quinta-feira, 12 de junho de 2014

copa: pão e circo

O PÃO JÁ TINHAMOS ( bolsa família, fies, prouni etc..)  AGORA  CHEGOU O CIRCO...

Por Alacir Arruda

Como disse certa vez o saudoso carnavalesco Joãozinho Trinta, “pobre gosta de luxo”.  Bom, então.....chegou a Copa,  tempos de exaltarmos o nosso orgulho nacional, estender o pavilhão nas janelas ou desfilar com elas nos capôs de carros, de lembrarmos a letra do  hino nacional ( que ninguém sabe cantar inteiro) e de repetir aquela máxima que a seleção é brasileira e o Brasil de chuteiras.. Lindo!
Sinceramente não sei dizer o que é mais impressionante, se o poder de alienação do Estado ou a capacidade de se deixar alienar do povo brasileiro.
È perfeitamente normal para crianças, adolescentes ou até mesmo  mulheres carentes passarem o seu precioso domingo correndo atrás de jogadores de futebol. Mas para homens adultos, pais de família isso é  simplesmente ridículo.
Gosto de futebol, mas ainda não conseguir descobrir qual o prazer de perder duas horas da minha vida em frente a uma TV ou num campo de futebol contemplando a horrível cena de um monte de machos suados e robustos correndo atrás de uma bola. Pela minha lógica, é bem melhor ficar na praia vendo um monte de mulheres gostosas e seminuas, esteticamente e melhor...
Só mesmo um excelente aparelho alienante para conseguir isso. Não é pra menos, na década de 70, a ditadura militar, constatando a falta de idealismo e de patriotismo do povo brasileiro, frente às constantes provas de uma pátria madrasta, solicitou a composição de uma música focada no futebol, única coisa ainda não ruim que tinha pra mostrar. Daí surgiu o famoso “Cento e vinte milhões em ação…” levando uma alienada multidão ao delírio patriótico. Com isso, todas as outras questões essenciais, como, saúde, educação, desemprego, foram esquecidos. O brasileiro virou patriota do dia pra noite. Mais um ponto pra ditadura.
Atualmente a ditadura veste roupagem de “democracia” e continua necessitando dessa ferramenta para fins políticos.
Quem sai lucrando com isso são os jogadores de futebol, os donos dos times, a imprensa em geral e as empresas que anunciam seus produtos. Os coitados dos alienados, conhecidos popularmente como “torcedores” só levam a pior. Gastam muitas vezes o dinheiro que não têm, passam o dia gritando “É… cam-pe-ãooooooooo…”, carregam nas costas os jogadores suados e outros torcedores, carregam pesadas bandeiras num sol de rachar, levam porrada da polícia, dentre outros “prazeres do futebol”.
Enquanto isso, os “heróis” desfrutam de hotéis quatro estrelas e de belas mulheres.
Tamanha babaquice não tem limites. Aonde se chega se houve a pergunta: “E aí, viu o jogo”? A imprensa não veicula mais notícias, apenas as inúteis informações sobre futebol: “Porque Zezinho ta machucado, porque Dadinho ta com o joelhinho inchado…” Tenha dó, né?
Com a verba utilizada na construção de estádios, para fins de realização da copa do mundo em nosso país, dava para construir casas populares para uma infinidade de pessoas e ainda investir na educação e saúde, que continuam capengas.
Se o povo brasileiro valorizasse o trabalhador da mesma forma que valoriza o jogador de futebol, nossa realidade não seria tão miserável. O próprio operariado, apesar de sua consciência indicar que o seu ofício é um milhão de vezes mais importante do que os feitos dos jogadores de futebol e que para isso, recebe um milhão de vezes menos que os jogadores, mesmo assim, aplaude os jogadores como se estivessem produzindo algo essencial para o país. Que outra denominação podemos dar a isso?
O povo brasileiro precisa sair da adolescência, deixar essas babaquices no passado e ocupar-se de coisas úteis, que traga algum retorno promissor para sua vida.
Não sou contra o Brasil, até torço para  a nossa seleção e  acho o futebol um importante elemento de inclusão em nossa sociedade, o que não compreendo é que não temos essa  mesma empolgação quando de se trata de eleger os homens que serão responsáveis pela nação por 4 anos, não saímos a rua quando bandidos, disfarçados de homens públicos, lesam o o nosso patrimônio ou quando nossas crianças chegam a oitava serie sem saber ler..Isso me preocupa. Quando uma nação inverte os valores o resultado é a alienação coletiva.

P.S.. Respeito opiniões contrarias, mas uma copa que custou 30 bilhões ao erário publico, maior que a soma das ultimas três copas juntas, não pode ser tratada com seriedade..


terça-feira, 10 de junho de 2014

o fingimento dos cursinhos

EDUCAÇÃO: O FINGIMENTO DOS CURSINHOS
Por: Alacir Arruda

É com imenso prazer que novamente aceitei o desafio de  preparar 6 (seis)  audaciosos jovens, todos obcecados por medicina,  para o ENEM  2014.   Ano passado foram 18 e todos foram aprovados. Faço esse tipo de trabalho sem nenhum interesse outro, que não seja provar que os cursinhos pré-vestibulares não preparam adequadamente (na verdade eles mais confundem) os alunos para o ENEM. Tive a honra de compor o grupo de 40 professores que em 2009 foram convidados pelo INEP/MEC para elaborarem o NOVO ENEM em Brasília. Desde então tenho feito parte do grupo de Elaboradores de Itens para o ENEM o BNI. Digo isso não por vaidade, mas para dizer que tenho fundamentação teórica naquilo que digo, qual seja: “ os cursinhos brasileiros não estão preparados para o ENEM”, imaginem seus alunos. 
A metodologia ENEM, na verdade uma copia do modelo S.A.L.T americano, é fruto de tudo que há de mais moderno em concepção educacional, uma vez que tem como referência o relatório que o intelectual francês  Jacques Delors, juntamente com outros,  entre eles Edgar Morin,  confeccionaram   em 1995  a pedido da ONU. Esse relatório deu origem ao livro “ Educação um Tesouro a Descobrir”.
Neste livro ( que deveria ser leitura obrigatória de todos que lidam com cursinhos pré vestibulares no Brasil e não é)  Jacques Delors, aborda de forma bastante didática e com muita propriedade os quatro pilares de uma educação para o século XXI, associando-os e identificando-os com algumas máximas da Pedagogia prospectiva, e subsidia o trabalho de pessoas comprometidas a buscar uma educação de qualidade. Diz o texto na página 89: “À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele”.
Segundo Delors, a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazermostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar; aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver.
Os pilares são quatro, e os saberes e competências a se adquirir são apresentados, aparentemente, divididos. Essas quatro vias não podem, no entanto, dissociar-se por estarem imbricadas, constituindo interação com o fim único de uma formação holística do indivíduo.
Jacques Delors (1998) aponta como principal conseqüência da sociedade do conhecimento a necessidade de uma aprendizagem ao longo de toda vida, fundamentada em quatro pilares, que são, concomitantemente, do conhecimento e da formação continuada.
A seguir, é apresentada uma síntese dos quatro pilares para a educação no século XXI.
Aprender a conhecer – É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar.
Aprender a fazer – Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas.
Aprender a conviver – No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum.
Aprender a ser – É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo.
Com base nessa visão dos quatro pilares do conhecimento, pode-se prever grandes conseqüências na educação. O ensino-aprendizagem voltado apenas para a absorção de conhecimento e que tem sido objeto de preocupação constante de quem ensina deverá dar lugar ao ensinar a pensar, saber comunicar-se e pesquisar, ter raciocínio lógico, fazer sínteses e elaborações teóricas, ser independente e autônomo; enfim, ser socialmente competente.
Uma educação fundamentada nos quatro pilares acima elencados sugere alguns procedimentos didáticos que lhe seja condizente, como:

  • Relacionar o tema com a experiência do estudante e de outros personagens do contexto social;
  • Desenvolver a pedagogia da pergunta (Paulo Freire e Antonio Faundez, Por uma Pedagogia da Pergunta, Editora Paz e Terra, 1985);
  • Proporcionar uma relação dialógica com o estudante;
  • Envolver o estudante num processo que conduz a resultados, conclusões ou compromissos com a prática;
  • Oferecer um processo de auto-aprendizagem e co-responsabilidade no processo de aprendizagem;
  • Utilizar o jogo pedagógico com o princípio de construir o texto

Conclusão

Presenciamos um momento muito importante em nosso país, o da demanda por educação, que, ao crescer, faz com que sociedade e instituições, em uníssono, movimentem-se no atendimento a essa urgência nacional. Essa é uma tarefa importante e é isso que se espera que o Brasil faça. Temos materiais e idéias. É preciso pôr em prática todos os estudos e projetos para a modernização da educação. Diante disso, torna se urgente uma mudança comportamento por 

Para mudar nossa história e lograr conquistas, precisamos ousar em cortar as cordas que impedem o próprio crescimento, exercitar a cidadania plena, cobrar daqueles “empresários da educação” que fizeram de algo intangível, que é o conhecimento, negócio, que enriqueceram com falsas promessas aos seus alunos, que brincam com sonhos e sucumbiram ideais. Basta de enganação, Chega!!! Esta na hora também, do educando aprender a usar o poder da visão crítica, entender o contexto desse mundo, ser o ator da própria história, lutar por uma educação mais justa e de resultados e, acima de tudo, acreditar no poder transformador da educação.
Os questionamentos que deixo são:  “estarão as nossas escolas dispostas a mudar esse comportamento medieval de ensino?" Estarão os professores dispostos a aprenderem a metodologia ENEM que é, de longe, oposta a tudo que ensinam? E por ultimo: estará o governo disposto a essa transformação? Com a resposta aqueles engravatados que comandam a educação de suas salas climatizadas, porque eu continuarei aqui nas arrefecidas salas de aula em contato direto com aquele que mais sofre com essa indiferença, o aluno..








domingo, 8 de junho de 2014

Geopolítica ENEM 2014

Palestina: desafios do governo de unidade.

Alacir Arruda

Manifestação pelo fim das divisões entre os grupos políticos palestinos, em 2011. Unidade nacional contra ocupação é desejo histórico dos movimentos sociais.

Acordo entre Fatah e Hamas pode marcar retomada da luta contra dominação israelense. Mas há obstáculos à frente, e Telaviv já lança ameaças
A formação de um novo governo palestino, com apoio do Fatah e do Hamas, anunciada na segunda-feira (2/6) é uma estação importante, na rota da reconciliação. “Mas ainda há muitas estações onde parar, antes de chegar à unidade real baseada numa parceria entre todos os grupos palestinos”.
Com estas palavras, Amjad Al-Shawa, porta-voz da rede de ONGs palestinas na Faixa de Gaza, saudou o governo de consenso nacional, mas afirmou à IPS que todas as decisões adotadas durante o período de divisão entre os grupos deveriam agora ser anuladas.
“A formação de um governo de consenso impõe responsabilidades maiores para nós, como organizações civis, para lutar pela efetivação do acordo de reconciliação, e contribuir de modo eficaz na definição de planos nacionais”.
“Reivindicamos a garantia dos direitos dos palestinos, inclusive a reabertura das organizações fechadas no período da divisão e a garantia do estado de direito”, acrescentou Al-Shawa.
O novo governo palestino, anunciado para acabar com a divisão política entre os palestinos da Cisjordânia e os da Faixa de Gaza, é o terceiro gabinete liderado por Ramy Al Hamdallah. Ele sucedeu o antigo primeiro-ministro, Salam Fayyad, e lidera o 17º equipe ministerial desde que foi estabelecida a Autoridade Nacional Palestina, em 1994.
O governo de unidade tomou posse nos escritórios da Organização pela Libertação da Palestina (OLP), em Ramallah, com a presença do presidente Mahmoud Abbas. Quatro ministros que vivem na Faixa de Gaza não puderam comparecer ao ato, porque Israel negou seu acesso à Cisjordânia.
O papel do governo de consenso nacional é preparar eleições presidenciais e parlamentares nos territórios palestinos, além de reconstruir a Faixa de Gaza. Esta segunda prioridade indica a intenção de priorizar a região e tentar romper o bloqueio imposto por Israel desde que o governo do Hamas assumiu o poder, em junho de 2007.
O presidente palestino Mahmoud Abbas afirmou, num pronunciamento pela TV, que o novo governo significará o fim da divisão interna que afetou a causa da independência nacional. Acrescentou que se trata de um governo de transição, cuja missão é preparar as eleições.
Abbas frisou que o novo governo, assim como os anteriores, segue comprometido com os acordos internacionais firmados pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), e com o programa adotado pelas instituições da OLP. O mandato para negociações políticas, ele prosseguiu, permanece com a OLP, como única representante legítima do povo palestino. O presidente advertiu Israel que qualquer ação punitiva considerada prejudicial aos interesses do povo palestino terá resposta apropriada.
O novo governo Fatah-Hamas. Ao centro, o presidente Mahmoud Abbas

Esta parte do pronunciamento expressa as claras preocupações palestinas sobre a possibilidade de ações punitivas lançadas por Israel. Em Telaviv, membros do governo Netanyahu ameaçaram adotar tal atitude, se o processo de reconciliação entre Fatah e Hamas prosseguisse. As ameaças dirigem-se em particular ao Hamas, a facção islâmica que Israel e muitos países ocidentais insistem em qualificar como “terrorista”.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu não demorou a agir, após o anúncio da formação do novo governo palestino. Seu gabinete de Segurança Política anunciou um encontro urgente, para discutir formas de responder à Autoridade Nacional Palestina, após o acordo desta com o Hamas. A reunião decidiu autorizar Netanyahu a impor sanções à ANP e ao governo de reconciliação nacional, mas não deu detalhes.
Observadores viram o fato como sinal de que o governo de Telaviv escolheu um caminho centrista, para satisfazer dois extremos. De um lado, está o determinado ministro da Economia, Naftali Bennet, o líder do partido de direita “Lar Judeu”, que rejeita qualquer acordo com os palestinos, reivindicando punição e anexação de suas terras. De outro, Yair Lapid, ministro das Finanças e líder do partido Yesh Atid (“Há um Futuro”), que propôs esperar. A este, juntou-se o ministro do Exterior, Avigdor Lieberman [tradicionalmente à direita], para o qual o governo israelense não deveria apressar-se em responder aos palestinos.
O governo formado pelo Hamas na Faixa de Gaza – que se manteve sete anos no poder sob cerrado cerco israelense, isolamento quase total da região e crises sucessivas – deixou o posto. Ismail Haniya, ex-primeiro-ministro deste governo, afirmou em entrevista coletiva que saudava o novo governo palestino de consenso, e frisou a necessidade de acabar com a divisão
Um dos desafios com os quais o novo governo palestino defronta-se é restabelecer as relações entre Gaza e o Egito. Espera-se que este reabra a passagem de Rafah, que liga a Faixa de Gaza com o resto do mundo. O Cairo havia afirmado que a formação de um governo de unidade nacional era condição para abertura da passagem.
O governo egípcio saudou a formação deste novo governo. Num comunicado emitido segunda-feira, Badr Abdel-Atti, porta-voz do ministério do Exterior, afirmou: “A formação de um governo de consenso é um passo importante para estabelecer a unidade da Palestina e a restauração dos direitos legítimos de seu povo – em especial o direito a autodeterminação e ao estabelecimento de um Estado independente e soberano, baseado nas fronteiras de 4 de junho de 1967”.
As próximas semanas serão muito importantes para saber como o novo governo palestino exercerá suas funções, especialmente na Faixa de Gaza, que sofreu duramente, nos anos de abusos e violações dos direitos de suas instituições e cidadãos. O novo governo precisará de tempo e de passos concretos para restaurar a confiança do povo palestino.


quarta-feira, 4 de junho de 2014

entrevista que concedi ao portal A12 de SP

Entrevista: Cientista político fala sobre eleições e voto consciente.
Padre César Moreira, 02 de Junho de 2014 às 08h00.
Por tradição, o eleitor brasileiro não liga para as eleições com antecedência. Também nesse assunto deixa para última hora.
A existência da Propaganda Eleitoral, falsamente chamada de "gratuita" (quem paga é você porque as empresas de Comunicação abatem dos impostos os custos em gerar a transmissão) favorece o fato de a atenção ficar para os últimos 45 dias.
É pouco tempo em se considerando a necessidade de conhecer os candidatos - que são muitíssimos, sobretudo nas eleições gerais, como esta de 5 de outubro. Cabe ainda ao eleitor analisar o cenário político, as alianças partidárias, os projetos dos partidos, o perfil dos candidatos e seus planos. Ele tem de escolher Presidente da República, governador do Estado, senadores, deputados federais e estaduais, ou seja tem de votar em vários nomes.
Com a intenção de ajudar o eleitor a exercer bem o seu direito de cidadania e para que escolha com conhecimento seus representantes, oferecemos reflexões de estudiosos do assunto. A seguir, leia a entrevista com o sociólogo e cientista político Alacir Arruda. E bom proveito.
Eleições
Padre César: Qual sua expectativa para as eleições gerais deste ano?
Alacir Arruda: Caro Padre César não somente eu, mas a maioria da população brasileira não se empolga com esse pleito, sobretudo se levarmos em consideração que o modelo que ai está há 12 anos deve permanecer por mais 4, uma vez que a oposição não conseguiu, pelo menos até o momento, fechar questão quanto a uma candidatura de coalizão que pudesse fazer frente ao que esta estabelecido.
Outra questão é que estamos em ano de copa o que impossibilita ao eleitor uma reflexão mais cuidadosa quanto aos candidatos.
Padre César: O que dificulta a tarefa do eleitor para fazer sua escolha de modo consciente e cuidadoso?
Alacir Arruda: O modelo eleitoral brasileiro é perverso. A propaganda eleitoral começa somente em agosto e a decisão de quem será candidato somente após as convenções que só começam em 26 de junho e o registro das candidaturas até o dia 31 de junho.
O eleitor tem entre três em quatro meses para decidir quem vai dirigir a nação, esse tempo é muito curto comparado, por exemplo, as previas americanas que duram quase 12 meses é evidente que isso favorece aqueles candidatos menos qualificados e dificulta o voto consciente.
Padre César: Que mais chama atenção no cenário político atual: os possíveis candidatos? A possibilidade de reeleição? As denúncias de corrupção contra candidatos da situação e de oposição? O número excessivo de partidos e de candidatos?
Alacir Arruda: Na verdade todos esses aspectos juntos. Se levarmos em conta o número de partidos que temos, algumas siglas de aluguel, e os candidatos que vislumbram a presidência, ainda o fato dessa ser a primeira eleição pós mensalão poderíamos imaginar um quadro novo se desenhando para esse pleito, porém, é sempre bom lembrar que brasileiro, sobretudo o mais simples, tem memoria curta.
Não vejo grandes mudanças, acredito que o modelo que ai está deve permanecer por mais quatro anos uma vez que não foi trabalhada uma candidatura alternativa nesse período.
Padre César: O fato de a eleição coincidir com a realização da Copa do Mundo no Brasil trará influências nas escolhas do eleitor?
Alacir Arruda: Não tenha duvidas. O PT deve perder importantes redutos estaduais em função do fiasco na realização das obras para a Copa, grande parte delas inacabadas, outro fator que concorre contra o governo é o fato de que grande parte de seu eleitorado, os mais humildes, não terão acesso aos estádios uma vez que os valores dos ingressos são incompatíveis com essa importante parcela do eleitorado.
Padre César: Que atitudes o eleitor atento deve ter em se preparar para a eleição de outubro?
Alacir Arruda: as recomendações são sempre as mesmas: o eleitor é a figura central no processo, o seu voto pode ser o fator de mudança ou a inércia permanente, entre a educação e o descaso entre a ética e a imoralidade publica. Partir para o pessimismo e adotar o discurso de que todos são iguais, não contribui para a consolidação de nossa democracia tão incipiente.
A melhor postura ainda é a investigação da vida pregressa de todos os candidatos e saibam, os nossos políticos não vem de Marte, são daqui mesmo. Você os elege.
Assinatura Padre César

terça-feira, 3 de junho de 2014

nem cubano suporta

Mais dois cubanos deixam o programa Mais Médicos

(Foto: Estadão Conteúdo)

Mais dois cubanos desistiram do programa federal Mais Médicos, segundo informações da Associação Médica Brasileira (AMB). Eles deixaram a cidade em que trabalhavam, no Estado do Pará, e procuraram a entidade nesta segunda-feira, 02, para denunciar "condições de trabalho análogas à escravidão". Os dois profissionais deverão detalhar nesta terça, em entrevista, as más condições de trabalho pelas quais passavam nas unidades de saúde onde atuavam.
Com as duas novas desistências, nove cubanos já abandonaram o programa. O Ministério da Saúde informou que não comentaria as desistências antes de ter mais detalhes sobre o caso. Disse apenas que a parceria com o governo cubano prevê a reposição do profissional em todos os casos de abandono ou desistência.
Desde fevereiro, a AMB mantém o Programa de Apoio ao Médico Estrangeiro, criado para dar suporte aos profissionais que queiram deixar o programa ou denunciar irregularidades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


domingo, 1 de junho de 2014

agradecimento

                             
AGRADECIMENTO

     &            CAFÉ FILOSÓFICO 

     Diálogos do Ser
UMA PARCERIA DE SUCESSO!
GOSTARIA DE AGRADECER AO CAFE TRÊS CORAÇÕES QUE ESTEVE CONOSCO NO ULTIMO CAFÉ FILOSÓFICO OCORRIDO DIA 31/05/2014. É UMA CONQUISTA PARA O NOSSO EVENTO APÓS 1 ANO, TER O APOIO DE UMA MARCA RESPEITADA E SEDIMENTADA NO MERCADO . O CAFE TRÊS CORAÇÕES E NOSSO PARCEIRO PARA OS PRÓXIMOS ENCONTROS ONDE ESTARÃO SERVINDO, NÃO SOMENTE OS MELHORES  CAFÉS, CAPUCINOS E CHÁS DO BRASIL, MAS TAMBÉM DIVULGANDO UM VASTO PORTFÓLIO DE PRODUTOS DE PRIMEIRA QUALIDADE. LEMBRANDO QUE O PRÓXIMO CAFÉ FILOSÓFICO OCORRERÁ DIA 28 DE JUNHO AS 19H00 SOB COMANDO DA PSICOLOGA ESPECIALISTA EM JUNG GISELDA. DESDE JÁ SINTAM-SE CONVIDADOS. E AGORA SIM PODEMOS DIZER: " ESCOLHA UM DOS SABORES  ABAIXO E VENHA TOMAR UM CAFÉ TRÊS CORAÇÕES CONOSCO".



ATT. PROF. PROF. ALACIR  ARRUDA


sexta-feira, 30 de maio de 2014

Vergonha mundial

Revista francesa detona Brasil e aponta Copa no país como o “Mundial do Medo”
Publicado por Nelci Gomes 

Ao ler essa reportagem senti  vergonha de ser brasileiro: A notícia abaixo foi extraída do Fórum de Esportes da UOL e, apesar de algumas duvidas sobre a sua veracidade, é um  alerta para problemas reais do Brasil e devido à enorme repercussão que vem tendo na internet, achei interessante trazê-la para discussão no Blog  Alacir Arruda)

A renomada revista FRANCE FOOTBALL traz sempre belíssimas capas, ilustradas com fotos de lances sensacionais, gols, voleios, troféus, torcidas celebrando com suas bandeiras, etc... Mas esta semana veio com uma "Edição de Luto".
A capa toda negra, onde se lê "Peur sur le Mondial", algo como: "O mundial do medo", sendo que a letra O da palavra "mondial" está a bandeira do Brasil, e onde deveria estar escrito "Ordem e Progresso", foi colocada uma tarja negra.

(foto ilustrativa) No subtítulo diz: Atingido por uma crise econômica e social, o Brasil está longe de ser aquele paraíso imaginado pela FIFA para organizar uma Copa do Mundo, a menos de 5 meses do mundial, o Brasil virou uma terrível fonte de angústia. A revista FF é a mais respeitada publicação de futebol no mundo.

O prêmio "Ballon d'Or", foi criado por ela, e a FIFA teve que pagar para ter o direito de promover tal prêmio. Também foi dela a série de reportagens que culminaram na suspensão do campeonato Italiano de 2005/06, assim como as denúncias de corrupção que resultaram na queda de João Havelange.

A revista pode ser acessada no site: www.francefootball.com mas apenas se vê a capa, a reportagem, de 12 páginas, não está liberada no Brasil.


Alguns fatos sobre a copa:

Política 
· Apesar do lema brasileiro: "Ordem e Progresso", o que menos se vê na preparação deste mundial, é Ordem ou Progresso. 

· A FIFA não pediu o Brasil para sediar a Copa, foi o Brasil que procurou a FIFA e fez a proposta. 

· A corrupção no Brasil é endêmica, do povo ao governo. 

· A burocracia é cultural, tudo precisa ser carimbado, gerando milhões para os Cartórios. 

· Tudo se desenvolve a base de propinas. 

· Todo o alto escalão do governo Lula está preso por corrupção, mas os artistas e grande parte da população acham que eles são honestos, e fazem campanhas para recolher dinheiro para eles. 

· Hoje, tudo que acontece de errado no Brasil, a culpa é da FIFA, antes era dos EUA, já foi de Portugal, o brasileiro não tem culpa de nada. 
· O Brasileiro dá mais importância ao futebol do que à política. 
· O Brasileiro elege jogadores de futebol para cargos públicos. 
· Romário (ex-Barcelona) é hoje deputado. Aproveita o descontentamento com a Copa para se auto-promover, mas nunca apresentou um projeto de lei sobre saúde ou educação. Sua meta é dar ingresso da Copa para pobre (como se essa fosse a prioridade para um pobre brasileiro). 
· O Deputado mais votado do Brasil é um palhaço analfabeto e banguela, que faz uma dança ridícula, com roupas igualmente ridículas, e seu bordão é: "pior que está não fica". Será? 
· Em uma das músicas deste palhaço analfabeto ele diz: "Ele é ladrão mas é meu amigo!", Isso traduz bem o espírito do Brasileiro. (http://letras.mus.br/tiririca/176533/) 
· Brasileiros se identificam com analfabetos. 
· A carga tributária do Brasil é altíssima maior que a da França, e os serviços públicos são péssimos comparáveis aos do Congo. 
· Mas o Brasileiro médio pensa que ele mora na Suíça. Quem está lá, na verdade, é a FIFA.- Há um dito popular que diz que "Deus é brasileiro". 
· A FIFA, como imagem institucional, busca não associar-se a ditaduras. Tanto que excluiu a África do Sul na época do Aparthaid e, ao contrário do COI, recusou a candidatura da China, apesar das ótimas condições que o país oferecia. Mas o Brasil, sede da Copa, vive um caso de amor com ditaduras. 
· O Brasil pleiteava uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, para sentar-se ao lado França, mas devido ao seu alinhamento com ditaduras, a França já se manifestou contrariamente. 
· A Presidente Brasileira parece estar alienada da realidade e diz que será o melhor mundial de todos os tempos, isso, melhor que o do Japão, dos EUA, da França, da Alemanha. 
· O governo brasileiro acaba de gastar 400 milhões de Euros com compras de armas para a polícia e disse estar disposto a colocar o exército na rua para proteger a Copa contra os... Brasileiros (?) Isso mesmo, o governo está ameaçando seu próprio povo. 
· Há um movimento de alguns jogadores de futebol, liderado pelo ídolo do Lyon (França) Juninho Pernambucano, chamado "Bom Senso", pedindo conscientização dos jogadores. 
· Analisando os países sedes desde 1970, o número de mortes em estádios, nos 16 anos prévios a cada edição da Copa: México: (1970): 06 mortes; Alemanha (1974): 00 mortes; Argentina (1978): 04 mortes; Espanha (1982): 00 mortes; México (1986): 12 mortes; Itália (1990): 00 mortes; EUA (1994): 00 mortes; França (1998): 00 mortes; Japão (2002): 00 mortes; Coreia do Sul (2002): 00 mortes; Alemanha: (2006): 00 mortes; Africa do Sul: (2010): 17 mortes; Brasil: (2014): 234 mortes;
· As autoridades dizem que foram pegas de surpresa! 
· Não há transporte por trens. 
Saúde 

· Reze para não ter problemas de saúde enquanto estiver alí. 

· Vacina contra febre amarela é recomendada. 

· Use repelentes, no Brasil ainda há pessoas morrendo com dengue, malária ou doença de chagas, já erradicadas na França no século XVIII. 

· Faça um seguro de saúde privado antes de ir ao Brasil. 

· Médicos privados cobram mais de 100 Euros por consultas de 20 minutos. 

· Os hospitais públicos são péssimos, comparáveis a zonas de guerra. Vide 
· A frase de Ronaldinho Fenômeno virou hit no Twitter e record e visualizações no youtube. 
· O Pelé pediu para os Brasileiros esquecerem os problemas e curtirem a Copa. 
Hospedagem 

· Paris é a cidade mais visitada do mundo, com quase 20 milhões de turistas / ano. São Paulo é menos visitada que a pequena Benidorm na Espanha, ou que a cinza Varsóvia, na Polônia ou a poluída Chenzen na China. 

· São Paulo perde para Buenos Aires, Cuzco e outras cidades Sul americanas. 

· Nem no Brasil é a mais visitada. Ninguém faz turismo em São Paulo. 

· Amarga o posto 68 na lista das mais visitadas do mundo. 

· No entanto, um hotel em São Paulo custa em média 40% mais do que se hospedar em um equivalente hotel em Paris. 

· Na época da Copa, um hotel de baixa qualidade em São Paulo chega a pedir 800 Euros por noite. 
· Os brasileiros não tem hábito de intercambiar casas, alugar sofás ou hospedar pessoas por sites em internet. 
· Leve adaptador de tomada. O Brasil adotou um sistema que só existe no Brasil, e muda a cada 4 ou 5 anos, gerando milhões para algumas empresas. 
Telecomunicações 
· Minuto de celular mais caro do mundo e o sinal é péssimo, um dos piores do mundo. 
· 4G não existe na maioria das cidades. 
· A internet é horrível e caríssima. Para o Brasil chegar aos níveis do Iraque deveria obrar o investimento em banda larga. 
Segurança 
· Se você não gostou do que leu até agora, o pior está aqui. 
· No Brasil há mais assassinatos que na Palestina, no Afeganistão, Síria e no Iraque JUNTOS. 
· No Brasil há mais assassinatos que em toda a AMÉRICA DO NORTE + EUROPA + JAPÃO + OCEANIA. 
· A guerra do Vietnã matou 50.000 pessoas em 7 anos. No Brasil se mata a mesma quantidade em um ano. 
· Ano passado foram 50.177 segundo o governo, segundo a ONGs superam 63.000 mortes. 
· Todo brasileiro conhece alguém que foi assassinado. 
· 1% dos casos resultam em prisão. 
· Este 1% não chega a cumprir 1/6 da pena, e é beneficiado por vantagens que se dão aos criminosos. 
· As prisões parecem masmorras e não recuperam. 
· Rebeliões com dezenas de mortos, pessoas decapitadas, esquartejadas são freqüentes. 
· Recomenda-se levar uma pequenas quantidade de dinheiro para caso de assaltos. É comum assassinarem as pessoas que nada tem para o assalto. 
· Não leve o cartão consigo, você pode ser vítima de uma espécie de sequestro que só tem no Brasil: "Seqüestro Relâmpago". 
· Não use relógios, máquinas fotográficas, celulares, pulseiras, brincos, colares, anéis, bolsas caras, bonés caros, óculos caros, tênis caro, etc... Vista-se da forma mais simples possível. 
· Se for assaltado, não reaja. 
· Não ande pelas ruas após as 22hs. 
· Caixas eletrônicos não funcionam após as 22h30, devido aos assaltos. Os políticos, no lugar de aumentar a segurança, tiveram a brilhante idéia de proibir o cidadão de bem de tirar dinheiro do caixa. 
· Os bancos fecham as 16hs. 
· Só faça câmbio em bancos ou casas autorizadas. Existe uma grande quantidade de moeda falsa e estrangeiros são alvo fácil. 
· Policiais são monoglotas. Aprenda frases como: "Eu fui assaltado"; "preciso de ajuda", "estou ferido", "sou francês, leve-me ao consulado por favor" 
· Há falsas blitz para assaltar pessoas. 
Conclusão 

· O que falta no Brasil é educação. Os números são assustadores, mesmo quando comparados com seus vizinhos sul-americanos. 

· O Brasil tem uma porcentagem de universitários menor que o Paraguai; 

· Apenas 3% dos Brasileiros são bilíngües. 

· A Argentina tem 5 prêmios Nobel, a Colômbia 3, o Chile 3, a Venezuela 1, o Brasil? Zero! 

· Entre as 200 melhores Universidades do mundo, não tem nenhuma Universidade Brasileira. 

· O país tem 14% de sua população composta de analfabetos; 
· No Brasil há 39.000.000 de analfabetos funcionais. 
· Ano passado surgiram 300.000 novos analfabetos. 
· No ranking da ONU de 2012 o Brasil, que já estava mal colocado, caiu mais 3 posições, e hoje é o número 88 no mundo. (A França é 5.) 
· O Brasil fica atrás de Belize, Ilhas Fiji, Tchad, Azerbaijão, Ilhas Maurícios, Uzbequistão, Mongólia, Paraguai, Trinidad e Tobago, Belarus, Tijiquistão, Botswana, São Tomé e Príncipe, Namíbia, Santa Lúcia, Moldavia... Até atrás da Palestina em guerra, o Brasil conseguiu ficar. 
· UMA VERGONHA INTERNACIONAL, mas o brasileiro está muito feliz de ser pentacampeão de futebol. 
Nos corredores da FIFA já se admite que foi o maior erro da história da Instituição eleger o Brasil como sede. O que se fala é que os dirigentes deveriam ter ouvido o grande Estadista Francês Charles de Gaulle, quando disse: "O Brasil não é um país sério"

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DILMA, UMA ALIENADA!!