quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Freud Explica..

OS PROCESSOS DA NOSSA MENTE SEGUNDO FREUD..

Por Alacir Arruda.

Durante muitos anos tive a honra de  ministrar filosofia e sociologia  em diversos cursos de psicologia. Lembro-me que quando ministrava aulas de Freud os alunos ficavam eufóricos. Muitos se apaixonavam, por esse autor, outros o odiavam, mas ninguém passava por Freud com indiferença. Uma introdução que sempre usava quando entrava nesse autor era essa: Imaginemos a seguinte cena: Você é casado (a) e passa ao seu lado uma linda (o) mulher, (homem) daquelas (les) que a televisão insiste em divulgar como modelo padrão. Segundo Freud, nesse momento você enfrenta três conflitos internos, a saber:

1) a moral (Superego), como eu posso olhar para outra mulher? Se fizer isso estarei traindo os juramentos que um dia eu fiz a ela tendo Deus por testemunha. Não posso olhar;
2) a vontade (ID), caramba que mulherão..Ah se eu  tivesse uma dessas em casa! Que mulher gostosa da p....:
 3) a razão (ego), apesar dela ser bela, eu sou um homem casado e devo respeitar minha esposa, portanto, posso ate olhar, mas jamais cobiçar.

Para entender esse conflito o psicanalista austríaco, Sigmund Freud, distinguiu nossa consciência em  três níveis, na sua inicial divisão topográfica da mente:

- Consciente - diz respeito à capacidade de ter percepção dos sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias do momento;
- Pré-consciente - relaciona-se com os conteúdos que podem facilmente chegar à consciência;
- Inconsciente - refere-se ao material não disponível à consciência ou ao escrutínio do indivíduo.

No entanto, o ponto nuclear da abordagem psicanalítica de Freud é a convicção da existência do inconsciente como:

a) Um receptáculo de lembranças traumáticas reprimidas;
b) Um reservatório de impulsos que constituem fonte de ansiedade, por serem socialmente ou eticamente inaceitáveis para o indivíduo.

A perspectiva psicanalítica de Freud surgiu no início do século XX, dando especial importância às forças inconscientes que motivam o comportamento humano. Freud, baseado na sua experiência clínica, acreditava que a fonte das perturbações emocionais residia nas experiências traumáticas reprimidas nos primeiros anos de vida. Desta forma, assumia que os conteúdos inconscientes, apenas se encontravam disponíveis para a consciência, de forma disfarçada (através de sonhos e lapsos de linguagem, por exemplo). Neste sentido, Freud desenvolveu a psicanálise, uma abordagem terapêutica que tem por objetivo dar a conhecer às pessoas os seus próprios conflitos emocionais inconscientes. Freud acreditava que a personalidade forma-se nos primeiros anos de vida, quando as crianças lidam com os conflitos entre os impulsos biológicos inatos, ligados às pulsões e às exigências da sociedade.

Considerou que estes conflitos ocorrem numa sequência invariante de fases baseadas na maturação do desenvolvimento psicossexual, no qual a gratificação se desloca de uma zona do corpo para outra – da zona oral para a anal e depois para a zona genital. Em cada fase, o comportamento, que é a principal fonte de gratificação, muda – da alimentação para a eliminação e, eventualmente, para a atividade sexual.

Das cinco fases do desenvolvimento da personalidade, Freud considerou as três primeiras - relativas aos primeiros anos de vida – como sendo cruciais. Sugeriu que, o fato das crianças receberem muita ou pouca gratificação em qualquer uma destas fases, pode levar ao risco de fixação – uma paragem no desenvolvimento – e podem precisar de ajuda para ir para além da fase dessa fase. Acreditava ainda que as manifestações de fixações na infância emergiam em adulto.

Segundo Freud, durante a fase fálica, no período pré-escolar, quando a zona de prazer muda para os genitais, ocorre um acontecimento-chave no desenvolvimento psicossexual: os rapazes desenvolvem uma ligação ou vínculo sexual à mãe e as raparigas ao pai e veem como rival a figura parental do mesmo sexo (denominado de “Complexo de Édipo”); o rapaz aprende que a rapariga não tem pénis, assumindo que aquele foi cortado e teme que o seu pai o possa também castrar. A rapariga, por sua vez, experiência, o que Freud chamou de inveja do pénis e culpa a sua mãe por não lhe ter dado um pénis. Possivelmente, as crianças resolvem a sua angústia identificando-se com a figura parental do mesmo sexo. Durante o período escolar, fase da latência, as crianças acalmam, socializam-se, desenvolvem competências e aprendem acerca de si própria e da sociedade. A fase genital, a última fase subsiste pela vida adulta. As mudanças físicas da puberdade reativam a libido, a energia que alimenta as pulsões sexuais.

As pulsões sexuais da fase fálica, reprimidas durante a latência, voltam a emergir para fluir de uma forma socialmente aceite, naquilo que Freud definiu como relações heterossexuais com pessoas forra da família de origem.

Freud propôs ainda três hipotéticas instâncias da personalidade: o id, o ego e o superego.

O ID é o reservatório inconsciente das pulsões, as quais estão sempre ativas. Regido pelo princípio do prazer, o ID exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de consequências indesejáveis.

O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evoluiu do id.

Regido pelo princípio da realidade, o ego cuida dos impulsos do ID, logo que encontre a circunstância adequada. Desejos inadequados não são satisfeitos, mas reprimidos. Apenas parcialmente consciente, o superego serve como um censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição.

Obstáculo ao Crescimento: a Ansiedade

Para Freud, o principal problema da psique é encontrar maneiras de enfrentar a ansiedade. Esta é provocada por um aumento, esperado ou previsto, da tensão ou desprazer, podendo se desenvolver em qualquer situação (real ou imaginada), quando a ameaça a alguma parte do corpo ou da psique é muito grande para ser ignorada, dominada ou descarregada. As situações prototípicas que causam ansiedade incluem as seguintes:

1. Perda de um objeto desejado - Por exemplo, uma criança privada de um dos pais, de um amigo íntimo ou de um animal de estimação.2. Perda de amor - A rejeição ou o fracasso em reconquistar o amor, por exemplo, ou a desaprovação de alguém que lhe importa. 3. Perda de identidade - É o caso, por exemplo, daquilo que Freud chama de medo de castração, da perda de prestígio, de ser ridicularizado em público. 4. Perda de auto-estima -. Por exemplo, a desaprovação do Superego por atos ou traições que resultam em culpa ou ódio em relação a si mesmo.

A ameaça desses ou de outros eventos causa ansiedade e haveria, segundo Freud, dois modos de diminuir a ansiedade. O primeiro modo seria lidando diretamente com a situação. Resolvemos problemas, superamos obstáculos, enfrentamos ou fugimos de ameaças, e chegamos a termo de um problema a fim de minimizar seu impacto. Desta forma, lutamos para eliminar dificuldades e diminuir probabilidades de sua repetição, reduzindo, assim, as perspectivas de ansiedade adicional no futuro.

A outra forma de defesa contra a ansiedade deforma ou nega a própria situação. O Ego protege a personalidade contra a ameaça, falsificando a natureza desta. Os modos pelos quais se dão as distorções são denominados Mecanismos de Defesa.

Mecanismos de defesa

Mecanismos de defesa são processos psíquicos inconscientes que aliviam o ego do estado de tensão psíquica entre o id intrusivo, o superego ameaçador e as fortes pressões que emanam da realidade externa.

Devido a esse jogo de forças presente na mente, em que as mesmas se opõem e lutam entre si, surge a ansiedade cuja função é a de assinalar um perigo interno. Esses mecanismos entram em ação para possibilitar que o ego estabeleça soluções de compromisso (para problemas que é incapaz de resolver), ao permitir que alguns componentes dos conteúdos mentais indesejáveis cheguem à consciência de forma disfarçada.

No que toca ao fortalecimento do ego, a eficiência desses mecanismos depende do nível de integração dessas forças mentais conflituosas por parte do ego, pois diferentes modalidades de formação de compromisso poderão (ou não) vir a tornar-se sintomas psiconeuróticos.
Quanto mais o ego estiver bloqueado em seu desenvolvimento, por estar enredado em antigos conflitos (fixações), apegando-se a modos arcaicos de funcionamento, maior é a possibilidade de sucumbir a essas forças.

Os principais mecanismos de defesa são os seguintes:

1. Repressão - retirada de ideia, afetos ou desejos perturbadores da consciência, pressionando-os para o inconsciente.
2. Formação reativa - fixação de uma ideia, afeto ou desejo na consciência, opostos ao impulso inconsciente temido.
3. Projeção - sentimentos próprios indesejáveis são atribuídos a outras pessoas.
4. Regressão - retorno a formas de gratificação de fases anteriores, devido aos conflitos que surgem em estágios posteriores do desenvolvimento.
5. Racionalização - substituição do verdadeiro, porém assustador, motivo do comportamento por uma explicação razoável e segura.
6. Negação - recusa consciente para perceber fatos perturbadores. Retira do indivíduo não só a percepção necessária para lidar com os desafios externos, mas também a capacidade de valer-se de estratégias de sobrevivência adequadas.
7. Deslocamento - redirecionamento de um impulso para um alvo substituto.
8. Anulação - através de uma ação, busca-se o cancelamento da experiência prévia e desagradável.
9. Interjeição - estreitamente relacionada com a identificação, visa resolver alguma dificuldade emocional do indivíduo, ao tomar para a própria personalidade, certas características de outras pessoas.
10. Sublimação - parte da energia investida nos impulsos sexuais é direcionada à consecução de realizações socialmente aceitáveis (e.g., artísticas ou científicas).

Em suma, a teoria de Freud constituiu uma importante contribuição histórica. Fez-nos tomar consciência dos pensamentos e emoções inconscientes, da ambivalência das relações precoces de pais e filhos, e da presença, desde o nascimento, de pulsões sexuais. O seu método psicanalítico influenciou muito a psicoterapia atual, embora a teoria freudiana se inscreva largamente na história e sociedade da época (na cultura europeia da época Vitoriana).

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

ENEM 2019 Dicas

DICAS DO ENEM.

Por Alacir Arruda

Todo inicio de ano é a mesma novela, milhares de estudantes se organizam, Brasil afora, para prestarem o ENEM. Fantasma para alguns, solução para outros o Exame Nacional do Ensino Médio entra na sua vigésima primeira edição mais forte do que nunca, gostem ou não.  Este ano ele será aplicado nos dois primeiros domingos, a saber: 04 e 11 de novembro de 2019. Nestes dois dias todos os inscritos farão provas objetivas e de redação, que contemplam matérias e temas respectivamente relacionados ao Ensino Médio.

Se você faz parte desse grupo,  sabe o quanto é importante intensificar os seus estudos para poder garantir o sucesso, e foi pensando nisso que resolvi escrever este artigo para te dar “aquela forcinha extra” como tenho feito há 7 anos.

Como Estudar para o Enem

A prova do ENEM não é fácil, muitos a comparam a uma maratona, em face do  desgaste físico e emocional que os estudantes são submetidos. Esse exame é considerado um dos mais difíceis do mundo em função do numero de candidatos, que este ano pode chegar a oito milhões de inscritos. Como toda prova a preparação para ENEM deve ser contínua para que o aluno possa trabalhar as suas maiores dificuldades, aperfeiçoar e aprofundar os seus conhecimentos. Considero que se o aluno quiser obter uma nota considerável neste exame, ele deve se dedicar no mínimo  6 horas diárias de estudo, criar uma tabela de disciplinas e dividia-las durante a semana. E um lembrete: não existe essa de estudar uma disciplina mais que outra, pois o peso delas é o mesmo no comput geral, e não se esqueça de agregar a sua rotina de preparação, muita leitura e treinamento da redação, nem que esta seja uma vez por semana.

Você pode pegar os temas que foram cobrados nas provas anteriores e escrever uma redação dentro dos padrões solicitados pelo Exame para ir se habituando. Quanto à leitura, invista em livros, jornais e revistas sobre temas variados, inclusive as atualidades que podem ser facilmente cobradas no dia da prova. O Inep tem usado textos de alguns teóricos recorrentes nos últimos 19 anos que tem fundamentado as questões de humanidades e geopolítica são eles: Zygmunt Baumam, Michel Foucault, Jean Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Hannan Arendt, Michael Sandell, Friedrich Nietzsche e Marx (se bem que com Bolsonaro no poder, dificilmente Marx cairá),  sugiro que pesquise sobre as principais teorias defendidas por eles. Futuramente escreverei um pouco sobre cada um deles.

Matérias que Você Deve Estudar

No ENEM as disciplinas são organizadas em quatro grandes grupos, a saber:

Ciências Humanas e suas tecnologias – Compreende matérias como: Filosofia, História, Sociologia, Geografia. Desta forma, você deve se atentar a alguns importantes conceitos como os seguintes: Brasil colônia, História do Brasil, Idade Moderna, Idade Contemporânea, Cartografia, Geopolítica, Geografia Agrária, Meio Ambiente, Ética, Globalização, Mundos do trabalho, Natureza do Conhecimento, Ideologia, Cultura e Indústria Cultural, Democracia e Cidadania.
Ciências da Natureza e Suas Tecnologias – Compreende matérias como: Física, Química e Biologia. Desta forma, você deve se atentar a alguns
importantes conceitos como os seguintes: Meio Ambiente, Biotecnologia, Histologia e Fisiologia, Mecânica, Termodinâmica, Citologia, Óptica, Leis da Física, Química Orgânica, Humanidade, Eletricidade, Ondulatória, Físico-química.
Linguagens, Códigos e Suas Tecnologias – Compreende matérias como: Língua Portuguesa, Literatura, Arte e Língua Estrangeira. Desta forma, você deve se atentar a alguns importantes conceitos como os seguintes: Leitura e Interpretação de Texto, Gêneros Textuais, Compreensão Textual, Domínio Lexical, Análise do Discurso, Artes e Leitura.
Matemática e Suas Tecnologias – Devem-se priorizar os seus estudos com os seguintes conceitos importantes: Porcentagem, Aritmética, Probabilidade, Funções, Escala, Gráficos e Tabelas, Geometria, Razão e Proporção.

Redação – Como Estudar

A redação é  uma das fases que mais causam preocupação aos estudantes inscritos no ENEM, uma vez que a mesma é aplicada no primeiro domingo juntamente com uma das provas objetivas. Por isso é importante se atentar ao tempo para responder todas as questões e escrever bem sem sofrer bloqueios.
Leia bastante e acompanhe os telejornais. Escreva, no mínimo, uma redação por semana obedecendo os seguintes critérios avaliativos:
  • Argumentação — Demonstre conhecimento sobre o tema abordado;
  • Norma culta da língua — Utilize o português corretamente, sem abreviaturas, gírias ou palavras estrangeiras;
  • Compreensão do tema — Mantenha-se dentro do tema abordado;
  • Coesão — É importante que o texto tenha sentido;
  • Solução — Apresente uma proposta para a resolução do problema abordado.

Entenda a TRI, metodologia de correção das provas do Enem

Umas das maiores duvidas que os alunos tem é de como o INEP chega ao total das notas. Essa preocupação realmente tem fundamento, pois não é fácil entender a mecânica usada pelo Inep. A Teoria de Resposta ao Item, a TRI, é a metodologia utilizada para a avaliação das provas do Enem. Dessa forma, os resultados não são obtidos apenas com a quantidade de acertos, e sim através do desempenho dos candidatos nas questões de diversos níveis. 

É importante lembrar que o Ministério da Educação possui um banco de dados com questões pré-classificadas. “As questões então são classificadas em alguns níveis, de acordo com os critérios do MEC. Para facilitar o entendimento, vamos dizer que são consideradas fáceis, médias e difíceis”, diz.

Dentre as 45 questões de matemática, por exemplo, é suposto que há 30 questões fáceis, 10 médias e 5 difíceis. O aluno A acerta 30 questões fáceis e erra as outras 15. Já o aluno B acerta 15 fáceis, 10 médias e 5 difíceis. “Para o algoritmo, o rendimento do aluno A é mais real do que o do aluno B pois o resultado é mais coerente com a competência do estudante”, afirma.

Os dois alunos acertaram 30 questões, mas o argumento do aluno A será maior e, assim, a nota também. A TRI avalia que, se o candidato acerta uma questão difícil e erra uma fácil, provavelmente o acerto foi um “chute”, e chute o Inep repudia.

Portanto, acertar mais questões não significa ter a maior nota no Enem. É por esse motivo que o estudante deve manter a concentração e valorizar as questões fáceis. É uma estratégia para que os pontos das questões difíceis não sejam anulados ou diminuídos.


 Agora é contigo. Boa sorte e sucesso!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Ricardo Vélez: Ministro da Edicação

MUITO PRAZER: RICARDO VÉLEZ MINISTRO DA EDUCAÇÃO.


Por Alacir Arruda/ Dados da Uerj

Quem teve  acesso a Revista Veja desta semana   e leu  a entrevista  do atual ministro da educação, o teólogo colombiano Ricardo  Vélez , deve ter ficando pasmo com tantas “asnices” que esse senhor pronunciou.  Mas quem é Ricardo Velez? Fui  pesquisar e encontrei sua origem:  Ricardo Vélez Rodríguez nasceu em Bogotá, Colômbia,   aos 15 de novembro de 1943 é um teólogo, filósofo, ensaísta e professor colombiano naturalizado brasileiro. É o atual Ministro da Educação do Brasil. Suas visões políticas são descritas por algumas fontes como de extrema-direita.

Uma pergunta urge: onde Bolsonaro foi encontrar essa figura para comandar a educação brasileira? ...Bingo... Se respondeu no Exército. É obvio que foi na caserna, é de lá que ele governa.

Com todo respeito que o seu cargo aduz, mas esse senhor é um lunático;  vejam o que ele defende nessa entrevista: Implementar nas escolas a disciplina de Educação Moral e Cívica, que foi extinta em 1985 com o fim do Regime Militar.  Alguém tem noção do que é isso representa?  Em pleno século XXI, século do conhecimento em que  nossos alunos conversam com um australiano em frações de segundos de dentro da sala de aula, por seus smart phones, voltar uma disciplina que nos remete ao período medieval? Uma disciplina que assustava os alunos e professores  na década de 70, pois era ministrada, em alguns casos, por militares fardados e exaltados usando como ferramenta didática a palmatória. Os alunos (eu passei por isso) eram  obrigados a cantar o hino nacional em cada entrada de turno, num sol de rachar. Parece cômico, se não fosse trágico..

Na sua entrevista a Veja ele ainda disse que o acesso a universidade não é para todos, que o meio acadêmico está circunscrito a intelectuais e pessoas que estejam dispostas a se dedicarem aos estudos e a pesquisa,  que a grande maioria deveria dar por satisfeita com o Ensino Médio ou Técnico. Para justificar ele afirmou que, não faz sentido um advogado estudar anos para virar motorista de Uber. Nada contra o Uber, mas esse cidadão poderia ter evitado perder seis anos estudando legislação”, diz. Para o novo comandante do MEC, o retorno financeiro dos cursos técnicos é maior e mais imediato do que o da graduação, o que pode a diminuir a procura por ensino superior no Brasil”. Como pode isso um Ministro de Educação dizer isso? Sua fala fere a Constituição,  que no  seu artigo 205  preconiza a Educação como sendo um “direito de todos e um dever do Estado”.

E como desgraça pouca é bobagem ele fechou com chave de ouro o rol de ofensas, segundo o novo Ministro da Educação do Governo Bolsonaro Ricardo Vélez, “os brasileiros que viajam para o exterior são conhecidos internacionalmente como ladrões”; roubam os hotéis onde ficam hospedados,  e ate assento de avião. Isso mesmo assento de avião (gostaria de saber como eles saem do avião com o assento).

O professor Anísio Teixeira (1900-1971), um dos maiores educadores brasileiros de todos os tempos, cujo nome empresta respeitabilidade ao INEP – instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, deixou-nos importantes reflexões sobre a Universidade. Em um importante texto, publicado originalmente pela “Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos”, em 1964, depois de empreender um singelo bosquejo sobre a história da universidade nos diz que: “Até aí a missão da universidade era a da guarda e transmissão do saber, como condição para a ordem e a civilização. Eminentemente seletiva, orgulhava-se de poucos alunos e da alta qualidade dos seus intelectuais e eruditos. Era a casa do intelecto, a torre de marfim de uma cultura fora do tempo. Foi essa universidade que começou a transforma-se com as três revoluções do nosso tempo: a revolução científica, a revolução industrial e a revolução democrática”. (Grifei). (Anísio Teixeira. A Universidade de Ontem e de Hoje. Editora UERJ, 1998).

Há 55 anos o Professor Anísio Teixeira já nos ensinava que a ideia de um ensino superior, nos moldes preconizados pelo atual ocupante da pasta da Educação, já era antiquada, arcaica e obsoleta, ou seja, de viés elitista (eminentemente seletivo), destinada e composta por intelectuais e eruditos, uma espécie de casta sapiencial, encerrada em sua torre de marfim, constituindo um mundo à parte, descontextualizado e desconectado das questões e demandas sociais e em descompasso com o tempo que se descortinava, com as revoluções científica, industrial e, principalmente, democrática.

O UNESCO tem realizado, com periodicidade decenal, Conferências Mundiais sobre Educação Superior, cuja próxima ocorrerá em Paris, em meados deste ano de 2019.
Em outubro de 1998, na sede da UNESCO em Paris, ocorreu a penúltima edição de mais uma conferência mundial, cujo foco foi “A Universidade no Século XXI” e da qual resultou a “Declaração Mundial Sobre Educação Superior no Século XXI: Visão e Ação”.
No discurso de abertura da referida Conferência o Diretor Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO – Frederico Mayor assevera ser missão da Educação Superior: “Formar os cidadãos do mundo de amanhã, cidadãos autônomos, críticos, polivalentes, criativos, capazes, em uma palavra, de discernir os múltiplos desafios que o século XXI certamente trará. Dotar a todos de meios para formar tais cidadãos: eis a missão dessa conferência”. (Grifei). (Frederico Mayor. Visão e Ação: A Universidade no Século XXI. Editora Uerj, 1999).

Regressemos à fala do Ministro da Educação e sua investida contra o “Programa Educação Para Todos – Pro-Uni”. Esse programa foi criado para facilitar o acesso dos menos favorecidos ao Ensino Superior. O Pro-Uni é uma política educacional, implementada pela Lei 11.096/2005, voltada ao segmento da Educação Superior, possuindo como uma de suas premissas fundamentais a democratização do acesso, realizando a concessão de bolsas de estudos para estudantes de cursos de graduação e sequenciais de formação específica em Instituições de Ensino Superior (IES) privadas em todo o país.

O aludido programa, como tudo que é tocada por nossa condição humana, apresenta pontos que atraem criticas e vários outros dignos de efusivos aplausos. O que é desejável seria identificar eventuais falhas, acaso existentes, nesta uma década e meia de sua implantação, e corrigi-las, aperfeiçoando ainda mais o programa, principalmente como instrumento de acesso das camadas mais populares e excluídas socialmente à Educação Superior de qualidade.

É possível constatar que a postura elitista e excludente do Ministro Vélez Rodríguez não encontra ressonância nem sequer nos primórdios do ensino superior, na Idade Média. Como sabemos, a universidade é uma invenção da Europa medieval. A universidade de Bolonha é considerada a primeira universidade do mundo ocidental, criada baixa Idade Média, no ano de 1080 e nem ela, naquela época, aceitaria um discurso tão fora de contexto como esse do Sr. Vélez.

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A Tragédia do Censo Escolar.

CENSO ESCOLAR 2018: O RETRATO DE UMA TRAGÉDIA.
Por Alacir Arruda
Agora a coisa é séria. O INEP-  Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - divulgou o Censo Escolar da Educação Básica de 2018  no ultimo dia 31 de janeiro. A pesquisa é realizada em instituições públicas e particulares para determinar dados sobre a qualidade na educação do País.
A despeito de alguns pequenos avanços, que de tão irrelevantes não merecem ser relatados aqui, o censo mostra que a nossa educação ainda continua entre as piores, mesmo quando comparada a países de menor expressão como Peru, Colômbia, Venezuela, Bolívia e alguns africanos..  Mas o que acontece? Será que somos tão incompetentes assim, que não conseguimos construir um modelo educacional que produza conhecimento? Ate quando vamos ficar “batendo palma pra louco dançar”? Será que sua santidade”, o MEC, não percebeu ainda que esse modelo está falido e estamos perdendo mais uma geração.  Hoje um aluno brasileiro sai do terceiro ano do ensino médio sabendo menos que um aluno do Canadá da quarta série primária. Até quando vamos aceitar isso?
Continuamos reproduzindo uma educação de fingimentos: o governo finge que paga, o professor finge que ensina, o aluno finge que aprende e a sociedade finge que está tudo bem. Recentemente questionei um professor do Estado sobre esse descalabro, o mesmo se limitou a dizer: “minha parte eu faço, entro na sala de aula, “loto” o quadro de matéria e mando os alunos copiarem. Tive a curiosidade de saber se os alunos aprendem alguma coisa: ele foi enfático: “bom, ai já não e problema meu, minha parte eu fiz”. 
É evidente que esse professor não pode ser usado como  regra, e nem estou aqui querendo transferir o fardo de todo o fracasso escolar brasileiro ao ja sofrido professor, ele é apenas um dos problemas.  Mas não posso deixar de frisar que essa é uma das causas: “os nossos professores insistem em dar aula”, eles são viciados nisso. Adoram uma lousa, sobretudo para enchê-las de baboseiras, copiadas de um livro que alguém escreveu,  e uma editora (suspeita) venceu a concorrência e  vendeu caro para o Estado e, segundo seus autores,  eles seguem as chamadas “diretrizes curriculares nacionais” que deveriam chamar indiretrizes,   pois  preconizam  conhecimentos que não tem o menor sentido para o aluno. Diante desse “circo de horrores” que se transformou a nossa educação, o aluno se sente “uma ilha de ignorância, cercado por um oceano de inteligência: o oceano em questão é  o professor. Só ele fala, só ele sabe, odeia ser interrompido, numa demonstração clássica de alto-suficiência. Resultado disso: o aluno o odeia e por extensão odeia a escola, logo ele se revolta, abandona a escola  e o ciclo da desgraça continua no próximo ano. 
Gostaria de perguntar ao MEC e  aos gênios de plantão: por que uma aula tem 50 minutos?  Alguém saberia me responder? Porque Frenet, Piaget, Valon, Freire, Vigostsky, Ferreiro, Bourdie (todos intelectuais da educação mundialmente conhecidos) não sabem. Não há um registro sequer no planeta terra escrito por alguém que justifique uma aula ter 50 minutos. Mas continuamos reproduzindo esse modelo medieval em nossas escolas. Mais uma pergunta: por que a divisão em série ou modelo seriado? Alguém sabe quem criou isso? Porque os intelectuais citados acima também são sabem. Perceberam como a coisa é profunda? Esta tudo errado!!  (pesquisem o modelo adotado na Escola da Ponte em Portugal)
Essa aula tradicional, copiada, que ministramos ainda hoje aqui no Brasil, está superada em todas as nações que  despontam como potência, há mais de 30 anos.  Aula não serve para nada. E prova não avalia ninguém. Venho dizendo isso há mais de  15 anos. Senão vejamos: pergunte a qualquer pessoa ai do  seu lado, não importa se tem nível superior ou ensino básico, se ele se lembra de cabeça a raiz quadrada de 233 (matemática), ou o principio de corioles (ciências),  ou os nomes dos  titulares das 15 capitanias hereditárias do Brasil (história) ou ainda,  os nomes de todos os países que não  fazem fronteira com o Brasil na América do Sul (geografia) ?
 Atrevo-me a dizer:   só se forem gênios para responderem. Com certeza 98% deles não sabem. Mas como não sabem? Isso é conteúdo da educação básica, estão lá nas Diretrizes Curriculares que o MEC exige que seja cumprindo pelas escolas por aqueles livros didáticos miseráveis. Se foi ensinado por que não sabem? Não sabem porque lhes foi ensinado a partir desse modelo que vem reproduzindo  analfabetos funcionais há décadas. Você  aprendeu para fazer a prova, meia hora depois havia esquecido, o popular "decoreba". Segundo dados do próprio Inep,  87% dos alunos egressos do terceiro ano do ensino médio sabem ler,  mas não compreendem o que  leem,  se tornando assim presas  fáceis aos nossos “atentos” políticos.
A pergunta que não quer calar: quem interessa uma educação de qualidade??
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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Santa Ignorancia..

 A SANTA IGNORÂNCIA: COMO ELES ENRIQUECERAM..

Por Alacir Arruda

Mesmo não sendo religioso, como e de conhecimento de todos, mas como um atento pesquisador da historia das religiões e ciente do seu papel no meio social resolvi falar..O motivo que me traz aqui hoje é  falar sobre um tema que ao longo da história cristã tem gerado muita confusão e ensinamentos equivocados, não bíblicos: Dízimo. Deixo claro que, desde já, pugnamos pela não recepção desse instituto pelo Novo Testamento, em outras palavras, O DÍZIMO HOJE NÃO É BÍBLICO.

Passo a expor os motivos dessa convicção de forma bem concisa. Perdoe eventual omissão em face da concisão.

Nos dias de hoje, ainda é comum no seio de muitas igrejas cristãs a cobrança do dízimo. Em algumas denominações, notadamente as protestantes e a Igreja Católica Romana, ele é apenas algo recomendável, fruto da gratidão do cristão às bênçãos de Deus. Entretanto, em outras comunidades cristãs, mormente entre os neopentecostais, o dízimo assume um caráter cogente, assim como tinha na Lei, sendo que sua inobservância pode acarretar uma série de transtornos para àqueles que o negligenciarem, tais como doenças, crises financeiras, o “devorador”, enfim, toda sorte de males.

Um dos versículos mais usados para justificar o dízimo ainda hoje é o contido em Malaquias 3.10: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.” Contudo, esse versículo claramente não se aplica ao Novo Testamento por um motivo bem simples. Basta notar que aqueles que o utilizam em larga escala, se esquecem do que vem escrito logo atrás no versículo 9: “Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação”. Ora, a pergunta é bem simples: Existe maldição no Novo Testamento? É óbvio que não. A maldição a qual o texto se refere é a maldição da Lei, que vem bastante explicada no cap. 28 de Deuteronômio. Não existe maldição alguma para os cristãos no período da graça, pois Cristo já fez maldição por nós Gl 3.13. Nós não estamos mais debaixo da Lei!

Pode então alguém perguntar: Como é que nós vamos manter a obra de Deus sem o dízimo? Amigo, quem disse que a obra de Deus precisa de dinheiro para ser realizada? Você sinceramente acredita que a igreja, depois de tudo pelo que já passou ao longo da história, chegou até aqui por causa do dinheiro dos cristãos? A obra de Deus não precisa de dinheiro, mas sim de cristãos comprometidos em ser sal da terra e luz do mundo! Além do mais, não devemos confundir gastos desnecessários com nossos templos suntuosos e obra de Deus. A igreja primitiva se reunia em casas e tudo ia bem. Se quisermos ter faustos templos como muitos que existem hoje, temos que arcar com os custos, sem dizer que isso é gasto com a obra de Deus. Outra coisa, se a desculpa para dizimarmos são esses tipos de gastos, por que não fazemos um rateio das custas e despesas do templo, bem como dos trabalhos e dividimos entre os membros? Por que, ao invés de ficarmos dando dinheiro indiscriminadamente para “missões”, não criamos fundos de contribuição voluntária para esse fim? A resposta é simples: o dízimo é mais vantajoso…

Mas então, o que o Novo Testamento nos fala sobre o assunto? Diferentemente do que ocorria na Velha Aliança, a Nova é bem clara ao mostrar que hoje, tudo o que possuímos toda nossa vida, todos os nossos bens, todo nosso tempo, e não só 10%, pertencem a Deus! Devem ser vividos e usados para Sua honra e glória. Em Marcos 12.41-44, temos uma clara amostra disso. Enquanto muitos davam altas quantias de dinheiro, provavelmente dízimos e ofertas obrigatórias, a viúva deu tudo o que possuía, sendo elogiada por Jesus perante seus discípulos. O Apóstolo Paulo diz que quem quiser contribuir deve sempre fazer de modo voluntário e com alegria, sem esperar nada em troca (II Co 9.7). Tudo que possuímos hoje é pela graça, e não porque somos dizimistas. Como já dito, o que aprendemos no Novo Testamento é que todo meu dinheiro, todo meu tempo e tudo o que sou devem ser usados para honra e glória de Deus, independentemente de entregar ou não ofertas na comunidade cristã que eu frequento.

É triste o que digo agora mas, infelizmente, muitos cristãos, por não conhecerem essa doutrina básica do cristianismo, são usados, "zumbis”, como mais uma forma para o enriquecimento ilícito de  homens inescrupulosos, que usam ensinos equivocados e Vetero Testamentários como forma de justificar suas práticas erradas, explorando a fé de pessoas ignorantes.

Não sei em que mundo vivo: ou enxergo demais ou sou uma besta: “será que ninguém  consegue ver  isso"? Ou enxergam e se omitem? Bom, ai é pior,  pois contrariam duas vezes os mandamentos daquele cara que -para quem acredita, que não é o meu caso - morreu há 2019 por ti. Eram primeiro por continuar financiando uma igreja corrupta; e segundo por permitir que pessoas humildes, ignorantes no que tange aos interesses dos seus lideres, possam ser exploradas.

E não estou me referindo aqui apenas às igrejas denominadas de neopentecostais, acresce-se a esse “circo de horrores’ esses padres “superstar” que em nada lembram os valores da Igreja Primitiva. Hoje temos padres cantores para todos os gostos: samba, pagode, axé, funk, sertanejo. Padres apresentadores de televisão que dançam todos os ritmos, vendem produtos para emagrecimento, beleza etc....etc... (deve ser para você chegar bonito no céu). Fico imaginando Deus na sua onipotência dizendo a eles quando forem ao seu encontro: “filhos bem benvindos, como vocês me venderam bem lá na terra, eu reservei  um lugar especial para vocês”..

Todos se agitam: Padre Reginaldo Manzoti, com todos aqueles tiques que possui, cabelo pintado com grecin 2000 e uma cútis de bebê, Padre Fabio de Melo com seu cabelo impecável e o inseparável celular de lado, fazendo uma live para seu Insta pra variar, padre Alessandro “ostentação” com aquela calça branca colada que ele emprestou do Zezé de Camargo e  um Rolex de 40 mil,   Padre Juarez com 50 anos e uma cútis de 20 segurando o  velho terço, Padre Piriquito com uma viola cantando galopeeeeeeeeeiiira, Padre Marcelo Rossi organizando eles para subirem de dois em dois ( alias ele morreu sem  nunca ter  celebrado uma missa, só servia pra animar festa), em coro todos perguntam: “ôh Deus, que lugar é esse reservado para nós todo poderoso?  Deus sem pestanejar responde: “ O INFERNO, BANDO DE INFIEIS”......


Esta é um obra de ficção, se o que leram os remete  a realidade garanto, é MERA COINCIDÊNCIA ...rs

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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

30 anos de Foro de Sao Paulo

O QUE HÁ DE VERDADE SOBRE O FORO DE SÃO PAULO..


Por Alacir Arruda
 
Por muito tempo meus alunos questionaram, durante minhas aulas na universidade, sobre os reais interesses do Foro de São Paulo. Na época me recordo que sempre fazia uma breve contextualização histórica desse evento e seus objetivos. Entretanto eu percebia que muitos alunos saiam da aula com mais dúvidas que respostas, não que isso seja ruim, afinal esse é o palpel do educador na minha opinião, semear dúvidas, pois as respostas são de responsabilidades de cada indivíduo. Paulo Freirismo de lado vamos aos fatos! 

Hoje, passados quase 30 anos da criação desse importante grupo de esquerda que mudou o pensamento de parte da América Latina, resolvi explicar àqueles alunos o que na época eu omitia. Adianto que o artigo ficará longo, mas é um retrato fiel da historia desse grupo. 

Esta organização, denominada de Foro de São Paulo, nasceu em julho de 1990, mas foi concebida em janeiro de 89, em reunião de cúpula do PC de Cuba – Fidel Castro – e o PT do Brasil – Lula da Silva - logo após o colapso do comunismo na Europa com a finalidade de “reconquistar, na América Latina o que viria a ser perdido no leste europeu”, já antevisto então: a queda do comunismo. Embora não seja uma organização secreta sua criação só foi inicialmente publicada na edição doméstica do GRANMA, órgão oficial do PC Cubano e um pouco depois na revista “América Libre”, dirigida por Frei Betto na Argentina. 

Em 89 previa-se a eleição de Lula que coordenaria toda a esquerda continental. Entretanto, com a vitória de Collor, foi organizada uma reunião no Hotel Danúbio em SP, precedida de visitas estratégicas da cúpula do PC Cubano a Itaici (cidade do interior de São Paulo), sede dos encontros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para uma reunião com o Cardeal Dom Evaristo Arns arcebispo de São Paulo à época. 

Compareceram representantes de 48 partidos comunistas e grupos terroristas convidados por Marco Aurélio Garcia (homem forte no governo Lula), a mando de Fidel e desde então o FSP coordena toda a esquerda na região. Os co-Presidentes são Fidel e Lula, e Garcia é o Secretário Executivo que coordena, de um dos principais gabinetes vizinhos a Lula, todos os grupos guerrilheiros e terroristas desde a fronteira do México os com EUA até a Patagônia. O Foro se reúne anualmente com raras exceções. Uma das reuniões mais importantes foi em 1993 em Havana, onde foram tomadas três decisões fundamentais. 

Primeira: decisão incondicional de todas as forças ali reunidas, no sentido de dar todo o apoio a Cuba, durante o período especial, decorrente da cessação do auxílio soviético e do Leste Europeu, inclusive com a compra de remédios e estímulo ao turismo. Segunda: concentração de esforços para eleger Lula, tendo em vista a necessidade de uma base territorial para dar suporte ao que viria a ser a União ou Federação das Repúblicas Socialistas da AL. Terceira: impedir o desenvolvimento da Nafta, tratado de livre comércio de iniciativa americana, e a luta contra o “neoliberalismo”. 

É dentro desta estratégia que se deve enquadrar o governo petista, finalmente eleito em 2002 e re-eleito em 2006, 2010 e 2014. Não como um governo nacional, mas como parte de uma estratégia definida de conquista continental para instalação de uma união de repúblicas socialistas. Assim foram todos os governos comunistas: internacionalistas e apátridas. A política econômica de submissão ao capital internacional é apenas uma fachada de gradualismo para esconder uma estratégia mais ampla, como foi definida pelo ditador venezuelano Hugo Chávez ao sair em defesa de Lula, vaiado no Fórum Social Mundial em 2004, explicando com todo cuidado que, nas atuais circunstâncias, o gradualismo é uma estratégia necessária dos governantes esquerdistas “para se fazerem aceitar aos poucos, sem causar rechaço na população”: e que erros de excessiva velocidade podem ser fatais para o processo revolucionário. “Há fases nos processos, há ritmos que não têm a ver só com a situação interna do país, mas com a situação internacional”. 

Esta estratégia precisa ser mantida em segredo e para isto conta com uma mídia ideologicamente cooptada e/ou manietada por dívidas a órgão oficiais. Os grandes meios de comunicação, ao relatar a 12ª reunião em SP, comemorativa dos 15 anos do Foro, de 1 a 4 de julho de 2005, limitaram-se a cobrir as críticas à corrupção, evitando os temas ideológicos mais importantes e fundamentais. Por exemplo, Marco Aurélio Garcia destacou a irrupção dos chamados “movimentos sociais”, “novos atores” do cenário político, elogiou os movimentos guerrilheiros marxistas da América Central, dizendo que tinha que “tirar o chapéu” ante os casos da Guatemala, de El Salvador e da Nicarágua e a “efervescência” dos mesmos. Viu como “positivas” as “grandes desestabilizações” provocadas nos últimos anos, em países como Bolívia, Equador, Argentina, Uruguai, etc. Declarou que “o Estado de Direito não pode transformar-se numa camisa de força da democracia” e que, por isso, via as referidas “desestabilizações” como uma “expansão da democracia”, como um instrumento para “quebrar as hegemonias”. Portanto, se o marco institucional que dizem respeitar lhes causa problemas ou lhes põe limitações, então os “movimentos sociais”, que eles mesmos teleguiam, se encarregariam de Mídia-lo, por bem ou por mal. Foi sonegada a declaração “Valorizamos a materialização e a perspectiva da Alternativa Bolivariana para a América que já se pode apreciar em primeiro lugar nos Convênios entre a Venezuela e Cuba; porém podem também identificar-se no Convênio Integral de Cooperação entre Argentina e Venezuela, na aliança estratégica Brasil-Venezuela (...), nos acordos de criação da TeleSul, PetroSul e o mais recente ainda, firmado pela Venezuela e os países do Caribe: PetroCaribe (...)”.Sobretudo, foi totalmente ignorado o discurso de Lula, no dia 2, em que ele reconhece plenamente pela primeira vez, ter tomado decisões importantes sem consultar o país que preside, mas aos companheiros do Foro. E também ter se referido à verdadeira natureza clandestina – embora não secreta – das reuniões com outros revolucionários que incluem organizações terroristas e narcotraficantes. 

CONEXÕES INTERNACIONAIS: O DIÁLOGO INTERAMERICANO

Esta estratégia se inter penetra noutra. Em 1982 a Guerra das Malvinas e a crise da dívida externa levaram pânico aos países ricos. Aproveitando o caos político e institucional na América Latina, interesses internacionais moveram-se rapidamente buscando manter seu domínio político e econômico na região. Desse esforço surgiu o Diálogo Interamericano (DIA), sob os auspícios do Centro Woodrow Wilson, banco de cérebros, com sede em Washington e criado em 1968 pelo Congresso dos EUA, como “um centro privado de investigação e documentação política”. O Diálogo Interamericano propunha estabelecer estruturas supranacionais para atuar no continente, vigiando as atividades militares e promovendo ações intervencionistas “sempre que necessário”. Dez anos depois, o Diálogo Interamericano anunciou um plano para eliminar, em curto prazo, a soberania dos países da América Latina, substituindo suas funções por uma rede de instituições supranacionais – assim como o Foro – subordinadas aos interesses de uma Nova Ordem Mundial. 

Esse projeto baseava-se no argumento de que “a soberania dos estados nacionais não poderia constituir-se em escudos atrás dos quais governos ou grupos armados poderiam se esconder”. Um dos meios destinados a fragmentar as nações latino-americanas é o chamado “Movimento pelos Direitos Indígenas”, financiado, dirigido e promovido desde o exterior, operando em quase todos os países do continente. Onde não há indígenas nativos, missionários e antropólogos estrangeiros os constituem ou reconstituem. 

Foi questionada a missão dos militares, infensos a aceitar a transformação de nosso território numa imensa fazenda exportadora de matérias-primas e de produtos semi-manufaturados. Foi constituída uma “rede democrática” com poderes suficientes para se opor “aos comunistas e aos militares”, colocados em pé de igualdade. E aprovada a Resolução da OEA sobre o monitoramento das democracias no continente, defendendo a substituição das Forças Armadas Nacionais da região por uma Força Interamericana de Defesa, segundo o receituário fixado pela “Nova Ordem Mundial”: cortes orçamentários, redução de efetivos, abandono da missão histórica de defender o Estado Nacional, participação em forças multinacionais, achatamento dos soldos militares. E a paulatina corrosão do prestígio, através de uma sistemática campanha para Mídi-los à tortura – como o recente livro no qual o Governo brasileiro “reconhece” as prisões, torturas e mortes provocadas pela repressão e a abolição do pacto de entendimento na Argentina, a mais recentemente no Uruguai – polpudas indenizações a terroristas, assaltantes de banco e guerrilheiros. A sinalização para o início foi o processo contra Pinochet. 

O sucateamento e desmoralização das forças armadas foi recomendado para países que não possuem inimigos externos imediatos, onde para se alcançar os objetivos revolucionários é mais importante controlar um comando de polícia política, compromissada com os ideais revolucionários e livres de qualquer inibição moral ou hierárquica. Opcionalmente, as FFAA seriam reestruturadas à imagem e semelhança do partido revolucionário, para que a estrutura corrupta de poder que sempre se forma na pós-revolução possa ser mantida a custo de extrema violência política. 

E é exatamente este o ponto de interseção entre os interesses dos revolucionários comunistas e dos países hegemônicos. Em fevereiro de 1993, reuniram-se na Universidade de Princeton, EUA, Fernando Henrique Cardoso, então vice-presidente, e Lula. Foi firmado um Pacto, o Pacto de Princeton que é abrangente, mas, para a esquerda orientada por Fidel, é uma forma de obter apoios adicionais, utilizando tudo quanto seja favorável à estratégia do FSP, dando a impressão de uma efetiva disposição de cumprimento da estratégia comum. O acerto final ocorreu na última semana de julho do mesmo ano numa reunião de Lula com Fidel Castro em Havana, onde foi firmado um Pacto de Ação Continental.
Portanto, é um exercício sobre o nada, fazer avaliações políticas do governo Lula – de resto dos dois governos do PSDB também – como se fossem governos nacionais normais e não apenas peças importantes de uma estratégia global rumo a uma Nova Ordem Mundial comandada pela ONU. 

A VERDADEIRA META COMUNISTA: A NOVA CLASSE

Ao definir a passagem do Estado Socialista para o Comunista, Marx ressaltou que a diferença fundamental seria passar de um Estado em que imperasse a cada um de acordo com seu trabalho, para outro no qual imperaria a cada um segundo suas necessidades. Enquanto o primeiro inclui necessariamente algum esforço, o segundo acena com um estado de coisas paradisíaco no qual todos terão suas necessidades atendidas. 

O que parece uma loucura não é. Este estado já foi atingido pelos próprios líderes comunistas: nenhum exerceu qualquer trabalho sistemático por muito tempo. Marx viveu à custa de sua mulher aristocrática e depois, de Engels. Este nunca precisou trabalhar. Lenin foi sustentado irmã, depois pelos exilados, pelo Império Alemão e finalmente pelo Estado. Mao Tse Tung exerceu por pouco tempo o magistério, Chou Enlai era descendente de riquíssimos mandarins. Fidel, Che, Lula sabe-se mais quem. A lista é infinita e serve para mostrar que, para os mais iguais entre os ‘iguais’ (apud Orwell) a teoria deu certo! Conseguiram recriar o estado aristocrático de parasitas tão indolentes quanto inúteis, uma casta burocrática e privilegiada: o verdadeiro fim a que se propõe a práxis comunista: a constituição de uma Nova Classe. Como bem o disse Milovan Djilas: “Em contraste com as antigas revoluções, a comunista, feita em nome da extinção das classes, resultou na mais completa autoridade de uma nova e única classe”. Alegando construir, “um mundo melhor possível”, uma sociedade nova, ideal, mais justa, “construíram-na para si mesmos do melhor modo que puderam”. A Nova Classe “se interessa pelo proletariado e pelos pobres apenas na medida em que eles lhes são necessários para o aumento da produção (...) o monopólio que, em nome da classe trabalhadora, se estabelece sobre toda a sociedade, é exercido principalmente sobre esta mesma classe trabalhadora”. Como diz Suzanne Labin: “é o primeiro sindicato que realizou o velho sonho dos patrões: o controle de todos os sindicatos operários”. Djilas percorreu todo o caminho de uma carreira comunista, chegando ao Comitê Central iugoslavo, e denunciou já em 1957 que a Nova Classe se apropria de todos os bens pela nacionalização e estatização, tornando-se uma classe exploradora. 

Mikhail Sergeyevitch Voslensky, que também percorreu toda a carreira dentro da antiga  URSS, complementa mostrando que a propriedade socialista é a propriedade coletiva da Nomenklatura (a lista dos funcionários estatais), pois “sua adesão fingida ao coletivismo obrigou-a a adotar a forma coletiva de propriedade”. Já Bruno Rizzi, citado por Voslensky, mostrava em 1939, que “na sociedade soviética os exploradores não se apropriam da mais-valia diretamente, como o faz o capitalista quando embolsa os dividendos de sua empresa. Fazem-no indiretamente através do Estado, que embolsa a mais-valia nacional e a distribui, então, aos seus funcionários”, cujas nomeações são sempre por recomendação de algum órgão ou funcionário graduado do Partido. E conclui: “A Nomenklatura é uma classe de exploradores e de privilegiados. Foi o poder que lhe permitiu ascender à riqueza e não a riqueza que lhes proporcionou o poder. A Política da Nomenklatura consiste em assentar seu poder ditatorial no plano interno e usá-la como exemplo ao mundo inteiro”. Esta nova casta é a herdeira direta das antigas aristocracias e das monarquias absolutistas, às quais tentam substituir desde 1789, e com maior sucesso desde 1917. 

Mas existe outro fator que explica a estranha – para alguns – associação entre o grande capital que financia o movimento pela globalização através de inúmeras ONG’s e da ONU, com os partidos revolucionários tradicionais cujas metas deveriam ser divergentes. Mas como ficou claro acima pelo pacto entre FHC e Lula/Fidel (que se reflete na política de apaziguamento da crise de corrupção, liderada pelo PSDB) existem fatores em comum. 

“Um século de liberdade econômica e política [foi] suficiente para tornar alguns capitalistas tão formidavelmente ricos que eles já não querem se submeter às vaidades do mercado que os enriqueceu. Querem media-los, e os instrumentos para isso são três: o domínio do Estado, para a implantação das políticas estatizantes necessárias à eternização do oligopólio; o estímulo aos movimentos socialistas e comunistas que invariavelmente favorecem o crescimento do poder estatal; e a arregimentação de um exército de intelectuais que prepare a opinião pública para dizer adeus às liberdades burguesas e entrar alegremente num mundo de repressão onipresente e obsedante (estendendo-se até aos últimos detalhe da vida privada e da linguagem cotidiana), apresentado como um paraíso adornado ao mesmo tempo com a abundância do capitalismo e a ‘justiça social’ do comunismo. Nesse novo mundo, a liberdade econômica indispensável ao funcionamento do sistema é preservada na estrita medida necessária para que possa subsidiar a extinção da liberdade nos domínios político, social, moral, educacional, cultural e religioso” (Olavo de Carvalho). 

Com isso, os megacapitalistas mudam a base mesma do seu poder. Já não se apóiam na riqueza enquanto tal, mas no controle do processo político-social, que os liberta da exposição às flutuações do mercado, e faz deles um poder dinástico durável, uma neo-aristocracia capaz de atravessar incólume as variações da fortuna e a sucessão das gerações, abrigada no castelo-forte do Estado e dos organismos internacionais. Já não são megacapitalistas: são metacapitalistas – a classe que transcendeu o capitalismo e o transformou no único socialismo que algum dia existiu ou existirá: o socialismo dos grão-senhores e dos engenheiros sociais a seu serviço. Essa nova aristocracia não nasce, como a anterior, do heroísmo militar premiado pelo povo e abençoado pela Igreja. Nasce da premeditação maquiavélica fundada no interesse próprio e, através de um clero postiço de intelectuais subsidiados, se abençoa a si mesma. Resta saber que tipo de sociedade essa aristocracia auto-inventada poderá criar – e quanto tempo uma estrutura tão obviamente baseada na mentira poderá durar. 

NOVA METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO DA CRISE ATUAL 

Somente entendendo a inserção global dos governos de FHC e de Lula pode-se fazer uma avaliação mais acurada da crise atual, sobretudo a que assola o Brasil,  e ainda assim,  levando em consideração os tópicos que levantei sobre como se comportam os comunistas e seus partidos. Vale mencionar algumas outras regrinhas de alto valor para a avaliação de atitudes de governos comunistas: 

1 - Nunca acreditar que partidos que não tenham o nome comunista como o PT, não o sejam. Geralmente o nome diferente é pura desinformação. Lembre-se que o PCB – com este nome – não teria ganhado nem mesmo uma prefeitura. Nomes nada valem – observar os atos, os métodos e as práticas; 

2 - Não acreditar que polêmicas entre comunistas, nem entre eles e partidos afins como o PSDB, impliquem em real divisão entre eles. Avaliar se há de fato razão suficiente para as propaladas disputas (FHC declarou que não há diferença ideológica entre PT e PSDB, apenas divergências políticas que se resumem no fato de que, enquanto o primeiro é marxista, o segundo é Fabiano);

3 - Procurar, por detrás da aparência de desunião, sinais de unidade de ação;
4 - Procurar correlações temporais entre a eclosão de polêmicas e as grandes iniciativas comunistas;

5 - Considerar sempre a polêmica como parte da operação de desinformação para criar uma divisão real no interior da oposição, paralisando-a; 

6 - A causa está acima de tudo, até mesmo dos militantes que podem ser sacrificados em prol da continuidade do processo. Os militantes podem mudar de lugar, como José Dirceu, mas se for necessário execrá-lo publicamente em prol da causa, isto será feito, com a plena aceitação por parte do mesmo; 

7 - Nunca acreditar em alianças ou tratados com comunistas – tratados existem para serem rompidos – assina-se e depois se joga no lixo; 

8 - Nunca acreditar em história, biografias, etc. publicamente apresentadas, pelo seu valor de face. São todas forjadas e fomentadas pela massificação doutrinária pela mídia;

9 - Ter sempre em mente que os arroubos de democracia e Estado de Direito, são engodos importantes para ascenderem ao poder, dos quais se livram assim que puderem; 

10 - Idem quanto à alegada defesa da “soberania nacional” que tanto encanta nossos nacionalistas, os quais se surpreendem quando percebem que jamais houve em toda a história do Brasil governos mais entreguistas do que nos últimos 13 anos. Às vergonhosas e escandalosas privatizações com dinheiro público de FHC seguiram-se as entregas de grande parte do território nacional do governo Lula às ONG’s. Com o discurso de um Chico Mendes, atuam como um Henry Ford; 

11 - Não acreditar, como o fazem alguns sinceros críticos liberais, que a mentalidade comunista é produto de uma “utopia” delirante que os faz acreditar sinceramente no que fazem com o dinheiro público em prol da causa. Pelo contrário, sabem muito bem que o que fazem é puro roubo e errado segundo a moral “burguesa”, mas distorcem esta moral criando uma outra, que cinicamente denominam “proletária” – à qual nenhum proletário honesto seguiria – que não passa de justificativa de caso pensado. 

12 - Ao avaliar o que é ou não comunista, esquecer os surrados slogans de ditadura do proletariado, sociedade mais justa, etc. Os objetivos são outros, todos destinados a liquidar com a civilização ocidental e seus valores baseados no capital; 

13 - Finalmente, nunca o que parece ser, é!

Portanto caros ex- alunos, leiam, pesquisem se inteirem dos assuntos não sejam cobaias de regimes  políticos que ja demonstraram   do que são capazes. Lembrem-se,  Hitler alçou ao  poder em 1933  numa Alemanha absolutamente fragmentada e caótica, obteve apoio de quase 90% da população quando implantou o nazismo, governou aquele pais por 12 anos, fez tudo que fez tendo o povo alemão por signatário.


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