sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

30 anos de Foro de Sao Paulo

O QUE HÁ DE VERDADE SOBRE O FORO DE SÃO PAULO..


Por Alacir Arruda
 
Por muito tempo meus alunos questionaram, durante minhas aulas na universidade, sobre os reais interesses do Foro de São Paulo. Na época me recordo que sempre fazia uma breve contextualização histórica desse evento e seus objetivos. Entretanto eu percebia que muitos alunos saiam da aula com mais dúvidas que respostas, não que isso seja ruim, afinal esse é o palpel do educador na minha opinião, semear dúvidas, pois as respostas são de responsabilidades de cada indivíduo. Paulo Freirismo de lado vamos aos fatos! 

Hoje, passados quase 30 anos da criação desse importante grupo de esquerda que mudou o pensamento de parte da América Latina, resolvi explicar àqueles alunos o que na época eu omitia. Adianto que o artigo ficará longo, mas é um retrato fiel da historia desse grupo. 

Esta organização, denominada de Foro de São Paulo, nasceu em julho de 1990, mas foi concebida em janeiro de 89, em reunião de cúpula do PC de Cuba – Fidel Castro – e o PT do Brasil – Lula da Silva - logo após o colapso do comunismo na Europa com a finalidade de “reconquistar, na América Latina o que viria a ser perdido no leste europeu”, já antevisto então: a queda do comunismo. Embora não seja uma organização secreta sua criação só foi inicialmente publicada na edição doméstica do GRANMA, órgão oficial do PC Cubano e um pouco depois na revista “América Libre”, dirigida por Frei Betto na Argentina. 

Em 89 previa-se a eleição de Lula que coordenaria toda a esquerda continental. Entretanto, com a vitória de Collor, foi organizada uma reunião no Hotel Danúbio em SP, precedida de visitas estratégicas da cúpula do PC Cubano a Itaici (cidade do interior de São Paulo), sede dos encontros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para uma reunião com o Cardeal Dom Evaristo Arns arcebispo de São Paulo à época. 

Compareceram representantes de 48 partidos comunistas e grupos terroristas convidados por Marco Aurélio Garcia (homem forte no governo Lula), a mando de Fidel e desde então o FSP coordena toda a esquerda na região. Os co-Presidentes são Fidel e Lula, e Garcia é o Secretário Executivo que coordena, de um dos principais gabinetes vizinhos a Lula, todos os grupos guerrilheiros e terroristas desde a fronteira do México os com EUA até a Patagônia. O Foro se reúne anualmente com raras exceções. Uma das reuniões mais importantes foi em 1993 em Havana, onde foram tomadas três decisões fundamentais. 

Primeira: decisão incondicional de todas as forças ali reunidas, no sentido de dar todo o apoio a Cuba, durante o período especial, decorrente da cessação do auxílio soviético e do Leste Europeu, inclusive com a compra de remédios e estímulo ao turismo. Segunda: concentração de esforços para eleger Lula, tendo em vista a necessidade de uma base territorial para dar suporte ao que viria a ser a União ou Federação das Repúblicas Socialistas da AL. Terceira: impedir o desenvolvimento da Nafta, tratado de livre comércio de iniciativa americana, e a luta contra o “neoliberalismo”. 

É dentro desta estratégia que se deve enquadrar o governo petista, finalmente eleito em 2002 e re-eleito em 2006, 2010 e 2014. Não como um governo nacional, mas como parte de uma estratégia definida de conquista continental para instalação de uma união de repúblicas socialistas. Assim foram todos os governos comunistas: internacionalistas e apátridas. A política econômica de submissão ao capital internacional é apenas uma fachada de gradualismo para esconder uma estratégia mais ampla, como foi definida pelo ditador venezuelano Hugo Chávez ao sair em defesa de Lula, vaiado no Fórum Social Mundial em 2004, explicando com todo cuidado que, nas atuais circunstâncias, o gradualismo é uma estratégia necessária dos governantes esquerdistas “para se fazerem aceitar aos poucos, sem causar rechaço na população”: e que erros de excessiva velocidade podem ser fatais para o processo revolucionário. “Há fases nos processos, há ritmos que não têm a ver só com a situação interna do país, mas com a situação internacional”. 

Esta estratégia precisa ser mantida em segredo e para isto conta com uma mídia ideologicamente cooptada e/ou manietada por dívidas a órgão oficiais. Os grandes meios de comunicação, ao relatar a 12ª reunião em SP, comemorativa dos 15 anos do Foro, de 1 a 4 de julho de 2005, limitaram-se a cobrir as críticas à corrupção, evitando os temas ideológicos mais importantes e fundamentais. Por exemplo, Marco Aurélio Garcia destacou a irrupção dos chamados “movimentos sociais”, “novos atores” do cenário político, elogiou os movimentos guerrilheiros marxistas da América Central, dizendo que tinha que “tirar o chapéu” ante os casos da Guatemala, de El Salvador e da Nicarágua e a “efervescência” dos mesmos. Viu como “positivas” as “grandes desestabilizações” provocadas nos últimos anos, em países como Bolívia, Equador, Argentina, Uruguai, etc. Declarou que “o Estado de Direito não pode transformar-se numa camisa de força da democracia” e que, por isso, via as referidas “desestabilizações” como uma “expansão da democracia”, como um instrumento para “quebrar as hegemonias”. Portanto, se o marco institucional que dizem respeitar lhes causa problemas ou lhes põe limitações, então os “movimentos sociais”, que eles mesmos teleguiam, se encarregariam de Mídia-lo, por bem ou por mal. Foi sonegada a declaração “Valorizamos a materialização e a perspectiva da Alternativa Bolivariana para a América que já se pode apreciar em primeiro lugar nos Convênios entre a Venezuela e Cuba; porém podem também identificar-se no Convênio Integral de Cooperação entre Argentina e Venezuela, na aliança estratégica Brasil-Venezuela (...), nos acordos de criação da TeleSul, PetroSul e o mais recente ainda, firmado pela Venezuela e os países do Caribe: PetroCaribe (...)”.Sobretudo, foi totalmente ignorado o discurso de Lula, no dia 2, em que ele reconhece plenamente pela primeira vez, ter tomado decisões importantes sem consultar o país que preside, mas aos companheiros do Foro. E também ter se referido à verdadeira natureza clandestina – embora não secreta – das reuniões com outros revolucionários que incluem organizações terroristas e narcotraficantes. 

CONEXÕES INTERNACIONAIS: O DIÁLOGO INTERAMERICANO

Esta estratégia se inter penetra noutra. Em 1982 a Guerra das Malvinas e a crise da dívida externa levaram pânico aos países ricos. Aproveitando o caos político e institucional na América Latina, interesses internacionais moveram-se rapidamente buscando manter seu domínio político e econômico na região. Desse esforço surgiu o Diálogo Interamericano (DIA), sob os auspícios do Centro Woodrow Wilson, banco de cérebros, com sede em Washington e criado em 1968 pelo Congresso dos EUA, como “um centro privado de investigação e documentação política”. O Diálogo Interamericano propunha estabelecer estruturas supranacionais para atuar no continente, vigiando as atividades militares e promovendo ações intervencionistas “sempre que necessário”. Dez anos depois, o Diálogo Interamericano anunciou um plano para eliminar, em curto prazo, a soberania dos países da América Latina, substituindo suas funções por uma rede de instituições supranacionais – assim como o Foro – subordinadas aos interesses de uma Nova Ordem Mundial. 

Esse projeto baseava-se no argumento de que “a soberania dos estados nacionais não poderia constituir-se em escudos atrás dos quais governos ou grupos armados poderiam se esconder”. Um dos meios destinados a fragmentar as nações latino-americanas é o chamado “Movimento pelos Direitos Indígenas”, financiado, dirigido e promovido desde o exterior, operando em quase todos os países do continente. Onde não há indígenas nativos, missionários e antropólogos estrangeiros os constituem ou reconstituem. 

Foi questionada a missão dos militares, infensos a aceitar a transformação de nosso território numa imensa fazenda exportadora de matérias-primas e de produtos semi-manufaturados. Foi constituída uma “rede democrática” com poderes suficientes para se opor “aos comunistas e aos militares”, colocados em pé de igualdade. E aprovada a Resolução da OEA sobre o monitoramento das democracias no continente, defendendo a substituição das Forças Armadas Nacionais da região por uma Força Interamericana de Defesa, segundo o receituário fixado pela “Nova Ordem Mundial”: cortes orçamentários, redução de efetivos, abandono da missão histórica de defender o Estado Nacional, participação em forças multinacionais, achatamento dos soldos militares. E a paulatina corrosão do prestígio, através de uma sistemática campanha para Mídi-los à tortura – como o recente livro no qual o Governo brasileiro “reconhece” as prisões, torturas e mortes provocadas pela repressão e a abolição do pacto de entendimento na Argentina, a mais recentemente no Uruguai – polpudas indenizações a terroristas, assaltantes de banco e guerrilheiros. A sinalização para o início foi o processo contra Pinochet. 

O sucateamento e desmoralização das forças armadas foi recomendado para países que não possuem inimigos externos imediatos, onde para se alcançar os objetivos revolucionários é mais importante controlar um comando de polícia política, compromissada com os ideais revolucionários e livres de qualquer inibição moral ou hierárquica. Opcionalmente, as FFAA seriam reestruturadas à imagem e semelhança do partido revolucionário, para que a estrutura corrupta de poder que sempre se forma na pós-revolução possa ser mantida a custo de extrema violência política. 

E é exatamente este o ponto de interseção entre os interesses dos revolucionários comunistas e dos países hegemônicos. Em fevereiro de 1993, reuniram-se na Universidade de Princeton, EUA, Fernando Henrique Cardoso, então vice-presidente, e Lula. Foi firmado um Pacto, o Pacto de Princeton que é abrangente, mas, para a esquerda orientada por Fidel, é uma forma de obter apoios adicionais, utilizando tudo quanto seja favorável à estratégia do FSP, dando a impressão de uma efetiva disposição de cumprimento da estratégia comum. O acerto final ocorreu na última semana de julho do mesmo ano numa reunião de Lula com Fidel Castro em Havana, onde foi firmado um Pacto de Ação Continental.
Portanto, é um exercício sobre o nada, fazer avaliações políticas do governo Lula – de resto dos dois governos do PSDB também – como se fossem governos nacionais normais e não apenas peças importantes de uma estratégia global rumo a uma Nova Ordem Mundial comandada pela ONU. 

A VERDADEIRA META COMUNISTA: A NOVA CLASSE

Ao definir a passagem do Estado Socialista para o Comunista, Marx ressaltou que a diferença fundamental seria passar de um Estado em que imperasse a cada um de acordo com seu trabalho, para outro no qual imperaria a cada um segundo suas necessidades. Enquanto o primeiro inclui necessariamente algum esforço, o segundo acena com um estado de coisas paradisíaco no qual todos terão suas necessidades atendidas. 

O que parece uma loucura não é. Este estado já foi atingido pelos próprios líderes comunistas: nenhum exerceu qualquer trabalho sistemático por muito tempo. Marx viveu à custa de sua mulher aristocrática e depois, de Engels. Este nunca precisou trabalhar. Lenin foi sustentado irmã, depois pelos exilados, pelo Império Alemão e finalmente pelo Estado. Mao Tse Tung exerceu por pouco tempo o magistério, Chou Enlai era descendente de riquíssimos mandarins. Fidel, Che, Lula sabe-se mais quem. A lista é infinita e serve para mostrar que, para os mais iguais entre os ‘iguais’ (apud Orwell) a teoria deu certo! Conseguiram recriar o estado aristocrático de parasitas tão indolentes quanto inúteis, uma casta burocrática e privilegiada: o verdadeiro fim a que se propõe a práxis comunista: a constituição de uma Nova Classe. Como bem o disse Milovan Djilas: “Em contraste com as antigas revoluções, a comunista, feita em nome da extinção das classes, resultou na mais completa autoridade de uma nova e única classe”. Alegando construir, “um mundo melhor possível”, uma sociedade nova, ideal, mais justa, “construíram-na para si mesmos do melhor modo que puderam”. A Nova Classe “se interessa pelo proletariado e pelos pobres apenas na medida em que eles lhes são necessários para o aumento da produção (...) o monopólio que, em nome da classe trabalhadora, se estabelece sobre toda a sociedade, é exercido principalmente sobre esta mesma classe trabalhadora”. Como diz Suzanne Labin: “é o primeiro sindicato que realizou o velho sonho dos patrões: o controle de todos os sindicatos operários”. Djilas percorreu todo o caminho de uma carreira comunista, chegando ao Comitê Central iugoslavo, e denunciou já em 1957 que a Nova Classe se apropria de todos os bens pela nacionalização e estatização, tornando-se uma classe exploradora. 

Mikhail Sergeyevitch Voslensky, que também percorreu toda a carreira dentro da antiga  URSS, complementa mostrando que a propriedade socialista é a propriedade coletiva da Nomenklatura (a lista dos funcionários estatais), pois “sua adesão fingida ao coletivismo obrigou-a a adotar a forma coletiva de propriedade”. Já Bruno Rizzi, citado por Voslensky, mostrava em 1939, que “na sociedade soviética os exploradores não se apropriam da mais-valia diretamente, como o faz o capitalista quando embolsa os dividendos de sua empresa. Fazem-no indiretamente através do Estado, que embolsa a mais-valia nacional e a distribui, então, aos seus funcionários”, cujas nomeações são sempre por recomendação de algum órgão ou funcionário graduado do Partido. E conclui: “A Nomenklatura é uma classe de exploradores e de privilegiados. Foi o poder que lhe permitiu ascender à riqueza e não a riqueza que lhes proporcionou o poder. A Política da Nomenklatura consiste em assentar seu poder ditatorial no plano interno e usá-la como exemplo ao mundo inteiro”. Esta nova casta é a herdeira direta das antigas aristocracias e das monarquias absolutistas, às quais tentam substituir desde 1789, e com maior sucesso desde 1917. 

Mas existe outro fator que explica a estranha – para alguns – associação entre o grande capital que financia o movimento pela globalização através de inúmeras ONG’s e da ONU, com os partidos revolucionários tradicionais cujas metas deveriam ser divergentes. Mas como ficou claro acima pelo pacto entre FHC e Lula/Fidel (que se reflete na política de apaziguamento da crise de corrupção, liderada pelo PSDB) existem fatores em comum. 

“Um século de liberdade econômica e política [foi] suficiente para tornar alguns capitalistas tão formidavelmente ricos que eles já não querem se submeter às vaidades do mercado que os enriqueceu. Querem media-los, e os instrumentos para isso são três: o domínio do Estado, para a implantação das políticas estatizantes necessárias à eternização do oligopólio; o estímulo aos movimentos socialistas e comunistas que invariavelmente favorecem o crescimento do poder estatal; e a arregimentação de um exército de intelectuais que prepare a opinião pública para dizer adeus às liberdades burguesas e entrar alegremente num mundo de repressão onipresente e obsedante (estendendo-se até aos últimos detalhe da vida privada e da linguagem cotidiana), apresentado como um paraíso adornado ao mesmo tempo com a abundância do capitalismo e a ‘justiça social’ do comunismo. Nesse novo mundo, a liberdade econômica indispensável ao funcionamento do sistema é preservada na estrita medida necessária para que possa subsidiar a extinção da liberdade nos domínios político, social, moral, educacional, cultural e religioso” (Olavo de Carvalho). 

Com isso, os megacapitalistas mudam a base mesma do seu poder. Já não se apóiam na riqueza enquanto tal, mas no controle do processo político-social, que os liberta da exposição às flutuações do mercado, e faz deles um poder dinástico durável, uma neo-aristocracia capaz de atravessar incólume as variações da fortuna e a sucessão das gerações, abrigada no castelo-forte do Estado e dos organismos internacionais. Já não são megacapitalistas: são metacapitalistas – a classe que transcendeu o capitalismo e o transformou no único socialismo que algum dia existiu ou existirá: o socialismo dos grão-senhores e dos engenheiros sociais a seu serviço. Essa nova aristocracia não nasce, como a anterior, do heroísmo militar premiado pelo povo e abençoado pela Igreja. Nasce da premeditação maquiavélica fundada no interesse próprio e, através de um clero postiço de intelectuais subsidiados, se abençoa a si mesma. Resta saber que tipo de sociedade essa aristocracia auto-inventada poderá criar – e quanto tempo uma estrutura tão obviamente baseada na mentira poderá durar. 

NOVA METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO DA CRISE ATUAL 

Somente entendendo a inserção global dos governos de FHC e de Lula pode-se fazer uma avaliação mais acurada da crise atual, sobretudo a que assola o Brasil,  e ainda assim,  levando em consideração os tópicos que levantei sobre como se comportam os comunistas e seus partidos. Vale mencionar algumas outras regrinhas de alto valor para a avaliação de atitudes de governos comunistas: 

1 - Nunca acreditar que partidos que não tenham o nome comunista como o PT, não o sejam. Geralmente o nome diferente é pura desinformação. Lembre-se que o PCB – com este nome – não teria ganhado nem mesmo uma prefeitura. Nomes nada valem – observar os atos, os métodos e as práticas; 

2 - Não acreditar que polêmicas entre comunistas, nem entre eles e partidos afins como o PSDB, impliquem em real divisão entre eles. Avaliar se há de fato razão suficiente para as propaladas disputas (FHC declarou que não há diferença ideológica entre PT e PSDB, apenas divergências políticas que se resumem no fato de que, enquanto o primeiro é marxista, o segundo é Fabiano);

3 - Procurar, por detrás da aparência de desunião, sinais de unidade de ação;
4 - Procurar correlações temporais entre a eclosão de polêmicas e as grandes iniciativas comunistas;

5 - Considerar sempre a polêmica como parte da operação de desinformação para criar uma divisão real no interior da oposição, paralisando-a; 

6 - A causa está acima de tudo, até mesmo dos militantes que podem ser sacrificados em prol da continuidade do processo. Os militantes podem mudar de lugar, como José Dirceu, mas se for necessário execrá-lo publicamente em prol da causa, isto será feito, com a plena aceitação por parte do mesmo; 

7 - Nunca acreditar em alianças ou tratados com comunistas – tratados existem para serem rompidos – assina-se e depois se joga no lixo; 

8 - Nunca acreditar em história, biografias, etc. publicamente apresentadas, pelo seu valor de face. São todas forjadas e fomentadas pela massificação doutrinária pela mídia;

9 - Ter sempre em mente que os arroubos de democracia e Estado de Direito, são engodos importantes para ascenderem ao poder, dos quais se livram assim que puderem; 

10 - Idem quanto à alegada defesa da “soberania nacional” que tanto encanta nossos nacionalistas, os quais se surpreendem quando percebem que jamais houve em toda a história do Brasil governos mais entreguistas do que nos últimos 13 anos. Às vergonhosas e escandalosas privatizações com dinheiro público de FHC seguiram-se as entregas de grande parte do território nacional do governo Lula às ONG’s. Com o discurso de um Chico Mendes, atuam como um Henry Ford; 

11 - Não acreditar, como o fazem alguns sinceros críticos liberais, que a mentalidade comunista é produto de uma “utopia” delirante que os faz acreditar sinceramente no que fazem com o dinheiro público em prol da causa. Pelo contrário, sabem muito bem que o que fazem é puro roubo e errado segundo a moral “burguesa”, mas distorcem esta moral criando uma outra, que cinicamente denominam “proletária” – à qual nenhum proletário honesto seguiria – que não passa de justificativa de caso pensado. 

12 - Ao avaliar o que é ou não comunista, esquecer os surrados slogans de ditadura do proletariado, sociedade mais justa, etc. Os objetivos são outros, todos destinados a liquidar com a civilização ocidental e seus valores baseados no capital; 

13 - Finalmente, nunca o que parece ser, é!

Portanto caros ex- alunos, leiam, pesquisem se inteirem dos assuntos não sejam cobaias de regimes  políticos que ja demonstraram   do que são capazes. Lembrem-se,  Hitler alçou ao  poder em 1933  numa Alemanha absolutamente fragmentada e caótica, obteve apoio de quase 90% da população quando implantou o nazismo, governou aquele pais por 12 anos, fez tudo que fez tendo o povo alemão por signatário.


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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

ENEM 2019

ENEM 2019 E AS SANDICES DO MEC/INEP.

 Por Alacir Arruda/Lucia Guerra

As trapalhadas do MEC não se resumem apenas a sua incompetência para gerir as diretrizes e conteúdos da nossa  educação básica - como a criação de matrizes curriculares sem qualquer nexo, métodos ultrapassados de avaliação,  que poderíamos chamá-las de cômicas se não fossem trágicas. Agora  o MEC extrapolou em  suas sandices: não e de hoje que o ENEM é objeto de criticas e dúvidas  seja pelos pensadores da educação seja pela comunidade escolar, o resultado disso é que está caindo nas mãos do governo Bolsonaro, que convenhamos também não é lá grande coisa, a responsabilidade de reestruturar esse exame dando a ele a seriedade  e  credibilidade que a sociedade há tempos vem cobrando. Senão vejamos..

Em recente entrevista concedida ao Jornalista José Roberto D’Ávila (Globo News), o vice-presidente em exercício do Brasil, General Hamilton Mourão confessou que no período em que substituiu o titular Jair Bolsonaro - em função de sua cirurgia- só teve duas grandes preocupações: a Venezuela e o resultado SISU.

Para decepção da maioria dos telespectadores, o experiente D’Ávila perdeu uma grande oportunidade em se aprofundar na questão referente ao SISU, obtendo do vice-presidente a devida resposta sobre o que estaria acontecendo no MEC e no seu principal “braço” o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O Inep é o órgão responsável pela elaboração das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), evento recordista de polêmicas a cada ano que criam uma série de problemas como vazamento das questões, temas questionáveis da redação, quesitos com matérias que não foram aplicadas no ensino médio e outros. A cada nova edição, amplia-se a insegurança das provas, o que revela a mais absoluta ineficiência do MEC, que para realizar um simples exame de avaliação, mobiliza todas as áreas de segurança do país: Forças Armadas, Polícia Federal, Civil, Militar e Bombeiros.

O Ministro Ricardo Vélez Rodriguez tem noção da importância do MEC como a última trincheira das esquerdas, que por três décadas tomaram “no grito” os domínios da educação no Brasil. Observe-se que das 127 Universidades Públicas (Estaduais e Federais), praticamente todos os Reitores são ativistas políticos do PT, PC do B e PSOL. Não existe uma única instituição pública de ensino federal no Brasil que não defenda e imponha seu viés ideológico. É bom lembrar que esta foi à primeira meta do Fórum de São Paulo, 100% exitosa até aqui.

Durante a gestão da ex-secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães, a herança da esquerda deixada por Paulo Renato de Souza se perpetuava influenciando o Enem e determinando temas sem nexo para a redação da prova. Em um exemplo crasso, no ano de 2017, o exame trouxe uma dissertação sobre “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil”.

Embora o tema da inclusão social e dos direitos humanos seja recorrente nas provas do Enem, a doutrinação do pensamento se inicia com o simples fato de o candidato não poder discordar do viés estabelecido, sob pena de ter sua redação zerada. Ou seja, caso um aluno se baseasse nas informações do IBGE, de que menos de 6% da população brasileira – com maior peso para os idosos – têm determinado grau de baixa audição e que os completamente surdos, em todas as faixas etárias, representam somente 1% dos brasileiros e defendesse que a inclusão educacional de surdos não fosse uma prioridade do governo, já que metade da população brasileira não possui sequer o diploma de ensino médio, esse aluno seria automaticamente eliminado do certame.

Isso gerou até uma intervenção do Supremo Tribunal Federal sobre as provas do Enem, no caso a ministra Cármen Lúcia negou pedido do governo e da PGR para anular prova que desrespeitasse direitos humanos, permitindo apenas o desconto de 20% da prova conforme os cinco critérios estabelecidos no edital:

“Não se desrespeitam direitos humanos pela decisão que permite ao examinador a correção das provas e a objetivação dos critérios para qualquer nota conferida à prova. O que os desrespeitaria seria a mordaça prévia do opinar e do expressar do estudante candidato”, afirmou a ministra.

Milhares de salas de aulas do país não têm surdos. Qual a finalidade do tema, senão o direcionamento ideológico que privilegia alunos com histórico familiar de ativismo partidário do MEC? Além do mais, o candidato não tem como contestar o resultado de sua nota. Desconhece quase que completamente os métodos usados para corrigi-las. O rito é sumário: divulgado o resultado do SISU, cinco dias após se iniciam as matrículas, fato que impede os alunos de ajuizar qualquer ação com o intuito de reavaliar a nota que lhes foi conferida.

Apesar de Maria Helena não trabalhar mais no MEC, no Inep trabalham cerca de 400 funcionários todos nomeados pelos governos “petistas”, e militantes de linha de frente das esquerdas. A “pegadinha” deste ano foi além do imaginado. Entraram no sistema e alteram notas. Atribui-se inicialmente a ação aos hackers, mas denúncias nas redes sociais, levaram a Polícia Federal a buscar pessoas que alteraram as notas dentro do próprio sistema a partir do segundo dia de atualização.

De qualquer sorte, o desafio do novo governo e do novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez - um autoritário de carteirinha- é reformular as diretrizes do MEC e do Inep no sentido de tornar o Enem uma prova mais transparente quanto aos critérios de seleção e mais segura em relação às fraudes. Existem algumas distorções que são, no mínimo, curiosas. Como as implantadas por algumas Universidades Federais do Acre, Rio Grande do Norte, de Alagoas, do Oeste da Bahia, do Amazonas, do Pampa, do Maranhão e de Pernambuco. Nessas instituições é conferido um bônus de Argumento de Inclusão Regional, isso consiste no acréscimo de 15% na nota final do Enem para quem tenha cursado integralmente o ensino médio regular e presencial em instituições de ensino nos respectivos estados, ou seja, uma política que viola claramente o conceito “universal” da ampla concorrência do Enem.

O Ministro Veléz ja declarou que deve rever essa política de “bônus”, pois já há inúmeras formas de cotas para atender estudantes de escolas públicas, negros, pardos etc. Esse novo modelo de bonificação regional fere o princípio da isonomia por considerar que o ensino no Nordeste e no Norte é deficitário em relação a outras regiões e, portanto, precisaria de um bônus corretivo. Isso causa uma sensação de comodismo dos governos estaduais para não melhorarem o ensino, já que no final uma cota será criada para “corrigir” a ineficiência da educação. Isso é flagrantemente ilegal e segregacionista. O Exame é nacional, e não deve prever reservas para nativos.

Além disso, as polêmicas envolvendo o Enem não se restringem ao bônus e ao viés ideológico. O site Justiça em Foco denunciou, recentemente, um suposto direcionamento do processo licitatório do Inep para a confecção das provas do Enem. No caso em questão, o Pregão 01/2019 se destinou a contratar uma empresa para imprimir os cadernos de prova do Enem 2019 em condições especiais de segurança. Só que a mesma empresa vem ganhando todas essas licitações das provas do Inep desde 2009, o que causou suspeição das concorrentes e de associações do setor gráfico. Houve representações ao TCU, denúncias e notificações extrajudiciais ao Inep denunciando itens do Edital que restringiam à concorrência a pouquíssimas empresas, criando obstáculos desnecessários para a ampla concorrência e ferindo o princípio da isonomia.

Ao incipiente e duvidoso governo Bolsonaro resta,  implementar uma melhor forma de elaboração, aplicação e manutenção do Enem, não só na aplicação da prova em si, mas também no cuidado com o processo licitatório que garanta a livre e justa concorrência visando a uma maior economia do dinheiro público. Inclusive com formas mais transparentes de divulgação dos resultados, com a possibilidade de contestação das notas após a divulgação e com uma equipe técnica que evite as recorrentes fraudes. Os cruzamentos de dados necessitam ser aprimorados, assim como a segurança do SISU para que se evite o primeiro grande escândalo de um governo recém-instalado e que possui outros grandes desafios pela frente.
 
 
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Bolsonaro?????

BRASIL: MAIS DO MESMO.


 Por Alacir Arruda

Nunca fui adepto do quanto pior melhor, muito menos panfletário de uma esquerda anacrônica como a nossa, penso que um país, nas condições as quais o Brasil se encontra, a única saída é um governo de coalizão sem extremismos. Foi assim na Europa pós II Guerra e em outros países em situações análogas a nossa. Porém, não é preciso ser nenhum especialista em política para concluir sem muito pensar que o Sr. Bolsonaro (mito) não é,  nunca foi e jamais será a solução, mesmo respeitando o sufragismo a ele imposto. Por que digo isso?
 
Ora, não são apenas as inclinações autoritárias e as opiniões truculentas, racistas, misóginas e homofóbicas que fazem de Jair Bolsonaro um governante perigoso. O perfil ultradireitista, ao estilo dos autocratas fascistoides que outrora figuraram em nosso tempo, é deplorável, a nossa salvação, é que pelo menos há instituições que podem conter investidas nesses campos –Constituição, leis, Justiça, movimentos sociais, oposição congressual etc.

Há outros aspectos, talvez menos comentados, que a meu ver fazem do capitão reformado um risco anunciado:

1 – Bolsonaro não tem vivência como gestor público e não possui nenhum enraizamento partidário ou base social minimamente estruturada.

É uma espécie de Capitão Nascimento eleitoral. Uma projeção infantil de setores da sociedade brasileira, que na eterna busca por autoridades paternais e salvadores da pátria acreditam que os problemas do país possam ser resolvidos com a contratação de um segurança.

2 – Na ausência de alicerces políticos e estrutura na sociedade civil, Bolsonaro procura preencher o vazio com a única instituição que parece realmente prezar: o Exército, não é atoa que encheu o Planalto de generais, este, no final das contas, é o seu “partido”. Além de Mourão, seu vice trapalhão, ao menos nove generais e um brigadeiro atuam em posições estratégicas em seu incipiente governo. E outros tantos ainda podem ser convocados a compor o governo ou assumir ministérios.

3 – Embora estejam todos na reserva, já que militares não podem participar da política, tal condição não os isola do oficialato e da tropa. Foram todos comandantes ou colegas de gente que permanece na ativa -tenentes que hoje são majores, capitães que se tornaram coronéis etc. Tais laços são um atalho para uma situação potencialmente explosiva e indesejável: a politização das Forças Armadas.

4 – As visões econômicas de Bolsonaro são, para dizer o mínimo, precárias e confusas. Paulo Posto Ipiranga Guedes, um mitômano, na definição de Pérsio Arida, é quem fala pelo candidato –e o faz de maneira inquietante. Já foi desautorizado pelo chefe ao dar declarações sobre a volta da CPMF e a redefinição de alíquotas do Imposto de Renda.

Recentemente Mourão ajudou a aumentar o caos que parece presidir a campanha ao criticar o 13º salário e o adicional de férias dos trabalhadores, além de propor uma renegociação dos juros da dívida interna. Além disso, na paralela, novos elementos da confusa história da separação litigiosa da ex-mulher surgiram na Folha e na Veja, com acusações de ocultação de patrimônio e sumiço de bens guardados num cofre e acusação de ter "mexido os pauzinhos" para que seu filho assumisse um alto cargo no Banco do Brasil após sua posse.

5 – Ainda na área econômica, não são desprezíveis as chances de que ocorra uma guinada. Seus colegas de Forças Armadas são tradicionalmente mais inclinados ao nacionalismo estatizante, do qual o general Ernesto Geisel foi um exemplo, do que a defender a perspectiva ultraliberal.

Militares são em geral a favor de defender as riquezas nacionais e estão com frequência preocupados com o interesse “do americano” ou “do estrangeiro” em se apoderar da Amazônia e de nossos recursos naturais.

Programas privatistas radicais, que preconizem a venda de todas as empresas do Estado, além de outros bens públicos, como sugere Guedes, possivelmente vão enfrentar mais resistências do que encontrar eco na caserna.

6 – Considerando suas fragilidades, a inexperiência administrativa, as difíceis condições do país e a forte oposição que enfrentará, Bolsonaro corre o risco, se eleito, de fazer um governo marcado pela instabilidade. Naturalmente, nesse cenário, seu impulso será buscar apoio de seus colegas de farda e da massa de eleitores. Em caso de um eventual impeachment ou de algum outro problema que possa afastá-lo do Planalto, o Brasil na prática será governado por um regime militarizado.

7 – Bolsonaro é uma holografia, uma fantasia, uma quimera. Seu prestígio político não é da ordem da racionalidade. Como insistem seus próprios seguidores, é um mito. E o Brasil a essa altura não precisa de mitos.

Para fechar com chave de ouro esse circo de horrores, seu filho, Flavio Bolsonaro, Senador eleito pelo Rio de janeiro, conhecido nos bastidores como o (01) e herdeiro político do pai, está metido até o pescoço em denúncias capitaneadas pelo MP do RJ que o acusa de ficar com parte do salário de seus assessores, defender as milícias e possível envolvimento com traficantes.  Éh Bolsonaro mitos também precisam encarar a dura realidade.

Como disse certa vez um grande pensador: "Num estado democrático existem duas classes de políticos, os suspeitos de corrupção e os corruptos".




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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Enem 2018: Redação

ENEM 2018 REDAÇÃO: POSSÍVEIS TEMAS..


Por Alacir Arruda ( o pulso ainda pulsa)

Mesmo sendo um crítico ferrenho desse modelo carnívoro adotado pelo ENEM ( isso nada tem a ver com a qualidade do exame), estou de volta para tentar ajudar aqueles que irão prestá-lo esse ano. Quando ainda ensinava ( Por 25 anos), eu sempre alertava meus alunos sobre a importância da redação, nesse alerta dizia que só escreve bem que lê. Se você não tem o habito de ler, mesmo que seja a Bíblia ( que todos que me conhecem sabem que condeno), a sua chance de se sair bem na redação do ENEM é nula. O Inep tem utilizado, nos últimos anos a estratégia de escolher temas que envolvam ao menos um dos seguintes componentes: Tolerância, extremismo, meio ambiente, genética, cidadania, geopolítica e ética. Posso afirmar, com 100% de certeza , que na redação de 2018 ao menos um desses estará lá.

Quem me conhece sabe que detesto essa ideia de "adivinhar", até porque não tenho nenhuma vocação pra Mãe Dinah. Todavia, acredito que analisando a serie histórica e dados matemáticos, podemos chegar a uma previsão daquilo que o Inep deseja. Eu poderia ficar aqui escrevendo até 2019 sobre cada um desses temas, uma vez que a complexidade que os envolvem me proporciona um serie de opções, mas vou optar pelo trivial. (caso alguém quiser que eu escreva sobre algum tema especifico me um mande-mail agaextensao4@gmail,com, que  farei com prazer.)


A redação é, no contexto geral do ENEM, a única área em que o aluno pode chegar a 1000 pontos e isso, aliado a nota você obter nas outras áreas, pode determinar sua aprovação ou não. Para tanto sugiro que quanto mais se inteirar dos possíveis temas, escrever, ler e fazer simulados, mais chances terás.

DSTs entre jovens

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a quantidade de jovens infectados pelo vírus HIV cresceu de maneira expressiva entre os anos de 2006 e 2015. Outras DSTs também avançaram nesse período. Considerando que o principal público-alvo do Enem é justamente esse, não é difícil de imaginar que a prova peça para que os candidatos reflitam sobre as causas do problema e apontem soluções para ele.

Escravidão no mundo contemporâneo
Embora invisível, o trabalho escravo possibilita o consumo de vários produtos e serviços que consideramos indispensáveis. Inclusive, algumas ONGs se dedicam a listar empresas que exploram mão de obra. No entanto, esse tema pode cair no Enem por conta de uma aportaria aprovada pelo Governo Federal que determina que um trabalho só será considerado análogo à escravidão quando houver ameaça de punição.

Esportes como ferramentas de inclusão social

Estamos em um ano par, o que significa que teremos um evento esportivo de abrangência mundial para acompanhar e, quem sabe, discutir a respeito na redação Enem! Muitos atletas ascendem socialmente por conta das oportunidades que encontram em modalidades esportivas. Portanto, é possível que você tenha que escrever sobre como elas podem ser uma ferramenta de inclusão.

Fakenews
Recentemente, o Facebook lançou um programa de combate às notícias falsas. Com a ajuda de agências de checagem de fatos, a rede social de Mark Zuckerbeg planeja diminuir o alcance desse tipo de material. O Enem 2018 pode ainda pedir que os candidatos discutam a democratização do acesso à informação e os perigos da propagação rápida de informações falsas. É interessante que você estude as principais características desses conteúdos.

Privacidade na internet

Outro tema em alta que também envolve o Facebook é a privacidade na internet. Além das redes sociais, diversos sites e aplicativos usam informações pessoais de seus usuários para ofertar produtos e serviços, o que é discutível. Também é possível pensar nesse assunto sob vários outros pontos de vista. Então, aproveite para refletir sobre como as pessoas expõem a si mesmas ou terceiros na internet antes do Enem.

Saúde mental
Ao longo do ano que passou, séries como 13 ReasonsWhy e jogos como o da Baleia Azul nos alertaram sobre como o número de casos de suicídio entre jovens parece aumentar em várias partes do mundo. Muitos manifestaram ideações suicidas por conta de doenças que não receberam o devido tratamento, como depressão, bipolaridade e ansiedade. Quem pretende fazer o Enem deve conhecer as causas desses problemas.

Segurança pública e pessoal
No primeiro semestre de 2018, o Governo Federal interveio no Rio de Janeiro por conta do agravamento de uma crise na segurança pública. No Enem, os candidatos podem ter que propor soluções para esse problema. A segurança também pode ser tema de redação da prova sob um viés pessoal. Com o número de ataques registrados nos Estados Unidos, discussões sobre o porte de armas voltaram a ter espaço em vários lugares, inclusive aqui no Brasil.

Identidade de Gênero
O mundo contemporâneo nos trouxe demandas até então omissas nos seio social , e isso nos remete a uma nova de forma de pensar e entender o conceito de gênero e família. Tabu por séculos, a homossexualidade nunca esteve tão em voga. Conceitos como Transexuais, Transgêneros, entre outros, a cada dias mais tem feito parte de nosso dia-a-dia. Gostem ou condenem essa e a nova forma de entender a sexualidade. Hoje somos bombardeados diariamente com noticias de homens que optam por fazer a operação de mudança de sexo , mulheres que tomam hormônios para se masculinizarem etc.. Talvez um dos casos mais emblemáticos, seja o da filha (o) dos atores americanos Angelina Jolie e Brad Pitt, que desde três anos se veste como homem, agora a própria mãe assumiu que esta ministrando hormônios masculinos na filha visto que a mesma não se enxerga em seu próprio corpo. Esse tipo fenômeno mexe com os valores, sobretudo os religiosos, que tem regido a nossa sociedade por séculos. O que você pensa sobre isso?


Bom, agora você já conhece os temas que podem cair na redação do Enem 2018! Que tal aproveitar que ainda falta alguns dias até a prova para ler mais sobre eles e escrever textos a respeito.


*Em tempo: Muitos alunos me perguntam por e-mail se é possível cair na redação desse ano um tema sobre geopolítica, como por exemplo: a aproximação entre Coreia do Norte e USA, o isolamento da Rússia, a saída da Grã Bretanha da União Europeia, o Trumpismo nos Estados Unidos entre outros. Sempre respondo que esses temas de, uma forma ou outra, estarão no exame, mas diluídos nos conteúdos de humanidades . A Redação é um momento que o Inep utiliza para levar o candidato a uma reflexão sobre os problemas da sociedade brasileira sejam eles: políticos, econômicos e sociais. 


                                                             Espero ter ajudado...

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

O Enem e a vaca do presépio..

ENEM: A ETERNA " VACA" DO PRESÉPIO..


Por Alacir Arruda ( o pulso ainda pulsa)

Em algum momento da vida você já deve ter ouvido a expressão "vaca de presépio". Para quem não conhece essa metáfora vou refrescar sua memoria. Antigamente, nas Igrejas, em cima da caixa de esmolas dos pobres havia um presépio. Quando uma pessoa punha uma moedinha, a vaquinha do presépio agradecia, abaixando a cabeça, num gesto semelhante a um "sim". Vaca de presépio é gente que só fala "sim" A pouco tempo, quando fazia uma palestra sobre o Enem em uma escola pública, fui questionado por uma aluna do porquê as nossas escolas não preparam o jovem para essa prova? Resolvi dar uma explicação filosófica:  “você já ouviu falar em Michel Foucault? Ele me disse. Não! Mocinha é o seguinte, Michel Foucault foi um filosofo francês considerado por muitos um dois maiores do século XX, ele fez parte de um movimento que revolucionou o pensamento na França da década de 60. Algumas de suas obras se tonaram célebres como: “Vigiar e Punir e Microfísica do Poder. Foucault era, acima de tudo, um analista das instituições e suas ramificações com o poder, dentre elas a educação. E continuei a minha explanação:

Cara aluna, para esse pensador o Estado detém o monopólio não apenas da violência mas dos aparelhos ideológicos e, levando se em conta que os grupos políticos têm uma forte tendência a se perpetuarem no poder, a educação é um dos aparelhos que eles controlam. Para ele é pura ingenuidade imaginar que um dia países com democracias fragmentadas (como a nossa) , um povo desconectado de suas obrigações com a pátria e sem comprometimento com a politica possa desfrutar de um sistema educacional verdadeiramente libertário. Uma das suas frases mais emblemáticas é: “a educação foi criada e pensada pelo sistema para não funcionar”.

Você já imaginou se um dia a educação brasileira funcionar e formar pessoas verdadeiramente criticas? Seria uma catástrofe para esses grupos que sequestraram a nossa pátria, que só utilizam o poder para distribuir benesses. Para esses "canalhas" , o Brasil é uma grande “vaca leiteira” onde cada um procura uma teta parta mamar, expropriam a coisa publica e a consequência disso é o total sucateamento da educação. Como já disse anteriormente, vivemos hoje na educação uma sequência de fingimentos: “o governo finge que paga, o professor finge que ensina o aluno finge que aprende e a sociedade finge que esta tudo bem”.

Há pouco mais de um mês a ONU publicou um relatório sobre a educação brasileira e o resultado seria cômico se não fosse trágico. Na América Latina perdemos para todos os países, inclusive Venezuela (que esta a beira do caos) e, pasmem, até o Haiti (imerso há mais de 10 anos numa crise humanitária) está na nossa frente. E sabem o que disse o atual ministro da educação? Enquanto a população esperava que ele fizesse uma autocritica, uma mea-culpa e oferecesse soluções, o mesmo teve o “cinismo” de dizer: “ é, realmente o nosso Ensino Médio esta no fundo do poço, num caos absoluto”. Uma pergunta: “de quem é a culpa Sr. ministro?”.

Enquanto isso daqui a 20 dias mais de seis milhões de jovens - pobres coitados- vão encara dois domingos de provas em busca da realização de sonhos que o sistema tem tornado cada vez mais distantes de suas realidades. A chance de um aluno de escola pública ir bem numa prova do ENEM é quase nula, menos de 1%. A ideia de que o ENEM é um exame democrático cai por terra quando os dados revelam que mais de 80% dos alunos matriculados nos cursos de medicina (um dos mais concorridos) em universidades federais são ricos. Para Barbara Bruns – economista chefe do banco mundial para educação- “ Urge no Brasil a necessidade de que alunos de classes sociais mais elevadas paguem pelos seus estudos superiores, mesmo que seja proporcional a renda, quanto mais ricos mais devem pagar”.

Na educação básica, a economista defende a escola em tempo integral, com aumento da carga horária de estudos, e uma reforma do currículo de disciplinas. Bruns indica o sistema chileno como modelo a ser seguido. Com regimento semelhante, professores seriam certificados por avaliações governamentais e aqueles com melhor desempenho ganhariam bônus.

Quanto aos poderosos, aqueles que conseguem pagar boas escolas a seus filhos e isso garantir-lhes uma vaga nas federais, Bruns disse : "Isso me parece uma questão histórica por aqui. Todos os beneficiados desse sistema atual querem que se mantenha assim. Querem manter suas vantagens. Mas não é justo. Se houver uma pesquisa, fica claro que os alunos de famílias mais ricas é que têm acesso ao ensino superior público. Então, eles devem pagar ou pegar empréstimos. Em um sistema incrível que existe na Austrália o aluno pega o empréstimo e paga progressivamente. Ele estuda de graça e, quando se forma, paga de acordo com o salário que vai receber. Uma profissão que paga bem, retorna mais dinheiro. Se não ganha tanto, paga menos. Não vejo porque o Brasil não pode fazer algo assim, mas o desgaste político para aprovar algo assim seria grande"

Será que essa senhora está errada? Ou os nossos “gênios”,  que controlam a educação brasileira engravatados em suas salas acarpetadas e climatizadas de Brasília, tem uma solução melhor? Pense nisso!!.. Enquanto aguardamos a resposta daqueles que se julgam os "intelectuais" da educação do Brasil, o ENEM continua sendo a "Vaca do Presépio" de um sistema falido... E os alunos? Bom, esses continuam se Fud....




domingo, 7 de outubro de 2018

Aos "gênios" de plantão

  "NÃO OLHES PARA TRÁS, DA AZAR."


Por Alacir Arruda   (o pulso ainda pulsa)

Um certo livro famoso conta que há muito......muito......tempo um determinado líder se compadeceu ao ver uma prostituta sendo prestes a ser apedrejada. Aproximou-se de seus algozes e sereno lhes perguntou “ é isso mesmo que querem fazer? Matar essa mulher?” Então, que atire a primeira pedra aquele de vocês que se julga sem pecados e puro o suficiente para determinar a desgraça dessa moça! Esse livro conta ainda que os algozes ao refletirem sobre o que disse aquele homem misterioso, começaram a largar as pedras e foram se retirando. O homem então se ajoelhou e disse a mulher: “ vá moça, vá embora e não olhes para trás.”. Se eu acredito nisso? Não sei, talvez isso faça parte dos mitos e narrativas que fundamentam determinadas crenças, mas julguei necessário refletir um pouco sobre......

Fiquei 25 anos em sala de aula e se há uma coisa que os mais de 10.000 alunos que tive Brasil afora sabem é que sempre fui agnóstico, além de um critico mordaz de comportamentos religiosos e crenças que se aproximem do fanatismo. Sempre respeitei, e respeito, a fé das pessoas, mas como um homem da ciência me mantinha neutro. Não digo isso com orgulho, por vezes até me questionava; por que eu agia daquela forma sendo filho de uma mãe extremamente religiosa e praticante? Para minha mãe, os estudos me levaram a me afastar da fé.. Eu discordava dela e dizia, usando esse mesmo livro sagrado, “mãe o conhecimento liberta”; segundo João 8:32, “conhecereis a verdade e ela vos libertará”. Mas por que estou falando disso?

Volta e meia tenho publicado textos neste blog, que já tem oito anos, falando da insanidade que permeia a cabeça das pessoas, sobretudo com o advento da internet. Vivo afirmando que a humanidade - include me - “enlouqueceu”. Tenho usado teóricos como Freud, Schopenhauer Nietzsche para tentar entender o que houve com a cabeça das pessoas. Na verdade eu tento entender até que ponto chega a maldade humana? Creio que nem no período da inquisição a humanidade foi tão cruel quanto hoje. As redes sociais acabaram por dar voz a imbecis que antes destilavam sua maldade apenas em conversas de “buteco”, tendo o efeito circunscrito àquele grupo. Hoje esses idiotas vão para internet escrevem o que querem de você, leem noticias falsas ou acusações sem provas isso basta para sua condenação acabando com biografias, carreiras, legados, enfim (...) O pior é que são covardes, se escondem “anonimamente” atrás de um teclado na certeza de que nunca serão encontrados. Cuidado!! Já existem meios de te achar..

Tive o prazer, mesmo não sendo religioso, de ensinar filosofia num seminário redentorista de São Paulo, lá eu tive a graça de – através do reitor desse seminário- conhecer a vida e a obra de Santa Tereza Dàvila, uma mulher maravilhosa e muito além de seu tempo. Santa Tereza dizia: “ existe dentro de cada ser humano duas feras que se digladiam, uma boa e outra má, vence aquela que mais alimentamos”. Para Tereza, toda maldade tem seu nascedouro no nosso coração, se alimentarmos a fera boa o bem crescerá e florescerá, se darmos força a má esta espargirá como um veneno, destilando seu mal a todos sem distinção. Creio que isso define bem aqueles que destilam o mal pela rede. 

A grande verdade é que os homens caminham pela face da Terra em fila indiana, cada um carregando uma sacola na frente e outra atrás. Na sacola da frente, colocamos nossas qualidades; na sacola de trás, guardamos todos os nossos defeitos. Por isso, durante a jornada pela vida, mantemos os olhos fixos nas virtudes que possuímos, presas em nosso peito. Ao mesmo tempo, reparamos impiedosamente nas costas do companheiro que está adiante todos os defeitos que ele possui. E nos julgamos melhores que ele, sem perceber que a pessoa andando atrás de nós está pensando a mesma coisa a nosso respeito..

Como aquela prostituta que, mesmo ciente de seus erros, ouviu os conselhos daquele homem e seguiu em frente sem olhar para trás, tenho buscado construir um novo futuro sabendo de nossas falhas e limitações. Sem julgar ninguém pois a minha sacola de defeitos não sai das minhas costas, é um peso, uma carga que devo carregar, sem jamais olhar a sacola de quem esta na minha frente. Só me resta seguir o conselho e minha mãe: "filho não olhes pra trás, da azar"

                                     Essa e a minha receita aos que destilam maldade...

Tome um dose diária



 

sábado, 6 de outubro de 2018

A Conivência que mata!

            "BRASIL: SOMOS CONIVENTES"


Por: Alacir Arruda (o pulso ainda pulsa)

Ontem conversando com um taxista de minha cidade ele comentou entediado: " Domingo tem eleição né professor? ... Eu não suporto mais os políticos com aquela conversa mole, querendo nosso voto... Eles só lembram da gente de quatro em quatro anos"... Então respondi: " Mas você também só se lembra deles de quatro em quatro anos..."

No Brasil o poder público reside tão distante da realidade da maioria dos brasileiros que perdemos completamente a noção não só de para que servem os mandatos que delegamos a vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente da República, como também esquecemos que somos nós os responsáveis pela qualidade dos políticos que elegemos. A composição dos poderes legislativo e executivo de alguma maneira é um espelho fiel no qual nos recusamos a nos ver refletidos. E aquela máxima "eles são ladrões"...Eu não!

A corrupção da qual acusamos os políticos é um câncer que corrói toda a sociedade brasileira, sem distinção, por mais que teimemos em, individualmente, rechaçar essa acusação. É sempre mais fácil lidarmos com algo que encontra-se no horizonte, como possibilidade, que admitirmos nossa participação efetiva em algo que condenamos. Por isso, aceitamos que existe uma grossa corrupção “lá” em Brasília, mas nos ofendemos quando alguém ilumina-a em nosso cotidiano.

Uma vizinha de minha família, que mora em Cuiabá, dona Marlene (fictício), tinha um filho, M.V., que logo ao adentrar a adolescência aderiu a uma turma que fumava maconha e praticava pequenos furtos nas redondezas. Alertada pelas amigas, dona Marlene enfureceu-se e disse que aquilo não passava de intriga absurda, que M.V. era um ótimo menino e que nunca andaria com “gente que não presta”. Com o tempo, descobriu que M.V. se relacionava sim com “gente que não presta”, mas candidamente explicava que o filho era um rapaz tão bom que, embora fizesse parte da turma visada pela polícia, não fumava maconha nem praticava pequenos furtos, mas tentava reconduzir os colegas para o bom caminho. Dona Marlene só se convenceu de que M.V. usava drogas e praticava roubos, quando ele foi morto numa disputa de gangues. Ele tinha apenas 16 anos.... Mas aí já era tarde demais.

Esse tem sido nosso comportamento em relação à corrupção. Reprovamos o comportamento dos políticos, que se enriquecem com negociatas sem temer qualquer punição, pois sabem eles, sabemos todos, que o direito no Brasil ainda se baseia em três premissas clássicas, que compõem o catálogo da sabedoria popular: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, “para os amigos, tudo, para os inimigos, os rigores da lei”, “a cadeia serve apenas para os três pês: preto, pobre, prostituta”. A legislação é costurada de tal maneira confusa e contraditória que pode ser usada contra ou a favor, dependendo do poder que emana da pessoa julgada. Nesse sentido, a mão da justiça quase nunca alcança os ricos... Mas os pobres são tratados aos pontapés...

O exercício da corrupção está de tal maneira arraigada na cultura brasileira que muitas vezes nem percebemos que repetimos em nosso dia a dia hábitos e práticas que censuramos nas esferas da administração pública. O Brasil é o segundo país do mundo em sonegação fiscal, só perdendo nesta categoria para a Rússia. Estima-se que os brasileiros sonegam cerca de 28% do total da arrecadação de impostos, o que representa 13% do PIB. Quantos profissionais liberais que conhecemos que recebem “por fora” para prestar um serviço, ou seja, não emitem recibo, com a nossa conivência? Quantos de nós declaram ao Fisco exatamente o que recebemos como pagamento?

E quantas vezes já deixamos “uma cerveja” para o policial rodoviário “quebrar o galho” e não nos multar nas estradas? Quantas vezes demos “um cafezinho” para ser melhor tratados num ambiente social? Quantas vezes aumentamos o valor da gorjeta em restaurantes para que o garçom nos sirva com mais eficiência? Quantas vezes usamos de nossa influência para resolver algum problema burocrático em algum órgão público? Quantas vezes burlamos a legislação? Quantas vezes, enfim, usamos o tal “jeitinho brasileiro” para resolver nossos problemas?

Enquanto não admitirmos que a prática da corrupção impregna nosso cotidiano e que somos coniventes com ela, não conseguiremos dar o passo seguinte que é o de elegermos políticos comprometidos com uma plataforma de alcance coletivo e não políticos cujos interesses limitam-se a projetos de manutenção de poder, sejam eles particulares ou partidários. E temos que pensar em resolver isso logo, antes que, como no caso da nossa vizinha em Cuiabá, seja tarde demais.

Amanhã, dia 7 de outubro, teremos mas a vez oportunidade de - se não acabar- ao menos iniciar um processo de mudança que pode trazer um alento a essa calamidade que se tornou a nossa politica. Mesmo ciente de que a grande maioria dos nosso políticos e composta de "bandidos" engravatados, não há como transferir responsabilidade, se quisermos um pais diferentes para nossos filhos é necessário que a mudança começa já. Esta semana a Globo mostrou em seu programa -Profissão Repórter - a realidade de milhares de brasileiros que vivem nas periferias das grandes cidades e estão desempregados, confesso não tive coragem de assistir ate o fim, pois ver um compatriota dizer que esta sem alimentos há 3 dias e seus filhos reclamam a dor da "FOME" não poso entender isso como algo plausível em um país com as riquezas que dispomos.. Domingo aquelas crianças que URRAM de FOME esperam de nós alguma atitude.... BOM..VOTO...