quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A Urgente Necessidade de Reforma do Ensino Médio e a Implantação do Enem no Brasil

Por Alacir Arruda
           
Quem me conhece sabe o quanto eu critico o atual  currículo do ensino médio brasileiro que  na minha opinião é  o pior do mundo, e o resultado dos últimos PISA só confirmam isso. . Essa critica esta fundamentada no documento conhecido como “Educação um tesouro a descobrir” desenvolvido e publicado pela ONU em 1995 de autoria de Jacques Delòrs e outros importantes educadores que traçaram as necessidades do individuo do século XXI e qual o papel da escola nesse processo.  O mundo adotou esse modelo, menos o Brasil. Aqui  as escolas insistem em um conteúdo “quadrado” fechado e conteudista onde o aluno e visto como um depósito de conhecimentos e os professores os  senhores da razão. Em suma, tudo errado.
A  educação secundária,  brasileira e seu papel nas políticas públicas educacionais no Brasil sempre foi um  segmento historicamente destinado à educação das elites até meados da década de 1990, porém,  a  reforma curricular, que se efetivou pós LDB, 1996 que proporcionou   um acesso mais democratizado, que  se intensificou a partir de 1998 com a criação do ENEM  e em 2009 com o NOVO ENEM, isso tem mudado esse quadro e permitido um acesso mais democratizado ao nível superior o que de fato é louvável e resultado de políticas inclusivas que realmente funcionam
A questão é que a  metodologia ENEM não foi ate agora absorvida pelas escolas brasileiras sejam elas publicas ou particulares, ou seja, o ENEM caminha para o norte e  o currículo das escolas para o Sul. O resultado disso é nefasto para o aluno, sobretudo aqueles que mantêm expectativas se serem aprovados em boas federais que adotam o ENEM como única forma de avaliação.  Ou seja, o comportamento mercantilista das particulares e o sucateamento das escolas públicas impedem os nossos jovens de atingirem seus objetivos acadêmicos sobrando a eles as “limitadas” faculdades particulares. A única saída é a reforma do ensino médio que começou a ser implantada em 1999, e proporciona desafios a serem enfrentados para universalizar o acesso e melhorar a  qualidade da educação básica
Sobre o crescimento do ensino médio, na última década houve uma expansão extraordinária, demonstrada por meio de tabelas que se apresentam os números de matriculados e concluintes e as taxas de escolarização dos anos de 1970, 1980, 1991, 1994, 1998 e 2002. Mas ainda é grande o número de estudantes que encontram dificuldade em concluir os estudos e precisam abandonar o ensino médio, o que gera uma grande oferta para educação de jovens e adultos, também organizada por ONGs, empresas e comunidades religiosa.
Os PCNs propõem um currículo responsável pela formação geral do aluno, que atribua significado ao conhecimento escolar e estimule o desenvolvimento das competências afetivas e cognitivas. Propõem também duas bases: a Base Nacional Comum (unificada quanto às competências cognitivas, afetivas e sociais) e a Parte Diversificada (quanto aos conteúdos e contextos regionais).
Sobre o Enem, enquanto instrumento de política de implementação da reforma do ensino médio, que fornece uma medida das respostas que a escola apresenta diante dos desafios impostos pela sociedade. O Enem contempla 5 competências:
- domínio da Língua Portuguesa, linguagem matemática, artística e científica;
- aplicação de conceitos para a compreensão de fenômenos naturais, processos históricos, geográficos, produção tecnológica e manifestações artísticas;
- utilização de informações para resolução de situações problema;
- construção de argumentação consistente;
- capacidade de intervir na realidade.Entre a análise dos resultados mais significativos do Enem destacam-se o impacto do nível sócio-cultural dos alunos na proficiência de leitura e a distorção idade-série cursada pelos alunos.

Conclusão esses novos desafios, tais como: a necessidade de mudar a cultura no uso da informação sobre a educação, de modo que as políticas públicas não expressem apenas a vontade do núcleo de poder, mas de toda a população; a importância de aliar a melhoria dos números de acesso à educação à qualidade de ensino, da sensibilização dos professores de diversas áreas para atingir o desenvolvimento das habilidades de leitura.

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