sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

pre enem


PRÉ ENEM 2015

Por Alacir Arruda

Prezados alunos, gostaria de comunicá-los que  montarei um PRÉ ENEM em 2015, mesmo que eu tenha que custeá-lo com recursos próprios, como fizemos em 2013 e aprovamos 100%. Após ver esse vexame onde  mais de meio milhão de estudantes  zeraram a  Redação do último Enem e notas medíocres como 400, 500,  550 pontos, 600 pontos, eu, como elaborador de Itens do ENEM, desde 2006 e  avaliador Institucional do MEC desde 2002,  me sinto na obrigação e fazer algo que ajude mudar esse quadro. 

Como vocês sabem, não sou empresário da educação e não tenho posses além disso,  jamais compreendi a educação   como fim ($$$) e sim como meio de você chegar a algum lugar, mas preciso fazer algo.  É aviltante aquilo  que  hoje essas instituições de ensino  praticam no que se refere  a preparação dos alunos. Continuam usando a mesma metodologia que o sistema Anglo trouxe da Inglaterra na década de 40, e que funcionou muito bem por 60 anos,  só que o mundo mudou. Ou seja, o que fazem? Preparam o aluno para pré-vestibular num país onde isso não existe mais. Então, o  "coitado"  estuda feito um  "monge budista"  e vai fazer o ENEM, isso, sem qualquer embasamento do que seja esse exame,  o resultado é isso que hoje a mídia grita, motivo de piada ate da ´Presidenta, ( o que ela esquece,  quando faz piadinha no twitter, é que esses quasse 600 mil que zeraram a redação são "SEUS FILHOS", crias da incompetência do  próprio PT) .

Em suma, em 2015  colocarei em prática novamente aquele laboratório que fizemos em 2013, os interessados em compor esse grupo me mandem e-mail, o meu endereço de e-mail esta na descrição do BLOG acima, que em  fevereiro ja faremos a primeira reunião. Vou contactar um grupo de professores das áreas que  não domino, treiná-los a partir da matriz ENEM,  e vamos à luta. Se em 2013 aprovei 100% dos alunos em medicina, todos em federal, porque em 2015 não podemos repetir tal feito? Isso não é mágica, vocês me conhecem, isso é trabalho...Poucos aguentarão até o fim, mas aqueles que seguirem  ate o final do projeto, tenham a certeza que estarão preparados para o ENEM 2015.

Quanto aos cursinhos e escolas que resistem  em implantar a  metodologia ENEM, eu só posso lamentar, não pelos donos que são empresários, mas pelos seus alunos, eles não merecem isso. Temos em nossa cidade escolas com mais de 800 alunos, entre terceiros anos e cursinhos, que cobram mensalidades entre 1.000,00 e 1.500,00, algumas são consideradas escolas de "elite", dai a aprovarem 3, 4 alunos em medicina nas federais "É UMA VERGONHA ALHEIA". Quando trabalhei no Anglo tamandaré e Objetivo de  SP a ordem era aprovar 60% dos alunos matriculados no cursinho e 40% dos alunos de terceiros anos, em 8 anos lá, nunca vi números diferentes desses, logo, falo com conhecimento de causa.. é possível.  2013 eu tinha 18 alunos 11 queriam medicina e 7 engenharias, hoje todos já caminham para o 2 ano de seus sonhos em federais espalhados Brasil afora.. Isso  só  foi possível porque colocamos em pratica o tripé: Trabalho, Planejamento e Conhecimento ..


Vamos à luta......

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

reflexão

PARA REFLEXÃO


"Depois que aprendi a pensar por mim mesmo, nunca mais pensei igual aos outros."



Fica ai a sugestão...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

politica (gem) brasileira

A GRANDE HIPOCRISIA CHAMADA: POLÍTICA BRASILEIRA

Por Alacir Arruda 

As idiossincrasias que regem a nossa política são compreensíveis e aceitáveis apenas em um país como o nosso. Não há nação no mundo que aceite tal comportamento de seus homens públicos e permanece na inércia. Senão vejamos:

O atual ministro da educação, recém empossado por Dilma Roussef, Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, por exemplo, é um caso a ser estudado sociologicamente. Cid governou o Estado do Ceará no período (2006-2010) -antes havia sido Deputado e Prefeito de Sobral- e juntamente com seus irmãos, loteou este Estado se apossando de todos os seus limites e usando de todos os artifícios legais e ilegais para se manterem como "coronéis" dando as cartas na política daquele Estado. Sarney deve ser o ídolo deles. Interessante é que a frase mais conhecida do, hoje, Ministro da Educação, Cid Gomes é: “ Quem desenvolve atividade pública deve colocar o amor pelo que faz na frente do retorno financeiro. Quem entra em atividade pública deve entrar por amor, não por dinheiro” (sic). Essa frase foi proferida durante a greve dos professores do seu Estado em 2011, só lembrando que greve é um direito Constitucional ( LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989) . Esse senhor disse ainda:


Bom, vamos analisar com calma todas as colocações desse senhor para que não incorramos em injúria . Primeiro ele diz que a atividade publica deve ser exercida de forma voluntária, feita por amor, quem la está, não deve buscar retorno financeiro. Como então ele explica o crescimento exponencial de seu patrimônio desde que se tornou político? Apesar de ter declarado à Justiça Eleitoral um Patrimônio de pouco mais de meio Milhão (511.000,00) estima-se que o patrimônio desse senhor é pelo menos 20 vezes maior que isso. Os irmãos Cid, Ciro e Ivo Ferreira Gomes agem com uma atitude despótica no Ceará. Criaram uma oligarquia e uma superioridade que os habilita a agir dessa forma — diz um vereador de Fortaleza. 

“Vivemos no Ceará o império de um governante que se estabelece como um monarca absoluto. Quem garante que não houve superfaturamento e outros desvios? Além dos gastos que podem ter sido superfaturados com essa frota nova, temos um levantamento de gastos com aluguel e frete em jatinhos e helicópteros no governo Cid que chega a R$ 68 milhões. Que governo para voar! Isso é o que eu chamo de governo voador — criticou Heitor Ferrer, vereador.”

O desabafo desse vereador veio após e então governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), ter “montado” uma frota de helicópteros, integrada por quatro aeronaves equipadas com o que há de mais moderno — sem licitação. Enquanto a União discute, há anos, qual empresa estrangeira (alemã, sueca, francesa ou americana) oferece melhores condições para a compra de caças para a Aeronáutica, Cid Gomes não teve dúvidas: usou uma brecha no Programa de Modernização Tecnológica da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que dispensa licitação especificamente para compra de equipamentos — não exatamente helicópteros — para operar, junto ao banco alemão MLW Intermed, a compra milionária de quatro helicópteros biturbinados. Até agora, pelas três últimas aeronaves que chegaram em setembro de 2013 o governo do Ceará desembolsou à época R$ 78 milhões, lembrem-se que 10% são sagrados como todos sabem.

E tem mais. Uma investigação da Polícia Federal foi realizada, em 2010, sobre um suposto desvio de 300 milhões de reais de verbas do Ministério da Integração Nacional, entre 2003 e 2009, quando seu irmão Ciro Gomes era o titular da pasta, para financiar campanhas políticas dele e do irmão Cid Gomes. A investigação também apurou o alegado envolvimento de Cid Gomes e do político cearense Zezinho Albuquerque em um esquema de desvio de recursos. ( Fonte Wikipedia)

É, os nossos políticos, salvo algumas exceções, que ainda não vi, se apoderam da coisa pública de tal forma que criam um Estado patrimonialista, onde não distinguem direito o que é público do que é privado. Todas as funções reduzem-se a incumbências ditadas pelo interesse de família ou de clã. Ao contrário de outras culturas, onde a política é um meio para favorecer os negócios, para os latino-americanos ela é o grande negócio em si. O princípio básico da economia patrimonialista, segundo Vélez, é: “privatização dos lucros, socialização dos prejuízos”. 

A coisa funciona mais ou menos assim: quem não faz parte do andar de cima, acaba pagando as “aventuras dos tiranetes”. A variável política tem preponderância sobre a variável econômica. A troca de favores é o meio para o sucesso, e não a meritocracia. Conforme Octavio Paz constatou, “o Estado moderno é uma máquina, mas uma máquina que se reproduz sem cessar”. O patrimonialismo, o aumento de patrimônio, o nepotismo e o clientelismo são, as vias que levam ao autoritarismo, através dessa crescente concentração de poder e abuso do dinheiro publico. 

Diante do acima exposto, quem é CID GOMES para dar lição de moral em alguém? Com que autoridade ele afirma que o serviço publico é para abnegados? Ele é um abnegado? Trabalha gratuitamente para o povo? Ora, deixemos de tagarelice senhores políticos e assumam que usam o serviço publico como meio de ascensão social em um país de ignorantes-iletrados. 

Faço aqui uma sugestão ao senhor Cid Gomes



terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Nunca deixe de nadar

QUANDO A ÚNICA ARMA  QUE NOS RESTA É A SUPERAÇÃO..

Por Alacir Arruda

Fracasso..ah....o Fracasso, como é difícil lidar com ele. Nossos ouvidos não foram doutrinados para ouvir não,  os nossos olhos para ver a cólera e nossa mente para aceitar o fracasso. O problema é que na vida não precisamos acertar sempre, mas a cada dia errar menos. E é necessário que a cada erro, aprendamos o máximo possível para que esses erros tornem-se experiências aproveitáveis, das quais precisaremos no futuro, para não cometer os mesmo erros.
Mesmo sabendo que muitas dessas experiências machucam, nos trazem lembranças que fazem sofrer e que preferimos esquecer. Ainda assim, temos que ter consciência que devemos aproveitá-las para a cada dia errarmos menos e acertarmos mais. Porque a vida é assim, cheia de surpresa e precisamos aprender a conviver com ela, caso contrário, não conseguiremos ser alguém.

E certamente não estamos aqui por acaso, sem razão, à toa, sem um objetivo a conquistar. Estamos em busca de um espaço para deixarmos de ser mais um neste mundo. Por isso temos obrigação de aprender a viver e conviver com a realidade, tendo consciência de que em nossas mãos está o nosso futuro. Dependendo principalmente do que somos no presente, o que seremos neste futuro bem próximo.

Precisamos ter em mente algo muito importante: devemos ser sempre nós mesmos, respeitando ao nosso próximo como a si próprio.
Quando enxergarmos que isto está acontecendo, então sentiremos que nossos erros tornaram-se experiências. E que isso, é como um sinal de nosso amadurecimento. Ou seja, que deixamos de ser crianças e passamos a ser adultos, não no físico e sim no mental. Segundo Osho:


 Antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.  Ele olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar.
Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!


Dizem que as palavras convencem, mas os exemplos arrastam, então segue abaixo uma serie de exemplos de pessoas que um dia também esteve assim como você.


· JOEL CARRION 

Aprendi a ler e terminei o ensino medio na mesma escola publica em Guaiba.Fiz vestibular em 1996, 1998 e passei na UFRGS em 1999. Insisti na UFRGS por não ter mínimas condições de pagar uma particular. Sempre precisei trabalhar e estudar, desde meus 15 anos de idade. Este ano, faltando 4 cadeiras para me formar em Economia, fui jubilado da UFRGS, uma regra interna discutivel, pois basicamente penaliza as pessoas que tem dupla jornada e nao podem se dedidar integralmente a faculdade. Em meio a elaboração do meu Trabalho de Conclusão, me vi obrigado a fazer provas do Enem e apos, do vestibular. Passei, entre os 40 primeiros colocado para Economia, tomando a vaga de um adolescente por "culpa" do regimento interno da UFRGS. Em janeiro passo no vestibular. Em dezembro deste ano me formo !

Guaíba - RS - Brasil22/01/2011 | 10:48

· Bruno Klasman 

Tenho uma amiga que esta fazendo medicina.. após fazer mais de 35 vestibulares . Por varias vezes emprestei meu ombro para ela chorar a cada resultado negativo. Um exemplo de superação primeiro por ser Branca, não entra em nenhuma cota e segundo porque e de classe media também não tem cota. Um exemplo de superação pois queria a UFSC e passou. Voce também um dia conseguirá! Força não desista....

Porto Alegre - RS - Brasil21/01/2011 | 20:33

· Vera Ferreira 

a história de superação mais incrível que já li foi a do morador de rua que conseguiu aprovação no vestibular de Matemática na UFRGS, pois minha filha também é estudante da universidade e veio de escola estadual, mas sempre teve muito apoio para estudar. Não sei se ele (estudante de Matemática) continua estudando pois, passar em Cálculo é puxado, mas gostaria muito que ele continuasse, tem uma linda história.

guaíba - RS - Brasil21/01/2011 | 19:40

· Jorgina Leite 

Sabe o que é conseguir a vaga em uma federal e abrir mão por falta de estrutura financeira? Pois isso aconteceu com meu filho ano passado. Ele conseguiu através do Enem vaga na UFPEL, mas não teve condições de se mudar de mala e cuia para Pelotas. Hoje ele está no listão da UFRGS, sem cursinho, na raça mesmo. Guardem esse nome: Luís Antônio Leite Francisco da Costa - bixo Ciência da Computação 1º semestre. Valeu, campeão!

Canoas - RS - Brasil21/01/2011 | 19:37

· Priscila Menezes primenezes.poa@gmail.com

Considero minha história de superação, aos 17 anos (1999) engravidei da minha filha, mas consegui terminar o 3º ano, em uma escola pública e técnica (ETS do HCPA). Além de pública eu não tinha todas as matérias devido as cadeiras técnicas. Em 2000 comecei a trabalhar como Técnica em um hospital e me dedicar para fazer o vestibular, passei em Enfermagem na UFRGS, de primeira, com um bebê de 1 ano e vindo de escola pública. Peguei a greve de 2001, comecei as aulas em dezembro/2001, cursei até 2003/1 (4 semestres) até que fui chamada para trabalhar no Banrisul, concurso que eu havia feito também em 2001. Como não conciliou meus horários, tive que abandonar Enfermagem, pois na UFRGS o curso é diurno, e eu não poderia perder a oportunidade. Passaram alguns anos, em 2006 resolvi fazer vestibular novamente, mas agora para um curso noturno e que eu pudesse aproveitar no banco, então novamente, BIXO UFRGS 2006. Quase me formando. Com muito orgulho!!

Porto Alegre - RS - Brasil21/01/2011 | 19:10

· Jeanne Schmidt 

Estudei em particular até a 8ª série, e como morava em cidade pequena e meus pais não tinham dinheiro pra me mandar fazer o ens. médio em uma cidade maior, acabei fazendo o ens. médio em escola pública. Era uma escola de ensino fraco, e só fui ver o quão grande era sua fraqueza no primeiro vestibular, que prestei para Arquitetura, em 2007 e fiquei bem longe de passar. Entrei em uma particular, fiz dois semestres, não gostei e no início de 2008 comecei a fazer cursinho, o qual paguei com o meu próprio dinheiro. Prestei para Jornalismo em 2009 e não passei. Fiquei mal, sem saber o que fazer, então comecei a estudar em casa, com o material do cursinho, já que não tinha dinheiro para pagar mais um ano, meu pai não iria bancar e, na verdade, nem queria fazer de novo. Abri mão de muita coisa, vi muito pouco os meus amigos, quase não saía de casa. Fui bem recompensada: passei em 9º lugar em Fonoaudiologia, tirando 18 na redação, no vestibular de 2010.

POA - RS - Brasil21/01/2011 | 19:07

· Ricardo Herbstrith 

Minha filha Evelyn Grabin Herbstrith. Passou na PUC em Comercio Internacional e veio para a praia e disse: Nem vou fazer a UFRGS. No dia anterior resolveu ir para Porto Alegre e, bem descansada, fez as provas. Hoje, acho que ela mais do que ninguem, supreendeu-se com o nome no listao. Buenas, muito orgulho de pai e muito respeito pela inteligencia da minha filha. PArabens filhota.

Porto ALegre - RS - Brasil21/01/2011 | 19:03

· LUIZA HELENA MOLL 

Débora Cristina da Silva finalmente chegou lá. Era um "bichinho de goiaba", com medo de tudo e horizontes limitados. Familia humilde, trabalhadora e contexto cultural limitado pela estratificaçao economico-social.Depois de violenta sacudida psicológica ela despertou e foi à luta.Puxou-se,entrou na La salle,Química, cursou tres créditos/semestre,remuneração de estágio, tostões contados para créditos e transporte. Não deu, magreza e poupança..absolutas. No sem/III saiu, foi cursar o Técnico em Química do Don Bosco.Concluí,com sucesso,muito trabalho,ainda contando moedas e caminhando léguas para não gastar, estudando até altas horas para o ENEM e a UFRGS.2011,VENCEU NA UFRGS.SEM/II começa o Curso de Química. Aproveitará os créditos. Mas o gosto da vitória com custos e sacrifícios pessoais e da mãe é efetivamente a SUPERAÇÃO. A MÃE,massacrada pela lombar,cervical, NAS FACHINAS, TEVE INFLUÊNCIA FUNDAMENTAL.PELO EMPENHO,CARÁTER,ÉTICA, HONESTIDADE.Débora superou-se por ela, pela mãe,parentes.

Porto Alegre - RS - Brasil21/01/2011 | 18:15

· Priscilla Blank Netto 

Com certeza a minha história foi incrível...Em meados de Janeiro de 2005 saí de Santa Maria com uma empresa de excursão e quebrou o bus perto de Venâncio Aires,logo quando cheguei a Poa precisava ir à casa da minha madrinha,pois me hospedaria lá,mas o telefone dela só chamava,então uma amiga me abrigou em sua casa em São Leopoldo e fui de trem com uma mala bem grande. Chegando em São Leo descobri que tinha deixado minha identidade em Santa Maria, minha mãe mandou o documento pela Planalto. Era meia noite, faltando algumas horas para prova e nada de chegar na Rodoviaria o doc, fui para casa da minha madrinha, pois consegui achar ela, e acabei dormindo, foi quando meu padrinho me acordou as 3 e meia da manhã me avisando que chegou na Rodo de poa meu documento com foto para fazer o vestiba,UFA, la fomos nós as 6 da manhã para pegar. Fui fazer a prova, no segundo dia me perdi do local da prova, mas cheguei a tempo. Na volta o bus estragou, mas passei para Farmacia na UFRGS e UFSM.

Porto Alegre - RS - Brasil21/01/2011 | 17:34

· Gabriela das Neves 

Bom a história de superação foi da minha filha, pois ela estudou em uma escola estadual e não fez nenhum curso de vestibular, mesmo assim na primeira tentativa de entrar em uma Universidade Federal não deu outra, lá esta ela, entre os 5.018 classificados. Muito orgulho e gostinho de missão cumprida. Joine (mãe coruja).

Canoas - RS - Brasil21/01/2011 | 17:21

· Flávia Girelli Machado 

A história de superação foi a minha. Eu estudei durante 3 anos para entrar na UFRGS, estava tentando o curso de Letras e quando consegui em 2008, não pude estudar, pois não consegui conciliar os horários com meu serviço, no fim tranquei. Resolvi escolher o curso de Administração, pois tinha opção de curso noturno e poderia estudar sem prejudicar meu serviço.Em 2009 me organizei de novo e comecei a estudar em casa para tentar novamente o vestibular mais concorrido do estado. E com a graça de Deus e meu esforço consegui passar novamente no vestibular do ano passado. Fui Bixo 2010, e estou muito feliz!!! Afinal, passar 2 vezes no vestibular mais concorrido não é para qualquer um né?!

Porto Alegre - RS - Brasil21/01/2011 | 17:13

domingo, 4 de janeiro de 2015

o que esperar de 2015

O QUE ESPERAR DO BRASIL EM 2015..???

Por Alacir Arruda

Iniciamos mais um ano e com ele aquela velha pergunta: “ Como será 2015”? Bom,  responder isso cientificamente  é mais complexo que você procurar um “Pai de santo, uma Cigana ou Taróloga”  com eles é bem mais fácil. O Brasil vai mal, isso é uma constatação. Jornais de renomes como; Daily Mail da Inglaterra, New York Times dos Estados Unidos e Le Monde da França apostam na  nossa bancarrota econômica nesse ano.  Outros, como o espanhol El País e o conservador  Washington Post, acreditam, que isso só ocorrerá em 2016. Previsões estrangeiras à parte a  verdade é uma só: “ 2015 será um ano  difícil”, em todos os sentidos. Senão vejamos.

Começamos pelo descrédito do atual governo, envolvido em “maracutaias”, e escândalos de corrupção (mensalão, petrolão) jamais vistos na historia desse país que depõem contra a sua estabilidade. O quase falimento de nossa maior Estatal, Petrobras, é outro componente negativo que esse governo carrega, além do total aparelhamento do Estado com os seus mais de 45000 cargos de confiança e seus 40 ministérios, fardos  que inviabilizam  qualquer possibilidade de investimentos estruturais que urgem.

A total incapacidade de gestão demonstrada, já no seu primeiro mandato, coloca Dilma Rousseff como a presidente mais “incompetente”  da historia desse país.  E não vai aqui nada  pessoal, os números dizem isso. Pela primeira vez, em 20 anos, a balança comercial brasileira fechou em Déficit, ou seja, compramos mais que vendemos,  isso comprometeu o Superávit Primário, que é a economia que país faz  para pagar os juros da divida. O PIB, parece cômico se não fosse trágico, o Brasil nada cresceu em 2015, seu  crescimento foi de  0% , UMA VERGHONHA frente aos 6% da Rússia, 4% da África do Sul 8% da Índia e 9% da China ( números ainda precoces), países que,  como o nosso, fazem parte dos chamados BRINCs, ou seja emergentes. O Brasil com 0% de PIB emergente??

Mas a coisa piora quando falamos de investimentos em infraestrutura, ( Estradas, Portos, Hidrovias, Saneamento etc..) que são os  grandes problemas desse país. Das 20 obras, tão alardeadas pelo PT,  que compõe o chamado      PAC I,   17 estão paralisadas  por ordem judicial sob suspeita de superfaturamento,  sem falar do PAC II que ate hoje não passou de promessas.  A divida externa brasileira bateu Record em 2015, chegando a “pasmem”  3 TRILHÕES  E 130 BILHÕES de reais, ou seja, o Brasil deve o equivalente a seu PIB. Isso significa que  precisaríamos “vender” o nosso país para quitar essa dívida.

Na educação a coisa não é  menos diferente a começar pelo novo Ministro nomeado pela Presidenta para assumir a pasta da educação, o Sr. Ex Governador do Ceará, CID GOMES     ( irmãozinho do Ciro). Esse senhor é autor de uma das frases mais emblemáticas que já ouvi ate hoje  sobre professor. Quando os professores do seu Estado (Ceará)  entraram em Greve (que é um  direito constitucional)  em 2011  este senhor teve a capacidade de expressar o seguinte: “ quem desenvolve atividade pública deve colocar o amor pelo que faz na frente do retorno financeiro. Quem entra em atividade pública deve entrar por amor, não por dinheiro” (sic).  É mole? Esse homem  que vai gerir a nossa educação nos próximos 4 anos. Estamos bem?  Bom,   como nada é tão ruim que o PT não possa piorar,  eu não  poderia deixar de dizer que somos, graças ao interesse e preocupação desse governo,  penúltima PIOR educação do mundo, segundo relatório do PISA  2014 da ONU. Estamos à frente de países como:  Haiti, Mali, Bangladesh, isso muito me alivia...

É isso, criticas à parte, sobraram nós, o povo brasileiro, este sim, um sobrevivente diante de tantos desmandos. Torçamos para que em 2015 a nossa indignação supere a nossa capacidade de resiliência e possamos cobrar daqueles que se auto intitulam “lideres”,  que  “criem vergonha na cara”  e não façam na vida pública aquilo que eles estão acostumados a fazer na “privada”..

VEJAM SE EXAGEREI....


E O CARA É DA GLOBO...



Pronto...falei!!


sábado, 3 de janeiro de 2015

Schopenhauer e a negação

Arthur Schopenhauer e a Negação do Querer

Por Alacir Arruda

Arthur Schopenhauer se tornou o meu filósofo predileto, não apenas pelo seu pessimismo em ralação ao existir mas, sobretudo, pela audácia de enfrentar o idealismo alemão comandado por Kant e Hegel que invocavam o individuo como um ser insuperável e o conhecimento cientifico como fim e não com o meio,  além de sofrer em  uma sociedade movida pela razão instrumental.

A vida, como mostra Schopenhauer, está fadada ao sofrimento. Deste não há como fugir senão por uma espécie de resignação alcançada pela negação do querer, a qual “de maneira alguma significa a eliminação de uma substância, mas o simples ato de não-querer: o mesmo que até agora quis, não quer mais” (Schopenhauer, 2005, p. 291, § 161). Se a vontade sempre quer, a todo o momento busca se afirmar e, por isso, consome o homem em seu intento, somente pela sua negação ele consegue pôr fim a ela. Ao contrário do que se poderia pensar, não é extinguindo a própria vida que a vontade cessará. 

A negação está comprometida com uma atitude frente a esse sofrimento, a uma busca por uma visão da unidade que existe no mundo, a uma elevação da percepção dos seres e das coisas assim como de si mesmo. Normativamente, Schopenhauer não indica que algo deva ser feito. Tampouco afirma que negar a vontade seja a coisa certa a fazer. Que se busque a tranqüilidade e a paz para a própria alma, é algo que cabe ao indivíduo escolher. Sua ética não é prescritiva, não ordena nada, não estabelece princípios. 

O caminho para a negação é apontado, mas não se apresenta como imposição. Como a vontade não pode ser conhecida enquanto coisa em si, mas somente na sua forma fenomênica, o modo como deve ser acessada não se dá pelo conhecimento abstrato, ou seja, por conceitos. A vontade se expressa, ou melhor, se objetiva adequada e imediatamente em Idéias, que dão origem à multiplicidade dos seres e coisas. Elas são objetos da representação que, entretanto, não são conhecidas pelo indivíduo, somente pelo sujeito puro do conhecimento, ou seja, implicam uma mudança no sujeito para que possam ser apreendidas. 

Cada indivíduo exprime, pela sua existência, a Idéia que é uma objetivação da vontade. Cada ser, portanto, é uma objetivação mediata da vontade (como coisa em si) que se submete ao princípio da razão. A Idéia confere a ele a forma como se individualiza, porém, está fora do domínio do princípio da Controvérsia 

Somente o indivíduo é que está encerrado nas formas apropriadas para sua determinação conforme a vontade. Nele se expressa a vontade individual, que forma seu caráter inteligível. Em resumo, a vontade, ainda que seja essência de tudo o que existe, pode ser desdobrada em outras duas formas. De acordo com Salviano, “há assim três formas de compreendermos o conceito de Vontade na filosofia Shopenhauriana: como Coisa em si ou Vontade noumênica; como vontade individual ou Idéia platônica; e como vontade ou querer fenomênico” (Salviano, 2005, p. 89).

O indivíduo, desse modo, manifesta aquela Vontade noumênica tanto na sua própria individuação, possível em virtude da forma que adquire mediante a decomposição da Idéia, a qual forma seu caráter (embora como indivíduo ele seja determinado, a Idéia que o originou se mantém fora do princípio da razão), e no seu querer, que é a Vontade expressa na ação do homem. Essas formas de compreender a vontade são importantes para sabermos em que nível a sua negação é possível.



domingo, 28 de dezembro de 2014

Nietzsche e a moral

NIETZSCHE: PARA ALÉM DA MORAL DOS FRACOS..
Por Alacir Arruda

Fridrich Nietzche- Filósofo alemão 1844-1900

Preciso assumir uma verdade: Não consigo ficar mais que dois meses sem escrever algo sobre Nietzsche. A sua filosofia me atrai como um imã,  e a cada vez que releio suas obras mais me encanto com esse “transgressor dos costumes”,   um homem além do seu tempo, ou como ele mesmo dizia: “eu não sou um homem, sou uma dinamite”. Sem Nietzsche não existiria Freud, a  Psicanálise, a física quântica, o existencialismo, os movimentos contra culturais como Generacion Beats, ou os avanços nos estudos da Genética (DNA). Ao condenar a moral ocidental como “deformadora de homens” Nietzsche abre o caminho para o conhecimento como algo libertador.

O pensamento de Nietzsche se orienta no sentido de recuperar as forças inconscientes, vitais e instintivas subjugadas pela razão durante séculos. Para tanto, critica Sócrates por ter encaminhado pela primeira vez a reflexão moral em direção ao controle racional das paixões. Segundo Nietzsche, nasceu aí o homem desconfiado de seus instintos, e essa destruição culminou com o cristianismo, acelerando o processo de "domesticação" do homem.

A moral cristã é a moral do rebanho, geradora de sentimentos de culpa e ressentimentos, e fundada na aceitação do sofrimento, da renúncia, do altruísmo, da piedade, típicos da moral dos fracos.
Por isso Nietzsche defende a transmutação de todos os valores, superando a moral comum para que os atos do homem forte não sejam pautados pela mediocridade das virtudes estabelecidas. Para tanto é preciso recuperar o sentimento de potência, a alegria de viver, a capacidade de invenção.

Nietzsche desenvolve uma crítica intensa aos valores morais, propondo um estudo da formação histórica dos valores presentes na cultura ocidental. Para ele, ao contrário do que pensa a tradição ocidental, não existem noções absolutas de bem e de mal. Estas noções são produtos histórico-culturais, elaboradas pelo homem a partir de interesses humanos, mas que, as religiões impõem como se fossem produtos da “vontade de Deus”.

Aceitar tais valores como provenientes de uma existência divina traz perigos ao desenvolvimento humano. A estes valores o pensador chama de “moral de rebanho”. As pessoas acomodam-se diante das dificuldades e submetem-se docilmente aos valores dominantes da tradição cristã e burguesa, não enfrentando o desafio de viver as próprias vidas, responsabilizando ou esperando que uma potência externa a nós (Deus) faça o que o indivíduo deve fazer.

Moral de escravos: é herdeira do pensamento socrático-platônico - que provocou a ruptura entre o trágico e o racional - e da tradição judaico-cristã, da qual deriva a moral decadente (tentativa subjugação dos instintos pela razão). A moral de escravos nega os valores vitais à procura da paz e do repouso. O indivíduo fica enfraquecido, pois tem diminuída sua potência. A alegria é transformada em ódio, a conduta humana torna-se vítima do ressentimento e da má consciência - sentimento de culpa e a noção de pecado.

Moral de senhores: é a moral que visa a conservação da vida e dos instintos fundamentais. Funda-se na capacidade de criação, de invenção, cujo resultado é a alegria, consequência da afirmação da potência. O indivíduo que consegue se superar é o que atingiu o “além-do-homem”, aquele que consegue reavaliar os valores, desprezar os que o diminuem e criar outros que estejam comprometidos com a vida.

A solução: Uma vez que a moral para Nietzsche é uma invenção dos fracos, que inverteram o sentido de bom e virtuoso para favorecer o ascético, o que nega o corpo em favor da alma, e que portanto nega a vida. Nietzsche é favorável aos homens guerreiros, fortes, que com apenas uma inflexão afastam de si todas as culpas anteriores e toda a mesquinhez moral. Nietzsche defende ainda, que os homens não são, em última instância, os responsáveis pelo que são e conseqüentemente pelos suas ações. Portanto não deve sentir mal-estar pelo que fazem. 

Logo: A moral pretende embutir nos homens este sentimento de mal-estar e culpa devido a ações feitas contra esta moral com o objetivo da coibir estes atos ou pensamentos. Este é um dos motivos pelos quais Nietzsche é contra a moral.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Enem venceu

POR QUE AS ESCOLAS DEVEM  SE AJUSTAR AO ENEM..E NÃO O CONTRÁRIO?

UFBA, UFRGS, UFPA e UFPE confirmam que pretendem adotar Enem 100%


Por Alacir Arruda


Quando defendo uma mudança do atual modelo adotado, sobretudo pelas escolas particulares e cursinhos, quanto a um novo direcionamento do ensino médio, o faço baseado em fatos. Vestibulares tradicionais estão com os dias contados,  e a escola que não adotar a Matriz Enem como referência capacitando seus professores, corre o risco de fechar, como já ocorreu com grandes escolas de SP. E aqui não é uma questão ideológica, se o ENEM é melhor ou pior que vestibulares, isso é  uma realidade e resistir é sintoma de pouca inteligencia.

Alheias às polêmicas que envolvem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), as universidades brasileiras estão cada vez mais próximas de cumprir com a meta do Ministério da Educação (MEC) de acabar com os tradicionais vestibulares ate 2017. Levantamento feito pelo Terra nas dez maiores instituições federais aponta que quatro delas já desistiram das seleções próprias e agora escolhem seus alunos exclusivamente pelo exame nacional. Das seis que ainda não abriram mão do vestibular, quatro confirmam que devem fazer mudanças ainda este ano. As outras duas - Universidade de Brasília (UnB) e Federal da Paraíba (UFPB) - preferiram não responder ao questionamento.

A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um gigante com cerca de 50 mil alunos, anunciou o fim do vestibular para aderir ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que usa a nota do Enem para selecionar os estudantes. A instituição seguiu o exemplo da Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Federal Fluminense (UFF), Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e praticamente 100 outras universidades públicas de todo o País que passaram a usar o Sisu. Na lista das dez maiores instituições federais – com base no último Censo da Educação Superior – a Federal da Bahia (UFBA), Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Federal do Pará (UFPA) e Federal de Pernambuco (UFPE) confirmam que a discussão sobre a adoção integral ao Enem será levada a discussão nos conselhos universitários ainda este ano, com a possibilidade de mudanças para a próxima seleção de novos alunos.

De acordo com a pró-reitora da UFPE, Ana Cabral, as mudanças devem ser anunciadas em breve, já que provocam impacto na vida de milhares de estudantes que já estão se preparando para os vestibulares tradicionais. "Vamos levar esse debate para a reunião do Conselho Universitário. Não temos uma data ainda, mas a gente tem que fazer isso logo, no mês de abril, porque as escolas precisam saber disso", afirma a pró-reitora. Para ela, as últimas polêmicas envolvendo a correção das redações – estudantes receberam boa nota mesmo fazendo "deboche" com receita de macarrão e hino do Palmeiras – não devem afetar a decisão dos conselheiros.

"Quando surgiu a possibilidade do Enem como processo de vestibular, as pessoas ficaram um tanto cautelosas, porque era uma coisa nova, mas agora está no sexto ano, sofreu aperfeiçoamento. Na última edição, não teve nenhum problema", justifica. Atualmente, a UFPE utiliza o Enem como primeira fase do vestibular, mas para Ana Cabral a universidade já está pronta para aderir completamente ao Sisu. "Claro que eu não posso garantir que isso vai acontecer este ano porque não sou eu quem decide, isso é atribuição do conselho", garante.

Na UFBA, o Enem também substitui a primeira fase da seleção e já é a única opção para candidatos aos cursos tecnológicos e interdisciplinares. A expectativa da reitoria é acabar com o vestibular ainda este ano, embora o pró-reitor de Graduação, Ricardo Miranda, confirme que mudanças significativas como essa ainda encontram resistências na universidade. "A reitoria propôs essa mudança e já iniciamos a discussão. Claro que isso leva tempo até todos os conselhos fecharem acordo, geralmente essas mudanças significativas não ocorrem de um ano para outro."

A primeira discussão na UFBA já tem data. No dia 4 de abril, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC responsável pelo Enem, vai participar de uma reunião na universidade. O objetivo: convencer os conselheiros sobre a importância do exame nacional. Em entrevista ao Terra na semana passada, Luiz Claudio Costa confirmou a agenda, mas disse que não faz nenhuma pressão para que as universidades acabem com os vestibulares. "Sempre participo dessas reuniões quando sou convidado pelas instituições, mas todas têm completa autonomia para decidir se querem ou não aderir ao Sisu", disse Costa.

Embora o Enem ainda enfrente resistências na UFPA, o pró-reitor de graduação, Mauro Miranda, diz que a discussão deve ser levada ao conselho universitário no primeiro semestre deste ano. Atualmente a universidade usa o Enem como primeira fase, o que, segundo Magalhães, "funciona bem". "Gostamos desse modelo porque na segunda fase podemos fazer uma prova cobrando conteúdos mais regionais, como a geografia da região amazônica, escritores locais, coisas que o Enem, por ser um exame nacional, não aborda", afirma.

Em nota, a UFRGS disse que o seu vestibular é "tradicional e consolidado", mas que também trabalha em mudanças. "A UFRGS sempre está aberta ao debate sobre opções de ingresso na graduação. (...) O vestibular de 2015 poderá ter mudanças relacionadas ao Enem, mas esse tema ainda não foi colocado em discussão", informou.

Tendência é acabar com o vestibular em pouco tempo

Última universidade federal a aderir à seleção por meio do Enem, a UFMG precisou enfrentar resistências de escolas, estudantes e professores, mas conseguiu aprovar o fim do vestibular em uma votação no conselho universitário que contou com 40 votos favoráveis e apenas dois contrários. Reitor da universidade, Clélio Campolina diz que essa é uma tendência que deve se confirmar em todas as instituições federais em um curto período de tempo. "Conversei com reitores de várias universidades que já usam o Enem, a UFRJ, a Unifesp, a UFSCar, e também com reitores que têm suas seleções próprias. A UFRGS, a UFBA, a UFPA estão discutindo isso. Então eu não vi nenhum reitor reclamando, querendo sair, mas vários querendo entrar", disse Campolina.

Ele ainda cita o caráter democrático do Enem. "Todos os países desenvolvidos têm um exame nacional. Nós achamos isso um grande avanço, uniformiza prova, da oportunidade para todos os candidatos, tem efeito sobre educação pública", defende o reitor. Ele diz também que abrir mão da estrutura já montada pela maioria das universidades para a preparação dos vestibulares não é um problema. "No nosso caso, a comissão vai continuar trabalhando porque cursos com habilidades específicas vão precisar manter provas de técnica, mas muitas funções serão desativadas e essas pessoas serão deslocadas para outras áreas. Não é um problema."

Segundo o ex-presidente do Inep e professor da Universidade de São Paulo (USP) Reynaldo Fernandes, para muitas universidades é até um "alívio" abrir mão do peso de elaborar um vestibular próprio. Para ele, a maior resistência ao Enem não está nas mudanças em sua estrutura interna, e sim na confiança na prova nacional. "Acho que a adoção do Enem é uma tendência, o exame está se estabilizando, ganhando confiança, mas é evidente que é uma prova muito grande que gera problemas", diz ao citar as falhas na logística nas edições de 2010 e 2011, como o furto de cadernos e vazamento de questões do pré-teste.

O especialista, que foi um dos idealizadores do Enem, aponta que um dos principais benefícios do Enem – e que precisa ser mais discutido – é a mudança no ensino médio, abordando conteúdos de forma interdisciplinar e sem as "decorebas" do vestibular, opinião compartilhada pelo pró-reitor da UFBA. "Hoje a UFBA define como vai ser o ensino médio nas escolas da Bahia. Em cada Estado ocorre a mesma coisa. Mas se tivermos uma sinalização conjunta do que deve ser ensinado no ensino médio, como propõe o Enem, daremos um passo à frente para melhorar a educação no Brasil", afirma Ricardo Miranda.

As polêmicas que permeiam Enem desde que ele se tornou um exame nacional, observa o professor da USP, impedem que se discuta o conteúdo cobrado. "Quem ditava o ensino médio no Brasil era o vestibular, e o Enem surge para mudar isso. Só que são tantas polêmicas, muitas delas tratadas de forma exagerada (pela mídia), que até hoje só vi se discutir a logística do exame, ninguém até hoje propôs um diálogo sobre a função da prova", critica. 




sábado, 20 de dezembro de 2014

educação brasileira

EDUCAÇÃO: E O POVO CONTINUA RINDO..


Por Alacir Arruda


A educação brasileira não é nenhum motivo de orgulho para nós. No âmbito publico temos escolas caindo aos pedaços, em locais impróprios e sem higiene, sem água e merenda escolar, paredes rachadas, crianças sem cadeiras assistindo aulas em pé e professores mal pagos, desestimulados e despreparados, o ensino educacional brasileiro é uma verdadeira vergonha nacional.

Enquanto isso fica uma simpática senhora subindo escadas na propaganda institucional paga pelos contribuintes dizendo que estamos sim atingindo o índice recomendado pelo Governo e pelas Nações Unidas, com base nos países mais desenvolvidos. Até quando vamos ter que aturar essa desfaçatez que nos trata como burros?

Não é preciso ir muito longe para concluirmos que o Ministério da Educação está querendo subestimar nossa inteligência. Há pouco tempo estava lendo artigo de um colega meu num jornal da capital onde citava “pérolas” do Enem, respondidas nas provas dos atrapalhados concursos.

Vamos, então, a algumas delas como “O Brasil não teve mulheres presidentes, mas várias primeiras-damas foram do sexo feminino”. E queria o aluno ou aluna que a esposa do presidente fosse mulher do sexo masculino. Complicado, não é?

Outra maravilhosa é de encher os olhos de lágrimas, ou cair na gargalhada. “O bem estar dos habitantes da nossa cidade muito depende do governo federal ”. Que confusão! Será que ele ou ela estava pensando na intervenção militar do governo federal no governo carioca? Vai saber!

“Quilombo era um negro que fazia um índio no mato” e “Tomé de Souza chegou acompanhado do padre Manoel dá nó "Brega”. “A História se divide em 4 – Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje”. Não sei se dá para rir ou para chorar.
Querem mais? Então vamos a outras “pérolas”: “Os pagãos não gostavam quando Deus pregava suas doutrinas e tiveram a ideia de eliminá-lo da face do céu” e “Onde nasce o sol é o nascente, onde desce é o decente”.

São esses estudantes que estão ingressando nas universidades, principalmente nas particulares, e depois procuram o mercado de trabalho, sem chances de um serviço mais especializado como está acontecendo.

Ao invés de melhorar, está aumentando a decadência do nível de ensino, deixando o brasileiro mais distante da verdadeira cidadania para exigir seus direitos básicos e escolher, por exemplo, seus representantes no Congresso, nas assembléias e câmaras. Desde que me entendo como gente ainda não vi um governo priorizar a educação e dizem que os políticos assim gostam que fique porque têm maior poder de manobra.

Na educação, a própria quantidade propagada está se ruindo com muitas escolas em estado lamentável. Tudo isso é de se estranhar, justamente num governo que se diz de esquerda que prima pelo social. Os segmentos da sociedade, como a mídia, por exemplo, também têm suas parcelas de culpa.

A imprensa também está sem conteúdo e qualidade. Nas emissoras de televisão o que mais se vê são baixarias desmoralizantes. Cada veículo de comunicação neste país, por dever de cidadania, deveria colocar em cada edição, jornal, rádio, televisão, blog ou site, uma matéria diária sobre educação, criticando as falhas e exigindo qualidade no ensino. Seria uma campanha nacional conjunta de todas as mídias.

Enquanto isso, a mulher da propaganda enganosa continua subindo as escadas. Maquiando números e escondendo a verdade pode-se chegar lá, mas não vai enganar por muito tempo. A educação é uma vergonha nacional que se arrasta há anos e deixa nossos cidadãos cada vez mais vulneráveis à manipulação.

Já que estamos falando de educação, há pouco tempo foi divulgada uma pesquisa britânica listando as 200 melhores universidades do mundo e, como já era esperado, o Brasil ficou de fora. As instituições que chegaram mais perto da relação foram a Universidade de São Paulo e a Universidade Estadual de Campinas-Unicamp.

As universidades baianas, com baixa produtividade, ficaram bem longe. Elas não fazem parte nem da lista das dez melhores universidades brasileiras. As diferenças entre as brasileiras e estrangeiras melhores começam pelo valor investido em educação. O Brasil investe 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto Estados Unidos atingem 3%. Chegou-se à óbvia conclusão de que o Governo precisa investir muito mais nas universidades estaduais.

A Universidade de Harvard foi apontada como a melhor do planeta. Quanto a nós brasileiros só nos restou a herança maldita como dizem os políticos que assumem governos dos seus adversários. A Universidade de Coimbra que sempre formou no tempo da colonização a elite brasileira, sempre esteve atrasada em relação às européias. Instituições de ensino superior em solo brasileiro somente foram implantadas após a chegada da Família Real, em 1808.

Conforme estudos, no final do século XIX apenas 16% da população era alfabetizada. Universidades como a USP surgiram nos anos 30 do século XX. A nossa origem não é nada boa, mas se os governos tivessem vergonha na cara já tinham mudado essa situação degradante. Sem educação, o Brasil será sempre um país do futuro, onde os jovens do sexo masculino sonham em ser jogadores de futebol e as meninas dançarinas de pagode.

Temos um PIB considerável de US 2,3 trilhões, mas existem 103 países com melhor renda per capita que a brasileira. Numa lista de 134 países, só existem 10 mais desiguais que o Brasil. Nossos indicadores deixam muito a desejar na área social. Temos uma expectativa de vida média de 72,5 anos, abaixo de países como Paraguai, Uruguai e Chile. Quanta a taxa de mortalidade infantil houve melhora nos últimos anos, mas outros países da América Latina estão em nossa frente.

Esses dados servem para ilustrar que, enquanto não alcançarmos uma educação de qualidade, os níveis sociais vão continuar defasados em relação a outros países subdesenvolvidos, ou emergentes como queiram os politicamente corretos que adoram se enquadrar nos padrões ditatoriais dessa sociedade capitalista burguesa. Muitos ainda se orgulham de que somos a 6ª ou a 7ª maior economia do mundo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

USA terroristas

SEGUNDO O FILÓSOFO NOAM CHOMSKY, OS ESTADOS UNIDOS É O MAIOR ESTADO TERRORISTA DO MUNDO

Por:  Noam Chomsky

Intelectual dissidente analisa campanhas de sabotagem deflagradas pelos EUA contra Angola, Cuba e Nicarágua. E alerta: Washington continua a desestabilizar adversários

 “É oficial: os EUA são o maior Estado terrorista do mundo e se orgulham disso”.

Essa deveria ter sido a manchete da notícia principal do New York Times no dia 15 de outubro, que foi polidamente intitulada “Os Estudos da CIA sobre ajuda secreta alimentam ceticismo sobre a ajuda aos rebeldes sírios”. O artigo relata uma revisão da CIA sobre as operações secretas dos EUA para determinar sua efetividade. A Casa Branca concluiu que infelizmente os sucessos foram tão raros que é necessário repensar essa política.

O texto cita o Presidente Barack Obama, dizendo que ele solicitou à CIA que conduzisse a revisão para encontrar casos de “financiamentos e fornecimento de armas para grupos insurgentes em um país que realmente tenham funcionado. E eles não encontraram muitos”. Por isso, Obama reluta em manter tais esforços.

O primeiro parágrafo do artigo do Times cita três grandes exemplos de “ajuda secreta”: Angola, Nicarágua e Cuba. Na verdade, cada um desses casos foi uma grande operação terrorista conduzida pelos EUA. Angola foi invadida pela África do Sul, que, segundo Washington, defendia-se de um dos “maiores grupos terroristas” do mundo – o Congresso Nacional Africano, de Nelson Mandela.

Na época, o governo Reagan estava praticamente sozinho no seu apoio ao regime do apartheid, inclusive violando sanções do congresso para aumentar o comércio com seu aliado sul africano. Washington juntou-se à África do Sul para prover apoio crucial ao exército terrorista da Unita, chefiada por Jonas Savimbi, em Angola. Continuou a fazê-lo mesmo depois de Savimbi ser completamente derrotado em eleições livres cuidadosamente monitoradas, e da África do Sul retirar seu apoio. Savimbi era um “monstro cuja sede de poder trouxe uma miséria apavorante ao seu povo”, nas palavras de Marrack Goulding, embaixador britânico em Angola.

As consequências foram horrendas. Um inquérito de 1989 da ONU estimou que os atos hostis praticados por sul-africanos provocaram 1,5 milhão de mortes nos países vizinhos, sem contar o que estava acontecendo internamente na África do Sul. Ao fim, forças cubanas contra-atacaram os agressores sul-africanos e os compeliram a se retirar da Namíbia, ilegalmente ocupada. Apenas os EUA continuaram a apoiar o monstro Savimbi.

Em Cuba, após a invasão frustrada da Baía dos Porcos em 1961, o Presidente John F. Kennedy lançou uma campanha assassina e destrutiva para levar “os terrores da terra” à ilha – nas palavras de um íntimo aliado de Kennedy, o historiador Arthur Schlesinger, em sua biografia semi-oficial de Robert Kennedy, a quem foi atribuída a responsabilidade pela guerra terrorista.

As atrocidades contra Cuba foram severas. Os planos eram de que o terrorismo culminasse em uma rebelião em outubro de 1962, que levaria a uma invasão estadunidense. Agora, estudos acadêmicos reconhecem que essa foi uma das razões pelas quais o primeiro-ministro russo Nikita Khruschev colocou mísseis em Cuba, iniciando uma crise que ficou perigosamente próxima de uma guerra nuclear. O secretário de Defesa dos EUA, Robert McNamara posteriormente admitiu que, se fosse uma liderança cubana na época, “teria esperado uma invasão dos EUA”.

Os ataques terroristas americanos a Cuba continuaram por mais de 30 anos. O custo disso aos cubanos foi, é claro, muito grave. A contagem de vítimas, dificilmente vista nos EUA, foi relatada em detalhes pela primeira vez em um estudo do canadense Keith Bolender, “Vozes do Outro Lado: Uma História Oral do Terrorismo Contra Cuba”, em 2010.

O preço em vidas de uma longa guerra terrorista foi ampliado por um embargo esmagador, que continua até hoje, a despeito do resto do mundo. Em 28 de outubro, a ONU, pela 23ª vez, endossou a “necessidade de dar um fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba”. A votação foi de 188 a 2 (EUA e Israel) com três abstenções, das dependências dos EUA nas Ilhas do Pacífico.

Existe hoje alguma oposição ao embargo em lugares importantes dos EUA, relata o ABC News, por que ele “não é mais útil” (citando o novo livro de Hillary Clinton, Hard Choices). O estudioso francês Salim Lamrani revisa os amargos custos aos cubanos em seu livro de 2013, A Guerra Econômica Contra Cuba.

Quase não é necessário mencionar Nicarágua. A guerra terrorista do presidente Ronald Reagan foi condenada pela Corte Internacional, que ordenou que os EUA encerrassem seu “uso de força ilícito” e pagassem reparações substantivas.

Washington respondeu aprofundando a guerra e vetando resolução do Conselho de Segurança da ONU de 1986, que chamava todos os Estados – significando os EUA – a observarem a lei internacional.

Outro exemplo de terrorismo foi lembrado em 16 de novembro, data do 25º aniversário do assassinato de seis padres jesuítas em São Salvador por uma unidade terrorista do exército salvadorenho, armada e treinada pelos EUA. Sob as ordens do alto comando militar, os soldados invadiram a Universidade Católica para assassinar os padres e qualquer testemunha – incluindo uma governanta e sua filha.

O evento marcou o fim das guerras terroristas dos EUA na América Central nos anos 80. Mas seus efeitos ainda estão nas primeiras páginas de hoje, nos relatos sobre a fuga de “imigrantes ilegais” — uma medida das consequências dessa carnificina. No entanto, eles são deportados dos EUA para sobreviverem, se puderem, nas ruínas dos seus países de origem.

Washington também emerge como o campeão mundial em gerar terror. O ex-analista da CIA Paul Pillar alerta que “o impacto gerador de ressentimentos dos EUA atinge” a Síria, onde talvez induza, no futuro, as organizações do Jihad Jabhat al-Nusra e o Estado Islâmico a “reparar suas falhas no ano passado e fazer campanha em conjunto contra a intervenção dos EUA, pintando-a como uma guerra contra o Islã”.

Essa é uma consequência já familiar das operações dos EUA, que ajudaram a espalhar o jihadismo — antes restrito a um reduto do Afeganistão, — para grande parte do mundo.

A manifestação do jihadismo mais alarmante hoje é o Estado Islâmico, ou ISIS, que estabeleceu seu califado assassino em grandes áreas do Iraque e da Síria.

“Penso que os Estados Unidos são um dos criadores chave dessa organização”, relata o ex-analista da CIA, Graham Fuller, comentarista destacado sobre assuntos na região. “Os Estados Unidos não planejaram a formação do ISIS”, acrescenta “mas suas intervenções destrutivas no Oriente Médio e a guerra do Iraque foram as causas básicas do nascimento do ISIS”.

A isso nós podemos incluir a maior campanha terrorista do mundo: o projeto global de assassinato de “terroristas” de Obama. O “impacto gerador de ressentimento” desses drones e ataques de forças especiais deveriam ser conhecidos demais para requerer mais comentários. Esse é um registro a ser contemplado com certo pavor.