domingo, 31 de maio de 2015

politicagem

Uma classe política de costas para a sociedade..
Por Alacir Arruda
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Após mais uma semana de péssimas noticias, a política brasileira  segue sem rumo. Como um navio à deriva a nossa política persiste naquela velha máxima: “ eu sei que a farinha e pouca , então meu pirão primeiro”.  Nessa ultima semana  assistimos discussões vazias  de um Congresso que não representa aos anseios do povo, que insiste manter um corporativismo irresponsável  e deletério,  em detrimento de ações  afirmativas que  pudesse minimizar a carga de responsabilidade da população.
O Congresso, numa tentativa desesperada de mostrar serviço, acenou com uma reforma política que nada reforma, mas dá mídia.  Isso só reforça  a  sensação de que os partidos políticos estão alheios aos anseios da sociedade.
Por acaso esta semana tive acesso a uma pesquisa qualitativa feita com centenas de grupos culturais, formados principalmente por jovens, da Baixada Fluminense no Rio de Janeiro. É uma região pobre: a maior parte de seus municípios tem índices sociais e educacionais abaixo da média nacional. E como é vista a política? Na visão de muitos jovens, e isso é preocupante, a política local é vista como barreira para seu auto-desenvolvimento: querem nos manter como que em um “curral eleitoral”, alguns disseram.
Ou seja: aos políticos locais interessa manter um estado de precariedade, no qual eles, os agentes políticos, possam ser os intermediários de verbas, de ajuda etc. Na visão desses jovens, o desenvolvimento pessoal, econômico, cultural do cidadão é visto como ameaça a um sistema político que se equilibra na troca de favores e votos.
Quando as forças políticas hegemônicas agem na Câmara para nada mudar, agem para manter o status quo; pensam segundo a lógica dos currais eleitorais. Como sair da lama assim?
Tirando o fim da reeleição, que nos faz retornar ao que era antes de 1997, e uma pífia cláusula de barreiras (que vai penalizar apenas partidos inexpressivos), a semana se encerra com votações que não mexem em nada essencial. O sistema eleitoral resta intacto e o financiamento privado de campanha foi aprovado ou “constitucionalizado” (lembrando que as medidas serão votadas ainda pelo Senado).
Depois das manifestações de junho de 2013, de uma campanha presidencial na qual os principais candidatos enfatizaram a necessidade de uma reforma profunda e das seguidas pesquisas de opinião que mostram um pico de rejeição aos partidos em geral, a Câmara não conseguiu parir, sequer, um rato. Os parlamentares não se mostraram interessados em encarar de frente a grave crise de representatividade que assola o sistema político; a nau parlamentar, fragmentada em 28 legendas, decidiu não embicar para lugar algum.
Como se a política tal qual está hoje não fosse parte do nó-Brasil. Vai desatar um dia?


domingo, 24 de maio de 2015

Brasil..sem rumo

 UM PAÍS SEM RUMO...

Por Alacir Arruda

As recentes e desastrosas medidas econômicas tomadas pela equipe técnica do Ministério da Fazenda traz à tona toda uma década de insensatez com a coisa publica promovida pelo PT. Senão vejamos, Poucos países no mundo têm tanto potencial como o Brasil, que hoje em dia está entre os que menos crescem, tanto na América Latina como no plano global. Por mais otimista que alguém queira ser com o Brasil, basta um mínimo de realismo para perceber que (quase) tudo está errado. Mas o governo Dilma insiste em não aceitar os inúmeros erros cometidos. Entre os erros, podemos citar alguns.

Um governo de mentiras e de falsas promessas, que tudo fez durante a campanha para destruir os candidatos oponentes, dizendo que eles iriam promover ainda mais recessão, aumentar o desemprego, destruir o programa Bolsa Família e acabar com os benefícios sociais. Tudo isso para provocar medo na população, em especial nos mais dependentes do setor público, que, assim, votaram em Dilma. Ainda nos lembramos das promessas de campanha: "não vai haver tarifaço", "não vou aumentar os juros", "não mudo direitos trabalhistas" e "a educação será prioridade". Em seguida, Dilma começou a fazer exatamente o contrário: aumentou as tarifas (que aumentarão ainda mais a inflação), subiu os juros (Selic), apertou o seguro-desemprego e cortou verbas para a educação (mas, no discurso de posse, lançou o slogan "pátria educadora").

Um governo de descontrole total das finanças públicas, em que não são os programas sociais os responsáveis pelo enorme déficit, mas sim três outros itens (desnecessários e inúteis), que consomem R$ 700 bilhões por ano. São eles: juros (o governo petista paga por ano R$ 270 bilhões); pessoal (mais de R$ 220 bilhões); e a máquina administrativa, que torra mais de R$ 210 bilhões por ano, com passagens, mordomias e muita corrupção.

Um governo que destrói sua indústria, que hoje em dia tem um déficit na balança comercial de mais de US$ 200 bilhões por ano, gerando emprego lá fora e muito desemprego aqui dentro, sem contar a queda de produtividade e na redução dos investimentos. Isso vem ocorrendo pelos erros nas políticas fiscal (ao não fazer a reforma tributária e ainda implementar desonerações erradas), monetária (com juros altos, pois o Brasil é o único país do mundo que só sabe combater a inflação com juros elevados, mas o mundo tem juros baixos e não tem inflação) e cambial (quer combater inflação segurando o dólar e isso desestimula as nossas exportações).

Um governo que apoia ditaduras, fazendo investimentos lá fora com recursos do BNDES, pois isto facilita a corrupção, com bilhões de dólares em paraísos fiscais.

Um governo que usa as estatais para a roubalheira (aos bilhões) e ainda defende seus dirigentes, como faz com Graça Foster, sem contar o caso do BNDES, no qual o governo já colocou mais de R$ 350 bilhões para financiar grandes grupos empresariais como o do falido Eike e a JBS, a juros subsidiados (abaixo da inflação); por isso a JBS colocou milhões na campanha de Dilma. É um toma-lá-dá-cá. Ainda na semana passada, Dilma ordenou que BNDES e BB financiem a empresa Sete Brasil, parceria da Petrobras. Mas, no discurso de posse de Levy, ele teria dito que acabaria com os "amigos do rei" (leia-se Lula).

Enfim, não temos o que comemorar em 2015 e infelizmente há chance de mais quatro anos perdidos. Por isso, alguns petistas (padrão Marta) já estão pulando do barco e dizendo "ou o PT muda, ou acaba". O barco petista está afundando, principalmente nos próximos meses, com a Operação Lava Jato. É só aguardar. Solução? Só o povo nas ruas.




domingo, 3 de maio de 2015

anarquia instalada

PT, o Partido dos Toscos, e a “elite” de Pandora

Por ALEX ANTUNES - Yahoo

De uma só tacada, o congresso está atacando direitos de vários tipos: sociais (redução da maioridade penal), trabalhistas (liberação mais ampla de terceirização, afouxamento da lei contra trabalho escravo), alimentares (fim da obrigatoriedade do registro da presença de transgênicos em produtos industriais), de biodiversidade (afrouxamento das regras no marco legal, facilitando para a indústria e o agronegócio a exploração do patrimônio genético e de conhecimentos de comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais).
Sem entrar no mérito de cada área (é possível, por exemplo, alguém considerar positivas algumas formas de terceirização e ao mesmo tempo repudiar o uso sigiloso de transgênicos), dá sim para se enxergar uma “onda de direita” nessas iniciativas. Mas o que leva a isso, se estamos no terceiro mandato de presidentes de um partido (supostamente) de esquerda, e há meros seis meses da última eleição presidencial?
Ou, em outras palavras, o que levou a presidência a uma paralisia tal em que o congresso pinta e borda uma pauta adversa, impondo seguidas derrotas ao governo? A resposta mais simples é de que esse “é o congresso mais conservador” em muito tempo, dominado pela bancada BBB (bala, boi e bíblia) etc etc. Ora bolas. Mas esse congresso foi eleito pela mesma população que elegeu e reelegeu várias vezes o PT no executivo.
Na verdade, podia ser até pior. A oposição e a base predadora só não estão aproveitando melhor a brecha política porque estão batendo cabeça. No PMDB o presidente da câmara Eduardo Cunha em choque com o do senado, Renan Calheiros, e o vice-presidente e articulador político do governo Michel Temer tentando se equilibrar entre os dois. No PSDB, Aécio Neves tendo que controlar sua adesão à direita social (que quer o pedido de impeachment) contra Fernando Henrique, Geraldo Alckmin e José Serra que, por razões diversas (de éticas a oportunistas), acham que não há (ou ainda não há) justificativa política para o pedido.
Esta semana foi peculiar. O choque de Renan contra Cunha, Temer e Dilma se acirrou. O Supremo Tribunal Federal liberou, por 3 votos a 2, os empreiteiros presos (atrapalhando a tática do juiz Moro de forçar delações premiadas) no caso do Petrolão. Uma investigação sobre tráfico internacional de influência chega a Lula (e o senado quer derrubar o sigilo das operações de empréstimos no exterior do BNDES, o que tem tudo a ver com o caso).
Marta Suplicy abandona oficialmente o PT mas quer manter o mandato acusando o partido de corrupção. O balanço publicado da Petrobrás confirmou e mensurou os valores da corrupção na empresa. E, finalmente, Dilma resolve não falar em tempo real no 1º de maio (contra a opinião do PT). Mas Lula, depois de veicular um vídeo bizarro de ginástica, fala – e faz ameaças, passando recibo não só de que o governo Dilma vai mal, como o de que se sente (finalmente) ameaçado pelas investigações. Não daria para descrever essa conjuntura em poucas palavras, a não ser “todos contra todos”.
Acontece que vale a pena sim fazer algumas leituras e distinções. E descobrir quem “abriu a porteira” para tal direita no Congresso. Há quem diga que é injusto a maior parte da culpa política cair sobre Dilma, enquanto Eduardo Cunha e Renan Calheiros não deixam esquecer seu histórico de picaretagem, e gente como o governador do Paraná, Beto Richa, do PSDB, massacra professores em greve.
Mas há uma justiça política, sim, em que o PT leve a maior parte da culpa pela crise. Ao procurar, nesses quatro mandatos, montar uma base com o que há de pior e mais fisiológico na política nacional, para evitar as elites “tradicionais”, o PT criou e empoderou uma elite pior ainda. Lá atrás, antes da primeira presidência petista, dá para lembrar a disposição de Lula em trabalhar com uma bancada evangélica. Aqui há um artigo interessante (insider evangélico, de 2006), explicando como e com quem esses acordos foram costurados, incluindo até Silas Malafaia.
Esse arco de alianças, que se completou agora com a ida de Katia Abreu para o ministério da Agricultura de Dilma, explica quem gestou esse “congresso mais conservador”. Na verdade, ao abrir mão de negociar com as “elites” mais próximas do PSDB (como tinham mesmo que ser) e procurar sua própria interlocução conservadora, o PT empoderou os setores marginais dessa elite, e abriu a caixa de Pandora que agora o vitima. O PT é o fiador da bancada BBB.
Evidentemente essa transformação oportunista do PT não se deu sem atrito. Muitos dos intelectuais e militantes éticos que passaram por lá entraram em rota de colisão com a burocracia partidária, principalmente depois que o partido chegou ao poder federal. Mas para cada Plinio de Arruda Sampaio que se perdeu, havia dezenas (ou centenas) de figuras como Delúbio Soares, um picareta sindical conhecido em Brasília por mostrar o conteúdo de sua geladeira aos amigos que o visitavam, para mostrar seu enriquecimento.
E, por falar em enriquecimento. Uma nota de pé de página, mas sintomática, é da visão “negocial” de quem agora está no poder. Eduardo Cunha, como diz o El País, é o “dono de Jesus na internet”: investe em deter quase 300 endereços virtuais como jesusfacebook.com.br, jesusgmail.com.br, jesusyoutube.com.br e, claro, jesusyahoo.com.br (risos). O ex-deputado André Vargas (foto), expulso do PT e do congresso, foi vender “perfumes alternativos” (falsos) da Up Essence, que tem funcionamento ilegal de pirâmide financeira. E Dilma, é sempre bom lembrar, faliu sua própria loja de 1,99 em 1996.
Marta Suplicy, com todos os seus defeitos, tem razão quando diz que, como socialite e figura de televisão, teve seu papel em abrir diálogo entre o PT e as “elites” produtivas. Mas Marta, personagem importante em São Paulo (e com uma densidade eleitoral real), foi afastada das disputas eleitorais por Lula, que sempre pensou em si mesmo como um genial marqueteiro político. E que (ao contrário do que disse no discurso de 1º de maio) é o grande responsável por tudo que está acontecendo, e não apenas alguém “quieto em seu canto”.
Na campanha eleitoral presidencial, outra figura da “elite” mais tradicional, porém ética, a educadora Neca Setúbal, foi usada mentirosamente para atacar a campanha da (ex-petista) Marina Silva. Sempre com o aval e o reforço de Lula. Mas é desse tipo de “representante dos bancos”, como o PT chamou Neca, que precisamos: alguém que usa sua fortuna para atuar, por exemplo, no ambiente de prisões. E não desse Partido dos Toscos, responsável principal pela confusão nacional, em que o PT se transformou.


quinta-feira, 30 de abril de 2015

o holocausto e a normalidade

EU APENAS CUMPRIA ORDENS EM AUSCHWITZ....
Por Alacir Arruda


Dirigentes nazistas em 1942: “Como lembrou Hannah Arendt, nazismo foi manifestação de homens banais e comuns: o seu alegado não pensar era uma forma de pensamento”


O filósofo alemão e membro da Escola de Frankfurt Theodor Adorno escreveu: “a poesia deixa de fazer sentido depois de Auschwitz”, como se houvesse um marco com um antes e um depois, em que o encantamento da vida tivesse sido estilhaçado pela erupção de um mal absoluto. Falamos de encantamento e não de falta de racionalidade ou do uso de uma razão prática. Basta ver o modelo organizacional da “solução final” para perceber que ela não é fruto da crueldade primitiva, mas resultado de uma moderna e científica selvageria.

O problema da ideia de uma ruptura absoluta do curso do fio histórico que teria sido criada pelo nazismo é duplo: por um lado, remete para o domínio da anormalidade, como se uma doença mental se tratasse aquilo que aconteceu, e por outro torna-o um momento excepcional, quase a-histórico, que nunca poderá repetir-se. Ora é necessário dizer, retornando às teses de Hannah Arendt, que o mal nazi é uma manifestação de homens banais e comuns, que escolheram uma forma de pensamento que justificava as consequências dos seus atos: o seu alegado não pensar era uma forma de pensamento. Ora, esse mal banal não foi feito por supervilões, com superpoderes; é fruto, como sempre, de homens e mulheres e das suas circunstâncias. E se é fruto delas, nada nos pode garantir que o acontecido não voltará a acontecer. Aqui a História, que aconteceu em tragédia, não é certo que apenas se repetirá em comédia, para fazer uso da categoria de Hegel, usada por Marx na sua análise das revoluções e guerras em França.

O julgamento dos nazis foi feito em Nuremberg, local em que se passou o 6º congresso do Partido Nacional-Socialista Alemão em 1934, que entronizou Hitler, e foi coreografado pelas câmaras de Leni Riefenstahl, na sua obra-prima de propaganda, O Triunfo da Vontade.

O livro de Leon Goldensohn "Entrevistas de Nuremberg"  é um documento precioso. Nas celas da prisão de Nuremberg, local em que iriam decorrer, entre 20 de Novembro de 1945 e 1º de Outubro de 1946, os julgamentos, oficialmente o Tribunal Militar Internacional versus Hermann Goering e outros 23 responsáveis nazis, o psiquiatra norte-americano responsável pelo acompanhamento do estado de saúde mental dos réus e testemunhas fez uma série de entrevistas. Ficam documentadas conversas com 14 testemunhas e 19 réus, entre os quais o número dois do regime, Hermann Goering, o antigo dirigente do partido Rudolf Hess, o ministro de Negócios Estrangeiros Ribbentrop e o arquiteto do regime e ministro do Armamento, Albert Speer, conhecido como “o bom nazista”.

Estas conversas, tidas pelo psiquiatra, dão-se numa ocasião particular, nas vésperas de um julgamento que levará muitos dos réus ao cadafalso, e obviamente que a circunstância da derrota e da iminente condenação altera aquilo que é dito. Escrito de outra forma: um homem livre não fala da mesma maneira que um prisioneiro, e a mediação e voz do psiquiatra americano está sempre entre nós e o pensamento dos entrevistados. Mas tirando estas questões, que não são poucas, é um documento histórico notável, em que é possível ouvir o eco da voz dos nazistas e tentar entender – coisa muito diferente de apoiar ou justificar – o seu ponto de vista e a sua existência.

As conversas têm um óbvio pendor psicoligizante, em que se aborda a infância, as relações familiares e a adolescência e crescimento dos visados, sem nunca perder os acontecimentos e fatos que levaram ao nascimento, crescimento e queda do regime de Hitler. Podemos ler opiniões tão diversas como o ódio de Goering à arte moderna: “Em geral sou muito cético em relação à pintura moderna. O Picasso, por exemplo, dá-me náuseas. O que eu preferia era a arte gótica”, diz o marechal do ar. Ou a sua opinião de que os nazis poderiam ter evitado o racismo e o anti-semitismo, não fossem alguns fatos particulares: “Não era de modo nenhum uma questão fundamental. Era completamente irrelevante ou incidental. Só passou a ser fundamental ou importante porque uma facção de nazistas que eram expoentes fanáticos do racismo adquiriu poder político. Homens como Rosenberg, Streicher, Himmler e Goebbels”, garante.

Rudolf Höss, comandante de Auschwitz, que foi testemunha no julgamento, posteriormente sujeito a condenação, por um tribunal polaco, e executado, tinha uma visão mais prática da solução final: “É verdade que não se pode ser sentimental — quer para fuzilar pessoas, quer para matá-las em câmaras de gás”, disse, sem deixar de acrescentar: “Não entendo o que quer dizer com ficar perturbado com estas coisas, porque eu pessoalmente não assassinei ninguém. Era apenas o diretor do programa de extermínio de Auschwitz”.


É preciso conhecer a história para não repeti-la.




quinta-feira, 23 de abril de 2015

o Brasil não e sério

O BRASIL, DEFINITIVAMENTE, NÃO É UM PAÍS SÉRIO.

Por Alacir Arruda 


"Sou brasileiro, amo meu país, mas leia isso e duvido você também não sentir vergonha... Essa matéria é de um jornalista francês em que ele fala sobre o Brasil e não mente em nenhuma vírgula, não achei uma falácia sequer."

Vamos falar um pouco do Brasil: 

- A corrupção nesse país é endêmica, do povo ao governo.

- A burocracia é cultural, tudo precisa ser carimbado, gerando milhões para os Cartórios.

- Brasileiro adora dar reconhecimento para quem não merece.

- Tudo se desenvolve a base de propinas.


- Brasileiro tem o pé no extremismo para babaquices.

- Brasileiro não sabe lidar com o politicamente correto e politicamente incorreto.

- Brasileiro gosta da hipocrisia, atualmente um estilo de música chamada ''ostentação'', que fala de bens materiais e mulheres é sucesso, mesmo que a maioria não viva aquele estilo de vida.

- Brasileiro se contenta em viver à vida apenas com futebol, fofoca, carnaval, exibição de si mesmo, cerveja e putaria.

- Todo o alto escalão do governo Lula está preso por corrupção, mas os artistas e grande parte da população acham que eles são honestos, e fazem campanhas para recolher dinheiro  para eles.

- Hoje, tudo que acontece de errado no Brasil, a culpa é da FIFA, antes era dos EUA, já foi de Portugal, o brasileiro não tem culpa de nada.

- Brasileiro não admite a própria culpa, nunca.

- O Brasileiro dá mais importância ao futebol do que à política.

- O Brasileiro elege jogadores de futebol para cargos públicos.

- Romário (ex-Barcelona) é hoje deputado. Aproveita o descontentamento com a Copa para se auto-promover, mas nunca apresentou um projeto de lei sobre saúde ou educação. Sua meta é dar ingresso da Copa para pobre(como se essa fosse a prioridade para um pobre brasileiro)

- Ronaldinho Gaúcho (ex-Barcelona) ganhando medalha Machado de Assis, honraria importantíssima da Academia Brasileira das Letras

- Bruna Surfistinha, uma ex-prostituta escreveu um livro que virou best-seller e depois blockbuster.

- Pelé sendo reconhecido como um dos maiores brasileiros de todos os tempos pela Times com a ajuda se brasileiros.

- Pesquisas mostram que o brasileiro gasta mais com cerveja do que com Educação.

- O famoso site pornô Xvideos é o 12º site mais acessado do Brasil, perdendo apenas para sites de funções essenciais (como Google e sites de bancos) e para redes sociais.

- O Deputado mais votado do Brasil é um palhaço analfabeto e banguela, que faz uma dança ridícula, com roupas igualmente ridículas, e seu bordão é: “pior que está não fica”. Será?

- Em uma das músicas deste palhaço analfabeto ele diz: “Ele é ladrão mas é meu amigo!”, Isso traduz bem o espírito do Brasileiro. 

( http://letras.mus.br/tiririca/176533/ )

- Os programas mais vistos no Brasil são as novelas que relatam traições, assassinatos, maldades e famílias destruídas e o reality show Big Brother, onde há apelação demasiada à pornografia e ao sexo.
Ambos os programas são da Rede Globo, a maior da América Latina.

- Brasileiros não se interessam por pessoas inteligentes, mas sim por pessoas ricas e bonitas.

- Brasileiros não assistem muitos programas educativos.

- Brasileiros não sabem a própria Língua.

- Brasileiros se identificam com analfabetos.

- A carga tributária do Brasil é altíssima maior que a da França, e os serviços públicos são péssimos comparáveis aos do Congo.

- Mas o Brasileiro médio pensa que ele mora na Suíça. Quem está lá, na verdade, é a FIFA.

- Há um dito popular que diz que “Deus é brasileiro”.

- A FIFA, como imagem institucional, busca não associar-se a ditaduras. Tanto que excluiu a África do Sul na época do Apartheid e, ao contrário do COI, recusou a candidatura da China, apesar das ótimas condições que o país oferecia. Mas o Brasil, sede da Copa, vive um caso de amor com ditaduras.

- O Brasil pleiteava uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, para sentar-se ao lado França, mas devido ao seu alinhamento com ditaduras, a França já se manifestou contrariamente.

- A Presidente Brasileira parece estar alienada da realidade quando disse que o mundial de 2014 foi o maior de todos os tempos, isso mesmo. Melhor que o do Japão, dos EUA, da França, da Alemanha. 

http://www.youtube.com/watch?v=urmR5fXMJu8

- Só ela pensa assim, na FIFA se fala em maior erro estratégico da história da Instituição.

CONFRONTOS:

- Em 2013 os brasileiros saíram as ruas para manifestar, pela primeira vez se viu um movimento assim num país acostumado a inércia, mas o Governo disse que eles eram baderneiros e reprimiu o movimento com violência. 2 mortos, mais de 2000 feridos, mais de 2000 prisões. Ninguém responsabilizado...

- Há um movimento chamado “Black Blocs” que ameaça revidar a violência do Governo.

- Brasileiro não sabe resolver um problema de cada vez.

- Os próprios brasileiros pedem para os estrangeiros não irem para o Brasil. Há milhares de vídeos feitos por brasileiros neste sentido : 

http://www.youtube.com/watch?v=0A-mFVEE7Ng

- O governo brasileiro gastou em 2014 mais de 400milhões de Euros com compras de armas para a polícia e disse na época estar disposto a colocar o exército na rua para proteger a Copa contra os quemmm??…. Os brasileiros (???) Isso mesmo, o governo ameaçando seu próprio povo.

- Brasileiro acha que os EUA é o melhor em tudo.

- Há um movimento de alguns jogadores de futebol, liderado pelo ídolo do Lyon (França) Juninho Pernambucano, chamado “Bom Senso”, pedindo conscientização dos jogadores.

- Analisando os países sedes desde 1970, o número de mortes em estádios, nos 16 anos prévios a cada edição da Copa:

México: (1970): 06 mortes;
Alemanha (1974): 00 mortes;
Argentina (1978): 04 mortes;
Espanha (1982): 00 mortes;
México (1986): 12 mortes;
Itália (1990): 00 mortes;
EUA (1994): 00 mortes;
França (1998): 00 mortes;
Japão (2002): 00 mortes;
Coreia do Sul (2002): 00 mortes;
Alemanha: (2006): 00 mortes;
Africa do Sul: (2010): 17 mortes;
Brasil: (2014): 234 mortes;

- http://www.youtube.com/watch?v=8bn17OLPyOY

OBRAS:

- O Brasil foi o país que teve mais tempo na história de todos os mundiais para prepará-lo: 7 anos, mas o Brasil é o mais atrasado.

- O Francês Jérome Valcke, secretário geral da FIFA criticou o Brasil pelos atrasos. O governo brasileiro disse que não conversaria mais com Jérome Valcke.

- A França teve apenas 3 anos, e finalizou as obras 1 ano e 2 meses antes.

- A África do Sul teve 5 anos, e terminou com 5 meses de antecedência.

- O custo do “Stade de France” foi de 280 milhões de Euros(o mais caro da França), uma vergonha se comparado ao “Olimpia stadium” sede da final da Copa da Alemanha em 2006, que consumiu menos de 140 milhões de Euros.

- Mas perto do Brasil isso não é nada. Cada estádio custa em média mais de 1/2 bilhão de Euros.

- E o dinheiro saiu do bolso do Brasileiro. Tudo é financiado com recursos públicos. Na França tudo foi financiado com recursos privados.

- Mas o custo não é alto porque os trabalhadores recebem muito. Os trabalhadores recebem salários de fome.

- As empreiteiras é que ganham muito e há muita corrupção para os políticos.

- Não há segurança para os trabalhadores, acidentes e mortes são comuns. Na França o número de mortes nas construções foi 0(zero)

- Mesmo com os milhões a mais, os Estádios são ruins.

- Em 2007 o Brasil construiu um estádio para o Panamericano do Rio e homenageou quem???? Um diretor da FIFA, um brasileiro, corrupto para variar: João Havelange! No Brasil corruptos recebem homenagens.

- O estádio era tão ruim que não durou nem 6 anos. Isso mesmo, 6 anos….

- Hoje o estádio está semi-interditado interditado e recebe poucos jogos há risco de desabar. Detalhe: custou mais de 150 milhões de Euros(mais do que o Estádio do Olympic de Marseille), e hoje serve de ninho para pombos.

- Na França, os Estádios são multi-uso, servem para competições olímpicas, jogos de Rugby, e são centro de lazer, com lojas e restaurantes e estacionamento nos outros dias da semana. No Brasil são usados só para jogos.

- Em Brasília foi construindo um Estádio para 68.000 pessoas, sendo que o time local está na quarta divisão do campeonato brasileiro e tem média de público de 600 pagantes. Tudo com financiamento público.

- Em São Paulo há 2 estádios, Morumbi e Pacaembú, ao invés de reformá-los, construíram um terceiro estádio, Itaquerão, 23km do centro da cidade e sem metrô até lá.

- O ex-presidente Lula, torcedor do Corinthians, empenhou-se pessoalmente para que construíssem este estádio em vez de reformar um dos outros 2 já existentes.

- Exceto seus correligionários, ninguém acredita que Lula foi movido por amor ao “Timão” .

- Lula é amigo íntimo de Marcelo Bahia, Diretor da Odebrecht, vencedora da licitação. Um reforma custaria menos de 100 milhões de Euros, um novo estádio tinha previsão de custo inicial de 300 milhões de Euros (mas já passou de 500 milhões) um dos mais caros da história da humanidade. Lula e Marcelo são constantemente vistos em caríssimos restaurantes de Paris, tomando bons vinhos franceses. Lula, claro, se declara socialista.

- Este estádio é igualmente ruim, alagamento, péssima infraestrutura, e antes mesmo de inaugurar já caiu, matando funcionários. vide: 

http://oglobo.globo.com/esportes/video-mostra-momento-do-acidente-no-itaquerao-10911765

TRANSPORTES:

- A atual presidente Dilma Rousseff garantiu que faria um trem-bala, nos moldes do TGV Francês, que ligaria 4 cidades-sede: SP-RJ-BH-Brasilia. A promessa está gravada em redes sociais. 

( http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,governo-garante-trem-bala-pronto-ate-a-copa-de-2014,381839,0.htm )

- Em 2009 foram aprovados 13 bilhões de Euros no PAC, uma soma gigantesca de dinheiro, suficiente para construir um TGV de Paris a Cabul no Afeganistão. Nunca se viu um orçamento tão alto.

- Mas o dinheiro desapareceu e nem um único centímetro do TGV brasileiro foi construído.

- Nenhum brasileiro cobra da Dilma a responsabilidade sobre a promessa do trem bala.

- Nenhuma das cidades-sede tem metrô até o Aeroporto.

- O taxis são caríssimos e os taxistas fazem trajetos mais longos com os estrangeiros que não conhecem a cidade.

- Aprenda Português pois os Taxistas não falam nem espanhol, francês não existe. Inglês nem pensar???

- Para os taxistas não há cursos de inglês financiados pelo governo, mas para as prostitutas sim. Parece piada, mas é verdade: 

( vide: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/01/1211528-prostitutas-de-bh-tem-aulas-gratis-de-ingles-para-se-preparar-para-a-copa.shtml )

- É assim que o Brasil está se preparando para receber os turistas, ensinando inglês para as prostitutas. Pergunte se há um programa assim para policiais???

- Metrôs não funcionam bem, não cobre nem 10% das cidades ou simplesmente não existem.

- Os ônibus são precários, com muitos atrasos.

- O sistema de ônibus é complicadíssimo e ineficiente.

- Diariamente os ônibus são atacados por gangues que lhes ateiam fogo sob ordem de criminosos ou simplesmente para protestar.

- Às vezes não dá tempo do passageiro sair correndo e morre carbonizado.

- Ninguém é preso, mas as autoridades dizem: “estamos investigando…”

- O aeroporto da Megalópolis São Paulo tem uma capacidade de receber vôos inferior ao Aeroporto da pequena cidade de Orly, no interior da França.

- Os preços de passagens de aviões dispararam. Por um trajeto de 400km chegam a cobrar 1.000Euros durante a copa.

- Como o Brasil não tem infraestrutura, não aproveitará a alta demanda, devendo permitir que empresas aéreas estrangeiras atuem durante a Copa, o lucro virá para a Europa ou os EUA.

- Aluguel de carros é caríssimo, e, como disse um ex-presidente brasileiro, Fernando Collor, também afastado por corrupção, os carros brasileiros são carroças, sem os principais itens de segurança.

- Muito cuidado ao dirigir, o trânsito é uma selvageria. Sinalização, quando existe, é exclusivamente em português.

- Ônibus lotados a toda velocidade, dividem faixas com carroças, mendigos que puxam carros de ferro-velho, motoqueiros cruzando faixas sem sinalizar, pessoas xingando, engarrafamentos de horas. Em São Paulo chega a passar de 300km de engarrafamento, dentro da cidade, o maior da humanidade.

- Faixa de pedestre não serve para nada, não espere que os carros parem. Atropelam, matam e fogem.

- Não tente andar de bicicleta, será atropelado ou roubado.

- As estradas estão caindo aos pedaços, sem sinalização e o número de mortes em acidentes de trânsito em 2008 foi de 57.166, na França, 399, ou seja, quase 15.000% a mais de mortes, e levando em conta que no Brasil não há acidentes por neve ou gelo na pista.

- Apesar do Brasil ser autossuficiente em petróleo e estar do lado de países da OPEP, como Venezuela e Equador, a gasolina uma das mais caras do mundo, e de péssima qualidade, misturada com etanol e solvente de borracha, não há fiscalização nos postos.

- Mas o Brasileiro defende o monopólio do petróleo. É o único país do mundo onde os consumidores acham que o monopólio é bom para o consumidor, e não para o monopolista.

- Não existe transporte fluvial, apesar de ser o país com mais rios no mundo. O Brasil deveria investir em barcos, todo ano as cidades alagam. 

Vide http://www.youtube.com/watch?v=aNHnPUcZOFA

- As autoridades dizem que foram pegas de surpresa!

- Não há transporte por trens.

SAÚDE:

- Reze para não ter problemas de saúde enquanto estiver alí.

- Vacina contra febre amarela é recomendada.

- Um país que abusa demasiadamente do álcool e das drogas.

- Use repelentes, no Brasil ainda há pessoas morrendo com dengue, malária ou doença de chagas, já erradicadas na França no século XVIII.

- Faça um seguro de saúde privado antes de ir ao Brasil.

- Médicos privados cobram mais de 100 Euros por consultas de 20minutos.

- Os hospitais públicos são péssimos. Comparáveis a zonas de guerra.

vide http://www.youtube.com/watch?v=cE9znkKV--k 

- Nos últimos 10 anos o número de leitos em hospitais públicos caiu 15%. 

- O Brasil precisa importar médicos de Cuba, já que não tem competência para formar médicos no próprio país. Acredite: Há um programa governamental para isso.

- O Brasil gasta apenas 4% do seu PIB com saúde, e 12% com pagamentos de funcionários públicos. Nos últimos anos o gasto com funcionários cresceu, e com saúde encolheu.

- A França gasta 12% com saúde e 4% com funcionalismo.

- Resultado: Brasil é 72. entre 100 países pesquisados pela OMS, a França 7.

- O craque Zinédine Zidane já era mal visto no Brasil, por ser responsável direto por 2 derrotas humilhantes da “canarinha” em mundiais. Ao saber que o Brasil sediaria a Copa, Zidane afirmou que o Brasil tinha outras prioridades, como a saúde, não os Estádios.

- Ronaldinho Fenômeno rebateu a frase dizendo que “não se faz copa com hospitais”. 

vide http://www.youtube.com/watch?v=uRRoXJQf8f0

- A frase de Ronaldinho Fenômeno virou hit no Twitter e record e visualizações no youtube.

- O Pelé pediu para os Brasileiros esquecerem os problemas e curtirem a Copa.

HOSPEDAGEM:

- Paris é a cidade mais visitada do mundo, com quase 20 milhões de turistas / ano. São Paulo é menos visitada que a pequena Benidorm na Espanha, ou que a cinza Varsóvia, na Polônia ou a poluída Chenzen na China.

- São Paulo perde para Buenos Aires, Cuzco e outras cidades Sulamericanas.

- Nem no Brasil é a mais visitada. Ninguém faz turismo em São Paulo.

- Amarga o posto 68 na lista das mais visitadas do mundo.

- No entanto, um hotel em São Paulo custa em média 40% mais do que se hospedar em um equivalente hotel em Paris.

- Na época da Copa, um hotel de baixa qualidade em São Paulo chega a pedir 800Eurs por noite.

- Os brasileiros não tem hábito de intercambiar casas, alugar sofás ou hospedar pessoas por sites em internet.

- Leve adaptador de tomada. O Brasil adotou um sistema que só existe no Brasil, e muda a cada 4 ou 5 anos, gerando milhões para algumas empresas.

TELECOMUNICAÇÕES:

- Minuto de celular mais caro do mundo. 

- O sinal é péssimo, um dos piores do mundo.

- Brasileiro é o câncer da Internet.

- 4G não existe na maioria das cidades.

- A internet é horrível e caríssima. Para o Brasil chegar aos níveis do Iraque deveria dobrar o investimento em banda larga. 

SEGURANÇA:

- Se você não gostou do que leu até agora, o pior está aqui.

- No Brasil há mais assassinatos que na Palestina, no Afeganistão, Síria e no Iraque JUNTOS.

- No Brasil há mais assassinatos que em toda a AMÉRICA DO NORTE + EUROPA + JAPÃO + OCEANIA.

- A guerra do Vietnã matou 50.000 pessoas em 7 anos. No Brasil se mata a mesma quantidade em um ano.

- Ano passado foram 50.177 segundo o governo, segundo a ONGs superam 63.000 mortes.

- Todo brasileiro conhece alguém que foi assassinado.

- 1% dos casos resultam em prisão.

- Este 1% não chega a cumprir 1/6 da pena, e é beneficiado por vantagens que se dão aos criminosos.

- As prisões parecem masmorras e não recuperam.

- Rebeliões com dezenas de mortos, pessoas decapitadas, esquartejadas são frequentes.

- Recomenda-se levar uma pequenas quantidade de dinheiro para caso de assaltos. É comum assassinarem as pessoas que nada tem para o assalto.

- Não leve o cartão consigo, você pode ser vítima de uma espécie de sequestro que só tem no Brasil: “Sequestro Relâmpago”.

- Não use relógios, máquinas fotográficas, celulares, pulseiras, brincos, colares, anéis, bolsas caras, bonés caros, óculos caros, tênis caro, etc… vista-se da forma mais simples possível.

- Se for assaltado, não reaja.

- Não ande pelas ruas após as 22hs.

- Caixas eletrônicos não funcionam após as 22h30, devido aos assaltos. Os políticos, no lugar de aumentar a segurança, tiveram a brilhante idéia de proibir o cidadão de bem de tirar dinheiro do caixa.

- Os bancos fecham as 16hs.

- Só faça câmbio em bancos ou casas autorizadas. Existe uma grande quantidade de moeda falsa e estrangeiros são alvo fácil.

- Policiais são monoglotas. Aprenda frases como: “Eu fui assaltado”; “preciso de ajuda”, “estou ferido”, “sou francês, leve-me ao consulado por favor”

- Há falsas blitz para assaltar pessoas.

CONCLUSÃO:

- O que falta no Brasil é educação. Os números são assustadores, mesmo quando comparados com seus vizinhos sulamericanos.

- O Brasil tem uma porcentagem de universitários menor que o Paraguai;

- Apenas 3% dos Brasileiros são bilingues.

- A Argentina tem 5 prêmios Nobel, a Colombia 3, o Chile 3, a Venezuela 1, o Brasil??? Zero!

- Entre as 200 melhores Universidades do mundo, não tem nenhuma Universidade Brasileira.

- O país tem 13% de analfabetos;

- No Brasil há 33.000.000 de analfabetos funcionais.

- Ano passado surgiram 300.000 novos analfabetos.

- No ranking da ONU de 2012 o Brasil, que já estava mal colocado, caiu mais 3 posições, e hoje é o número 88 no mundo. (A França é 5.)

- O Brasil fica atrás de Belize, Ilhas Fiji, Tchad, Azerbaijão, Ilhas Maurícios, Uzbequistão, Mongólia, Paraguai, Trinidad e Tobago, Belarus, Tijiquistão, Botswana, São Tomé e Príncipe, Namíbia, Santa Lúcia, Moldavia…. até atrás da Palestina em guerra, o Brasil conseguiu ficar.

- UMA VERGONHA INTERNACIONAL mas o brasileiro está muito feliz de ser pentacampeão de futebol.

Nos corredores da FIFA se admite que foi o maior erro da história da Instituição eleger o Brasil como sede. O que se fala é que os dirigentes deveriam ter ouvido o grande Estadista Francês Charles de Gaulle, quando disse:

''O Brasil não é um país sério'






sábado, 11 de abril de 2015

corrupção: uma analise fria

CORRUPÇÃO: UMA ANALISE FRIA

Por Alacir Arruda

Segundo o ex Ministro Joaquim Barbosa –STF, “ a corrupção no Brasil esta na base de todas as nossas instituições”.  Essa fala analisada  friamente é preocupante, mas sem o componente da novidade. A  Deputada  Cidinha Campos do Rio de Janeiro, em uma de suas falas na assembléia legislativa  daquele Estado asseverou: “ a corrupção esta no DNA do Brasileiro”. Frases à partes, o que explica esse fenômeno tão nosso?

 As denúncias de corrupção que assolam o governo Dilma, com fundamentos diga se de passagem,  nesse seu  segundo mandato  da forma como tem sido divulgadas pela grande mídia passa a idéia aos menos informados  como se fossem uma característica do atual agrupamento político que está no poder. Tudo se passa como se pessoas de caráter duvidoso se aproveitassem do Estado em favor de seus interesses pessoais e grupais como se fossem uma característica do atual agrupamento político que está no poder.

Essa forma de veicular denúncias e indícios e, sobretudo, de interpretá-los, não apenas contribui para estigmatizar grupos políticos – no limite de sua criminalização, o que é um claro atentado à democracia – como, fundamentalmente, reafirma muitos dos mitos acerca do fenômeno da corrupção.

Deve-se notar que tais mitos são de variada ordem e se encontram espalhados pelo chamado senso comum e entre as elites, a começar pela mídia, que os espraia seletivamente. Sem a pretensão de esgotar todos eles, podem-se inventariar alguns:

 a colonização portuguesa, que seria essencialmente patrimonialista, em contraposição ao “poder local” e ao “espírito de comunidade” da tradição anglo-saxã, notabilizada por Tocqueville. Nessa imagem, haveria uma “inferioridade” da cultura e dos povos ibéricos, comparativamente a seus congêneres anglo-saxões, com conseqüências políticas nefastas a suas colônias. Assim, o patrimonialismo seria um legado do qual as ex-colônias jamais conseguiriam se livrar;

 a cultura brasileira, que não teria, mesmo após a independência e a República, conseguido separar o público do privado, mantendo as “raízes do Brasil”, conforme a análise culturalista de Sérgio Buarque de Holanda. Aqui, o universo miscigenado brasileiro, tão criticado por perspectivas eugenistas do início do século XX e mesmo por pensadores como Oliveira Viana, impregnaria as instituições com sua “amoralidade macunaímica” (a obra de Mario de Andrade é, nesse sentido, ironicamente sintética e crítica dessa perspectiva);

• o caráter (i)moral de grupos específicos que alçam ao poder, versão notabilizada pela UDN de Carlos Lacerda, intérprete da política à luz da moral (seletiva, diga-se) das relações pessoais: essa versão é bastante divulgada pela mídia contemporânea brasileira, com a mesma seletividade de então. Um exemplo dessa seletividade foi o processo de privatização, que, apesar de um sem-número de denúncias e indícios de corrupção no processo e na modelagem, foi sistematicamente negligenciado pela grande imprensa brasileira, em razão de seu apoio incondicional a ela De toda forma, o fato é que a análise moralista aparece como fator explicativo dos processos de corrupção, mas seus intérpretes a invocam seletivamente;

 a disjunção entre elites políticas e sociedade, como se as primeiras não fossem reflexo, direto e/ou indireto, da última. Trata-se de visão simplista, mas bastante difundida, quanto à desconexão entre eleitos e eleitores, em razão ou da “corrupção inescapável” dos que chegam ao poder, ou de uma inexplicável autonomia dessas elites perante o corpo de eleitores;

• a ausência de uma base educacional formal sólida como explicação para comportamentos não republicanos. Nessa perspectiva, desconsideram-se o chamado “crime do colarinho branco” e as diversas formas de “tráfico de influência”, típicos das elites, como os atos mais graves e praticados por pessoas “educadas”, em termos de educação formal. Assim, o mote do senso comum – “a educação é a base de tudo” – concede à educação formal um poder equalizador, republicano e democrático que decididamente ela não tem e não pode ter, dado que a escola é também reflexo da sociedade, com todas as suas virtudes e mazelas, mesmo que seja um ambiente mais propício, em tese, à reflexão. Com isso, de forma alguma se está advogando a desimportância da escola, e sim seu papel real na sociedade, particularmente no Brasil. Nesse sentido, os meios de comunicação de massa são claramente concorrentes, com enorme superioridade quanto aos impactos, à escola, pois sua capacidade de incutir comportamentos e valores, inclusive estéticos, é brutal, ainda mais em países como o Brasil, em que não há qualquer responsabilização desses meios, embora sejam concessões públicas;

• por fim, a ausência e/ou fragilidade de leis e de instituições capazes de fiscalizar, controlar e punir os casos de malversação dos recursos públicos, como se o país fosse “terra de ninguém”, desconsiderando-se os inegáveis avanços institucionais desde 1988. É importante notar o novo papel do Ministério Público, com poderes inéditos na história brasileira, desde 1988; a recente criação das Defensorias Públicas estaduais, que contribuem para a melhoria do acesso à Justiça pelos mais pobres; as funções fiscalizatórias da Corregedoria Geral da União; as revisões no papel dos tribunais de contas, entre tantas outras instituições e marcos legais organizados em torno dos conceitos de controles internos, externos e sociais (caso, deste último, das organizações da sociedade politicamente organizada na fiscalização do Estado).

Um fenômeno sociológico
Todas essas versões tendem a negligenciar que a corrupção, em graus variados, existe em todos os países e é, de certa forma, também um fenômeno sociológico. Reitere-se que tais versões, com suas variações, são disseminadas na sociedade brasileira, tanto entre as elites quanto entre o senso comum – aliás, as chamadas elites tendem a comungar dos valores do senso comum quando o assunto é corrupção.

Pois bem, em contraste às considerações culturalistas – de modo geral preconceituosas e simplificantes –, às moralistas, às generalizantes e às pouco refletidas, urge analisarmos a corrupção como um fenômeno intrinsecamente político, que se refere, portanto, à maneira como o sistema político brasileiro está organizado.

A lógica do sistema político brasileiro é marcada pela privatização da vida pública, não em termos moralistas aludidos, e sim quanto às estruturas que o sustentam. Vejamos: o financiamento das campanhas políticas é essencialmente privado, embora haja também uma pequena parcela de financiamento público via fundo partidário, o que abre espaço à disseminada prática do caixa dois, com todas as suas variações; o sistema partidário é fluido e altamente flexível, o que é uma realidade desde a redemocratização, constituindo a vida partidária, para grande parte dos atuais 28 partidos existentes atualmente, num grande balcão de negócios.

Expressões do jargão político brasileiro, como “partido de aluguel”, “venda do tempo na TV e no rádio” com vistas às campanhas eleitorais, e alianças partidárias que objetivam a distribuição de nacos do Estado, têm por trás uma cadeia de interesses privados empresariais, de tamanhos e graus diversos, o que tende a fazer dos partidos representantes de interesses privados setoriais.

O próprio imperativo de governar por meio de amplas coalizões, em razão da fragmentação dos sistemas partidário e eleitoral, tem como resultado tanto a construção de alianças sem qualquer confluência programática, como a necessidade de o Estado, nos três níveis da federação, alocar tais grupos. Isto impacta a coerência e a coordenação das políticas públicas e a busca de uma política que se aproxime da caracterização de “pública”, dada a rede de relações e interesses privados, notadamente empresariais, que estão por trás dos partidos políticos; entre outras modalidades.

Essas características produzem cálculos políticos nos partidos que os induzem a “jogar o jogo” das regras estabelecidas, não tendo, dessa forma, interesse em alterá-las: trata-se de um círculo vicioso.

A Reforma política desprivatizadora
Nesse sentido, é claro que a reforma política é uma necessidade imperiosa, a começar pelo financiamento público das campanhas, o que poderia contribuir para desprivatizar a relação dos partidos com o Estado. Mas isso somente se essa reforma for acompanhada por uma inovadora e leonina institucionalidade voltada para fiscalizar e punir o uso de recursos privados.

Não que, por mágica, os interesses privados desapareceriam da vida pública, até porque, no capitalismo, eles lhe são inerentes6, mas é possível diminuí-los ao se estabelecerem novos marcos, em que o privatismo seja, ao menos, controlado.

Assim, o norte da reforma política deve estar assentado no binômio “desprivatização” da vida pública e “aumento da representatividade e da responsabilidade” dos partidos, o que tem como consequência a diminuição de seu número.

Paralelamente à reforma política, há uma pauta permanente do Estado brasileiro, referente à transparência, à publicização, à participação popular e ao republicanismo.
Por mais avanços que a sociedade e o Estado estejam vivendo desde a redemocratização e, sobretudo, desde a Constituição de 1988, ainda há uma incrível opacidade que encobre esquemas poderosos de tráfico de influência.

As informações, que deveriam ser públicas, como contratos estabelecidos entre o Estado e os agentes privados, são de difícil acesso; a linguagem da administração pública continua hermética aos cidadãos comuns, a começar pelo orçamento; os mecanismos do chamado “governo eletrônico” não são voltados ao controle do Estado – o que implica controle sobre o poder dos agentes privados, associados à burocracia e a segmentos dos políticos eleitos –, e sim à prestação de serviços; o processo licitatório é flagrantemente burlado pela própria natureza oligopólica da economia brasileira, principalmente nas obras “públicas” que envolvem bilhões de reais; não há no país uma “cultura política” de prestação de contas, por mais que avanços sejam observados desde a redemocratização e mesmo pela intensa mobilização da sociedade politicamente organizada no Brasil.

Os mitos disseminados acerca da corrupção encobrem seu entendimento como fenômeno intrinsecamente político, com consequências sociais, políticas, econômicas e culturais. Mais ainda, as imagens e versões morais e moralistas escamoteiam os efeitos da desigualdade social histórica e profunda do Brasil, assim como a utilização do Estado pelas e para as elites.

A ainda vigente opacidade do Estado – cujos exemplos estão no orçamento, nos contratos que deveriam ser publicizados, nas informações teoricamente públicas, em sistemas decisórios pouco claros, e na ainda pouco institucionalizada participação popular – decorre, portanto, do caráter essencialmente político e histórico desse fenômeno.
O fato de mesmo o cidadão comum, pobre, não antever claramente a linha divisória entre o público e o privado é muito mais a expressão da forma como o Estado foi estruturado, e de sua apropriação por elites distintas ao longo do tempo, do que propriamente um fenômeno moral. Trata-se de um fenômeno político, de poder, por excelência!


sexta-feira, 10 de abril de 2015

de volta com ENEM

Como funciona a pontuação do ENEM?

No ENEM, candidatos com o mesmo número de respostas certas podem ter resultados finais diferentes.

Por Alacir Arruda

Muitos alunos me perguntam: “professor como calcular minha media do ENEM? Bom, isso é um pouco  complexo, mas nada que tire o sono de ninguém. Segundo uma pesquisa feita com usuários do site Guia do Estudante, apenas 14% dos estudantes afirmam entender muito bem como funciona a pontuação do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). 62% entendem mais ou menos e 24% não entendem como é calculado o resultado final.
Nos vestibulares tradicionais, as notas são calculadas de forma de que cada acerto vale a mesma coisa. No ENEM é diferente: candidatos com o mesmo número de respostas certas podem ter resultados finais diferentes. Um dos objetivos desse modelo é permitir que provas com níveis de dificuldade diferentes possam ser comparadas.
Dentro de cada prova do ENEM – Matemática e suas tecnologias, Linguagens, Códigos e suas tecnologias, Ciências da Natureza e suas tecnologias e Ciências Humanas e suas tecnologias (exceto a redação)  – foram estabelecidas escalas de proficiência. Essas escalas consideram que cada conhecimento adquirido é necessário para avançar naquela área. Ou seja, para aprender o conteúdo B é necessário conhecer o conteúdo A, e para aprender o conteúdo C é necessário ter aprendido o B.
Assim, para cada questão é esperado um determinado grau de proficiência. Ao mesmo tempo, espera-se que quem conhece o conteúdo B tenha respondido adequadamente uma questão sobre o conhecimento A. O objetivo disso é saber se há coerência nas respostas dos candidatos. A coerência é um sinal de que aquele conhecimento é sólido e que o acerto não foi apenas um “chute”.
“O que conta não é exatamente o número de acertos, mas, sim, o padrão de resposta, pois se procura estimar a consistência das respostas. Simplificando, podemos afirmar que, por exemplo, um respondente que acerte vários itens considerados fáceis e poucos difíceis provavelmente tenha acertado esses difíceis ao acaso e sua proficiência será estimada como baixa. Em contraste, outro respondente que acerte os mesmos itens fáceis e alguns de dificuldade média deve ter sua proficiência estimada como média”, explica o professor Ocimar Munhoz Alavarse, da Faculdade de Educação da USP.
Ou seja, no cálculo dos pontos, quando há coerência nas respostas, os acertos valem mais. Mas todas as questões respondidas corretamente contribuem com a pontuação. Por isso é melhor responder, mesmo tendo dúvidas, do que deixar uma questão em branco. Além disso, a nota mínima do ENEM não necessariamente é 0, nem a máxima é 1000. Esses parâmetros são definidos de acordo com o grau de dificuldade da prova.
O teste do teste
O processo de elaboração do ENEM inclui um pré-teste das questões. O INEP (órgão do Ministério da Educação que elabora o ENEM) aplica as questões para uma amostra de alunos com características parecidas com o do público que fará o exame. Com os resultados, três perguntas devem ser respondidas: essa questão é capaz de diferenciar os participantes que dominam uma habilidade e os que não dominam? Qual o grau de dificuldade dessa questão? Qual a chance de um participante acertar a questão por acaso? Isso define em que ponto da escala está a questão.
As questões que são reprovadas no pré-teste podem ser descartadas ou reformuladas; as questões aprovadas entram em um banco de itens para serem utilizadas nas próximas provas.
A teoria
Por trás desse modelo está a Teoria de Resposta ao Item (TRI). Essa teoria se baseia em uma função que tem em um dos eixos o grau de dificuldade da pergunta e em outro eixo a probabilidade de um candidato com aquela proficiência acertar essa questão. O objetivo é obter resultados consistentes e comparáveis. Por outro lado, o resultado depende de uma equação complexa e de parâmetros a que os candidatos não têm acesso. “A TRI permite alguns refinamentos na estimativa das proficiências de modo a discriminar melhor os respondentes, finalidade essencial de uma prova como a do Enem”, comenta o professor Ocimar.
Esse sistema de pontuação passou a ser utilizado pelo ENEM com a reformulação do exame. O ENEM, inicialmente, era destinado apenas à avaliação do sistema de ensino médio. A partir de 2009, também passou a ser utilizado para ingresso em universidades federais, obtenção de bolsas do ProUni e como certificação da conclusão do ensino médio.
A TRI também é usada nas provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), Teste de Inglês como Língua Estrangeira (TOEFL), Programa para Avaliação Internacional de Estudantes (PISA), entre outras.