quarta-feira, 17 de julho de 2013

Indústria farmacêutica: Quais seus reais interesses?
Por Alacir Arruda
O ganhador do  Nobel da Medicina sustenta: enquanto forem autorizados a fazê-lo, laboratórios preferirão pesquisar e produzir medicamentos que criam dependência…

            Quando assisti ao filme O Jardineiro Fiel comecei a refletir melhor  sobre os reais interesses da industria farmacêutica mundo afora. Apesar de carregar um forte apelo Hollywoodiano o filme é um retrato real daquilo que os grandes laboratórios  são capazes de fazer para auferir lucros.  Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, veja abaixo a  entrevista com o Prêmio Nobel Richard J. Roberts (na foto), que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas farmacêuticas. Em troca, elas desenvolvem medicamentos de uso crônico, consumidos todos os dias ao longo da vida. Por isto, diz Roberts, alguns remédios, que poderiam curar doenças não são investigados. Pergunta-se: até que ponto é válido e ético que a indústria da saúde seja regida pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista?  
A investigação pode ser planejada?
Se eu fosse Ministro da Saúde ou o responsável pelas Ciência e Tecnologia, iria procurar pessoas entusiastas com projetos interessantes; dar-lhes-ia dinheiro para que não tivessem de fazer outra coisa que não fosse investigar e deixá-los-ia trabalhar dez anos para que nos pudessem surpreender.
Parece uma boa política.
Acredita-se que, para ir muito longe, temos de apoiar a pesquisa básica, mas se quisermos resultados mais imediatos e lucrativos, devemos apostar na aplicada…
E não é assim?
Muitas vezes as descobertas mais rentáveis foram feitas a partir de perguntas muito básicas. Assim nasceu a gigantesca e bilionária indústria de biotecnologia dos EUA, para a qual eu trabalho.
Como nasceu?
A biotecnologia surgiu quando pessoas apaixonadas começaram a perguntar-se se poderiam clonar genes e começaram a estudá-los e a tentar purificá-los.
Uma aventura.
Sim, mas ninguém esperava ficar rico com essas questões. Foi difícil conseguir financiamento para investigar as respostas, até que Nixon lançou a guerra contra o câncer em 1971.
Foi cientificamente produtivo?
Permitiu, com uma enorme quantidade de fundos públicos, muita investigação, como a minha, que não trabalha diretamente contra o câncer, mas que foi útil para compreender os mecanismos que permitem a vida.
O que descobriu?
Eu e o Phillip Allen Sharp fomos recompensados pela descoberta de introns no DNA eucariótico e o mecanismo de gen splicing (manipulação genética).
Para que serviu?
Essa descoberta ajudou a entender como funciona o DNA e, no entanto, tem apenas uma relação indireta com o câncer.
Que modelo de investigação lhe parece mais eficaz, o norte-americano ou o europeu?
É óbvio que o dos EUA, em que o capital privado é ativo, é muito mais eficiente. Tomemos por exemplo o progresso espetacular da indústria informática, em que o dinheiro privado financia a investigação básica e aplicada. Mas quanto à indústria de saúde… Eu tenho as minhas reservas.
Entendo.
A investigação sobre a saúde humana não pode depender apenas da sua rentabilidade. O que é bom para os dividendos das empresas nem sempre é bom para as pessoas.
Explique.
A indústria farmacêutica quer servir os mercados de capitais…
Como qualquer outra indústria.
É que não é qualquer outra indústria: nós estamos a falar sobre a nossa saúde e as nossas vidas e as dos nossos filhos e as de milhões de seres humanos.
Mas se eles são rentáveis investigarão melhor.
Se só pensar em lucros, deixa de se preocupar com servir os seres humanos.
Por exemplo…
Eu verifiquei a forma como, em alguns casos, os investigadores dependentes de fundos privados descobriram medicamentos muito eficazes que teriam acabado completamente com uma doença.
E por que pararam de investigar?
Porque as empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas em curar as pessoas como em sacar-lhes dinheiro e, por isso, a investigação, de repente, é desviada para a descoberta de medicamentos que não curam totalmente, mas que tornam crônica a doença e fazem sentir uma melhoria que desaparece quando se deixa de tomar a medicação.
É uma acusação grave.
Mas é habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em linhas de investigação não para curar, mas sim para tornar crônicas as doenças com medicamentos cronificadores muito mais rentáveis que os que curam de uma vez por todas. E não tem de fazer mais que seguir a análise financeira da indústria farmacêutica para comprovar o que eu digo.
Há lucros que matam.
É por isso que lhe dizia que a saúde não pode ser um mercado nem pode ser vista apenas como um meio para ganhar dinheiro. E, por isso, acho que o modelo europeu misto de capitais públicos e privados dificulta esse tipo de abusos.
Um exemplo de tais abusos?
Deixou de se investigar antibióticos por serem demasiado eficazes e curarem completamente. Como não se têm desenvolvido novos antibióticos, os microorganismos infecciosos tornaram-se resistentes e hoje a tuberculose, que foi derrotada na minha infância, está a surgir novamente e, no ano passado, matou um milhão de pessoas.
Não fala sobre o Terceiro Mundo?
Esse é outro capítulo triste: quase não se investigam as doenças do Terceiro Mundo, porque os medicamentos que as combateriam não seriam rentáveis. Mas eu estou a falar sobre o nosso Primeiro Mundo: o medicamento que cura tudo não é rentável e, portanto, não é investigado.
Os políticos não intervêm?
Não tenho ilusões: no nosso sistema, os políticos são meros funcionários dos grandes capitais, que investem o que for preciso para que os seus boys sejam eleitos e, se não forem, compram os eleitos.
Há de tudo.
Ao capital só interessa multiplicar-se. Quase todos os políticos, e eu sei do que falo, dependem descaradamente dessas multinacionais farmacêuticas que financiam as campanhas deles. O resto são palavras…


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Brasil: Como dizia Charles de Gaulle “Este não é um país sério”

Por Alacir Arruda

     O nosso país, (entenda os nossos políticos), não cansam de dar maus  exemplos para o mundo. Após uma onda manifestações Brasil afora que  cobravam seriedade, comprometimento, probidade e, acima de tudo,  ética,  por parte dos  nossos homens públicos o Senado, na sessão de 09 de julho de 2013,  deu um exemplo de que  as coisas precisam ser melhor  entendidas nesse país  no que diz respeito  aos nossos políticos. Explico;  o Senado não aprovou Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduzia de dois para um o número de suplentes de senadores, parte da pauta positiva proposta pela Casa em resposta às manifestações que tomaram as ruas do país.  
   Com 46 votos a favor, 17 contrários e uma abstenção,  a PEC não alcançou o número mínimo para aprovação, de 49 senadores, segundo a Agência Senado.  O relator da proposta, senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC), argumentou em seu parecer que a medida integra a pauta da reforma política, um dos temas levantados pelo Executivo após a mobilização popular.   "Estamos desencadeando o início da reforma política que o povo reclamou nas ruas", disse ao defender a proposta. A proposta, de autoria do senador José Sarney PMDB-AP,  ( isso não é uma piada, foi ele quem propôs), ainda proibia a eleição para suplente de cônjuge ou parente consanguíneo ou afim do titular do mandato, até o segundo grau ou por adoção. A suplência de senadores foi um dos temas propostos pela Presidência da República a serem incluídos em um plebiscito sobre a reforma política. A mensagem do governo, enviada na semana passada ao Congresso, também sugeria que a população fosse consultada sobre o financiamento de campanhas, a definição do sistema eleitoral, as coligações partidárias e o voto secreto no Parlamento.
    Ou seja, tudo permanece como antes no reino de Abranches. Toda aquela mobilização popular foi, simplesmente,  ignorada pelos homens que “cuidam” do nosso país. O mais irônico foi ver enquadrado  na mesma imagem de  TV, compondo a mesa diretora do  Senado, Renan Calheiros  e Jader Barbalho em conversa ao pé do ouvido. Pergunto-me do alto da minha ignorância; o que conversavam tão nobres almas? Renan, que hoje é só o Presidente do Senado, em qualquer país serio estaria na cadeia, pois responde  a uma serie processos por suspeitas de crimes cometidos no exercício de seu cargo,  e Jader, ôh,  Jader! Esse é  o último Coronel do Pará, é  o nosso  Lampião do Norte ( me perdoe a comparação,  julgo a alma de Lampião bem mais digna). Dizem, repito,... dizem (pois corro risco de não amanhecer)  que esse homem  manda prender e soltar ate Jesus no Estado do Pará. Creio que os dois  comentavam o seguinte: “Renan”!...Disse Jader. “Acaba logo com essa votação uma vez que não  deu quorum mesmo para a sua  aprovação,  pois segunda feira pretendo nomear minha sogra como a minha segunda suplente”. Renan respondeu: “Sogra Jader.., não tinha outra pessoa?”. Jader, ironicamente responde: “Caro Renan, quem melhor que minha sogra para me fazer companhia no inferno!” ---------Faço aqui um apêndice às boas sogras, referi acima a sogra de Jader, que não deve ser coisa boa. Aliás, nenhum cidadão de bem se alia a esses,....esses, .....esses....bom melhor deixar....pra lá...


É Brasil; como dizem os filósofos  contemporâneos “ é nóis”

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Espionagem USA


Espionagem: Invasão de Privacidade a Serviço do Imperialismo
Por Alacir Arruda  

              Que os Estados Unidos vigia o mundo inteiro  há muito tempo disso nem o mais mentecapto  dos seres humanos tem duvida, mas após as denúncias do Ex agente   CIA e Ex colaborador  da  N.S.A  Edward Snowden, as coisas começaram a tomar um rumo diferente, obrigando inclusive o Itamarati a pedir explicações ao Governo americano sobre espionagem no Brasil.  Glen Greenwald,  jornalista do jornal The Guardian,  após ter acessos aos documentos de Snowden,   vem revelando detalhes dos programas de vigilância dos Estados Unidos, bem como os países por eles monitorados. Greenwald esteve em contato com o ex-agente da CIA,   em Hong Kong onde Snowden se refugiou.  Snowden revelou ao jornalista que  os  EE.UU sempre utilizaram de  espionagem industrial e econômica como arma na competição no Livre Mercado, ao mesmo tempo, sob o argumento da luta contra o terrorismo, intercepta comunicações via satélite e por internet ou o triunfo do Big Brother mediático e diante da sua privacidade, Sorria que você está sendo filmado, ou melhor, espionado.
           Atualmente e principalmente depois do 11 de setembro de 2001  passamos a ser submetidos a mais violenta agressão aos mais elementares direitos. Os E.E.UU., não satisfeito com o controle da economia mundial, chega à ousadia de se autonomear como o protetor do mundo, e como se fosse o país mais democrático do planeta, intitula-se defensor da democracia e da civilização ocidental cristã. O Ex Presidente, George Bush, que foi  eleito através de um processo eleitoral suspeito, durante o seu governo impôs-se como o único a decidir sobre o destino da humanidade, não lhe importando o respeito aos mais elementares princípios éticos e humanitários. Argumentando sobre a existência de um inimigo invisível, o terrorismo, a Casa Branca passa a agredir aos próprios cidadãos norte-americanos ao criar o Departamento de Segurança Interna e instituem a censura telefônica, as prisões sem autorização judicial, estimula as denúncias levianas e a generalização da perseguição a qualquer suspeito. Cria o milionário programa de investigação, denominado "USA-PATRIOT", que rastreia as comunicações por Internet. Em sua luta neurótica contra o terrorismo, inclui também ONGs que desenvolvem atividades de denúncia e são contra o FMI.
           Quando tinha um ano e meio de governo, Bush já estava arquitetando  junto a CIA esse maravilhoso  empreendimento, qual seja, incompatibilizar os EE.UU com todo o mundo, coisa que  nem toda a propaganda comunista, centrada no ''imperialismo yanqui'' conseguiu ao longo de mais de 40 anos de Guerra Fria. A exigência de Washington de que as tropas norte-americanas e o restante das forças de paz não sejam submetidas à jurisdição da Corte Penal Internacional,   e´um dos pontos de  discordância entre os países centrais e tem levado a atrito com os demais membros do Conselho de Segurança da ONU. Isso  esta agravando cada vez mais as divergências com a União Européia, cujas relações com os EE.UU. já foram abaladas pela denúncia do Tratado ABM, pela repulsa ao Acordo de Kyoto e ao aumento das tachas sobre o aço.
O clima de solidariedade criado depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 já se desvaneceu. A guerra contra o terrorismo, concentrada em maciços bombardeios ao Afeganistão, matando civis e destruindo o meio ambiente, não alcançou o objetivo de liquidar com Osama Bin Laden e a Al Qaeda. (MONIZ BANDEIRA, 2002)
           Estes fatos demonstram a tentativa direitista – um novo tipo de fundamentalismo de direitas – de  submeter todos aos interesses do capital internacional, principalmente daquele ligados aos senhores do petróleo e da indústria de armas e ao mesmo tempo, contribuem para explicitar as contradições existentes entre as grandes potências imperiais e delas com os países e povos dominados e explorados e com seus próprios cidadãos, que são agredidos sistematicamente em nome da segurança cidadã e da luta contra o terrorismo internacional. Apregoam que tudo se justifica na defesa do ideário civilizatório  ocidental e cristão, que na realidade se resume na defesa do capital e do  livre mercado.
           Em um mercado internacionalizado, tanto comercial quanto financeiramente, a competição entre empresas, países e blocos econômicos assume proporções dantescas e inimagináveis para o homem atual, e inclusive para alguns cientistas. As condições e normas, as legais e as morais,  para o funcionamento do livre mercado, que aparentemente são respeitadas por todos os competidores, foram postas em duvida através de um fato não público (e do conhecimento de poucos): a utilização de uma rede de espionagem, cujo objetivo é alterar os resultados da livre competição; para espiar parlamentares, organizações anti ou críticas aos rumos do desenvolvimento capitalista nos dias atuais, como por exemplo Greenpeace e Anistia Internacional e a personalidades, inclusive o Papa João Paulo II.
                Em setembro de 1998, a Comissão Européia compareceu diante do Parlamento Europeu, que nomeou uma Comissão de Liberdades e Direitos do Parlamento Europeu, em 23 de fevereiro de 2000, que em pose de uma série de documentos, começou a reunir-se com o nome de A UE e a proteção de dados,  para tratar de um tema insólito: a existência de uma gigantesca rede de espionagem política e econômica mundial, que envolvia cinco países (Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália y Nova Zelândia), que na competição mundial, recebiam informações privilegiadas (e secretas) que lhes permite manter-se e conquistar mercados. No fundamental, o grande beneficiário desta rede é os Estados Unidos da América do Norte, que utiliza as informações com o objetivo de manter o controle dos fluxos econômicos – comercial e financeiros – para seguir mantendo-se como potência mundial hegemônica. Sem dúvida, o Reino Unido, que é um Estado membro da União Européia, por suas relações “privilegiadas” com os EE.UU., é também grande beneficiário desta rede de espionagem, em prejuízo dos demais membros da UE.

- O Sistema Echelon de Espionagem Global
       Esta rede, controlada pelo Sistema Echelon,  através de 120 satélites Vortex, intercepta todo tipo de comunicações que utilizam instrumentos eletrônicos e digitais (as comunicações telefônicas, o fax e o correio eletrônico) em todo o mundo. A capacidade de interceptação de comunicações privadas e de obter informações políticas, econômicas, tecnológicas e comerciais é de 2.000 milhões de informações por dia. Seus objetivos não são somente políticos, para a segurança do Estado e contra possíveis atividades terroristas e subversivas, más também econômicas na competição no livre mercado  internacional. Quando o fato se tornou público, os principais governantes de alguns dos países apontados, evitaram qualquer comentário a respeito, argumentando razões de Segurança de Estado.
            Dado o caráter delicado do assunto, os deputados europeus não se inclinam por denunciar nominalmente ao Reino Unido. Enquanto que, os demais Governos não quiseram, até agora, explorar um assunto que poderia pôr em entredito suas relações comerciais transatlânticas. Graham Watson, britânico, presidente da comissão de liberdades do Parlamento Europeu, reconhece que, em troca, a atitude que podem adotar os diferentes grupos políticos é imprevisível. O mesmo admite que os fatos “são graves se são corretos”. Suas palavras recordam aquelas pronunciadas em 1988 pelo antigo comissário europeu para assuntos industriais Martín Bangeman, para quem “se este sistema (Echelon) existe, constitui um ataque intolerável contra as liberdades individuais e a segurança dos Estados. (ZECCHINI, 2000: 3).
            Ao fim da Guerra Fria promoveu-se o entendimento de que o mundo entraria em uma época de paz e que como conseqüência, não teria sentido manter a corrida armamentista nem os sofisticados sistemas de espionagem. Isto, inicialmente, conduziu a pensar que os serviços de espionagens sofreriam cortes orçamentários e perdas de influência; ao contrário, estes serviços passaram a ser utilizados na guerra  comercial globalizada. Inclusive, no caso dos Estados Unidos, esta rede se manteve intacta e teve sua área de atuação: a NSA, um dos serviços secretos menos conhecidos, emprega 20.000 pessoas e tem um orçamento de dez bilhões de dólares.
             O Parlamento Europeu possui informações detalhadas sobre esta rede de espionagem e da utilização de suas informações para favorecer empresas norte-americanas na guerra comercial. A situação se torna mais delicada ao envolver um país membro da União Européia, o Reino Unido, que possui um papel chave nesta rede de espionagem.
             O Centro de Comunicações do Governo (GCHQ) britânico emprega cerca de 15.000 pessoas em missões ofensivas (captação e análise de informações estrangeiras) e defensivas (codificação e proteção das comunicações britânicas). Além de contar com uma dezena de centros no Reino Unido, o GCHQ organizou estações de escuta em Gibraltar, Belize, Chipre, Oman, Turquia e Austrália. A chamada Divisão Z é encarregada especificamente das relações com a agência norte-americana.
           A participação do Reino Unido na rede Echelon coloca a maioria de seus sócios europeus em uma situação particularmente incômoda. Londres se situaria em uma posição “ambígua”  se, como denunciam seus adversários, a rede Echelon se converteu em uma ferramenta de “espionagem econômica”. Para o especialista em Internet François-Emile Truchet, o Reino Unido pratica a ambivalência de ser um país europeu que espiona seus aliados.
A cumplicidade de Londres com Washington pode abrir um novo conflito no diálogo europeu, sobre tudo se, como pretendem os especialistas, as escutas se dirigem especialmente contra a França e a Itália. Inclusive chegou a falar-se da existência de uma cláusula especial no acordo UK-USA, segundo a qual o sistema de escutas britânico substituiria automaticamente ao estadunidense no caso de que a justiça norte-americana chegasse a proibir a interceptação de comunicações privadas por parte da NSA.  O  sistema de escutas francês, por exemplo, não tem a mesma capacidade do britânico, que se torna muito superior dentro da rede Echelon com o apoio dos EE UU. (EL PAÍS, 23-fevereiro.-2000: 3).

Exemplos de Espionagem Global
               Em 1993, José Ignácio López de Arriortúa, diretor de nível superior da General Motors de Detroit, deixou a empresa e se colocou a serviço da Wolkswagen na Alemanha, levava consigo documentos confidenciais e disquetes repletos de informações e segredos industriais. Esta mudança de emprego provocou uma verdadeira batalha jurídica entre a Opel, filial alemã da General Motors, e a empresa Wolkswagen, que foi acusada de roubo de segredos industriais que a beneficiava na competição comercial. A querela judicial se estendeu por quatro anos. A policia obteve provas que incriminavam a empresa alemã e logo a imprensa internacional anunciou “o julgamento do século”. Mas, surpreendentemente, em janeiro de 1997, se alcançou um milagre: a Wolkswagen aceitou um acordo em que pagaria dez bilhões de pesetas a General Motors.
            Um antigo oficial superior da Bundeswehr, o exército alemão, Erich Schmidt-Eenboom, hoje diretor do instituto alemão de estudos estratégicos, facilitou a imprensa alemã sua própria versão do que sucedeu: a Administração Clinton havia pressionado a General Motors para que chegasse a um acordo amistoso, com o objetivo de não revelar o papel de “Hortênsia III”, a base norte-americana de Bad Aibling, situada na Baviera. Durante a guerra fria, a NSA havia instalado na Baviera dois centros de escuta ultra-sofisticados, em Bad Aibling (aliás “Hortênsia III”) e em Gablingen: antenas parabólicas de trezentos metros de diâmetro e de cem metros de altura; instalações de doze andares abaixo da terra; significativa quantidade de computadores com lógicas seletivas que permitem gravar conversas que incluem palavras determinadas ou seqüências de frases concretas.
          Dois formidáveis instrumentos de espionagem eletrônica dirigida para o leste e capazes de interceptar, analisar e memorizar qualquer comunicação. Terminada a guerra fria, “Hortênsia III” foi orientada para a Sérvia e, em seu tempo livre, foi encarregada de vigiar o conjunto de trafico telefônico alemão, e de uma parte dos países limítrofes. Segundo Erich Schmidt-Eenboom, foram graças à “Hortênsia III” que a NSA descobriu que o trânsfuga da General Motors escondia os documentos subtraídos e, através da CIA, comunicou esta informação ao quartel geral da GM em Detroit. Algo difícil de explicar pelos Estados Unidos a seus “aliados” europeus. (FERNÁNDEZ, 1999: 13).
             Em 1994, os Estados Unidos da América do Norte e a União Européia tinham alguns interesses divergentes nas negociações dos acordos comerciais do GATT; os representantes norte-americanos, reunião, após reunião, manifestavam através de suas atitudes, conhecer as opiniões dos representantes europeus e apresentavam argumentos bem fundamentados para contra-argumentar com as posições dos europeus. O motivo desta premonição dos norte-americanos é muito simples: a CIA, através da rede informática, havia penetrado nos computadores da Comissão Européia e obtido as informações que iam parar nas mãos dos representantes norte-americanos.
           Outros fatos semelhantes denunciados são: em 1990 os Estados Unidos da América do Norte tiveram acesso as negociações secretas e conseguiram persuadir a Indonésia de que incluísse uma grande empresa norte-americana de telecomunicações em um negócio que se destinava a uma empresa japonesa; a empresa norte-americana Raytheon ganhou uma concorrência da francesa Thomson-CSF, para a instalação de um sistema de radar de vigilância da Amazônia (Brasil); a Airbus Industries perdeu um contrato para a Boeing e a McDonnell Douglas, também graças à obtenção de informações privilegiadas obtidas através da espionagem.

            Isso deixa claro a ação “criminosa” do governo  norte americano  no que diz respeito a invasão de privacidade de cidadãos não americanos, como é o caso do Brasil,  que vem sendo monitorado há anos.  Ter a Democracia mais consolidada do mundo não habilita  qualquer nação a   interferir  no direito primário dos indivíduos, que é  o de  “ir e vir”

quinta-feira, 4 de julho de 2013

EGITO..


EGITO: DEMOCRACIA É AQUI....

Por Alacir Arruda
   A queda de Mohamed Mursi, presidente egípcio eleito após a queda de Hosni Mubarak em conseqüência da Primavera Árabe, é um fato histórico memorável e  único. A Grécia se orgulha de ser o berço da democracia, os Estados Unidos de possuírem a democracia mais sólida do planeta e até alguns países europeus, como França, Alemanha se orgulham de suas instituições democráticas fortes. Porém, o que o Egito realizou nos últimos dois anos é digno de exaltação. Primeiro a população se reunião na Praça Tahir para pedir  a renúncia de  um déspota que governava aquele país com mãos de ferro  desde  1981. Após a morte do Cel. Nasser. Hosni Mubarak assumiu o controle do Egito e só  foi deposto em 2011, quando apresentou a renuncia do cargo aos 82 anos.  Mubarak era considerado um dos mais poderosos chefes de estado do Oriente Médio. Também era conhecido por sua posição neutra no conflito árabe-israelita, sendo, por isso mesmo, freqüentemente envolvido nas negociações entre as duas facções. Nos últimos dias de seu governo, estava sendo alvo de críticas e protestos pela maioria da população egípcia, a qual pedia por sua renúncia, o que acabou acontecendo. Mais tarde foi condenado a prisão perpétua pela morte de 850 manifestantes nos protestos que o derrubaram em 2011.     
      O Egito passou governado por uma Junta Militar comandada pelo exercito  até que as eleições diretas, as primeiras do história do pais, eram organizadas. Mohamed  Morsi foi escolhido pela Irmandade Muçulmana para ser o primeiro líder do novo partido . No primeiro turno das eleições presidenciais do Egito ele foi o candidato mais votado (aproximadamente 24%), competindo em um segundo turno contra o candidato independente Ahmed Shafiq, nos dias 16 e 17 de junho 2012.
      Mursi foi anunciado em 24 de junho de 2012 como o vencedor do 2º turno das eleições presidenciais do Egito, obtendo 13.230.131 votos (51,73% do total), apoiado pela Irmandade Muçulmana ante 12.374.380 votos do rival (48,27%) Ahmed Shafiq. Assumiu o governo no  dia 1 de julho como o primeiro presidente eleito do país após a revolução. Deixou de fazer parte da Irmandade Muçulmana, declarando a sua intenção de ser o presidente de todos os egípcios, mencionando explicitamente a minoria cristã (Coptas).
        Em 12 de Agosto de 2012 demitiu várias altas patentes militares, a começar pelo seu líder
 Mohamed Hussein Tantawi, substituindo-os por militares da sua confiança. Ao mesmo tempo revogou algumas disposições de estatuto constitucional, ditadas imediatamente antes da sua eleição pelo Conselho Supremo das Forças Armadas com a intenção de limitar as competências presidenciais, salvaguardando as do Conselho. As medidas presidenciais de 12 de Agosto foram considerados como atos de afirmação do poder civil face ao poder militar. Ontem, 03 julho de 2013, as Forças Armadas do Egito, por meio do general Abdel Fattah el-Sisi, anunciaram a deposição de Mursi do cargo de presidente do país.
    O filosofo inglês John LOCKE no seu livro; (Dois Tratados sobre o Governo (1689) afirma que: “todo o poder político legítimo deriva somente do consentimento dos governados que confiam as suas «vidas, liberdades, e posses» à comunidade como um todo, expressa esta majoritariamente pelo seu corpo político”. Mas Locke alerta;  a comunidade política como um todo pode ser dissolvida (e uma nova pode ser formada) sempre que haja uma mudança fundamental nos membros da legislatura ou uma violação das leis. O soberano que, contrariando o poder supremo por ele representado, desrespeita a lei, perde o direito à obediência, «pois que não devem os membros [do corpo político] obediência senão à vontade pública da sociedade».
     Com isso, Locke admite assim o direito de insurreição em determinadas circunstâncias: «Se um governo subverte os fins para os quais foi criado e se ofende a lei natural, então pode ser deposto». Na visão de Locke, a possibilidade de revolução é uma das características de qualquer sociedade civil bem formada. A causa mais provável da revolução é o abuso do poder pelo próprio governo: quando a sociedade interfere erradamente nos interesses de propriedade dos cidadãos, estes têm de se proteger retirando-lhe o consentimento (Segundo Tratado, § 222). Ocorre uma usurpação quando alguém se apodera pela força daquilo a que outro tem direito ou prejudica o bem público. Quando são cometidos grandes erros no governo, só a rebelião mantém uma promessa de restauração dos direitos fundamentais (Segundo Tratado, Locke § 225).
    Partindo dessa premissa Lockiana, de que todo governo que subverte seus fins deve ser deposto, o Egito deu uma aula de Democracia Participativa ao  mundo, que  precisa rever seus conceitos ante  os países muçulmanos  conhecidos ate então,  por seus governos corruptos e déspotas e uma população subserviente a alienada. Esse exemplo do Egito é um alerta a líderes, partidos ou grupos que se apossam de um país sob a batuta de políticos carismáticos e usando medidas assistencialistas ancorado por um discurso ultrapassado e vazio. Sonho com o dia que a população brasileira vai acordar como os egípcios!!!!
     

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Manifestações

TOLOS MOTIVADOS

Por Alacir  Arruda   

              Como já disse anteriormente, a pior coisa que existe são “tolos motivados”. O Brasil assistiu, nas ultimas semanas,  uma onda de Manifestações jamais vista em 20 anos. Os manifestantes reivindicam  um pouco de tudo que falta  em nosso país: saúde, segurança, educação, fim da corrupção entre outras demandas especificas, como a PEC 37  e a luta dos homossexuais  contra o Projeto “Cura Gay” etc...Acho válido toda e qualquer manifestação que busque melhoria para a nação, o que questiono, e ai o porquê do titulo desse artigo, e a falta de objetivos e conhecimento  da grande maioria dos manifestantes. Alguns não tem a  menor noção  do que estão fazendo nas ruas. Quando questionados a maioria respondem: “estou manifestando”. Contra o quê? ”Bom ai e com os caras La da frente” ( os lideres) . Vou contar um fato que ocorreu recentemente, ele que  seria cômico se não fosse trágico. 
             Em uma determinada cidade do interior de SP  estava acontecendo uma manifestação contra o Projeto do Deputado Jose Feliciano conhecido como “Cura Gay”, os manifestantes, todos homossexuais, gritavam palavras de ordem e alguns ofendiam o Deputado. Nisso entra um grupo de pessoas no meio da passeata começa a ajudar os manifestantes. Em determinado momento um  dos manifestantes, gay, vai ate o grupo, que eram todos héteros  e os agradece pelo  apoio;  o rapaz respondeu ao gay; “ estamos todos aqui com vocês unidos por um  país melhor, mais justo e que esses corruptos  sejam punidos..O manifestante gay disse: “ que corruptos”?, o rapaz respondeu;  essa passeata não é contra a corrupção?  O Gay respondeu:  ‘não..isso aqui é uma manifestação pela causa dos homossexuais, contra o Deputado Jose Feliciano e contra a homofobia”.  O grupo, até então todos motivados, foi saindo de fininho e se afastou da massa de manifestantes. Detalhe..todos eram contra a causa dos gay..        
            Essa história deixa claro a falta de conhecimento e organização de alguns  manifestantes. Sou a favor  da mobilização freqüente, mas com objetivos claros. O Grupo conhecido como Passe Livre de São Paulo, que iniciou toda  essa onda  de protesto quando saíram  às ruas para  lutarem pela diminuição das tarifas de ônibus da Grande São Paulo, declarou recentemente que assim que ocorreu a diminuição do preço das passagens não a um porquê eles se manterem nas ruas, visto que, como o próprio nome  sugere, eles lutam pela melhoria do  transporte coletivo a partir da diminuição do custo das passagens, apenas isso. É o que os outros manifestantes Brasil afora,  que também  lutam por causas especificas, devem fazer;  criarem uma pauta de reivindicações, buscar adeptos dessa causa e irem a luta.. Generalizar os protestos como muitos estão fazendo, dizer que lutam por uma país menos corrupto, ou pela  melhoria na saúde educação  ou segurança são  discursos vazios. Corrupção não acaba.... se combate. Como?  A partir da vigilância dos nossos governantes assistindo seções de câmara, cobrando seu vereador e deputado, articulando grupos locais.  Enfim; querer acabar com a corrupção, que é  uma endemia no Brasil, com quebradeiras e manifestações sem foco é o mesmo que cobrar trigonometria de uma criança de quatro aninhos..Ou seja, ela vai rir de você. Exatamente   o que os nossos “ordinários” políticos estão fazendo agora. Rindo de um bando de Tolos Motivados.  


P.S:  SEM GENERALIZAR....

terça-feira, 2 de julho de 2013

ENEM 2013

ORIENTAÇÕES SOBRE O ENEM 2013

Por Alacir Arruda

O Enem será realizado nos dias 26 e 27 de outubro. O exame tem quatro provas objetivas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha e uma redação. As provas vão tratar de quatro áreas de conhecimento do ensino médio . Para a realização, das provas o candidato deverá usar somente caneta esferográfica com tinta preta e feita com material transparente.
As provas terão início às 13h e os portões serão abertos às 12h (sempre no horário de Brasília). No dia 26 de outubro, os candidatos farão as provas de ciências humanas e suas tecnologias e de ciências da natureza e suas tecnologias, até as 17h30. No dia 27 de outubro serão realizadas as provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias, que terminarão às 18h30. O candidato só pode entregar o gabarito e deixar a sala após duas horas de prova. Para levar o caderno de questões, é necessário esperar na sala até que faltem 30 minutos para o fim da prova.
O Inep recomenda que os candidatos cheguem ao local de prova ao meio-dia (horário de Brasília). É obrigatória a apresentação de documento de identificação original com foto para a realização das provas. Quem não tiver o documento deverá apresentar boletim de ocorrência emitido no máximo 90 dias antes da data da prova e se submeter a uma identificação especial e preenchimento de formulário próprio.

Conferência dos dados

Antes de iniciar as provas, de acordo com o edital, o candidato deverá verificar se o seu caderno de questões contém a quantidade de questões indicadas no seu cartão-resposta e contém qualquer defeito gráfico que impossibilite a resposta às questões. O estudante deverá ler e conferir todas as informações registradas no caderno de questões, no cartão-resposta, na folha de redação, na lista de presença e demais documentos do exame.
Se notar alguma coisa errada, o candidato deverá imediatamente comunicar ao aplicador de sua sala para que ele tome as providências cabíveis no momento da aplicação da prova.
Segundo o edital, a capa do caderno de questões possui informações sobre a cor do mesmo e uma frase em destaque, e caberá obrigatoriamente ao candidato marcar nos cartões-resposta, a opção correspondente à cor da capa do caderno de questões; transcrever nos cartões-resposta a frase apresentada na capa de seu caderno de questões. As respostas das provas objetivas e o texto da redação só deverão ser transcritos, com caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente, nos respectivos cartões-resposta e folha de redação, que deverão ser entregues ao aplicador ao terminar o exame.

O que não pode

O edital proíbe ao candidato, sob pena de eliminação, falar com outros candidatos, usar lápis, lapiseira, borracha, livros, manuais, impressos, anotações, óculos escuros, calculadora, agendas eletrônicas, celulares, smartphones, tablets, ipod, gravadores, pen drive, mp3 ou similar, relógio ou qualquer receptor ou transmissor de dados e mensagens.
O edital afirma que é obrigação do candidato "guardar, ao ingressar em sala de provas, em embalagem porta-objetos fornecida pelo aplicador, telefone celular desligado, quaisquer outros equipamentos eletrônicos desligados e outros pertences listados anteriormente, sob pena de eliminação do exame". No último Enem, dezenas de candidatos foram eliminados depois que tiraram fotos com celular do cartão de respostas, antes do início da prova, e as postaram em redes sociais. Todos os pertences que não sejam a caneta preta de material transparente e o documento de identificação deverão ser guardados em um porta-objetos com lacre, que deverá ficar embaixo da carteira do candidato e só poderá ser reaberto após a saída dele da sala de prova.

VEJA AS COMPETÊNCIAS DA REDAÇÃO
Competência I: Demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita
Competência II: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
Competência III: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
Competência IV: Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação.
Competência V: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.
Fonte: Inep
A redação

O sistema de correção do Enem
 ficou ainda mais rígido em 2013. A partir deste ano, três mudanças devem garantir uma correção mais rigorosa: a proibição do deboche, a exigência do domínio da norma culta para receber a nota máxima e a redução da discrepância máxima nas notas dos dois corretores para que a redação seja encaminhada por uma terceira avaliação independente.
Além de alterar as regras para anulação da redação parar incluir as tentativas de deboche, classificadas como tendo "parte do trecho deliberadamente desconectada com o tema proposto", o MEC agora vai exigir uma justificativa dos corretores para aceitar que uma redação contendo erro de português receba a nota máxima. O ministério ainda diminuiu a discrepância máxima aceita entre os dois corretores.

A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores. Caso haja discrepância de 100 pontos ou mais na nota final atribuída pelos corretores (em uma escala de 0 a 1.000), ou de 80 pontos ou mais em pelo menos uma das competências, a redação passará por um terceiro corretor, em um mecanismo que o Inep chama de "recurso de ofício".
Se a discrepância persistir, uma banca certificadora composta por três avaliadores examinará a prova. Os candidatos poderão solicitar vistas da correção, porém não poderão pedir a revisão da nota.
Além das provas com deboche, será atribuída nota zero à redação: que não atender a proposta solicitada ou que possua outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo; sem texto escrito na folha de redação, que será considerada "em branco"; com até sete linhas, qualquer que seja o conteúdo, que configurará "texto insuficiente"; linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no caderno de questões serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas; com impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, que será considerada "anulada".

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no site http://www.inep.gov.br/enem até o terceiro dia útil após as provas, ou seja, até 30 de outubro. Os candidatos poderão acessar os resultados individuais do Enem 2013 em data que ainda será divulgada, mediante inserção do número de inscrição e senha ou CPF e senha no endereço eletrônicohttp://sistemasenem2.inep.gov.br/.
O Inep diz que a utilização dos resultados individuais do Enem para fins de certificação, seleção, classificação ou premiação não é de responsabilidade do órgão, mas das entidades às quais os dados serão informados pelo candidato.

O Inep não fornecerá atestados, certificados ou certidões relativas à classificação ou nota dos candidatos. De acordo com a portaria publicada no "Diário Oficial", a inscrição do participante implica a aceitação das disposições, diretrizes e procedimentos para a edição do Enem contidas no edital. Para os adultos submetidos a penas privativas de liberdade e adolescentes sob medidas socioeducativas, que incluam privação de liberdade, haverá um edital para o processo de inscrição específico.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

PROBLEMAS A VISTA

POPULARIDADE DE DILMA CAI 27%

Por Alacir Arruda

     Já era de se esperar uma queda na popularidade do seu governo em função das manifestações que hoje pulverizam o Brasil,  mas a queda vertiginosa de 27¨%  dos que consideram o governo Dilma  bom ou ótimo é  preocupante,  e  acendeu a luz amarela dentro do PT.   Segundo pesquisa do Data-Folha a quantidade de entrevistados que consideram o governo de Dilma bom ou muito bom passou de 57% para 30%, os que o consideram regular avançaram de 33% para 43%, e os que o acham ruim ou péssimo aumentaram de 9% para 25%. É evidente que a alta cúpula do PT   ja deve ter  se    reunido,  sob a batuta de Lula, Luiz Eduardo Cardoso, Mercadante e  Jose  Dirceu,  para discutir as ações a curto prazo uma vez que estamos em ano pré eleitoral e isso é um balde de águas fria nas pretensões de manter o Projeto de Poder que o PT traçou para o Brasil.. 
    Com relação as manifestações de rua, ao que parece  a Presidenta Dilma não esta muito preocupada, pois até o momento,  só fez "barulho". Reuniu seu ministério (para a Globo filmar),  pediu empenho de cada um de seus ministros nas demandas que vem das ruas ( como se isso precisasse ser pedido)  e fez um pronunciamento em  cadeia de radio e TV  onde disse "tudo, sobre absolutamente nada".  Que ela tem dificuldade  de comunicação, isso não é novidade para ninguém,  todos sabem das suas limitações em suas relações e diálogos  com o Congresso com  Supremo e  não seria com povo  que seria diferente. 
  Dilma é uma burocrata, uma técnica e  não questiono aqui suas qualidades nesse campo, mas como Presidente, que exige "trejeitos políticos", flexibilidade e jogo de cintura para lidar com as obrigações do Cargo, ela deixa a desejar.  Essas qualidades são bem  latentes em seu padrinho político, Lula, esse sim  sabe atingir a massa com medidas assistencialistas. Não não é atoa que ele deixou seu governo com 67¨% de aprovação, porém,  se levarmos em conta o numero de pobres e analfabetos funcionais do Brasil,  que é de 70%, (dados do IBGE)   essa aprovação é justificável. 
       O que Dilma precisa é criar asas e voar por novos ares, não aqueles já povoados pelas  aves de rapina do PT.  Ela precisa entender   que o Projeto PT  de poder esta em frangalhos e aos poucos se dilapidando e ela esta indo junto. Essa pesquisa do Data Folha é um   alerta  e para quem tem  pretensões de re-eleição, como ela,   torna-se  urgente desenvolver  ações que a desvinculem dessa horda que hoje tem o controle do PT.  Dilma tem que   saber que foi usada como escada por um  projeto de poder que prevê o controle do país por mais de 30 anos, alias 10 já foram,  e que a sua pessoa não é muito aceita entre  os caciques que comandam a sigla.  Marina Silva, Heloísa Helena perceberam isso a tempo e buscaram novos ares.  O  PT é um partido machista e patrimonialista e não difere em nada  daqueles que comandaram a nação  desde a  Proclamação da República (1889). O que assistimos hoje, mais uma vez,  é uma líder ser exposta de forma gratuita,  achincalhada e jogada aos leões  pelo seu próprio Partido. Isso é fácil de  comprovar  uma  vez  que não vimos, ate o momento,   qualquer declaração de apoio a Presidenta por parte dos Caciques do PT, ao contrario,  eles  ficam na espreita como cobras, pois o  seu lema é "quanto pior melhor".  Com isso o  objetivo final, que é a volta de Lula ao poder, aos poucos está   sendo  concretizada. Dilma será convencida de  que não tem popularidade para derrotar Aécio Neves (PSDB)  em 2014 e , que a unica saída , é ela abdicar da candidatara a re-eleição em prol de Lula, pois no  entendimento dos intelectuais que comandam o  PT, Lula é imbatível..Quem viver verá!! O PT  só não pode esquecer o alerta de Maquiavel " o príncipe  tudo pode, menos uma coisa...enganar o seu povo"