domingo, 15 de junho de 2014

porque somos assim

              PORQUE SOMOS ASSIM II?

Por Alacir Arruda

A corrupção no Brasil se tornou endêmica. Atualmente os brasileiros não  mais se alarmam  com as denúncias de corrupção, afinal, isso por aqui  não é  nenhuma  novidade, é regra!
A Copa do Mundo custou aos cofres públicos a “bagatela” de 25 bilhões de reais e os mais pessimistas dizem 30, isso para termos apenas os estádios prontos, visto que as chamadas obras de mobilidade só Deus sabe quando ficarão prontas. Uma importante agencia americana de  risco estima que mais de 15 bilhões desse montante  serão desviados, em detrimento da saúde, educação e segurança publica.
A corrupção é nossa conhecida de longa data, motivo para não se sentirem tão surpresos com os números acima, ou ,  se sentirem enganados,  traídos por uma velha amiga.
Muitos são capazes de jurar que a desconhecem!
Velha amiga, porque vem desde o descobrimento do Brasil, quando os portugueses enganavam os indígenas com falsos presentes, para tomar posse de suas terras, como fazemos até hoje, mas, na base da cachaça.
Amiga, porque convive em nosso meio, no dia a dia.
Sou capaz de jurar que, em sua maioria, o brasileiro é corrupto; que vai desde o político, ao cidadão comum que, sonega I.Renda, o ICMS, o ISS, etc, etc,
Muitos vão jurar de pés juntos que não é, não acredite, pois ele já está, lhe corrompendo!
Aquele que, aqui não se enquadrar, que atire a primeira pedra!
Talvez seja uma ou duas, somente!
Por acaso você nunca subornou um policial, para não ser multado!
Você nunca subornou um garçon, para lhe servir melhor?
Nunca cortou filas, subornando os porteiros?
Toda compra, você exige nota fiscal ou quando vende, emite nota fiscal?
Nunca adulterou combustível?
Nunca obstaculizou projetos para receber propinas?
Ninguém vendeu sentença aos narcotraficantes e/ou, a outros bandidos!
Não estamos falando de valores, estamos falando de corrupção.
Ela está incrustada na nossa formação, faz parte do nosso cotidiano!
Estando de acordo ou não, necessário fazermos alguma coisa.
Acordar, por exemplo!
Pois vivemos deitados eternamente e, complacentes com ela; sem falarmos da nossa omissão.
Ao brasileiro, quando se fala em cidadania ou patriotismo, acha careta; o que já não ocorre quando seu time vai jogar, fica cheio de entusiasmo, carrega bandeiras, briga, xinga, ou seja, defende seu time com unhas e dentes!
O brasileiro, é um eterno acomodado; quando muito, às vezes brada: todo político é corrupto!
Ele não é?

Para melhor enfatizar esse comodismo, oportuno citarei  W. Churchil :

“Pior do que o mal que nos fazem os homens maus, é a falta de ação dos homens bons”.                                                                

Assim também se expressou Martin Luther King:

“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem éticas. O que mais preocupa é o silêncio dos indignados.”

Então mãos a obra, vamos fazer alguma coisa!
Temos que respirar política o dia todo; discutir, participar de movimentos, reuniões nas escolas, ete, etc, e não somente às vésperas de eleições, remetendo emails de indignações!!!!

O que você tem feito???
Já que é impossível acabarmos com a corrupção, vamos diminui-la, pois assim estaremos praticando um ato de cidadania.
Começa agora uma campanha  via internet, passando esta mensagem aos amigos, pois assim você estará praticando um ato de cidadania.
De imediato você vai sentir estranho, depois passa a gostar, não dói nada!
Garanto que esta corrente, não é aquela que, se você não passar, lhe trará azar; se nada fizer, nada lhe acontecerá, mas você será o eterno acomodado.
Permita-me observar que, não participando você não terá direito a reclamações!!!
Você pode continuar acomodado, mas corrigir-se, será menos mal, que não deixa de ser um ato de cidadania.
Essa campanha se resume em exigir, de forma urgente, uma  Reforma Política que  busque: 

PRIMEIRO:
Redução do número de vereadores, deputados federais, deputados estaduais e senadores; pois não precisamos de tantos,  para representar o povo brasileiro; pois diminuindo, automaticamente diminuirá a corrupção!!!!
         menos  VEREADORES
         menos  DEPUTADOS
         menos  SENADORES
                                                      --------------------
                                  igual            menos   CORRUPÇÃO

Obs.:
1. A maior potência do mundo (EEUU), com 300 milhões de habitantes, tem 435 deputados e o Brasil com 180 milhões, tem 513 deputados !!!!!!!!!!!!!!

2.  No Brasil aconteceu o inverso, ou seja, aumentaram  o número de vereadores.

SEGUNDO:
Todo candidato deverá ter no mínimo, curso secundário (vereadores) e, universitário (deputados/senadores); este principalmente para os cargos de Presidente da República e, para Ministros.
TERCEIRO:
Fidelidade partidária, pois os eleitos serão obrigados a ter uma ideologia e, não interesses!
QUARTO:
proibição de financiamento para campanhas, isto para não ficarem de rabo preso; pois quem assim financia, tem seus interesses.
QUINTO:
Todo e qualquer cargo público, deverá ser ocupado somente através de concurso público; assim acabaremos com o nepotismo!
SEXTO:
Não votar em candidato que tenham ficha suja.

CONCLUSÃO:
          Uma vez que o combate a corrupção é uma luta contínua e árdua e seu fim uma utopia, podemos, ao menos, diminuí-la. Como? Eliminando os ratos (não votar em candidatos envolvidos em corrupção, cassados, etc); cujos resultados poderão reverter àqueles que estão passando fome. 
As recomendações são sempre as mesmas: o eleitor é a figura central no processo, o seu voto pode ser o fator de mudança ou a instalação continuidade do caos, entre um sistema educacional que funcione ou esse descaso que hoje assistimos, entre a ética e a imoralidade pública. 
Partir para o pessimismo ou adotar o discurso de que todos são iguais, não contribui para a consolidação de nossa democracia tão incipiente. A melhor postura ainda é a investigação da vida pregressa de todos os candidatos, e saibam: os nossos políticos não vem de Marte, são daqui mesmo. Você os elege.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

copa: pão e circo

O PÃO JÁ TINHAMOS ( bolsa família, fies, prouni etc..)  AGORA  CHEGOU O CIRCO...

Por Alacir Arruda

Como disse certa vez o saudoso carnavalesco Joãozinho Trinta, “pobre gosta de luxo”.  Bom, então.....chegou a Copa,  tempos de exaltarmos o nosso orgulho nacional, estender o pavilhão nas janelas ou desfilar com elas nos capôs de carros, de lembrarmos a letra do  hino nacional ( que ninguém sabe cantar inteiro) e de repetir aquela máxima que a seleção é brasileira e o Brasil de chuteiras.. Lindo!
Sinceramente não sei dizer o que é mais impressionante, se o poder de alienação do Estado ou a capacidade de se deixar alienar do povo brasileiro.
È perfeitamente normal para crianças, adolescentes ou até mesmo  mulheres carentes passarem o seu precioso domingo correndo atrás de jogadores de futebol. Mas para homens adultos, pais de família isso é  simplesmente ridículo.
Gosto de futebol, mas ainda não conseguir descobrir qual o prazer de perder duas horas da minha vida em frente a uma TV ou num campo de futebol contemplando a horrível cena de um monte de machos suados e robustos correndo atrás de uma bola. Pela minha lógica, é bem melhor ficar na praia vendo um monte de mulheres gostosas e seminuas, esteticamente e melhor...
Só mesmo um excelente aparelho alienante para conseguir isso. Não é pra menos, na década de 70, a ditadura militar, constatando a falta de idealismo e de patriotismo do povo brasileiro, frente às constantes provas de uma pátria madrasta, solicitou a composição de uma música focada no futebol, única coisa ainda não ruim que tinha pra mostrar. Daí surgiu o famoso “Cento e vinte milhões em ação…” levando uma alienada multidão ao delírio patriótico. Com isso, todas as outras questões essenciais, como, saúde, educação, desemprego, foram esquecidos. O brasileiro virou patriota do dia pra noite. Mais um ponto pra ditadura.
Atualmente a ditadura veste roupagem de “democracia” e continua necessitando dessa ferramenta para fins políticos.
Quem sai lucrando com isso são os jogadores de futebol, os donos dos times, a imprensa em geral e as empresas que anunciam seus produtos. Os coitados dos alienados, conhecidos popularmente como “torcedores” só levam a pior. Gastam muitas vezes o dinheiro que não têm, passam o dia gritando “É… cam-pe-ãooooooooo…”, carregam nas costas os jogadores suados e outros torcedores, carregam pesadas bandeiras num sol de rachar, levam porrada da polícia, dentre outros “prazeres do futebol”.
Enquanto isso, os “heróis” desfrutam de hotéis quatro estrelas e de belas mulheres.
Tamanha babaquice não tem limites. Aonde se chega se houve a pergunta: “E aí, viu o jogo”? A imprensa não veicula mais notícias, apenas as inúteis informações sobre futebol: “Porque Zezinho ta machucado, porque Dadinho ta com o joelhinho inchado…” Tenha dó, né?
Com a verba utilizada na construção de estádios, para fins de realização da copa do mundo em nosso país, dava para construir casas populares para uma infinidade de pessoas e ainda investir na educação e saúde, que continuam capengas.
Se o povo brasileiro valorizasse o trabalhador da mesma forma que valoriza o jogador de futebol, nossa realidade não seria tão miserável. O próprio operariado, apesar de sua consciência indicar que o seu ofício é um milhão de vezes mais importante do que os feitos dos jogadores de futebol e que para isso, recebe um milhão de vezes menos que os jogadores, mesmo assim, aplaude os jogadores como se estivessem produzindo algo essencial para o país. Que outra denominação podemos dar a isso?
O povo brasileiro precisa sair da adolescência, deixar essas babaquices no passado e ocupar-se de coisas úteis, que traga algum retorno promissor para sua vida.
Não sou contra o Brasil, até torço para  a nossa seleção e  acho o futebol um importante elemento de inclusão em nossa sociedade, o que não compreendo é que não temos essa  mesma empolgação quando de se trata de eleger os homens que serão responsáveis pela nação por 4 anos, não saímos a rua quando bandidos, disfarçados de homens públicos, lesam o o nosso patrimônio ou quando nossas crianças chegam a oitava serie sem saber ler..Isso me preocupa. Quando uma nação inverte os valores o resultado é a alienação coletiva.

P.S.. Respeito opiniões contrarias, mas uma copa que custou 30 bilhões ao erário publico, maior que a soma das ultimas três copas juntas, não pode ser tratada com seriedade..


terça-feira, 10 de junho de 2014

o fingimento dos cursinhos

EDUCAÇÃO: O FINGIMENTO DOS CURSINHOS
Por: Alacir Arruda

É com imenso prazer que novamente aceitei o desafio de  preparar 6 (seis)  audaciosos jovens, todos obcecados por medicina,  para o ENEM  2014.   Ano passado foram 18 e todos foram aprovados. Faço esse tipo de trabalho sem nenhum interesse outro, que não seja provar que os cursinhos pré-vestibulares não preparam adequadamente (na verdade eles mais confundem) os alunos para o ENEM. Tive a honra de compor o grupo de 40 professores que em 2009 foram convidados pelo INEP/MEC para elaborarem o NOVO ENEM em Brasília. Desde então tenho feito parte do grupo de Elaboradores de Itens para o ENEM o BNI. Digo isso não por vaidade, mas para dizer que tenho fundamentação teórica naquilo que digo, qual seja: “ os cursinhos brasileiros não estão preparados para o ENEM”, imaginem seus alunos. 
A metodologia ENEM, na verdade uma copia do modelo S.A.L.T americano, é fruto de tudo que há de mais moderno em concepção educacional, uma vez que tem como referência o relatório que o intelectual francês  Jacques Delors, juntamente com outros,  entre eles Edgar Morin,  confeccionaram   em 1995  a pedido da ONU. Esse relatório deu origem ao livro “ Educação um Tesouro a Descobrir”.
Neste livro ( que deveria ser leitura obrigatória de todos que lidam com cursinhos pré vestibulares no Brasil e não é)  Jacques Delors, aborda de forma bastante didática e com muita propriedade os quatro pilares de uma educação para o século XXI, associando-os e identificando-os com algumas máximas da Pedagogia prospectiva, e subsidia o trabalho de pessoas comprometidas a buscar uma educação de qualidade. Diz o texto na página 89: “À educação cabe fornecer, de algum modo, os mapas de um mundo complexo e constantemente agitado e, ao mesmo tempo, a bússola que permite navegar através dele”.
Segundo Delors, a prática pedagógica deve preocupar-se em desenvolver quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo os pilares do conhecimento: aprender a conhecer indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância; aprender a fazermostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar; aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento; e, finalmente, aprender a ser, que, talvez, seja o mais importante por explicitar o papel do cidadão e o objetivo de viver.
Os pilares são quatro, e os saberes e competências a se adquirir são apresentados, aparentemente, divididos. Essas quatro vias não podem, no entanto, dissociar-se por estarem imbricadas, constituindo interação com o fim único de uma formação holística do indivíduo.
Jacques Delors (1998) aponta como principal conseqüência da sociedade do conhecimento a necessidade de uma aprendizagem ao longo de toda vida, fundamentada em quatro pilares, que são, concomitantemente, do conhecimento e da formação continuada.
A seguir, é apresentada uma síntese dos quatro pilares para a educação no século XXI.
Aprender a conhecer – É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento para que não seja efêmero, para que se mantenha ao longo do tempo e para que valorize a curiosidade, a autonomia e a atenção permanentemente. É preciso também pensar o novo, reconstruir o velho e reinventar o pensar.
Aprender a fazer – Não basta preparar-se com cuidados para inserir-se no setor do trabalho. A rápida evolução por que passam as profissões pede que o indivíduo esteja apto a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, desenvolvendo espírito cooperativo e de humildade na reelaboração conceitual e nas trocas, valores necessários ao trabalho coletivo. Ter iniciativa e intuição, gostar de uma certa dose de risco, saber comunicar-se e resolver conflitos e ser flexível. Aprender a fazer envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas.
Aprender a conviver – No mundo atual, este é um importantíssimo aprendizado por ser valorizado quem aprende a viver com os outros, a compreendê-los, a desenvolver a percepção de interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum.
Aprender a ser – É importante desenvolver sensibilidade, sentido ético e estético, responsabilidade pessoal, pensamento autônomo e crítico, imaginação, criatividade, iniciativa e crescimento integral da pessoa em relação à inteligência. A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo.
Com base nessa visão dos quatro pilares do conhecimento, pode-se prever grandes conseqüências na educação. O ensino-aprendizagem voltado apenas para a absorção de conhecimento e que tem sido objeto de preocupação constante de quem ensina deverá dar lugar ao ensinar a pensar, saber comunicar-se e pesquisar, ter raciocínio lógico, fazer sínteses e elaborações teóricas, ser independente e autônomo; enfim, ser socialmente competente.
Uma educação fundamentada nos quatro pilares acima elencados sugere alguns procedimentos didáticos que lhe seja condizente, como:

  • Relacionar o tema com a experiência do estudante e de outros personagens do contexto social;
  • Desenvolver a pedagogia da pergunta (Paulo Freire e Antonio Faundez, Por uma Pedagogia da Pergunta, Editora Paz e Terra, 1985);
  • Proporcionar uma relação dialógica com o estudante;
  • Envolver o estudante num processo que conduz a resultados, conclusões ou compromissos com a prática;
  • Oferecer um processo de auto-aprendizagem e co-responsabilidade no processo de aprendizagem;
  • Utilizar o jogo pedagógico com o princípio de construir o texto

Conclusão

Presenciamos um momento muito importante em nosso país, o da demanda por educação, que, ao crescer, faz com que sociedade e instituições, em uníssono, movimentem-se no atendimento a essa urgência nacional. Essa é uma tarefa importante e é isso que se espera que o Brasil faça. Temos materiais e idéias. É preciso pôr em prática todos os estudos e projetos para a modernização da educação. Diante disso, torna se urgente uma mudança comportamento por 

Para mudar nossa história e lograr conquistas, precisamos ousar em cortar as cordas que impedem o próprio crescimento, exercitar a cidadania plena, cobrar daqueles “empresários da educação” que fizeram de algo intangível, que é o conhecimento, negócio, que enriqueceram com falsas promessas aos seus alunos, que brincam com sonhos e sucumbiram ideais. Basta de enganação, Chega!!! Esta na hora também, do educando aprender a usar o poder da visão crítica, entender o contexto desse mundo, ser o ator da própria história, lutar por uma educação mais justa e de resultados e, acima de tudo, acreditar no poder transformador da educação.
Os questionamentos que deixo são:  “estarão as nossas escolas dispostas a mudar esse comportamento medieval de ensino?" Estarão os professores dispostos a aprenderem a metodologia ENEM que é, de longe, oposta a tudo que ensinam? E por ultimo: estará o governo disposto a essa transformação? Com a resposta aqueles engravatados que comandam a educação de suas salas climatizadas, porque eu continuarei aqui nas arrefecidas salas de aula em contato direto com aquele que mais sofre com essa indiferença, o aluno..








domingo, 8 de junho de 2014

Geopolítica ENEM 2014

Palestina: desafios do governo de unidade.

Alacir Arruda

Manifestação pelo fim das divisões entre os grupos políticos palestinos, em 2011. Unidade nacional contra ocupação é desejo histórico dos movimentos sociais.

Acordo entre Fatah e Hamas pode marcar retomada da luta contra dominação israelense. Mas há obstáculos à frente, e Telaviv já lança ameaças
A formação de um novo governo palestino, com apoio do Fatah e do Hamas, anunciada na segunda-feira (2/6) é uma estação importante, na rota da reconciliação. “Mas ainda há muitas estações onde parar, antes de chegar à unidade real baseada numa parceria entre todos os grupos palestinos”.
Com estas palavras, Amjad Al-Shawa, porta-voz da rede de ONGs palestinas na Faixa de Gaza, saudou o governo de consenso nacional, mas afirmou à IPS que todas as decisões adotadas durante o período de divisão entre os grupos deveriam agora ser anuladas.
“A formação de um governo de consenso impõe responsabilidades maiores para nós, como organizações civis, para lutar pela efetivação do acordo de reconciliação, e contribuir de modo eficaz na definição de planos nacionais”.
“Reivindicamos a garantia dos direitos dos palestinos, inclusive a reabertura das organizações fechadas no período da divisão e a garantia do estado de direito”, acrescentou Al-Shawa.
O novo governo palestino, anunciado para acabar com a divisão política entre os palestinos da Cisjordânia e os da Faixa de Gaza, é o terceiro gabinete liderado por Ramy Al Hamdallah. Ele sucedeu o antigo primeiro-ministro, Salam Fayyad, e lidera o 17º equipe ministerial desde que foi estabelecida a Autoridade Nacional Palestina, em 1994.
O governo de unidade tomou posse nos escritórios da Organização pela Libertação da Palestina (OLP), em Ramallah, com a presença do presidente Mahmoud Abbas. Quatro ministros que vivem na Faixa de Gaza não puderam comparecer ao ato, porque Israel negou seu acesso à Cisjordânia.
O papel do governo de consenso nacional é preparar eleições presidenciais e parlamentares nos territórios palestinos, além de reconstruir a Faixa de Gaza. Esta segunda prioridade indica a intenção de priorizar a região e tentar romper o bloqueio imposto por Israel desde que o governo do Hamas assumiu o poder, em junho de 2007.
O presidente palestino Mahmoud Abbas afirmou, num pronunciamento pela TV, que o novo governo significará o fim da divisão interna que afetou a causa da independência nacional. Acrescentou que se trata de um governo de transição, cuja missão é preparar as eleições.
Abbas frisou que o novo governo, assim como os anteriores, segue comprometido com os acordos internacionais firmados pela Autoridade Nacional Palestina (ANP), e com o programa adotado pelas instituições da OLP. O mandato para negociações políticas, ele prosseguiu, permanece com a OLP, como única representante legítima do povo palestino. O presidente advertiu Israel que qualquer ação punitiva considerada prejudicial aos interesses do povo palestino terá resposta apropriada.
O novo governo Fatah-Hamas. Ao centro, o presidente Mahmoud Abbas

Esta parte do pronunciamento expressa as claras preocupações palestinas sobre a possibilidade de ações punitivas lançadas por Israel. Em Telaviv, membros do governo Netanyahu ameaçaram adotar tal atitude, se o processo de reconciliação entre Fatah e Hamas prosseguisse. As ameaças dirigem-se em particular ao Hamas, a facção islâmica que Israel e muitos países ocidentais insistem em qualificar como “terrorista”.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu não demorou a agir, após o anúncio da formação do novo governo palestino. Seu gabinete de Segurança Política anunciou um encontro urgente, para discutir formas de responder à Autoridade Nacional Palestina, após o acordo desta com o Hamas. A reunião decidiu autorizar Netanyahu a impor sanções à ANP e ao governo de reconciliação nacional, mas não deu detalhes.
Observadores viram o fato como sinal de que o governo de Telaviv escolheu um caminho centrista, para satisfazer dois extremos. De um lado, está o determinado ministro da Economia, Naftali Bennet, o líder do partido de direita “Lar Judeu”, que rejeita qualquer acordo com os palestinos, reivindicando punição e anexação de suas terras. De outro, Yair Lapid, ministro das Finanças e líder do partido Yesh Atid (“Há um Futuro”), que propôs esperar. A este, juntou-se o ministro do Exterior, Avigdor Lieberman [tradicionalmente à direita], para o qual o governo israelense não deveria apressar-se em responder aos palestinos.
O governo formado pelo Hamas na Faixa de Gaza – que se manteve sete anos no poder sob cerrado cerco israelense, isolamento quase total da região e crises sucessivas – deixou o posto. Ismail Haniya, ex-primeiro-ministro deste governo, afirmou em entrevista coletiva que saudava o novo governo palestino de consenso, e frisou a necessidade de acabar com a divisão
Um dos desafios com os quais o novo governo palestino defronta-se é restabelecer as relações entre Gaza e o Egito. Espera-se que este reabra a passagem de Rafah, que liga a Faixa de Gaza com o resto do mundo. O Cairo havia afirmado que a formação de um governo de unidade nacional era condição para abertura da passagem.
O governo egípcio saudou a formação deste novo governo. Num comunicado emitido segunda-feira, Badr Abdel-Atti, porta-voz do ministério do Exterior, afirmou: “A formação de um governo de consenso é um passo importante para estabelecer a unidade da Palestina e a restauração dos direitos legítimos de seu povo – em especial o direito a autodeterminação e ao estabelecimento de um Estado independente e soberano, baseado nas fronteiras de 4 de junho de 1967”.
As próximas semanas serão muito importantes para saber como o novo governo palestino exercerá suas funções, especialmente na Faixa de Gaza, que sofreu duramente, nos anos de abusos e violações dos direitos de suas instituições e cidadãos. O novo governo precisará de tempo e de passos concretos para restaurar a confiança do povo palestino.


quarta-feira, 4 de junho de 2014

entrevista que concedi ao portal A12 de SP

Entrevista: Cientista político fala sobre eleições e voto consciente.
Padre César Moreira, 02 de Junho de 2014 às 08h00.
Por tradição, o eleitor brasileiro não liga para as eleições com antecedência. Também nesse assunto deixa para última hora.
A existência da Propaganda Eleitoral, falsamente chamada de "gratuita" (quem paga é você porque as empresas de Comunicação abatem dos impostos os custos em gerar a transmissão) favorece o fato de a atenção ficar para os últimos 45 dias.
É pouco tempo em se considerando a necessidade de conhecer os candidatos - que são muitíssimos, sobretudo nas eleições gerais, como esta de 5 de outubro. Cabe ainda ao eleitor analisar o cenário político, as alianças partidárias, os projetos dos partidos, o perfil dos candidatos e seus planos. Ele tem de escolher Presidente da República, governador do Estado, senadores, deputados federais e estaduais, ou seja tem de votar em vários nomes.
Com a intenção de ajudar o eleitor a exercer bem o seu direito de cidadania e para que escolha com conhecimento seus representantes, oferecemos reflexões de estudiosos do assunto. A seguir, leia a entrevista com o sociólogo e cientista político Alacir Arruda. E bom proveito.
Eleições
Padre César: Qual sua expectativa para as eleições gerais deste ano?
Alacir Arruda: Caro Padre César não somente eu, mas a maioria da população brasileira não se empolga com esse pleito, sobretudo se levarmos em consideração que o modelo que ai está há 12 anos deve permanecer por mais 4, uma vez que a oposição não conseguiu, pelo menos até o momento, fechar questão quanto a uma candidatura de coalizão que pudesse fazer frente ao que esta estabelecido.
Outra questão é que estamos em ano de copa o que impossibilita ao eleitor uma reflexão mais cuidadosa quanto aos candidatos.
Padre César: O que dificulta a tarefa do eleitor para fazer sua escolha de modo consciente e cuidadoso?
Alacir Arruda: O modelo eleitoral brasileiro é perverso. A propaganda eleitoral começa somente em agosto e a decisão de quem será candidato somente após as convenções que só começam em 26 de junho e o registro das candidaturas até o dia 31 de junho.
O eleitor tem entre três em quatro meses para decidir quem vai dirigir a nação, esse tempo é muito curto comparado, por exemplo, as previas americanas que duram quase 12 meses é evidente que isso favorece aqueles candidatos menos qualificados e dificulta o voto consciente.
Padre César: Que mais chama atenção no cenário político atual: os possíveis candidatos? A possibilidade de reeleição? As denúncias de corrupção contra candidatos da situação e de oposição? O número excessivo de partidos e de candidatos?
Alacir Arruda: Na verdade todos esses aspectos juntos. Se levarmos em conta o número de partidos que temos, algumas siglas de aluguel, e os candidatos que vislumbram a presidência, ainda o fato dessa ser a primeira eleição pós mensalão poderíamos imaginar um quadro novo se desenhando para esse pleito, porém, é sempre bom lembrar que brasileiro, sobretudo o mais simples, tem memoria curta.
Não vejo grandes mudanças, acredito que o modelo que ai está deve permanecer por mais quatro anos uma vez que não foi trabalhada uma candidatura alternativa nesse período.
Padre César: O fato de a eleição coincidir com a realização da Copa do Mundo no Brasil trará influências nas escolhas do eleitor?
Alacir Arruda: Não tenha duvidas. O PT deve perder importantes redutos estaduais em função do fiasco na realização das obras para a Copa, grande parte delas inacabadas, outro fator que concorre contra o governo é o fato de que grande parte de seu eleitorado, os mais humildes, não terão acesso aos estádios uma vez que os valores dos ingressos são incompatíveis com essa importante parcela do eleitorado.
Padre César: Que atitudes o eleitor atento deve ter em se preparar para a eleição de outubro?
Alacir Arruda: as recomendações são sempre as mesmas: o eleitor é a figura central no processo, o seu voto pode ser o fator de mudança ou a inércia permanente, entre a educação e o descaso entre a ética e a imoralidade publica. Partir para o pessimismo e adotar o discurso de que todos são iguais, não contribui para a consolidação de nossa democracia tão incipiente.
A melhor postura ainda é a investigação da vida pregressa de todos os candidatos e saibam, os nossos políticos não vem de Marte, são daqui mesmo. Você os elege.
Assinatura Padre César

terça-feira, 3 de junho de 2014

nem cubano suporta

Mais dois cubanos deixam o programa Mais Médicos

(Foto: Estadão Conteúdo)

Mais dois cubanos desistiram do programa federal Mais Médicos, segundo informações da Associação Médica Brasileira (AMB). Eles deixaram a cidade em que trabalhavam, no Estado do Pará, e procuraram a entidade nesta segunda-feira, 02, para denunciar "condições de trabalho análogas à escravidão". Os dois profissionais deverão detalhar nesta terça, em entrevista, as más condições de trabalho pelas quais passavam nas unidades de saúde onde atuavam.
Com as duas novas desistências, nove cubanos já abandonaram o programa. O Ministério da Saúde informou que não comentaria as desistências antes de ter mais detalhes sobre o caso. Disse apenas que a parceria com o governo cubano prevê a reposição do profissional em todos os casos de abandono ou desistência.
Desde fevereiro, a AMB mantém o Programa de Apoio ao Médico Estrangeiro, criado para dar suporte aos profissionais que queiram deixar o programa ou denunciar irregularidades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


domingo, 1 de junho de 2014

agradecimento

                             
AGRADECIMENTO

     &            CAFÉ FILOSÓFICO 

     Diálogos do Ser
UMA PARCERIA DE SUCESSO!
GOSTARIA DE AGRADECER AO CAFE TRÊS CORAÇÕES QUE ESTEVE CONOSCO NO ULTIMO CAFÉ FILOSÓFICO OCORRIDO DIA 31/05/2014. É UMA CONQUISTA PARA O NOSSO EVENTO APÓS 1 ANO, TER O APOIO DE UMA MARCA RESPEITADA E SEDIMENTADA NO MERCADO . O CAFE TRÊS CORAÇÕES E NOSSO PARCEIRO PARA OS PRÓXIMOS ENCONTROS ONDE ESTARÃO SERVINDO, NÃO SOMENTE OS MELHORES  CAFÉS, CAPUCINOS E CHÁS DO BRASIL, MAS TAMBÉM DIVULGANDO UM VASTO PORTFÓLIO DE PRODUTOS DE PRIMEIRA QUALIDADE. LEMBRANDO QUE O PRÓXIMO CAFÉ FILOSÓFICO OCORRERÁ DIA 28 DE JUNHO AS 19H00 SOB COMANDO DA PSICOLOGA ESPECIALISTA EM JUNG GISELDA. DESDE JÁ SINTAM-SE CONVIDADOS. E AGORA SIM PODEMOS DIZER: " ESCOLHA UM DOS SABORES  ABAIXO E VENHA TOMAR UM CAFÉ TRÊS CORAÇÕES CONOSCO".



ATT. PROF. PROF. ALACIR  ARRUDA