno ao cargo, e em seguida adotando táticas dissimuladas de tirania moderna, Erdogan poderá utilizar a repressão contra seus opositores.

Muitos podem  até dizer que essa  é “imoral”. Falso. Ela é uma análise amoral, tal como avaliar se vai chover ou não, ou se a febre de alguém aumentou ou não. Não há aspectos morais nisto. Mas é bom lançar uma observação: de fato Erdogan é imoral até a medula, ao utilizar os métodos da tirania moderna. Mas para combatê-lo seria preciso esperteza, e não burrice precipitada, a qual foi impetrada através de ações obsoletas e desalinhadas com qualquer estratégia moderna.

No fim, a política é bela por nos dar lições como esta: o mundo é dos espertos. E os intervencionistas precisam começar a entender que, se não jogarem a guerra política (o que os faria deixar de serem intervencionistas, no mínimo), só servirão como instrumentos nas mãos de seus opositores muito mais espertos. Repetindo o que disse Alvin Toffler: “Se você não tem uma estratégia, você é parte da estratégia de alguém”.

Erdogan agora poderá curtir a vida de tirano moderno (e ele escolheu o modelo 2 de tomada de poder, ou seja, da tirania dissimulada). Ele poderá se esbaldar. Porque ele merece. É triste? Sim. Mas é a realidade.

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quarta-feira, 19 de abril de 2017

ENEM 2017- A Guerra dos Seis Dias.

OS 50 ANOS DA GUERRA DOS SEIS DIAS.

Por Alacir Arruda

No dia  5 de junho de 2017 o mundo relembrará os  50 anos de um dos conflitos mais emblemáticos da historia, a Guerra dos Seis Dias. Com uma ação militar fulminante, Israel conseguiu com a Guerra dos Seis Dias derrotar o Egito, a Síria e a Jordânia, além de ocupar parte dos territórios desses países.

A Guerra dos Seis Dias foi a guerra mais curta que existiu dentre os conflitos árabes-israelenses. Ocorrida em julho de 1967, ela foi uma ação surpresa realizada pelas forças armadas de Israel contra o Egito, a Síria e a Jordânia.

Conhecida também como Terceira Guerra Árabe-Israelense, a Guerra dos Seis Dias estava envolta em uma escalada de violência verificada entre alguns países do Oriente Médio.

A Guerra dos Seis Dias, assim ficou conhecida a guerra que confrontou Israel e os seguintes países árabes: Egito, Jordânia e Síria, com o apoio do Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Sudão e Argélia. A guerra pelo controle do Canal de Suez tinha deixado uma situação onde outra guerra poderia acontecer a qualquer momento.

Israel, que tinha ocupado a península do Sinai (Egito), concordou em retirar suas tropas desde que o Egito deixasse de apoiar as ações da guerrilha que partiam daquela região. Em lugar das tropas de Israel a ONU ficou administrando a península do Sinai.

No entanto o governo egípcio, apoiado pela URSS, continuou ajudando as diferentes facções guerrilheiras que atacavam o estado hebreu. Em maio daquele ano, tanto árabes como israelenses já estavam mobilizando suas tropas. O Egito bloqueou o golfo de Àqaba, rota vital para a navegação de Israel, ato considerado pelo governo israelense como uma agressão.

Infantaria Israelense -deslocamento

As hostilidades começaram no dia 5 de junho com um massivo ataque preventivo por parte de Israel que destruiu a capacidade aérea dos países árabes, em três horas a aviação de Israel destruiu a maior parte do arsenal aéreo do Egito, 319 aviões que nem chegaram a decolar. Isto aconteceu depois do estado israelense ter verificado com seus radares a movimentação de tanques e aviões movendo-se em direção à fronteira entre ambos os países. As perdas israelenses somaram apenas 19 aviões.

Assim, as tropas israelenses avançaram por terra rapidamente, ocuparam a Faixa de Gaza e chegaram ao Sinai. Os israelenses avançaram em direção à Síria, ou seja, romperam as defesas árabes tanto pelo sul como pelo norte e, na Faixa de Gaza, as tropas de Israel fizeram cessar o esforço militar que unia egípcios e palestinos. No mesmo dia a Jordânia entra na guerra. Os aviões jordanianos começaram a bombardear as cidades israelenses, especialmente Jerusalém. A reação hebraica foi imediata e contundente: começaram a tomar posições jordanianas perto de Belém e ao sul de Ramallah e bombardearam Amman e Mafraq.

Quando, no dia 10 de junho, os combates cessaram, Israel controlava a totalidade da península do Sinai, a Faixa de Gaza, Cisjordânia (com a totalidade da cidade de Jerusalém) e as estratégicas colinas de Golã, na Síria. Desta forma, Israel tinha conquistado um território quatro vezes maior que o seu em 1949, e albergava em suas novas fronteiras uma população árabe de 1,5 milhões. 

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

ENEM 2017- Foucault e o poder

FOUCAULT E A MICROFÍSICA DO PODER.

Por Alacir Arruda

Michel Foucault foi, sem nenhuma sombra de dúvidas, um dos maiores nomes da filosofia do século XX,  um pesquisador inveterado das instituições e do poder,  e suas obras tem sido muito cobradas nos últimos ENEM. Foucault morreu em 1984  após uma carreira dedicada ao entendimento  das vísceras  do sistema. A abordagem do poder, como o entende Foucault,  tem desencadeado inúmeras confusões entre os estudantes e um certo regozijo por parte de uma casta acadêmica adepta da versão tradicionalista de História. Vou tentar descrever minha interpretação sobre essa problemática, de uma maneira bem esquemática e até simplista, esperando que ela sirva para desfazer preconceitos e gerar discussões.


Michel Foucault -1972 - agencia Reuters

Diferentemente dos anarquistas e dos comunistas clássicos, Foucault não considera que o poder seja uma coisa centralizada que emana de um só lugar (que seria o Estado ou a ideologia da classe dominante representada pelo Estado). O poder é uma relação. Por ser uma relação não possui um controle já dado. Ou seja, tomar o lugar de onde supostamente o poder é emanado ou destituir uma classe dominante das decisões políticas não seria a libertação de todo o resto, mas somente um jogo de força a partir do qual novas configurações de poder aconteceriam.

Embora as classes burguesas gozem de certo domínio numa organização social capitalista, tal domínio se deve mais pela participação ou resignação dos demais nesta teia de relações do que pelo poderio meticuloso da referida classe. Aliás, se pudermos falar em “dominação” é preciso salientar que esta ocorre de uma maneira muito mais sutil do que pela propaganda da democracia representativa nos meios de comunicação institucionalizados e com interesses de “classe”. Outras instituições, menos visíveis que o Estado e diretamente ligadas a ele, como a escola, o hospital, o hospício, a penitenciária, o asilo e, sobretudo, a família, exercem um poder tão “grande” quanto o Estado. 

O maior "problema" é que levamos para o cotidiano através de nossos comportamentos as relações sociais apreendidas em tais instituições. As relações de mando e de obediência, de patriarca e de filho, de diretor e de subordinado, que alimentam essas instituições devem mudar em caso de almejarmos uma transformação da sociedade. Foucault explica que no stalinismo o “poder” do Estado mudou de mãos e as relações produtivas foram alteradas, porém não houve uma mudança substancial na União Soviética porque as instituições sociais citadas (escola, hospício, hospital etc.) continuaram existindo tais quais eram antes da Revolução de 1917.

"O poder não opera em um único lugar, mas em lugares múltiplos: a família, a vida sexual, a maneira como se trata os loucos, a exclusão dos homossexuais, as relações entre os homens e as mulheres...todas essas relações são relações políticas. Só podemos mudar a sociedade sob a condição de mudar essas relações", escreve Foucault (2006, p. 262).

Alguns pensadores modernos (como Habermas e alguns marxistas) denunciaram o Direito (as leis, o estado de direito num regime liberal) como um veículo que possibilita a hegemonia da classe social "detentora" do poder político. O Direito para estes teóricos, mais do que garantir a justiça, assegura a legitimidade das coisas continuarem sempre favoráveis à classe burguesa. Foucault concorda com tais análises, mas não cai em um reducionismo de dizer que o Direito só serve aos interesses da burguesia num Estado capitalista.

Essa rede de poderes tecida pelo Direito possibilita também contestação, resistência e luta dentro do mesmo campo onde aparentemente seria a "casa da opressão de classe". Portanto o Direito funciona sempre como uma disputa por ter criado ferramentas que podem servir tanto a um quanto ao outro que dele se utilizam. O interessante é que Foucault enxerga isso sob extremo pessimismo e desconfiança. Pois para as classes "oprimidas" utilizarem esses mecanismos de poder é preciso que elas os reconheçam como legítimos -- e assim acontece. Para alterar esse quadro não basta remodelar de dentro ou consertar as falhas e as injustiças existentes e internas, mas seria preciso dele se desembaraçar (no caso do Direito).

O poder para Foucault é uma positividade. É uma teia de relações. Não é possível estar fora dele. Porém onde existe poder existe resistência. E a resistência não é uma recusa do poder, é uma disputa de poder para, entre outras coisas, poder fazer de sua vida o que lhe convir. Como esse exercício era para "poder fazer", logo, ele se transforma e expõe micropoderes que já existiam antes, que nos chegaram de alguma maneira através das relações culturais. Outro dia aqui no blog falei sobre a liberdade. Digamos o poder para Foucault se relaciona de modo parecido com a questão da liberdade. Ele só existe sob uma relação de construção. Para alterar as relações de poder é preciso que dela participemos. Não podemos mudá-las de fora como um ser acima do tempo histórico e do espaço. 

Neste sentido o poder não pode ser tratado somente como interdição, como uma “coisa ruim”, como um controle ligado a uma classe ou exercido pelo Estado. O poder também cria. A liberdade é do mesmo jeito, não tem sentido em querer liberdade sem participar de uma relação de certo “aprisionamento”. Chamo este “aprisionamento” a relação que configura a luta por poder e por liberdade. Sendo assim a liberdade para Foucault nunca será uma libertação completa ou uma emancipação absoluta. Simplesmente porque novos poderes e novas relações de mando se criam infinitamente. A liberdade para o filósofo está no exercício ininterrupto da resistência, da revolta e da recusa. A liberdade para Foucault não é um estado, mas uma ética.

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sábado, 15 de abril de 2017

ENEM 2017 - Bauman,o mago do mundo pós-moderno

ZYGMUNT BAUMAN: O MAGO QUE REINVENTOU O CONCEITO DE  PÓS MODERNIDADE.

Por: Alacir Arruda

Em janeiro de 2017 o mundo perdeu um dos seus  maiores intelectuais, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman.  A importância de Bauman vai além de suas aulas ou  aparições na mídia nos últimos anos.  Bauman foi autor de diversos livros que buscam interpretar o momento cultural e a estrutura social que vivemos atualmente. Declaradamente um crítico da pós-modernidade, os livros de Bauman ultrapassam as esperanças com o presente e fazem dele um campo de lutas mais invisíveis. Lutas e coerções que acabam parecendo liberdade, que parecem livre-escolha.

Bauman nasceu na Polônia em 1925 e foi professor na Universidade de Varsóvia. Antes disso, havia fugido do nazismo na Segunda Guerra Mundial, quando se mudou para a URSS. Quando voltou para seu país de origem, o autor foi perseguido pelo antissemitismo local, teve artigos censurados, foi expulso de seu cargo e encontrou um novo lar na Universidade de Leeds, na Inglaterra, onde morou e  comandou o departamento de sociologia da instituição ate sua morte em janeiro último.

A importância de Bauman para o mundo está na interpretação da fluidez dos tempos pós-modernos. Bauman é duro neste aspecto, se declara um sociólogo crítico e recusa o rótulo de “pós-modernista”. Para ele, “pós-modernista” é aquele que reproduz a ideologia do pós-modernismo, que se recusa a qualquer tipo de debate, que relativiza a vida ao máximo e que, dentro dessa superrelativização, não consegue estabelecer críticas e nem formar regras para guiar a sociedade. Pós-modernista é aquele que foi construído dentro de uma condição pós-moderna, ele a reproduz e é constituído por ela. É seu arauto, seu representante inconsciente e é este posto que Bauman rejeitava e negava fielmente.

© Zygmunt Bauman, (Wikicommons).

A posição do autor em suas obras, sempre foi crítica às relações sociais atuais. Se trata de começar com uma categorização nova: modernidade líquida e modernidade sólida. Uma que representa o novo mundo, a pós-modernidade, e o outro que define a modernidade, a sociedade industrial, a sociedade da guerra-fria. Não é difícil de conseguir perceber a relação direta entre a “solidez” das relações da guerra-fria, com dois núcleos de produção dos julgamentos corretos (o capitalista, representado pelos EUA e o comunista, representado pela URSS), com duas opção distintas e antagônicas para serem “escolhidas”, ao contrário do pós-guerra fria, após a queda do Muro de Berlim e com a dissolução de qualquer centro de emissão moral, com a primazia do consumo em detrimento de qualquer ética da parcimônia e etc e etc.

A sociedade líquida é a sociedade das relações fluidas, das relações frágeis, é a sociedade em que a fixidez de uma amizade em que ambas as partes matariam e morreriam pela outra já não existe mais. Não se trata mais de uma sociedade em que os indivíduos sabem o seu destino desde o nascimento, agora estamos imersos em um espaço social onde ~teoricamente~ escolhemos nosso futuro, optamos pelo nosso destino, somos responsáveis pelo nosso fracasso. Não é mais necessário ser asiático para ser um legítimo budista, basta comprar os livros certos e assistir às aulas certas. Ninguém é, e sim está.

A primeiro momento pode-se pensar que a condição pós-moderna é uma condição de liberdade, mas é aí que podemos ver a camisa de força escondida.

O hedonismo pós-moderno, fantasiado de livre-escolha, de “se não gostar do programa, então desligue a televisão”, em que parecemos ser reis de tudo aquilo que chega até nós, é, primeiramente, uma condenação da sociedade. Construímos uma sociedade onde o mal-estar se agravou e se delineou em novas importantes categorias psiquiátricas, como a síndrome do pânico e a depressão.

É nesta sociedade onde as pessoas não conseguem desenvolver ferramentas de socialização eficientes o bastante para uma conversa em um bar. É aqui onde começar uma amizade virtual, até mesmo ter um “amor virtual”, se torna algo fácil e plausível. Nós não nos relacionamos, mas nos conectamos, não pela facilidade da conexão, mas pela facilidade da desconexão. Nos conectamos por que a relação não tem mais a mesma consistência, agora é frágil como uma conexão, e quando não temos qualidade, investimos na quantidade. Aqui o mito da sexualidade libertada é contestada pelo autor. Só há uma nova forma de aprisionamento, uma nova delimitação das relações amorosas, uma nova configuração das maneira de amar.

Sob um ponto de vista macro, Bauman revelou que o capitalismo atual não tem mais um grande banco de trabalhadores reservas, mas tem dispositivos de armazenamento e de exclusão mais eficientes. As prisões, ao contrário daquilo que foi dito por Foucault, não é mais o lugar da disciplina, mas é o da vigilância e exclusão total. O preso é um sujeito vigiado e armazenado, mas não para ser disciplinado, ele não é mais útil e nem pode ser. É uma vida desperdiçada, é um lixo humano.

Mas não são somente nas prisões que nós encontramos aqueles que precisam ser eliminados: eles também estão nas favelas e nas ruas, são os desempregados crônicos, aqueles que foram expulsos da esfera do trabalho por estarem “desatualizados”, ou que não têm mais para onde ir, pois não podem mais seguir o fluxo de imigração para países que exploração de mão de obra estrangeira. São os mendigos, os loucos, os pobres, os drogados, aqueles que fogem do padrão da sexualidade, são todos os que estão fora da construção da ordem, são os que realizam o contrário, que desfazem a ordem, que dão indícios de que ela pode ser quebrada ou de que ela não é absoluta.

Mas há uma nova forma de exclusão, a forma que advém particularmente da globalização: a exclusão do não-consumidor. Aquele que não consome já não é parte do esforço de construção da ordem, já que a ordem tem lugar cativo para os grandes consumidores, para os gastadores compulsivos e para aqueles que querer “exercer sua liberdade” por meio do consumo de serviços e produtos que demonstrem suas escolhas em todas as esferas da vida. Os que não consomem não podem ficar no espaço social.

© Zygmunt Bauman, (Wikicommons).

Um exemplo pode ser visto na própria arquitetura das cidades. Para Bauman, as cidades são projetadas para serem o antro da diversidade, mas, ao mesmo tempo, um dispositivo de exclusão eficiente: os ferros pontiagudos que são colocados em frente aos prédios de grandes corporações são um exemplo de tática de exclusão, evitando que mendigos fiquem nestes lugares.

O não-consumidor é o novo estranho, o ambivalente, aquele que não pode ser localizado em nosso mapa cognitivo, que, na verdade, atrapalha seu funcionamento, que mostra suas condições errantes, sua incapacidade de abarcar o todo. Esses estranhos são absorvidos e “domesticados”, ou completamente eliminados. O novo racismo não é o da caça e da morte do estranho, mas é o da separação e da “culturalização” da essência.

Agora não se trata de uma essência biológica, mas de uma essência cultural. Os novos racistas imputam uma cultura fixa a cada grupo específico e promovem a separação total destas, as hierarquizam de maneira que o branco “tem a cultura superior”. Bauman diz que a tática de absorver e domesticar não é menos autoritária que a prática dos regimes totalitários de morte e exclusão. Para ele, a destruição daquilo que é a identidade do sujeito é um movimento autoritário e forçoso de eliminação do sujeito. Como não se pode mais matar, então é necessário ter ambientes certos para a absorvê-lo e reeducá-lo, como a escola, a igreja, ou as prisões e as favelas. É necessário normatizar o estranho.

Zygmunt Bauman, "Vidas Desperdiçadas".

Zygmunt Bauman, "Modernidade Líquida".

Em nossa época, o medo se espalha como uma malha infinita. Os meios de comunicação tem um papel privilegiado, pois transmitem os objetos do medo de forma mais rápida e brusca que o próprio objeto poderia se transmitir, vide a Al-Qaeda após o 11 de setembro. É na televisão onde os programas telejornalísticos banalizam os medos e, ao mesmo tempo, fazem vibrar o alarme da “violência local” e da “violência global”.

O controle dos medos também é um assunto em pauta. Bauman diz que uma das formas de exercer o poder eficientemente é controlando as incertezas. O grupo que controla as incertezas, que detém o controle da decisão e que, por sua vez, prevê todos os movimento sem ser previsto por nenhum outro grupo, este grupo consegue, também, decidir em quais momentos a sociedade deve ter medo (como nos Estados de Sítio eternos) e quando deve ficar calma e pacífica, como nas tentativas neoliberais de acalmar a tensão entre os miseráveis garantindo que poderão ascender na hierarquia social, desde que trabalhem o bastante para isso. Basicamente, Bauman diz que a sociedade atual não garante a manutenção do sujeito em sua posição social, não garante seu sustento e também não garante sua integridade física. Vivemos em uma sociedade onde ontem estávamos no topo na hierarquia, mas hoje estamos de volta à base; onde ontem tínhamos empregos, mas hoje podemos não ter mais (e é normal não ficarmos no mesmo); e onde as tecnologias de proteção individual e vigilância aumentam em disparada.

A importância de Bauman e de outros intelectuais que renovaram a crítica à contemporaneidade é de poder entender de maneira nova e atualizada a dinâmica da sociedade atual. Bauman trata de temas mais ou menos globais e coletivos, que se expressam também na vida individual. Não se trata só de falar sobre as “relações frágeis”, mas de entender que elas não assim “do nada”, de repente, mas que são fruto de uma época, de um dado momento histórico.

Ninguém está fora desta fragilidade. Não é uma questão de escolha ou de autopoliciamento. Bauman diz isso bem ao fazer a distinção entre segurança e proteção. Para Bauman, segurança é aquilo que constitui o sujeito, a segurança (e a insegurança) são inscritas no sujeito em toda sua socialização. É algo que forma o sujeito. Isso significa que a segurança tem a ver com algo que nós não escolhemos, mas que é a base para nós escolhermos outras coisas. Somos inseguros quando checamos o celular de nossos parceiros para saber se estão nos traindo. Já a proteção tem a ver com aquilo que você compra ou acumula para guardar a integridade física. Proteção são câmaras, coletes à prova de balas, bunkers e etc e etc.

O autor deixa claro que não se resolve problemas globais com soluções locais. Isso também pode ser entendido como um aviso de que não resolve a insegurança individualmente, mas sim, coletivamente e globalmente. A futilidade, o consumismo e a incerteza são constitutivos e devem ser combatidos sabendo que eles fazem parte de nós, não tentando nos afastar deles, em busca de uma salvação individual. 

Para aqueles que tiveram aula comigo devem se lembrar o quanto eu citava Bauman em minhas aulas, na minha modesta opinião, um mago  que, como ninguém, interpretou a pós modernidade

-Leiam Bauman e se embebedam de conhecimento!!!

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quinta-feira, 13 de abril de 2017

DELAÇÃO DA ODEBRECHT

BRASIL: UM PAÍS DE CORRUPTOS E  UM POVO LENIENTE.


Por Alacir Arruda

Antes de comentar  esse mar de delações que, com certeza,  envergonha a todos os brasileiros, e que vieram à tona a partir da Operação Lava Jato e,  agora mais recentemente, com as autorizações de investigação  do Ministro Fachin, é importante lembrar que, no Brasil, política e corrupção acabaram se tornando palavras agregadas. Todos os dias são inúmeras matérias publicadas falando de desvio de verbas, superfaturamento de obras e tantos outros crimes cometidos pelos políticos, que deveriam usar o poder para ajudar a população.
A palavra corrupção deriva do latim corruptus, que, numa primeira definição, significa “quebrado em pedaços” e em um segundo sentido, “apodrecido; pútrido”. Em uma definição ampla, corrupção política significa o uso ilegal – que pode ser por parte de governantes, funcionários públicos ou privados – do poder político e financeiro de órgãos ou setores governamentais com o objetivo de transferir renda pública ou privada de maneira criminosa para determinados indivíduos ou grupos de indivíduos ligados por quaisquer laços de interesse comum – negócios, localidade de moradia, etnia, entre outros.
A corrupção no Brasil vai muito além de um erro cometido uma única vez. A condição da política brasileira é baseada na acomodação da sociedade com a situação atual, na aceitação da corrupção como normalidade, na legislação defasada e complacente com os erros. As constantes denúncias de desvio das verbas públicas, divulgadas pela mídia, fazem com que a indignação dos cidadãos vá diminuindo, e, sem ser pressionados, os réus encontram métodos para se livrar das acusações.
Se ampliarmos para um quadro mundial, o Brasil está na 69º posição do Índice de Percepção de Corrupção da ONG Transparência Internacional. Vale salientar que o país tem um índice de 3,8 em uma escala que vai de zero – países vistos como muito corruptos – a dez – países com poucos corruptos – em um ranking de 180 países. Para ilustrar em números, de 2003 a 2008, quase 2.000 servidores públicos brasileiros foram expulsos do governo federal por cometer práticas ilícitas. Entre as principais causas da punição estão o uso do cargo para obtenção de vantagens, improbidade administrativa, abandono de cargo, recebimento de propina e lesão aos cofres públicos.
Os números ficam ainda mais impressionantes quando relacionamos com os dados monetários. Nos últimos dez anos, segundo matéria da revista Veja, foram desviados dos cofres brasileiros mais de R$ 720 bilhões, em média R$ 82 bilhões por ano ou 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período, a Controladoria Geral da União encontrou irregularidades em 80% dos 15.000 contratos firmados pela União com estados, municípios e ONGs.
Como é possível esquecer nomes como Anthony Garotinho, Jader Barbalho, Nicolau dos Santos – o Lalau, Paulo Maluf e Celso Pitta? Todos fazem parte da história do Brasil como políticos corruptos que desviaram milhões de reais dos cofres públicos. Além disso, o quadro atual mostra que muitos governantes entram na política apenas para beneficiar-se e não para trabalhar em prol da população. É preciso que a população tenha a consciência de que a corrupção produz pobreza e impede o desenvolvimento do país. Com os valores já citados nesse texto, seria possível elevar a renda per capita em R$ 443 reais, pensar em erradicar a miséria e reduzir a taxa de juros.
Se questionarmos o que falta para o Brasil tornar-se uma potência mundial, diríamos que a resposta está na política.  O Órgão do Governo Federal, que é responsável por fiscalizar o patrimônio público, veiculou uma imagem com dez mensagens, que focam em atitudes antiéticas, ou ilegais, do cotidiano da sociedade brasileira.


Entre as atitudes citadas pela CGU, estão as ações de falsificar carteirinha de estudante, roubar TV a cabo, comprar produtos piratas e tentar subornar o guarda de trânsito para evitar multas. “Cada qual faz a corrupção que pode fazer: deixar de pagar o imposto de renda, não respeitar os direitos trabalhistas da empregada doméstica, estacionar em lugar proibido, passar no sinal vermelho... Tudo isso é uma forma de tirar vantagem da situação”, analisa o professor de Sociologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), André Haguete.

Entendendo corrupção como “tudo aquilo que vai contra a lei ou age a favor de interesses particulares em detrimento dos coletivos”, Haguete concorda que todas essas atitudes possam ser consideradas “corruptas”, mesmo que seja em pequena escala. Para o docente, o tema se relaciona com o “caráter de cada pessoa e uma ética cívica coletiva”.

Para a chefe da Assessoria de Comunicação Social da CGU, Thaisis Barboza, responsável pela concepção e criação da campanha, corrupção representa qualquer ato que gera algum benefício próprio, de forma indevida. “Furar fila não é o mesmo que desviar dinheiro público, mas entendemos que é uma forma de corrupção, mesmo que seja em um grau menor”, explica.

Thaisis ainda argumenta que esses pequenos atos são capazes de propagar atitudes mais graves e defende que: “se uma pessoa é capaz de subornar um policial, lá na frente, poderá ser capaz de subornar para ganhar uma licitação”.

Outros exemplos não escapam aos olhos. “Um condomínio colocou estacas de cimento na praia e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) ameaçou a iniciativa com uma multa. As pessoas decidiram pagar a multa e ir contra a lei, porque tem dinheiro para desobedece-la. E ai?”, afirma, citando uma história verídica.

O sociólogo,  Claudio Dias afirma que:  “todos nós”, alguma vez na vida, já praticamos pelo menos alguma dessas “pequenas corrupções”. “Confesso que quando vou ao exterior sou até mais obediente do que no Brasil”, diz o especialista.

Ainda na opinião do professor, a solução para atingir uma mudança efetiva de comportamento, poderia estar no ato de punir o indivíduo, já que “todo mundo sabe o que é proibido”. “Se houvesse uma multa de R$ 1.500 para não jogar lixo pela janela, ninguém faria isso”.

Podemos concluir que essas delações da Odebrecht,  seguidas dos vídeos publicados, apenas retratam a face  mais oculta e podre daquilo que, no fundo, todos nós sabemos: somos um país governado por bandidos e , pior , com a nossa anuência.

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ENEM 2017- O Empoderamento da mulher

FUNDO NACIONAL DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.

Por Alacir Arruda

Os dados da violência contra a mulher no Brasil ultrapassa qualquer  limite da razoabilidade.  A cada quatro minutos uma mulher é vítima de violência. Em 12 minutos, acontece um estupro de uma menina ou/e mulher. Por esses números, o Brasil ocupa o 5º lugar no ranking de violência contra a mulher.

Uma importante iniciativa está pronta para votação na Câmara dos Deputados: o PL 7371/14, que cria o Fundo Nacional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. O Fundo receberá dinheiro do orçamento, de doações, de convênios e de seus rendimentos para investir em políticas de combate à violência contra a mulher, como assistência a vítimas; medidas pedagógicas e campanhas de prevenção, entre outros benefícios.

Esse recurso será fundamental para garantir a continuidade de ações que visam o apoio e acolhimento das mulheres vítimas de violência, como a Casa da Mulher Brasileira e casas abrigo, além da implementação de medidas para reeducação e responsabilização do autor de violência, entre outras iniciativas.

“A aprovação desse projeto é muito importante para fortalecermos as políticas para as mulheres, trabalhando principalmente a prevenção. Precisamos urgentemente combater a violência, reduzir os altos índices de feminicídio e violências diversas que vitimizam milhares de mulheres em todo o país. E por termos consciência da importância do projeto é que defendemos sua aprovação urgente.”, argumenta Fátima Pelaes, secretária Nacional de Política para as Mulheres (SPM/MDH).

Conheça a lei

O Projeto de Lei 7371/14 foi criado na CPI Mista da Violência contra a Mulher. O PL já foi aprovado, em 2014 no Senado Federal, e desde então é debatido na Câmara dos Deputados.

O texto prevê que, por meio de mecanismos contábeis, seja possível o financiamento de projetos para a proteção à mulher e prevenção à violência doméstica e familiar, independente de classe social, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, educação, idade e religião.   Sua finalidade vem de encontro as ações do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.

Como funciona?

Os recursos do Fundo Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres serão provenientes de valores orçamentários autorizados, da Lei Orçamentária da União; doações, contribuições, valores e bens e imóveis recebidos de organismos ou entidades nacionais e/ou internacionais; recursos de convênios, contratos ou acordos firmados com entidades públicas, privadas, internacionais ou estrangeiras; rendimentos de qualquer natureza decorrentes de aplicação do patrimônio do Fundo Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres; saldos de exercícios anteriores; recursos que lhe forem destinados.

O Fundo irá financiar implementação, reforma e manutenção dos serviços e equipamentos, como Ligue 180, os serviços que garantam os direitos e assistência às mulheres vítimas de violência, medidas de prevenção e campanhas educativas, programas de assistência jurídica, entre outras ações.

É importante saber

Diferente do que vem sendo divulgado por algumas pessoas nas redes sociais o fundo não será usado para financiar ou legalizar o aborto no Brasil.


Fonte: Secretaria Especial de politicas Públicas para as Mulheres

terça-feira, 11 de abril de 2017

ENEM 2017 Geopolitica - Coréia do Norte na mira dos USA

CORÉIA DO NORTE SERÁ A PRÓXIMA?

Por Alacir Arruda

Não há dúvida que o ataque norte americano a Síria da última semana foi uma  mensagem clara para a Coréia do Norte. Ao visar a nação do Oriente Médio, enquanto recepcionava  o presidente chinês Xi Jinping, Trump sinalizava  que ele vai agir sozinho se Pequim não controlar Pyongyang, dizem analistas.

Os ataques aéreos de Washington contra o governo sírio, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente chinês Xi Jinping jantaram na Flórida, não só servem como um alerta ao regime norte-coreano, mas também pressionam o aliado de Pyongyang. As crescentes tensões sobre o acelerado programa de armamentos nucleares da Coréia do Norte devem superar a agenda da cúpula de ambos os líderes, especialmente em sua reunião formal na sexta-feira.

Mas continua a ser verificado se Pequim está disposto a fazer qualquer compromisso substancial e como Pyongyang vai reagir a tal advertência, com observadores dizendo que uma Coréia do Norte desafiador muito provavelmente vai fazer a surda a qualquer mensagem.

Os ataques aéreos envolvendo mais de 50 mísseis Tomahawk em um aeródromo sírio foram saudados por analistas de defesa nos Estados Unidos como "uma mensagem inequívoca, forte e clara" para adversários americanos em todo o mundo, incluindo a Rússia, o Irã ea Coréia do Norte.


Trump encontrou sua equipe de segurança nacional antes do jantar, sentou-se durante a refeição enquanto a ação foi realizada e informada pelo secretário de Defesa James Mattis depois, informou a CNN.

O especialista militar Ni-Lexiong, com sede em Xangai, disse que os ataques aéreos foram uma medida calculada, visando não só a Síria e seu principal aliado, a Rússia, mas também Pequim.  "Trump pretende dizer a Xi que Pequim precisa ajudar a conter a Coréia do Norte, ou Pyongyang pode enfrentar consequências semelhantes", disse ele.

Mas Hwang Jae-ho, especialista em segurança regional do Nordeste Asiático na Universidade de Estudos Estrangeiros de Seul, disse que Pequim não permitirá que os EUA atacem Pyongyang. O Norte é estrategicamente importante para Pequim, cujas relações com a Coréia do Sul estão aumentando tensão sobre um sistema anti-míssil dos EUA sendo implantado na península coreana.

"Dada a deterioração dos laços de Pequim com Seul, Pequim não vai desistir de Pyongyang. O valor estratégico da Coréia do Norte ainda é maior do que o fardo que ele traz para a China ", disse Hwang. Hua Liming, um veterano diplomata chinês, disse que o líder norte-coreano Kim Jung-un provavelmente não vai descer e parar suas provocações nucleares e de mísseis.

"É uma advertência dura sobre a Coréia do Norte, com o objetivo de mostrar que os EUA são capazes de lançar ataques militares contra Pyongyang" se as tensões continuassem a aumentar na península, disse Hua, ex-embaixador chinês no Irã.



Mas também pode ser contraproducente se Pyongyang ainda estiver convencido de que Washington não era capaz de lutar uma guerra em duas frentes, acrescentou. Sob o antecessor de Trump, Barack Obama, Washington calmamente desmantelou a doutrina militar de décadas de idade que o exército dos EUA deve ser capaz de lutar duas guerras em diferentes partes do globo ao mesmo tempo.

 O afastamento da doutrina foi em grande parte o resultado de cortes nos gastos militares e da capacidade insuficiente para realizar duas guerras terrestres simultâneas, como aconteceu com os EUA no Iraque e no Afeganistão.

Apesar do amargo aviso do secretário de Estado Rex Tillerson durante a sua primeira viagem à Ásia Oriental no mês passado de ataques preventivos, Pyongyang lançou outro teste de mísseis balísticos na quarta-feira, alimentando temores de que o Norte pudesse dominar dentro de dois ou três anos a tecnologia necessária para atingir Nova York E Washington com um míssil balístico intercontinental com armas nucleares.

Zhang Tuosheng, diretor do Centro de Estudos de Política Exterior da Fundação para Estudos Estratégicos e Estratégicos da China, disse que há uma visão predominante nos EUA de que a chamada "paciência estratégica" de Obama sobre a Coréia do Norte não conseguiu controlar as ameaças nucleares de Pyongyang.

Com a greve contra a Síria, Trump apareceu com a intenção de sinalizar que não esperaria que o Norte mudasse de rumo.


Mas aparentemente ainda não chegamos para uma ação militar na Coréia do Norte semelhante à que os EUA lançaram na Síria", disse Zhang.

O especialista militar com sede em Pequim, Zhou Chenming, disse que os EUA não conseguiram iniciar um conflito com o Norte, considerando seu envolvimento no Oriente Médio e capacidades limitadas.

Huang Jing, da Universidade Nacional de Cingapura, disse que as últimas observações de Trump no caminho para sua reunião com Xi removeram dúvidas sobre a ação unilateral dos EUA sobre o Norte.

Como enfrentar a ameaça nuclear da Coréia do Norte: o que a China, os EUA concordam, discutem. Falando pouco antes de sua chegada ao resort Mar-a-Lago, Trump disse que iria discutir a Coréia do Norte com Xi e acreditava que "a China vai querer intensificar" a pressão sobre Pyongyang.

Huang acreditava que as declarações mostraram que Trump havia tentado diminuir a possibilidade de os EUA agirem sozinhos contra as ameaças nucleares de Pyongyang, efetivamente reverter as observações anteriores de Tillerson sobre a possibilidade de ataques preventivos. "Aparentemente Trump ainda tem sua esperança na China", disse ele.

Trump e outros funcionários dos EUA expressaram esperanças de que Pequim adotaria mais medidas punitivas contra a Coréia do Norte, especialmente por meio de sanções comerciais e econômicas.  "Eu acho que Xi ficaria feliz em ver que Trump atenuou sua retórica antes da cúpula e percebeu que é essencial trabalhar junto com a China para remover ameaças nucleares da Coréia do Norte.

"Assim como o que os líderes chineses costumam dizer, a cooperação [com Pequim] é a única saída para a Coréia do Norte", disse Huang.

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

ENEM 201 - O Poder das Redes Socias

REDES SOCIAIS: UM TERRENO FÉRTIL PARA IDIOTAS.

Por Alacir Arruda

Houve um tempo em que calúnias, infâmias e difamações eram resolvidas no "tapa". Geralmente o ofendido partia para as vias de fato com o difamador ( época boa). Hoje temos a internet que se tornou um terreno fértil para covardes e invejosos de plantões que se vangloriam do anonimato para destilarem seus venenos contra qualquer um, sobretudo, aqueles que eles não conhecem. Eu que o diga! Essas notícias falsas tem um significado claro:  manchar a imagem de pessoas que, de alguma forma, se destaque. É a típica inveja. Palavras e invenções usadas para falar de mentiras e histórias absolutamente fabricadas são difíceis de serem revertidas segundo, o Google e o Facebook, que ainda reconhecem a dificuldade de retirarem tais acusações de suas plataformas..

O exemplo mais recente do estrago que noticias plantadas podem causar,  foi a última eleição americana. Os Staffs de Donald Trump e Hilary Clinton tinham especialistas em produzir mentiras na internet com objetivos eleitorais. Para cientistas políticos, não há dúvida de que o resultado do pleito americano do ano passado  se deveu as manipulações que a equipe de Trump realizou usando as redes. No Brasil existe o caso clássico da "escola de base" de São Paulo que, na década de 90, seus proprietários foram acusados de molestarem uma aluna de 4 anos. Investigações concluíram, tempos depois, que a menina estava mentindo. Hoje essa menina é uma moça de 22 anos e, recentemente, confirmou que jamais foi molestada e tudo não passou de elucubrações infantis. Os proprietários da Escola de Base foram presos,torturados tiveram suas reputações lançados na vala da desgraça e a escola destruída, hoje lutam na justiça para serem reparados ao menos financeiramente pois moralmente isso é impossível. 

Humberto Eco, notável escritor italiano, afirmou que a internet, sobretudo as redes sociais, "deram voz a imbecis". Ainda Segundo Eco, a TV fez com que o “idiota da aldeia” se sentisse em um patamar superior, e a Internet elevou ainda mais essa situação. "Normalmente, eles [os imbecis] eram imediatamente calados, mas agora eles têm o mesmo direito à palavra que um Prêmio Nobel", completou Eco. 

De acordo com a professora Taciana Burgos, do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), existe culturalmente a ideia de assimilar o que é veiculado na mídia como verdade incontestável e absoluta. “As pessoas não têm o hábito de buscar a origem da informação. Esse mesmo pensamento está sendo aplicado em relação à internet”, avaliou a professora.

Fazendo um paralelo com o momento vivenciado hoje nas redes, cito o caso da “Guerra dos Mundos”, de Orson Welles, um conto de ficção encenado no rádio em 1938 que foi tomado como verdade por grande parte dos ouvintes e espalhou pânico na cidade de Nova York. O conto tratava de uma invasão alienígena nos Estados Unidos. Populares saíram às ruas para combater o perigo, fugiram de casa e alguns cometeram até suicídio.

Assim como o conto de ficção da “Guerra dos Mundos”, existem páginas na internet, com notícias falsas que têm um objetivo apenas opinativo ou humorístico. No entanto, da mesma forma como ocorreu no caso "Welles" há 79 anos, o receptor da informação nem sempre encara o caso como uma ficção, o que transforma uma opinião,brincadeira ou ate piada numa mentira. Essa confusão gera muitas vezes prejuízo de imagem para os respectivos alvos.

Recentemente um Blog publicou que Suzane Richthofen, condenada à prisão pela Justiça por premeditar o assassinato dos próprios pais, teria assinado contrato com a Rede Globo para apresentar um programa infantil na emissora. De repente, a notícia viralizou. Milhares de pessoas fizeram comentários escrachando a Globo sem sequer clicar no link da matéria. Os mais cuidadosos, que leram o Blog, foram desmentindo e o boato ruiu.

Os boatos não param por aí. A confusão não se dá somente entre ficção e realidade. Ocorrem ainda as mentiras plantadas, por má fé, com seus mais variados propósitos. Tornou-se comum o compartilhamento de imagens de pessoas famosas com frases que elas jamais disseram. Artes criadas com o objetivo de denegrir figuras públicas com informações falsas também entram nesse rol.

Na última sexta-feira, em Araruama-RJ,  um casal quase foi linchado em praça pública sob a acusação de serem sequestradores de crianças. A população viralizou um áudio por aplicativo de mensagens, onde uma mulher passava as características e o carro de duas pessoas que haviam seguido-a com intenção de roubar sua filha ( pura mentira). Ao passarem pelo centro de Araruama um casal com essas características tiveram seu carro tombado e queimado pela população e foram agredidos de forma cruel sem saberem o motivo, logo depois a policia civil concluiu se tratar de uma mentira.

Pode se concluir que, apesar de existirem Leis que a regulem, a internet virou terra de ninguém e Humberto Eco esta coberto de razão, para ele: antes das redes sociais, os "idiotas" tinham direito à palavra em um buteco depois de uma cachaça, sem prejudicar a coletividade. ''O drama da Internet é que ela promoveu esse idiota do bar a portador da verdade". Então, deixe de ser idiota, confira as fontes antes de julgar alguém.

  -O saudades da época em que se resolvia isso na porrada! 


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sábado, 8 de abril de 2017

Atualidades ENEM - A situação Siria

SÍRIA, O ESTOPIM DO PRÓXIMO CONFLITO MUNDIAL.

Por Alacir Arruda

O ataque norte americano a uma base Síria nos arredores de Damasco na noite da ultima quinta feira 06-04,  deixou o mundo em pânico. Sob a justificativa de que Assad tenha usado armas químicas contra seus adversários, o Presidente Donald Trump autorizou que navios americanos aportados no Golfo Pérsico lançassem mais de 50 misseis Tomahowk que podem atingir um alvo a mais de 2000 km de distância com uma precisão cirúrgica. O mundo pergunta: qual a consequência desse ataque? Para entender essa querela, faz-se necessário questionar os interesses de americanos e russos naquela região. 

Em março de 2011, ainda na maré da Primavera Árabe, uma onda de protestos contra o presidente sírio Bashar al-Assad, provocou uma forte repressão das tropas do governo. Em poucos meses, o conflito tomou proporção de guerra civil e a guerra civil se internacionalizou e pode fazer que,  6 anos depois de seu início,  o mundo se envolva em uma guerra mundial, a Terceira Grande Guerra, talvez, a pior de todas, a definitiva a nuclear. Vale aqui lembrar Albert Einstein “Não sei como será a terceira guerra mundial, mas sei como será a quarta: com pedras e paus....”

As brigadas rebeldes passaram a enfrentar as tropas do governo disputando o controle das cidades, povoados e zonas rurais. Em 2012, a violência chegou à capital Damasco e à segunda metrópole mais importante do país, Aleppo.

Segundo números da ONU que já em julho de 2013, o conflito havia provocado 90 mil mortes, um ano depois esse número já estava em 191 mortes e, atualmente, estaria em 250 mil. Porém, o conflito deixou de ser contra o presidente e passou a ter um tom sectário, onde a maioria sunita enfrenta a ala xiita que apoia o presidente, e inclui a intervenção de países vizinhos e dos poderes globais.

Uma comissão da ONU comprovou que, desde 2011, os dois lados envolvidos cometeram graves crimes de guerra. Antes de o conflito começar, os sírios tinham um dos maiores arsenais de armas químicas do mundo, entre elas os gases mostarda e sarin. Mesmo que tenha se comprometido em nunca usar o arsenal químico dentro da Síria a informações desde 2013 sobre a utilização de tais armas.

As potências mundiais passaram a pressionar o governo sírio para a destruição de tais arsenais e sob a ameaça de intervenção militar dos EUA o governo resolveu em eliminar seu arsenal sob a supervisão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).

Os rebeldes viram no interior do conflito surgir de forma dramática o Estado Islâmico, que aproveitando do caos provocado pela guerra civil passou a controlar importantes regiões no norte e no leste da Síria. O grupo terrorista luta uma guerra a parte enfrentam os rebeldes, os jihadistas da Al-Qaeda afiliados à Frente Nusra, que rejeitam as táticas do "EI", os curdos e contra as forças do governo.

Em setembro de 2014, os Estados Unidos liderou uma “coalizão” que iniciou uma série de ataques aéreos - com a ideia de "enfraquecer e finalmente destruir" o "EI" - que ajudou a enfrentar ataques contra a cidade de Kobane.

O que era um conflito interno ganhou proporções mundiais e o espectro de uma guerra mundial assombra o mundo. Irã e Rússia estão com o governo Assad; a milícia islâmica libanesa Hezbollah e grupos jihadistas vinculados a Al-Qaeda também enviaram combatentes ao conflito e ampliam seu caráter sectário.

Os rebeldes, por sua vez, têm tido diferentes níveis de apoio da Turquia, Arábia Saudita, Catar e outros Estados árabes, além de Estados Unidos, França e Reino Unido. A guerra civil síria reviveu as tensões da Guerra Fria entre Ocidente e Oriente por conta do apoio da Rússia ao regime sírio e dos EUA aos rebeldes. A Síria é um importante comprador de armamentos da Rússia, e oferece ainda ao país a base naval de Tartus, única instalação russa no mar Mediterrâneo.

"Atualmente, verificamos que se trata de uma situação parecida com a da Guerra Fria. Aliás, creio que os países ocidentais e, sobretudo, os Estados Unidos nunca acabaram com a Guerra Fria, mesmo depois da desintegração da União Soviética", referiu o Presidente sírio, numa entrevista a um jornal russo em 2016.

O presidente sírio  tem destacado que a questão síria se enquadra na leitura sobre a Guerra Fria e que a escalada do conflito tem "por objetivo manter a hegemonia dos Estados Unidos". "A Síria é um país independente e o ocidente não aceita a independência de nenhum país, seja a pequena Síria ou a grande Rússia", disse, referindo depois que "o mais importante é saber quem apoia os terroristas" afirmou Assad.

"A Rússia, o Irã ou o Hezbollah são nossos aliados permanentes e estão aqui de forma legal. Combatem os terroristas, mas há outros países que interferem para apoiar os terroristas. O problema não são os atores (que intervêm no conflito sírio), o principal problema é o terrorismo", concluiu o Presidente al Assad.

Como já foi dito por outros, a Síria é o país que acolheu cerca de dois milhões de refugiados das guerras do Iraque, Irão, Kuwait e Afeganistão, guerras essas patrocinadas pelos EUA. E era um dos poucos países, teoricamente, laicos na região.

Como irá acabar esse conflito não sabemos, ainda, mas a historiografia nos mostra como terminaram outros conflitos “semelhan
tes”. 

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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Enem- aula de atualidades- coluna prestes

OS 90 ANOS DA GRANDE MARCHA 1925-1927: A COLUNA PRESTES.


Por Alacir Arruda


(....) "A Grande Marcha de Prestes". Falo desse assunto com inspiração porque acredito que a Coluna Invicta, como também ficou conhecida a marcha, foi uma demonstração da capacidade de luta do povo brasileiro, confesso que me tornei membro do PC (partido comunista) com apenas 16 anos em 1987 ( me desfiliei em 2000), após ler os inscritos de Luiz Carlos Prestes. Fiquei impressionado com a capacidade desse homem de liderar quase 1500 homens sem recursos, apoio, apenas com um ideal: o de ver nosso país livre dessa corja que ainda hoje permanece dando as cartas na politica brasileira. Saudades.. Velho.. 

A Coluna, que completa esse ano 90 anos, foi liderada por Luiz Carlos Prestes e forjada no movimento tenentista, nos anos 1920, quando o Brasil se preparava para derrotar o regime oligárquico e construir os alicerces de um País mais justo, com liberdade política. 

O Capitão Prestes e não mais do que 1.500 combatentes, jovens oficiais da Marinha e do Exército, inauguraram a estratégia da “guerra em movimento” e percorreram 25 mil quilômetros em 2 anos e 3 meses, marcando presença em 13 estados do Brasil. Desvendaram para o Brasil o seu interior. Travaram 53 combates. Derrotaram 18 generais. Nunca foram vencidos. 

A luta era pelo voto secreto, pela transparência nas contas públicas, por políticas sociais, por justiça, por liberdade política. Era a luta pela democracia. Foi a marcha que abriu caminho para a Revolução de 30. Muitos dos avanços democráticos e sociais que o País conheceu posteriormente, inclusive algumas questões atuais, como a reforma agrária, já estavam estampados no programa daqueles jovens oficiais revolucionários. 

Tudo o que Prestes viu no interior do Brasil, toda a luta empreendida, levaram-no ao comunismo. Invictas são, portanto, a Coluna Prestes e a proposta que seu líder abraçou – a construção de um País sem desigualdades. Essa era a proposta do Partido Comunista do Brasil na época. E é como um ex-militante que resgato a memória da Coluna Prestes e trago o seu significado para a atualidade. 

E as mulheres? – E não é possível falar de Coluna Prestes sem reverenciar as cerca de 50 mulheres que acompanharam a marcha. Estas bravas e combativas guerreiras atuavam nas trincheiras, escreviam artigos em jornais e militavam nas ruas. Eram chamadas de vivandeiras e representaram um marco na luta emancipacionista da sociedade, conforme reconheceu Prestes mais tarde. 

Você pode até não concordar com as ideias e ações de Carlos Prestes, como também ( assim como eu)   pode ser apaixonado por essa personalidade, mas uma coisa é fato, muito do que o Brasil é hoje em termos de liberdade se deve a este personagem que se fez presente em grande parte da vida política do país no século passado.

Para aqueles que se interessam pelo tema ou querem aprofundar seus conhecimentos , o livro ”As noites das grandes fogueiras” de Domingo Meirelles ajuda  no tema. Outro exemplo é a revista Caros Amigos.



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