domingo, 12 de outubro de 2014

para reflexão

Por que nos enganamos com as pessoas?

Por Alacir Arruda

Paro agora e penso por que será que nos enganamos com as pessoas? Estava aqui pensando nisso agora!!

Às vezes permitimos que alguém entre em nossas vidas e acreditamos que tudo será perfeito, simplesmente porque ela é especial, uma boa mulher, uma boa filha, enfim, uma pessoa de caráter que nos faz acreditar que é verdadeiro... Até que de repente, o castelinho de areia é invadido por um tsunami....

Fico me perguntando se realmente existe esta dualidade, ou se nós a criamos e acreditamos naquilo que queremos acreditar em determinado momento... Eita burrice se for isso mesmo!!! 

Engraçado que este 'acreditar' faz com que desenvolvamos a paciência, passemos por cima de nosso orgulho, vivamos em eterno recomeço e o pior de tudo, muitas das vezes, passemos por cima de nossa vontade de ser feliz e respeitado só para não perder aquela pessoa... 

E será que se perde algo que, efetivamente, não se tem? Sim, pois pensamos ter ao nosso lado uma pessoa que não existe... Quer dizer, pode existir, mas em outro corpo, e não naquele que tanto admiramos... 

Talvez sejamos mesmo é esse bobo-alegre que uma vez contaminado pelo excesso de serotonina do amor nos perdemos em seus meandros....Ou talvez foi o tempo que dedicamos a quem, na verdade, nunca mereceu..Como diz Antoine de Saint Exúpery no seu livro “O Pequeno Príncipe”: "FOI O TEMPO QUE PERDESTE COM A TUA ROSA QUE A FEZ TÃO IMPORTANTE", e viva o Pequeno Príncipe..



PT perdido

O PT ESTA DESORIENTADO

O PT está desorientado. Desorientado como nunca se viu. Não sabe o que pensar, o que fazer, o que falar. Se a dianteira do tucano Aécio Neves é de 2 pontos, de 8 ou de 18 — segundo os mais variados institutos —, isso, não sabemos. Mas ninguém duvida de que esteja à frente de Dilma — nem os próprios petistas. O PT não larga atrás no segundo turno desde 1989 (em 1994 e 1998, FHC se elegeu no primeiro). E isso, não tem jeito, acaba induzindo a erro. Dilma está falando bobagens sobre a investigação, João Santana erra a mão no horário eleitoral — o do tucano está muito melhor —, e os terroristas da Internet, atônitos, enfiam as patas traseiras pelas patas dianteiras, numa escalada de virulência também inédita.

Tudo isso vai caracterizando uma espécie de vale-tudo e de jogo sujo contraproducente. Neste domingo, Marina Silva tem tudo para anunciar o apoio a Aécio — algum efeito terá. De todo modo, parece que a esmagadora maioria do seu eleitorado já migrou para o tucano por conta própria. Como pano de fundo — e, ao mesmo tempo, protagonista —, o escândalo de dimensões inéditas na Petrobras. No Nordeste, o candidato do PSDB vai abrindo trincheiras, com o apoio do família Campos em Pernambuco, com um Tasso Jereissati senador no Ceará, com um ACM Neto na Bahia.

Dilma e a Petrobras
A candidata do PT está perplexa. Nem a maquiagem nem a marquetagem de João Santana conseguem esconder. Quando alguém, na sua condição, também presidente da República, usa o tempo para criticar a investigação e para acusar perseguição — não nos esqueçamos de que a operação Lava Jato nasceu de uma investigação da Polícia Federal —, eis, então, um sinal de que as coisas vão de mal a pior.

Dilma se queixa de “vazamentos seletivos”. Infelizmente para ela, os depoimentos que já começaram a causar um terremoto no mundo político — e estamos só no começo — não pertencem àquela parte da investigação coberta pelo sigilo de Justiça; não integram a fatia de depoimentos da chamada “delação premiada”.

Não tendo o que dizer, Dilma diz, então, qualquer coisa e pede que tudo seja divulgado, como se o “tudo” lhe pudesse ser benéfico. Ora, não nos esqueçamos de que, segundo apurou a VEJA, a parte sigilosa dos depoimentos atinge, por exemplo, o seu ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, além de algumas cabeças coroadas do PMDB.

Pois é… Paulo Roberto contou tudo. As diretorias eram separadas em cotas partidárias. O PT tinha a de Serviços, a de Exploração e Produção e a de Gás e Energia. O PP ficava com a de Abastecimento — que era a do engenheiro —, e o PMDB, com a Internacional. Cada partido tinha o seu operador para cuidar do serviço sujo.

Ele deu detalhes de como a coisa funcionava, por exemplo, na de Serviços, que era comandada pelo petista Renato Duque:
“A diretoria de Serviços, através da comissão de licitação, ia no cadastro, escolhia as empresas de acordo com a complexidade da obra, de acordo com valor da obra aproximado, que já se tinha ideia etc, e separava as empresas. Então, quem fazia tudo isso era a comissão de licitação interna da companhia, da Petrobras”. Eis aí.

Que se note: em nenhum momento Paulo Roberto nega que ele próprio cometesse também aos crimes. Ao contrário: ele narra a história na condição de um dos operadores. O que Dilma queria? Que os donos da Petrobras — os brasileiros — fossem privados dessas informações? Por quê?

O PT nega tudo e tal, mas as provas do crime estão lá, com a Polícia Federal, com o Ministério Público e com a Justiça. Na hora em que essa história chegar, de fato, aos engravatados é que a terra vai tremer. NOTEM QUE, ATÉ AGORA, NÃO SE SABE QUEM ERA O VERDADEIRO CHEFE DO ESQUEMA. Não se enganem: numa engrenagem como essa, alguém dava a última palavra e harmonizava os interesses. Quem???

Horário eleitoral
As circunstâncias estão forçando o horário eleitoral de Dilma na TV a ser reativo, tenso, mal humorado, rancoroso e terrorista. O partido tenta empregar contra a Aécio a tática empregada contra Marina, sem se dar conta de que, de fato, não tirou votos da candidata do PSB com aquela retórica. Embora as pesquisas tenham deixado de apontar a tempo, eles estavam migrando para Aécio — ou voltando para ele, sabe-se lá.

Dia desses, no metrô, ouvi uma conversa de pessoas simples, sem, vamos dizer, sotaque universitário. Uma das mulheres dizia à outra: “Cê vai ver: agora o PT vai começar a xingar o Aécio; eles sempre fazem isso…” E, de fato, eles sempre fazem isso. E isso era de tal sorte esperado que há uma boa possibilidade de que ninguém dê bola.

O PT opta pelas piores práticas de demonização de pessoas e de sua biografia. Transformar Armínio Fraga e FHC em inimigos do salário mínimo é uma fraude, uma mentira, uma indignidade. Inferir que o ex-presidente agrediu nordestinos é indecoroso. Eis aí: de fato, a propaganda de Aécio passou a falar em nome da mudança e da esperança. Ao PT, restou o exercício do medo, do ódio e do ressentimento.

Faltam 13 dias para o segundo turno. Há pela frente os debates, que, agora sim, oporão de verdade os candidatos com chances de vencer a disputa. Dá para dizer que Aécio já ganhou? É claro que não! Mas já dá para afirmar com absoluta certeza que Dilma perdeu o juízo. Ao chamar de golpistas os eleitores que se negam a votar nela, evidenciou que, no fundo do peito, ainda nutre um profundo desprezo pela democracia. Pode ser inexperiência. né? Afinal, ela venceu até hoje 100% das eleições que disputou: UMA. Não deve saber que é a derrota que evidencia se o político aderiu ou não aos valores democráticos — afinal, é só nas tiranias que o mandatário vence sempre, governanta!

Parte da herança maldita do petismo o atropelou na reta final da disputa. À diferença de Dilma, eu respeito as urnas, mesmo quando não gosto do resultado — estou achando que, nesse caso, há uma boa chance de um gostar. E, porque respeito, encerro assim: que o eleitor decida. A democracia existe para que ele exerça a sua soberania, não para que um partido vire o dono da sociedade



terça-feira, 7 de outubro de 2014

5 motivos para nao querer Dilma

Cinco motivos para não reeleger Dilma. Segundo a Revista Forbes 

Por: Política e Cia / Veja

“A Revista Forbes é uma  das publicações sobre economia e  negócios mais prestigiosas do mundo” 

                 Para ‘Forbes’, o mercado não quer a presidente (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
Revista americana publica em seu site texto de colunista em que afirma que má gestão da presidente coloca em risco avanços econômicos e sociais do país

A revista americana Forbes, uma das publicações sobre economia e negócios mais prestigiosas do mundo, divulgou em seu site uma lista com cinco razões pelas quais acredita que os eleitores brasileiros não deveriam reeleger a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT). Em texto que elenca os avanços econômicos e sociais no Brasil ao longo dos últimos vinte anos – transformações que tiveram início, lembra a revista, na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003)–, a Forbes afirma: sob o comando de Dilma, o país passou da expansão para a melancolia.
Depois de elencar os avanços dos governo FHC e Lula, o texto ressalta a situação econômica do país, que vive um quadro de recessão técnica e inflação no teto, ou seja, no ponto máximo da meta pretendida, longe do centro ideal.
“Os investidores de todo o mundo, que chegaram a fazer fila para comprar um pedaço do ‘sonho brasileiro’, olham agora para mercados mais atraentes, como o México (e celebram todas as vezes que Dilma perde pontos nas pesquisas eleitorais)”, diz o colunista Anderson Antunes. E encerra: Dilma não apenas falhou em manter tudo em ordem, como está colocando os avanços em risco.
O Brasil não cresceu tanto quanto poderia – e deveria – sob seu governo
É a primeira vez em cinco anos que o Brasil registra retração da economia, lembra o colunista. Em 2010, o país cresceu 7,5%, compara a publicação. “Embora Dilma diga que a performance fraca da economia seja fruto da crise internacional, os números a provam errada”, diz o texto.
“Até o fim de seu mandato, o crescimento do país deve ser dois pontos porcentuais menor do que a média da América Latina entre 2010 e 2014. Pela primeira vez em 20 anos os vizinhos do Brasil deixam o país comendo poeira”.
A maior empresa estatal do país é seriamente prejudicada
A Petrobras está sob investigação por abrigar “dentro de suas paredes” um esquema de corrupção multimilionário, lembra o colunista. “As finanças da Petrobras sob administração petista não são nada menos do que desapontadoras”, diz o texto.
A estatal está sendo usada pelo governo como uma forma de conter a inflação do país, segurando os preços dos combustíveis, o que causou um rombo de 20 milhões de reais à empresa em 2013. Segundo a revista, a ironia neste caso é que a ‘úncia solução lógica’ para o problema da Petrobras veio de sugestão do nanico Pastor Everaldo: “privatizar a estatal”.
A estratégia de manter a inflação em alta para manter empregos é questionável
Para inflação e baixo desemprego conviverem bem – como é o desejo de Dilma Rousseff -, é necessário que a economia apresente crescimento. No entanto, não é o que está ocorrendo no Brasil. A Forbes afirma que a piora da inflação se deve ao aumento dos salários e da diminuição dos lucros de empresas.
Dilma entende que a solução seria aumentar as taxas de juros, enrijecer a política fiscal brasileira e permitir que os preços se ajustem. No entanto, essas medidas afetam diretamente o consumo no país, que representa 63% da economia brasileira. A revista afirmou que para uma governante populista, é como um remédio caro que, mesmo que o paciente precise comprá-lo, não terá condições de acesso.
Dívida Pública cresce. E o governo poupa menos
“O orçamento federal está constantemente em déficit, e Dilma se comprometeu a cumprir uma meta de superávit primário de 1,9% do PIB neste ano e 2% no próximo ano”, diz Antunes. Os gargalos do sistema brasileiro causam ineficiência e corrupção – e são responsáveis por um sistema de impostos bizantino.
Dilma não promoveu as mudanças para tornar a vida dos mais pobres melhor
O PT, partido que declarou o objetivo de defender os pobres e socialmente excluídos, não promoveu durante o governo Dilma a melhora na condição de vida dessa parcela da população que prometeu. Segundo o colunista, uma das razões é o retorno da inflação, que tem assustado brasileiros desde a década de 1970. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2012, a desigualdade de renda melhorou de 2002 até a década seguinte. No entanto, essa melhora empacou há dois anos.
Ao mesmo tempo, a receita arrecadada pelos ricos cresceu 50%. Isso significa que o governo Dilma quebrou um padrão de dez anos de progresso na distribuição de renda. Em outra questão, Forbes cita que o número de analfabetos também cresceu pela primeira vez em quinze anos, durante o governo de Dilma – tanto a presidente quanto Lula haviam prometido erradicar o analfabetismo do país.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

PT bizarro

AS BIZARRICES DO PT

Por: Alacir Arruda/ Alex Antunes

Passado a histeria do 1º turno, seguimos agora para o coroamento do bipartidarismo que persiste no Brasil desde a época dos militares com Arena e MDB, hoje são PT e PSDB. A metralhadora petista banhada pela “sanha” de poder conseguiu anular Marina Silva, mas o PT pode ter criado um “monstro”, Aécio.

Não sou inimigo da irracionalidade. Acredito em magia política – que, se chamarmos de “memética”, explica como grandes quantidades de energia psicossocial podem ser movidas, para transformar um país e se possível aproximá-lo de sua essência (sim, eu acredito que um país tem uma “essência”).

A do Brasil, no caso, é aquela chavinha macunaímica que nos mantém o tempo todo atados à genialidade e à mesquinharia mais absoluta; à generosidade e à miséria mais cruel. Como sabem os artistas, os neurocientistas e os argumentadores sutis, a distância entre os grandes acertos e os erros catastróficos é mínima, e o mais brilhante sucesso nunca se presta à analise moralista e linear.


Lula começou a errar quando escolheu Dilma. Não estava errado em imaginar uma mulher para sucedê-lo. Mas errou em enxergar esse equilíbrio entre pulso firme e inteligência emocional em Dilma. Como supostamente disse José Dirceu, era Marina o Lula de saias - ou, melhor ainda, o pós-Lula. Dilma é só o pulso firme.

O problema (para o país, mais do que para a própria Marina) é que as qualidades dela se parecem muito com defeitos, vistas com má vontade e preconceito, de uma lógica simplória e linear. Na verdade, a compreensão de Marina sobre os problemas brasileiros deriva do fato de que a confusão nacional começa DENTRO dela.

É o contrário do que esperamos desse ilusório político salvador. Ele, que entende de tudo (e isso é SEMPRE mentira; a boa política tem muito mais a ver com intuição e com saber se cercar dos colaboradores certos); ele, que brande números complexos com segurança fingida, é simplesmente uma síntese da nossa frustração com o fato de que não há uma saída líquida e certa para nada. O que há são tentativas, e o que nos resta é estar íntegro dentro delas, e pronto para a autocrítica e a correção desassombrada. E Dilma encarnou a “ele”, o salvador ilusório.

As incertezas, as inconsistências, os paradoxos de Marina são sua lucidez, sua sinceridade, sua coragem de mulher nascida pobre e negra, no meio da mata. Era ela o passo além de Lula, na direção do país que nos interessa.

Ao invés disso, Lula e o PT resolveram retirar seus créditos na forma de arrogância, chantagem e terror eleitoreiros. A ex-petista cujo projeto o PT deveria ter tratado com mais carinho, fraternidade e elegância (e inteligência política inclusive) foi tratada a pontapés. E acordar os demônios políticos a pontapés certamente não foi uma boa escolha. Foi uma escolha de fraqueza, não de força.

A posição de Marina já era delicada. Não por ela ser “indecisa”, como o PT afirmou. Mas por ter um discurso menos linear e mais difícil de sustentar e explicar. O PT descarregou todo seu arsenal de imprecisões, exageros e inverdades numa ex-companheira, uma ex-ministra de Lula. O efeito, além de ser politicamente emburrecedor, pode ser eleitoralmente burro.

O que o PT conseguiu, por enquanto, foi trazer um Aécio que já esteve rendido de volta, seguro, motivado e na ascendente. Perdeu-se a oportunidade histórica de ter no segundo turno duas mulheres, de um campo político socialmente mais generoso, no que seriam as eleições mais bonitas e politicamente qualificadas de toda a história do país.

Ao contrário, o PT resolveu provocar os piores instintos do eleitorado, mobilizar a ignorância e a imaturidade políticas da nação (essa mesma que, para falar só de São Paulo e das primeiras colocações, elege Russomanno, Bolsonaro, Maluf e Tiririca. Ou que reforça o grande percentual de votos nulos, brancos e abstenções). Era nesse sentido que Marina era o passo seguinte após Lula: o de trazer mais gente, para quem o coquetel sindicalista-católico-marxista do PT é incompreensível, senão inaceitável, para a conversa.

Ou quem simplesmente já enjoou do sistema como um todo. Esse paradoxo já estava presente nos protestos de junho de 2013. Ao escolher “derrotar” junho, junto com gente como Alckmin e “Cabrão” (Cabral + Pezão), ao invés de depurá-lo, o PT faz uma manobra arrogante e impensada, talvez suicida. O que a enorme transferência de votos de Marina para Aécio instantes antes da votação demonstra é óbvio.

Que, para um monte de gente, a prioridade é simplesmente barrar o PT. O PT “escolheu” Aécio ao invés de Marina. E, ao evitar lidar com uma figura híbrida cujo programa tinha traços neoliberais, mas cuja prática está enraizada nas camadas mais sofridas e solidárias da sociedade, o PT escolhe um Brasil conflagrado, venezualizado, o do “eles contra nós” (falsos eles contra falsos nós, pondo o barco de todos em risco).

Mais do que isso, o PT mentiu loucamente. Mentiu sobre a conveniência de se acreditar cegamente no petróleo do pré-sal, e do próprio petróleo como combustível prioritário; mentiu sobre Neca Setubal (na verdade Neca é tudo o que o Brasil precisa: gente egressa da elite econômica que simpatize com o ativismo social); mentiu até na semântica, ao negar que líderes como Chico Mendes constituem, sim, uma nova elite política crítica e necessária.

O PT fez escolhas políticas patriarcais, para quem gosta dos modos do patriarcado: apelo ao medo, à violência psicossocial, à manipulação. Confesso que, “enquanto comédia de erros”, acho engraçado o PT levar esse Aécio redivivo para o segundo turno. Será ainda mais engraçado se Aécio ganhar. Não deixa de ser uma demonstração bizarra de tudo que Marina tentou ensinar que tínhamos que evitar. O PT escolheu dar razão a quem acha que o PT é o maior problema do Brasil. Agora é, finalmente




sexta-feira, 3 de outubro de 2014

prefiro a infelicidade

PREFIRO A INFELICIDADE, EMBORA LOUCO, QUE UMA FELICIDADE CONFORMISTA..


Por Alacir Arruda

Sempre questionei as pessoas que afirmam terem encontrado um caminho para a felicidade plena, como se essa felicidade fosse uma joia rara destinada a poucos. Aliás sempre achei esse lance de felicidade um embuste do nosso Ego. Porém, quando toco nesse assunto, muita gente me olha com aquela cara, do que é que você está falando? Você está maluco?...Nossa sociedade é viciada em felicidade. Aprendemos desde cedo que nossas decisões na vida devem ser tomadas baseadas no potencial que as escolhas a nossa frente possuem de nos proporcionar uma vida feliz. Com quem vou me casar? Vou ter filhos? Que profissão vai me realizar mais? E por aí vai. A cada passo que damos, supostamente, devemos fazer a matemática da felicidade em nossa mente e analisar qual opção tem maior potencial. Ficamos furiosos quando depois de um tempo descobrimos que a escolha que fizemos não era a que trazia felicidade, mas sim a outra que abrimos mão. Tudo isso culpa da nossa moral Judaico-cristã ocidental, diria Nietzsche. 

Esse raciocínio está tão impregnado em nossas mentes que temos muita dificuldade em percebermos toda a sua armadilha e decepção. A reação natural quando toco nesse assunto é o questionamento contrário: então se não vamos procurar a felicidade, vamos fazer o que? Procurar a infelicidade? Aceitar uma vida que não queremos? Qual o propósito disso?

Esse raciocínio provém da noção de que se não buscarmos a felicidade na vida, então nada nos sobra. Bom, vamos pensar um pouquinho aqui com lógica, ok?! 

O que é realmente essa tal de felicidade? Não de uma forma concreta, mas o que as pessoas estão buscando quando elas medem alternativas tentando descobrir qual delas as fará felizes? 

Conforto, ausência de problemas e desafios, alegria, tranqüilidade, paz… Humm… parece ótimo, não? Do ponto de vista social, o final feliz é esse, não é mesmo? Mas você já parou para pensar que não há final algum? Não há final feliz, nem triste, não há final até que sua própria vida acabe! Nossa vida não é um filme que acaba depois que alcançamos nossos objetivos. Então porque tanta gente persegue “sonhos” como se esses carregassem seus finais felizes? 

Mas vamos um pouco mais fundo… que vidinha mais medíocre essa feliz, hein? Nenhum problema, nenhum desafio, só alegria, só conforto, só paz, só tranqüilidade… O quanto demoraria para você se sentir infeliz com toda essa felicidade?! 

Mas Alacir, você está dizendo então que deveríamos ser infelizes? 

É aí que muita gente não entende exatamente do que é que estou falando… 
Felicidade ou infelicidade são percepções do ego, inclusive, já falei sobre isso em artigos anteriores, mas percebi pelos comentários que muita gente não entendeu direito o que eu estava falando… 

Nosso lado egoísta, aquele que tem vontade, que quer as coisas, é que quer ser feliz. Nosso ego não gosta de nada que atrapalhe seu prazer. Se dependesse do nosso ego, ficaríamos em casa o dia inteiro sentados na frente da TV, comendo pipoca e pizza e só levantaríamos para fazer coisas que também são prazerosas. Jamais aceitaríamos qualquer situação que nos proporcionasse qualquer tipo de desconforto… a não ser que visualizássemos um benefício futuro resultante do sacrifício de abrir mão do próprio prazer. 

Como a maioria das pessoas não pode se dar ao luxo de só fazer o que quer de acordo com suas próprias vontades, elas desgostosamente fazem os sacrifícios que a vida lhes impõe, mas seu “sonho” é voltar à condição de prazer máximo. É por isso que buscam a felicidade com tanto ardor. O que elas querem na verdade é eliminar todas as atividades que a vida lhes impõe para que elas possam então desfrutar de tudo de bom que a vida tem a oferecer. 

Muitas pessoas erroneamente interpretam a filosofia carpe diem dessa forma. O motivo é que simplesmente não entendem o que poderia haver na vida além de se buscar a própria felicidade. Esse raciocínio, como eu mencionei, é resultado de uma vida inteira tendo essa idéia martelada na cabeça, assistindo filmes de Hollywood que mostram exatamente esse conceito – o filme sempre acaba quando o herói finalmente conquista seus objetivos e então supõe-se que depois do final da estória, ele viveu feliz para sempre. 

A minha percepção sobre esse assunto é altamente influenciada pelas diversas teorias orientais que abominam o ego e suas vontades e também pela ocidental 

Esse meu background me leva a crer que não viemos a esse mundo para curtir a vida e sermos felizes, mas sim para evoluir e ajudarmos uns aos outros. Dentro dessa perspectiva, a felicidade parece ser uma grande perda de tempo, um poço sem fundo de mediocridade. 

Acredito que temos uma programação de vida, uma missão (ou várias!) e que a realização desse propósito não envolve conforto, alegria ou tranqüilidade. Quem sente essas emoções é o ego, justamente a parte de nós que não está a fim de cumprir missão alguma, está a fim de ficar quieto, sem ser perturbado ou melhor, só curtir a vida no maior conforto. O ego não gosta de nada difícil, evidentemente! “Difícil” envolve desconforto, desafios e muitas vezes sacrifício sem benefício do final das contas. O ego não quer saber desse tipo de coisa, o ego só topa o sacrifício se ele estiver de olho no benefício que vai usufruir quando terminar. 

O próprio conceito de evolução carrega inerente consigo uma interpretação de benefício, porém, muitos de nós, na condição de seres humanos sem visão de conjunto alguma, não conseguimos ver os benefícios reais. Nosso ego, por sua vez, não topa desafio algum se não for para ganhar nada em troca de todo o sacrifício. É por isso que muita gente simplesmente não entende porque precisamos abrir mão da felicidade. Nossa sociedade está tão impregnada com a idéia de que se não há benefício, não vale à pena, que muita gente não consegue deixar cair a ficha. 

Não é uma questão de ser infeliz, não é isso que estou defendendo! A minha posição é que se preocupar com felicidade ou infelicidade é uma atividade puramente egóica. O que defendo é não se importar com felicidade ou com infelicidade, simplesmente fazer o que tem que ser feito e ponto final. É difícil? Ok. Vou ter que fazer sacrifícios sem benefício algum? Ok. Viver seu propósito de vida requer esse tipo de postura. 

Não acredito que a felicidade seja o propósito de ninguém! Se fosse pra ser fácil, você não estaria nesse mundo! Você já pensou nisso? 

O negócio então é aceitar a dificuldade sem reclamar, sem ficar dizendo com aquela voz chorona “mas não é fácil!”… (por que deveria ser?) 

Ao aceitar o que vier, encarar as dificuldades, vencer os desafios sem fugir deles, sem ficar tentando eliminá-los porque você quer ser feliz, porque você quer sombra e água fresca, ao ter essa postura, você encontra sua força interior. É só a partir daí que você pode realmente viver seu propósito de vida!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

de novo!!!

"Mais um vexame"

Brasil fica de novo fora do 'top 200' de ranking das melhores universidades

Melhor colocada no ranking THE é a USP, na faixa de 201º e 225º lugares. 'Brasil está deixando passar muitas oportunidades', diz especialista.
Do G1, em São Paulo
Estudantes da USP na Cidade Universitária em São Paulo; instituição continua sendo a mais bem colocada do país, mas fora da lista das 200 melhores do mundo (Foto: Cecília Bastos/Jornal da USP/Divulgação)

Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil não tem nenhuma universidade entre as 200 melhores do mundo no ranking internacional Times Higher Education (THE), divulgado nesta quarta-feira (1º) em Londres. Considerado um dos mais respeitáveis rankings de avaliação de produção acadêmica, o ranking mostra em sua nova edição (2014-2015) uma leve melhora da Universidade de São Paulo, que subiu da faixa dos 226º a 250º lugares, obtida no ano passado, para a faixa de 201º a 225º lugares. A outra universidade brasileira que aparece no ranking é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que repete a colocação do ano anterior (301º a 350º lugares). A lista tem no total 400 universidades.
A melhor universidade do mundo, pelo quarto ano consecutivo, é o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), dos Estados Unidos. Em segundo lugar está a Universidade Harvard (EUA), seguido por Oxford (Reino Unido), Stanford (EUA), Cambridge (Reino Unido), MIT (EUA), Princeton (EUA), Universidade da Califórnia Berkeley (EUA), Imperial College London (Reino Unido) e Yale (EUA) (veja o ranking completo).
VEJA AS POSIÇÕES DO BRASIL NOS ÚLTIMOS ANOS
ANO
USP
UNICAMP
2011/12
178º
276º a 300º
2012/13
158º
251º a 275º
2013/14
226º a 250º
301º a 350º
2014/15
201º a 225º
301º a 350º
Fonte: Times Higher Education
O ranking avalia o desempenho dos estudantes e a produção acadêmica nas áreas de engenharia e tecnologia, artes e humanidades, ciências da vida, saúde, física e ciências sociais. Considera ainda pesquisa, transferência de conhecimento e perspectiva internacional, além do ambiente de ensino. Desde o ano passado, metodologia para o novo ranking está a colocação de artes, humanidades e ciências sociais em igualdade às outras ciências.
É preocupante ver que um país do tamanho do Brasil, com grande potencial econômico, não tenha muito mais universidades na elite global."
Phil Baty, editor da THE

A USP figurava em 178º em 2011, subiu para 158º em 2012, e depois caiu para 226º/250º e agora subiu para 201º/225º. A Unicamp aparecia em 276º/300º em 2011, subiu para 251º/275º em 2012, e desde 2013 figura em 301º/350º.
A divulgação do ranking vem em um momento em que as principais universidades públicas do país passam por grandes dificulfades de orçamento. USP, Unicamp e Unesp, as três universidades estaduais de São Paulo, tiveram greve de quase quatro meses de professores e funcionários por causa de limitações salariais. A USP alegou que a folha de pagamento representa 105% do orçamento da instituição.
O ranking também tem subdivisões por áreas. Nas áreas de saúde e de ciências da vida, a USP aparece entre as 100 melhores universidades do mundo, nos 78º e 92º lugares, respectivamente. As outras áreas são engenharia, física, artes e humanidades e ciências sociais.
"É bom ver a USP fazendo algum progresso na tabela", avalia Phil Baty, editor da revista da THE. "Mas é preocupante ver que um país do tamanho do Brasil, com grande potencial econômico, não tenha muito mais universidades na elite global." Baty indica que movimentos para ampliar o uso do inglês nas universidades brasileiras, tanto nas aulas quanto nas pesquisas, pode ajudar a melhorar o desempenho das instituições do país.
O especialista indica ainda que o programa Ciência sem Fronteiras, que leva estudantes para intercâmbio de graduação e pós-graduação em outros países, é impressionante, "mas há um receio de que o Brasil esteja deixando passar muitas oportunidades, enquanto outros países em desenvolvimento estão fazendo progressos notáveis".
Posição da USP

O vice-reitor da USP, Vahan Agopyan, diz que considera a variação das posições ocupadas pela universidades nos mais variados rankings internacionais como "natural". "A USP respeita tais classificações, mas não molda suas atividades a elas, mas sim às necessidades sociais", afirma Agopyan.

"A USP respeita tais classificações, mas não molda suas atividades a elas, mas sim às necessidades sociais"  Vahan Agopyan, vice-reitor da USP
"Nossa pesquisa é reconhecida internacionalmente, o que pode ser expresso, por exemplo, na colocação alcançada na mais recente edição do ranking da Scimago [divulgado em setembro], em que a USP está entre as dez instituições mundiais que mais produzem trabalhos científicos de qualidade e relevância."
Os Estados Unidos dominam o ranking com 74 universidades entre as 200 melhores. Em seguida estão Reino Unido (29), Alemanha (12), Holanda (11), Canadá e Austrália (8). Entre estes países emergentes, o que mais se destaca é a Turquia, que aumentou de um para quatro instituições entre as 200 melhores. Coreia do Sul e Hong Kong também têm quatro universidades no 'top 200', a China tem três, Cingapura duas, Taiwan, Rússia, África do Sul e Israel uma.
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Instituição
País
Saiba mais
1º) Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech)
EUA
2º) Universidade Harvard
EUA
3º) Universidade Oxford
Reino Unido
4º) Universidade Stanford
EUA
5º) Universidade de Cambridge
Reino Unido
6º) Universidade Princeton
EUA
7º) Instituto de Tecnlogia de Massachusetts (MIT)
EUA
8º) Universidade da Califórnia, Berkeley
EUA
9º) Colégio Imperial de Londres
Reino Unido
     Universidade Yale
EUA
201º-225º) Universidade de São Paulo (USP)
Brasil
301º-350º) Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)


Brasil
Fonte: Times Higher Education
O ranking THE é uma avaliação feita com mestres e doutores de diversos países sobre a reputação de cada universidade. A instituição britânica tem ainda um ranking geral de universidades que avalia 13 itens, e tem como principais concorrentes o ranking chinês ARWU (Ranking Acadêmico de Universidades Mundiais), feito pela Universidade de Comunicações de Xangai (Jiaotong) e o QS World University Rankings, produzido pela consultoria Quacquarelli Symonds. Existe ainda o ranking Webometrics, que mede a influência da instituição com sua produção na internet.
Entre as universidades brasileiras, a Universidade de São Paulo (USP) é a mais bem colocada em cada um dos rankings.
VEJA AS 10 MELHORES UNIVERSIDADES DE CADA RANKING INTERNACIONAL
Pos.
Times Higher Education (reputação)
Times Higher Education (geral)
ARWU (ranking de Xangai)
QS World University Rankings
Webometrics (desempenho
na internet)
1º)
Harvard (EUA)
Caltech (EUA)
Harvard (EUA)
MIT (EUA)
Harvard (EUA)
2º)
MIT (EUA)
Harvard (EUA)
Stanford (EUA)
Cambridge
(Reino Unido)
MIT (EUA)
3º)
Stanford (EUA)
Oxford
(Reino Unido)
MIT (EUA)
Imperial College (Reino Unido)
Stanford (EUA)
4º)
Cambridge
(Reino Unido)
Stanford (EUA)
Berkeley (EUA)
Harvard (EUA)
Cornell (EUA)
5º)
Oxford
(Reino Unido)
Cambridge
(Reino Unido)
Cambridge (Reino Unido)
Oxford
(Reino Unido)
Michigan (EUA)
6º)
Berkeley (EUA)
Princeton (EUA)
Princeton (EUA)
UCL
(Reino Unido)
Berkeley (EUA)
7º)
Princeton (EUA)
MIT (EUA)
Caltech (EUA)
Stanford (EUA)
Columbia (EUA)
8º)
Yale (EUA)
Imperial College (Reino Unido)
Columbia (EUA)
Caltech (EUA)
Washington (EUA)
9º)
Caltech (EUA)
Berkeley (EUA)
Chicago (EUA)
Princeton (EUA)
Minnesota(EUA)
10º)
UCLA (EUA)
Yale (EUA)
Oxford
(Reino Unido)
Yale (EUA)
Pennsylvania (EUA)
VEJA AS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS MAIS BEM COLOCADAS EM CADA UM DOS RANKINGS

Times Higher Education (reputação)
Times Higher Education (geral)
ARWU (ranking de Xangai)
QS World University Rankings
Webometrics (desempenho
na internet)
USP (81º-90º)
USP (158º)
USP (101º-150º)
USP (132º)
USP (29º)
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Unicamp (251-275º)
Unicamp (301-400º)
Unicamp (206º)
UFRGS (171º)
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UFMG (301º-400º)
UFRJ (271º)
Unicamp (190º)
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UFRJ (301º-400º)
Unesp (421º-430º)
UnB (181º)
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Unesp (301º-400º)
Unifesp (421º-430º)
UFRJ (251º)