terça-feira, 4 de junho de 2013



Grupo de Estudos: Como utilizar bem essa ferramenta.

Por: Alacir Arruda

Grupo de Estudos é composto por  um grupo de pessoas que, tendo interesse comum por determinado assunto, reúne-se para estudá-lo. O grupo pode ser de estudos ou de aprofundamento. Os encontros normalmente ocorrem semanal, quinzenal ou mensalmente, sendo que para cada encontro é preparada uma pauta pela qual organizam-se os trabalhos do dia.

Embora cada membro do grupo tenha características próprias, individuais, é importante que todos tenham valores coerentes entre si, que todos compreendam os mesmos objetivos e estejam engajados em alcançá-los de forma compartilhada. Enfim, trata-se de uma reunião de "pares". A comunicação deve ser verdadeira, no sentido de que sejam estimuladas idéias e opiniões diferentes e até opostas. Respeito mútuo, tolerância, mente aberta e cooperação são fundamentais para o desenvolvimento do próprio grupo.

Num grupo, deve-se estar atento à própria forma como se trabalha como são resolvidos os problemas que afetam seu funcionamento. Essa auto-regulação deve ser contínua, embora haja necessidade também de momentos especiais de reflexão sobre como os fatos estão sendo percebidos, diagnóstico, planejamento de ação, prática/implementação, resolução de problemas e avaliação. As habilidades de diagnóstico e de resolução de conflitos devem se tornar tão naturais, que não sejam apenas ferramentas a mais para serem utilizadas em determinadas situações, mas que estejam presentes em todas as situações, em todos os processos grupais.

Acreditamos que os conflitos são inerentes à vida em grupo. Seu crescimento e seu desenvolvimento vão depender da forma como os conflitos são enfrentados, dos processos utilizados na busca das melhores soluções para o grupo.

O que não se pode fazer, em nenhuma hipótese, num Grupo de Estudos:
-Obrigar a participação dos alunos
-Cobrar resultados ou horários
-Intimidar os alunos com pressões sobre as notas regulares
-Usar o Grupo de Estudos como saída para um sistema falido ou material didático pobre
-Professor sem capacitação para o ENEM 

Quando trabalhei no Objetivo de SP montamos em 2011 um Grupo de Estudos com mais de 40 alunos que se reunia de forma voluntaria todas as Terças e Quintas-feiras com um único objetivo; aprofundar discussões relacionadas ao ENEM, uma vez que as apostilas regulares não contemplam esse conteúdo de forma mais ampla. Resultado; 16 aprovações, dos 40, em Medicina (Unicamp, Usp e UFRJ) ..12 em Direito ; (Unicamp, Unesp e UFMG) 8 em Engenharia Mecânica (Unesp, UFRJ) entre outras aprovações. Dizer que um Grupo de Estudos não funciona é arrogância, porém, de nada adianta ter uma Ferrari sem um bom piloto.






segunda-feira, 3 de junho de 2013



EDUCAÇÃO OU FINGIMENTO?

Por: Alacir Arruda

Ainda durante a minha graduação, nos  idos de 1993, alguns colegas de cursos de Licenciatura em História, Sociologia e Filosofia da UFRGS falavam sobre situação que atravessava a educação brasileira naquele momento. Observações e colocações de profissionais que merecem análise como a que dá título deste artigo ou como a afirmativa abaixo: 

"O professor finge que ensina, o aluno finge que aprende e o governo finge que paga para o educador existir."

A primeira menção para nossa reflexão é preocupante, demonstra que esse modelo educacional vigente está fracassado ou em processo de enfraquecimento. Uma vergonha para um país rico como o Brasil que pretende ser coadjuvante no cenário mundial. Com aproximadamente cento e noventa milhões de habitantes segundo o último levantamento feito pelo IBGE, e com quantias significativas de arrecadação de tributos, mas uma deficiente distribuição das riquezas produzidas e de promoção de políticas públicas eficazes que atendam a urgente demanda de seres capazes filosoficamente, preparados para o trabalho e sensíveis ao bem comum e ambiental.

A segunda menção implica diretamente sobre a educação; revelando uma irresponsabilidade praticada de maneira normal e consciente por todos os seus agentes. O que agrava ainda mais essa situação-problema é não ter a quem recorrer, pois os pais estão acuados entre a impotência em serem pais e ao mesmo tempo, amigos, educadores, anjos da guarda, paitrocinadores, no meio de outras aptidões menores ou ocultas.

Finalmente, a saída para esse dilema sofre com a disputa desonesta pelo poder em que o indivíduo foi sucumbido. E o individualismo retarda uma consciência mútua de que a coletividade, a organização social e a justiça, de fato, cega, nos faça enxergar um caminho mais promissor para a humanidade. 

Aliado aos fatores já colocados atrelamos outro; a ganância dos chamados “empresários da educação” . Aqueles que vendem um produto intangível e impossível de ser mensurável; o conhecimento. A única preocupação desses “urubus” é com seus bolsos e saldos bancários. Insensíveis, não possuem qualquer comprometimento com aquilo que um dia Paulo Freire denominou de “Libertação”. Na verdade estamos todos imersos num vale de lagrimas, como dizia Schopenhauer, em que os principais vertedouros desse vale são as lagrimas dos pais que, acuados diante desse quadro, se vêem inertes nesse tabuleiro de interesses onde a educação publica esta falida e a privada alienante.

quando falta tudo...inclusive etica



DEDICADO AOS SEM ÉTICA 

(Meus alunos,,,, valeu cada minuto... Foi uma Honra... Sejam felizes)

Prof. Dr. Alacir Arruda .

É histórico uma velha máxima que diz; “ aqueles que mais cobram  Ética são justamente os que não  a possuem”. Quando a ética é abalada por comportamentos antagônicos de pessoas que assentam sob a égide da mesma, é sempre bom lembrar as palavras cheias de sabedoria e, infelizmente, atuais de Rui Barbosa, naquele célebre discurso de 1914 no Senado Federal no Rio de Janeiro…

“Sinto vergonha de mim, por ser educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.
   Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o “eu” feliz a qualquer custo, buscando a tal “felicidade” em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
   Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos “floreios” para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre “contestar”, voltar atrás e mudar o futuro.
  Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer…
   Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade. Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!
   De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”.

    E o pior  é a atualidade dessas palavras. que, se hoje  fossem proferidas, fariam o mesmo sentido, teriam a mesma validade, seriam perfeitas para retratar o momento atual por que passa a nossa educação privada. Comandada por um grupo que pensa em tudo, menos em educar. Que é burocrata, mas nao funcional, e acima de tudo que não é ético.
   Essa crítica não é fruto da genialidade inconteste de Rui Barbosa, mas da nossa teimosia de errar enquanto nação, na nossa insistência em permanecer baseados em preceitos falsos, em praticar um moralismo fingido, um empreguismo deletério e a confiança em um sistema educacional que ja deu sinais de colapso. Sinto vergonha....Vergonha de ter estudado em uma das melhores universidades brasileiras e hoje  ter que compactuar com o desmazelo e a insensatez de quem se diz  gestor da  nossa maquina educacional. Sinto vergonha....Vergonha por não denunciar tamanho  desmando e de me sucumbir a falta de profissionalismo e ética de alguns..Mas a maior  vergonha que sinto, é de ter a sensação que poderia ter feito mais....


" A unica certeza que carreguei nesses últimos meses é de ter sido  uma "ilha" de ignorância cercado por um oceano de inteligência" 



Creio que o Recado foi  dado!!!





terça-feira, 14 de maio de 2013

TEMAS QUE POSSIVELMENTE FARÃO PARTE DAS ATUALIDADES DO ENEM 2013 E  TEMAS DE REDAÇÃO

-RENUNCIA DO PAPA BENTO XVI - CAUSAS E CONSEQÜÊNCIAS PARA O CLERO.
-MORTE DE HUGO CHAVES ( O QUE  SERÁ DO CHAVISMO?)
-CRISE EUROPEIA ( SITUAÇÃO DE PORTUGAL, ESPANHA, GRÉCIA ITÁLIA E IRLANDA)
-ORIENTE MÉDIO: CRISE SÍRIA, EGITO, LÍBIA, TUNÍSIA, IEMÊM -  PÓS-PRIMAVERA ÁRABE
-O AUMENTO DA  XENOFOBIA NO CONTINENTE EUROPEU: RUSSIA E ESPANHA
-ESTADOS UNIDOS: O AUMENTO DA VIOLÊNCIA, QUESTÃO DAS ARMAS E O SEGUNDO MANDATO DE OBAMA.
-AMERICA LATINA: O AUMENTO DA ESQUERDA ( RAFAEL CORREA E EVO MORALES SUCESSORES DE CHAVES?) A SITUAÇÃO ARGENTINA - CRISE DE CONFIANÇA
-BRASIL: PAC 1 E PAC, COPA DO MUNDO E OLIMPÍADAS. O BRASIL CHEGOU AO 1º MUNDO? CRISE DA OPOSIÇÃO NO BRASIL, ENFRAQUECIMENTO DO PSDB E A ASTÚCIA DO PMDB



quinta-feira, 2 de maio de 2013



                             A Carta do Chefe Seattle

“Em época que se discute consciência ambiental, nicho ecológico etc, talvez essa Carta resuma o que é respeito ao Meio Ambiente”.
                                                                                                                 Alacir Arruda

    Em 1854, o governo dos Estados Unidos Propôs comprar uma ampla extensão de terra dos índios, prometendo criar, em troca, uma reserva indígena. A resposta do Chefe Seattle, aqui transcrita integralmente, tem sido considerada a mais bela e profunda declaração já mais feita sobre o meio ambiente.
“Como se pode comprar ou vender o firmamento ou mesmo o calor da terra? Esta idéia nos é desconhecida”.
Se não somos donos da frescura do ar, nem do reflexo das águas, como vocês poderão compra-los?
Cada parcela desta terra é sagrada para o meu povo.
Cada verdejante mata de pinho, cada grão de areia das praias, cada gota de orvalho nos bosques escuros, cada montanha e até o ruído de cada inseto são sagrados para a memória e o passado do meu povo.
A seiva que circula pelas veias das árvores leva consigo a memória dos peles-vermelhas.
Os homens brancos que morrem esquecem seus pais de origem quando passeiam entre as estrelas; no entanto,  nossos mortos nunca podem esquecer esta terra bondosa, já que ela é a mãe dos peles-vermelhas. Somos parte da terra, assim como ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o veado, o cavalo, a grande águia, nossos irmãos. As montanhas íngremes, os campos úmidos, o calor do corpo do cavalo e o homem, todos pertencem à mesma família.
Por tudo isso, quando o Grande Chefe de Washington nos envia esta mensagem, dizendo que quer comprar nossas terras, nos esta pedindo demasiado. O Grande Chefe também diz que nos será reservado um lugar para que possamos viver confortavelmente. Ele se convertera em nosso pai e nós em seus filhos.
Por isso, estudamos a sua oferta de comprar nossas terras. Isto não é fácil, já que esta terra é sagrada para nosso povo.
A água cristalina que corre pelos rios e riachos não é somente água; ela também representa o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, deverão sempre lembrar-se de que ela é sagrada, e por sua vez, também deverão ensinar a seus filhos que é sagrada e que cada reflexo fantasmagórico das águas claras dos lagos conta os sucessos e memórias da vida de nossa gente. O murmúrio da água é a voz do pai do meu pai. Os rios são nossos irmãos e saciam nossa sede; levam nossas canoas e alimentam nossos filhos.
Se lhes vendermos nossas terras, vocês deverão lembrar sempre e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e que, também, são irmãos de vocês e, portanto, deverão trata-los com o mesmo carinho com que se trata um irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de vida. Ele não sabe distinguir um pedaço de terra de outro, já que é um estranho que chega de noite e toma da terra aquilo que necessita. A terra não e sua irmã, mas, sim, sua inimiga. Uma vez conquistada a terra, o homem branco segue seu caminho, deixando atrás de si o túmulo dos seus pais, sem se importar com isso. E nega a terra a seus filhos. Tampouco se importa com isto. Tanto o túmulo de seus pais como o patrimônio dos seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como objetos que se compram e se vendem, como ovelhas ou contas coloridas.


Seu  apetite devorará a terra, deixando atrás de si apenas um deserto.
Não sei, mas o nosso modo de vida é diferente do de vocês. A simples visão de suas cidades causa pena aos olhos do  pele-vermelha. Talvez seja porque o pele-vermelha sela um selvagem e não compreenda nada.
Não existe um lugar tranqüilo nas cidades do homem branco, nem há local onde se possa escutar o abrir das folhas das árvores na primavera, ou o vôo dos insetos. Mas, talvez, isso também seja porque eu sou um selvagem que não compreende nada.
O ruído gratuito parece insultar nossos ouvidos. Alem do mais para que serve a vida se o homem não pode escutar o grito solitário do noitibó, nem as discussões  noturnas das rãs à beira dos alagados? Sou um pele –vermelha e não entendo nada.
Nós preferimos o sussurro suave do vento sobre a superfície  de um lago, assim como o odor desse mesmo vento purificado pela chuva do meio-dia ou perfumado com aroma de pinho. O ar tem um valor inestimável para o pele-vermelha, já que todos os seres compartilham o mesmo ambiente: o animal, a árvore e o homem, todos respiramos o mesmo ar. 
O homem branco não parece consciente do ar que respira: como um moribundo que vem agonizando há muitos dias, é insensível ao que rodeia.
Mas, se lhes vendermos nossas terras, deverão lembrar-se de que o ar nos é inestimável, de que o ar compartilha seu espírito com vida que sustenta. O vento, que deu a nossos avós o primeiro sopro de vida, também recebe seus últimos suspiros. E se lhes vendermos nossas terras, vocês deverão conservá-las como coisa muito especial e sagrada, como lugar onde até  o homem branco possa saborear o vento perfumado pelas flores das pradarias.
Por isso, consideramos sua oferta de comprar nossas terras. Se decidirmos aceita-la, eu colocarei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo outro modo de vida.
Tenho visto milhares de búfalos apodrecendo nas pradarias, mortos a tiros pelo homem branco, de  dentro de um trem em movimento. Sou um selvagem   e não compreendo como uma máquina a vapor pode ser mais importante que o búfalo que nós matamos somente para sobreviver.
Que seria do homem sem os animais? Se todos os animais fossem exterminados, o homem também morreria de uma grande solidão espiritual. Porque o que acontecer com os animais, também acontecerá aos homens.
Tudo esta entrelaçado
Deverão ensinar a seus filhos que o solo em que pisam é formado das cinzas dos nossos avós. Inculquem  em seus filhos o que nós temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer com a terra acontecerá aos filhos da terra. Se os homens estragam o solo, estragam a si mesmos.
Isto nós sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra, isto nós sabemos. Tudo está entrelaçado como o sangue une a família.
Tudo esta entrelaçado.
Tudo  o que acontecer à terra, ocorrerá a seus filhos. O homem não teceu a trama da vida, ele é só um elo: o que ele faz á trama, ele faz a si mesmo.
Nem sequer o homem branco, cujo Deus passeia e fala com eles de amigo para amigo, está isento do destino comum. Depois de tudo, talvez sejamos irmãos. Logo veremos.
Sabemos de uma coisa que talvez o homem branco descubra um dia: nosso Deus é o mesmo Deus de vocês. Vocês podem penar hoje que Ele lhes pertence, do mesmo modo que desejam que nossas terras lhes pertençam; mas não é assim. Ele é o Deus de todos os homens e sua compaixão se divide por igual entre os peles-vermelhas e o homem branco. Esta terra tem um valor inestimável para Ele e, se vier a ser destruída, provocara a ira do criador.
Também os brancos se extinguirão antes, quem sabe, que nossas tribos. Contaminem o leito dos rios e uma noite morrerão afogados em seus próprios resíduos.


Porém vocês caminharão até a destruição, rodeados de gloria, inspirados pela força de Deus que lhes trouxe a esta terra e que, por algum desígnio especial, lhes deu domínio sobre ela e sobre o pele-vermelha. Este destino é um mistério para nós, pois não entendemos porque se exterminam búfalos, se domam os cavalos selvagens, se saturam os cantos secretos dos bosques com o hálito de tantos homens e se entulham a paisagem das colinas exuberantes com fios que falam. Onde está a mata? Destruída. Onde está a águia? Desapareceu. Termina a vida e inicia-se a sobrevivência.

 

quinta-feira, 18 de abril de 2013



PÉROLAS DO ENEM - Nova Safra!
 
Não devemos levar a vida tão a sério..rir é bom... 
 
1) - Lavoisier foi guilhotinado por ter inventado o oxigênio.
(Já imaginou?)
 
2) - A harpa é uma asa que toca.
(Imagine a definição para Trombone de Vara...)
 
3) - O vento é uma imensa quantidade de ar.
(Não tinha pensado isso... )
 
4) - O terremoto é um pequeno movimento de terras não cultivadas.
(Só faltou completar que esse movimento é um braço armado do MST!)
 
5) - Os egípcios antigos desenvolveram a arte funerária para que os
'mortos pudessem viver melhor.
(Nada mais justo. Não dá para viver a eternidade desconfortavelmente...)
 
6) - Péricles foi o principal ditador da democracia grega.
(Isso. E Stalin foi o principal seguidor de Mahatma Ghandi... )
 
7) - O problema fundamental do terceiro mundo é a superabundância de
'necessidades.
(deve ter raciocinado com abundância e não com o cérebro...)
 
8) - O petróleo apareceu há muitos séculos, numa época em que os peixes se
afogavam dentro d'água.
(Sim, por isto o Petróleo é preto. Está de luto...)
 
9) - A principal função da raiz é se enterrar.
(Profunda!!! )
 
10) - A igreja, ultimamente, vem perdendo muita clientela.
(Podemos concluir que a culpa é do Papa, que seria o VP de Marteking!). E a
Companhia de Jesus seria > '>'a mais antiga das SA's.)
 
11) - O sol nos dá luz, calor e turistas.
(Esse com certeza é cearense ou baiano. )
 
12) - As aves tem na boca um dente chamado bico.
(É para ficar de queixo caído! Ou melhor, de porta bicos caído...)
 
 
13) - A unidade de força é o Newton, que significa a força que se tem que
realizar em um metro da unidade de tempo, no sentido contrário.
(Simples, não???)
 
14) - Lenda é toda narração em prosa de um tema confuso.
(Assim, todo discurso de político é uma Lenda. )
 
15) - O nervo ótico transmite idéias luminosas ao cérebro.
(Se o cara é vesgo, o nervo dele deve transmitir idéias tortas e
Sombreadas, talvez??...)
 
16) - A febre amarela foi trazida da China por Marco Polo.
(Se Marco Polo tivesse viajado para a África, teria sido a pestenegra,
então..)
 
17) - Os ruminantes se distinguem dos outros animais porque o que comem,
comem por duas vezes.
(Impressionante!!!.)
 
18) - O coração é o único órgão que não deixa de funcionar 24 horas por dia.
(Ufa... que alívio! Já o seu cérebro?!)
 
19) - Quando um animal irracional não tem água para beber, só sobrevive se
for empalhado.
(Superou qualquer expectativa! Como vc está vivo?...)
 
20) - A insônia consiste em dormir ao contrário.
(Perfeito. Morrer deve ser viver ao contrário...)
 
21) - A arquitetura gótica se notabilizou por fazer edifícios verticais.
(Melhor pular essa.... )
 
22) - A diferença entre o Romantismo e o Realismo é que os românticos
escrevem romances e os realistas nos mostram como está a situação do país.
(É... E ainda faltam muitas para comentar.... )
 
23) - O Chile é um país muito alto e magro.
(Coitada da Espanha...)
 
24) - As múmias tinham um profundo conhecimento de anatomia.
(Essa deve ser a mais "marcante" de todas. )
 
25) - O batismo é uma espécie de detergente do pecado original.
(Já a confissão poderia ser o sabonete, para uso diário... )
 
26) - Na Grécia a democracia funcionava muito bem porque os que não
estavam de acordo se envenenavam.
(Pensando bem, não é má idéia. Leu essa Dilma?)
 
27) - A prosopopéia é o começo de uma epopéia.
(E a centopéia???)
 
28) - Os crustáceos fora d'água respiram como podem.
(Coragem meu alunos, faltam poucas.)
 
29) - As plantas se distinguem dos animais por só respirarem a noite.
(Que perspicácia! )
 
30) - Os hermafroditas humanos nascem unidos pelo corpo.
(Já pensou se a pergunta fosse "o que são xifópagos"???)
 
31) - As glândulas salivares só trabalham quando a gente tem vontade de
cuspir.
(Bem, já chegamos até aqui.... )
 
32) - A fé é uma graça através da qual podemos ver o que não vemos.
(CEGOS DESSE MUNDÃO... TENHAM FÉ!!!)
 
33) - Os estuários e os deltas foram os primitivos habitantes da Mesopotâmia.
(O que que é isso???!!!!!)
 
34) - O objetivo da Sociedade Anônima é ter muitas fábricas desconhecidas.
(....)
 
35) - A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva.
(Faz sentido...)
 
36) - O Ateísmo é uma religião anônima.
(Não lhe perguntem sobre o Politeísmo, pelo amor de Deus!)
 
37) - A respiração anaeróbica é a respiração sem ar que não deve passar de
três minutos.
(Ai, Jesus...)
 
38) - O calor é a quantidade de calorias armazenadas numa unidade de tempo.
(Fala sério... Não dá uma sensação de vazio, de impotência?...)
 
39) - Antes de ser criada a Justiça, todo mundo era injusto.
(Graças a Deus, só falta uma..... )
 
40) - Caracter sexual secundário são as modificações morfológicas sofridas
por um indivíduo após manter relações sexuais.
(Imagina a aparência de uma prostituta depois de 15 a 20 anos de "Modificações morfológicas")


Freud e à Religião

Por. Alacir Arruda


– Freud é considerado um dos maiores nomes da ciência no século XX. Em seus vários inscritos, manteve sempre um postura racional na avaliação do homem e sua relação com os fenômenos sociais, dentre eles a Religião. O Mal-Estar na Civilização é um livro em que Freud descreve sua teoria sobre a religião e a moral. Em linhas gerais, ambas representam, para Freud, uma repressão sobre as pulsões humanas, tanto as de vida quanto as de morte, na medida em que pregam valores sobre-humanos como os de modéstia, caridade, solidariedade, paz, todos valores que supostamente se realizariam numa época vindoura e extra-terrena, mas que já poderiam começar a ser realizadas na vida terrena. Mas esses valores são anti-humanos porque supõem, segundo Freud, a repressão dos instintos mais básicos, que são sempre egoístas.

– No item I do livro, Freud destaca a idéia de sentimento oceânico – levantada por seu amigo Romain Rolland, colocando-a sob a crítica da psicanálise. Freud introduz o texto com um breve questionamento dos valores sociais. Afirma que há duas ordens de pessoas admiráveis, aquelas que admiramos mas que não queremos imitar, e aquelas que admiramos e queremos imitar. A primeira diz respeito às pessoas cujos valores são os de caráter ético; essas pessoas são admiráveis, mas ninguém quer imitá-las. A segunda diz respeito às pessoas cujos valores são o poder, o sucesso e a riqueza; essas pessoas são admiráveis, e todos querem imitá-las. Freud considera seu amigo Rolland como uma pessoa da primeira ordem; um ser excepcional. Mas Freud quer questionar seus princípios (valores), o que significa igualmente questionar sua própria pessoa.

 – Freud tinha enviado a Rolland um livro expressando sua opinião sobre a religião: a religião é uma ilusão. Rolland, que era religioso, afirmara não ter Freud compreendido a verdadeira fonte da religião, uma espécie de sensação de eternidade, um sentimento de algo ilimitado, sem fronteiras – oceânico, por assim dizer (p. 81). A religião seria, para Rolland, apenas um expediente de expressão deste sentimento profundo, um sentimento de divindade que o ser humano sente em face de sua pequenez. Poder-se-ia aniquilar a religião que o sentimento permaneceria no íntimo do ser humano.

– O questionamento de Freud é simples; representa o paradigma do questionamento psicanalítico da religião. Freud afirma que ego maduro designa algo autônomo e unitário, distintamente demarcado de tudo o mais (p. 83). No entanto, este ego, no início de sua vida, ainda no recém-nascido, não era precisamente demarcado, isto é, o bebê ainda não se percebia como diferente do mundo e o mundo como diferente de si. Ambos, bebê e mundo mantinham uma unidade. Isso ocorre sobretudo na vida uterina, onde há unidade entre o bebê e seu ambiente.




-No entanto, há interrupções nesta relação. A separação entre bebê e o útero é a primeira interrupção, a separação entre o bebê e o seio da mãe também. O bebê passa a se sentir desamparado com essas interrupções e sonha com a unidade perdida. O ego maduro ainda conserva, inconscientemente (mente inconsciente), memórias deste elo perdido com o ambiente e, via de regra, regride a estágios anteriores da infância em busca dele. Ora, este sentimento oceânico (que Freud diz não encontrar em si mesmo, mas que admite existir na maioria dos seres humanos), representa, para Freud e a psicanálise, uma expressão do elo perdido com o universo, com algo maior, mais perfeito, preenchedor, poder-se-ia dizer.

 – Em suma, tanto a religião quanto a suposta fonte inspiradora da mesma são, para Freud, apenas funções de uma mente cindida entre um ego autônomo e um ego ainda retido nas relações com o mundo externo, quer dizer, funções de uma mente psiconeurótica: a origem da atitude religiosa pode ser remontada, em linhas muito claras, até o sentimento de desamparo infantil (p. 90).

– Logo, os verdadeiros valores sociais são aqueles do segundo tipo de pessoa, expressão do nosso egoísmo natural, o que põe por terra todos os valores ético-religiosos.

sábado, 6 de abril de 2013


A SIMBIOSE DA VIDA MODERNA

Por Alacir Arruda
       

Outro dia assisti a uma cena do cotidiano que, apesar de corriqueira, jamais havia atentando. Como as pessoas são dependentes de celulares! Sobretudo, os celulares modernos. Estava sentado em um Café no centro da cidade quando passei a observar as pessoas na rua, algumas chegavam a tropeçar nas calçadas por estarem com o olhar fixado na tela de seus celulares, não enxergavam um palmo a sua frente. Caminhavam como robôs hipnotizados com seus “brinquedinhos”. Isso me fez questionar! E se alguém,   ao passar por eles,  desse um singelo Bom Dia? Será que se lembrariam o que é isso?
Há algumas gerações, os indivíduos têm nascido imersos nesse paradigma denominado “sociedade digital” e são envolvidos por essa cultura. Vêem como natural operar e orientar seus processos subjetivos mais diversos e fundamentais no consumismo, na fugacidade, no culto à aparência, na imagem e em tantas outras estampagens de sua identidade, ou identidades. “Trata-se aqui do que Freud designou como sistemas de ilusões coletivas e como ideais de ego da cultura, e do que Marx designou como ideologia” (Ibid., p. 67).
Assim sendo, esse ideal consumista, que chega até mesmo a ser definidor da atualidade, não é simplesmente um “complô de sinistros especuladores. Antes de qualquer coisa, ele é um grande movimento cultural, talvez, o maior na história de nossa cultura desde o cristianismo’’(Calligaris, 1999, p. 31).
Com efeito, podemos observar que o Shopping Center substitui a Igreja ou a Catedral como referência arquitetônica da cidade. As imagens idolatradas, agora cobiçadas, são, sobretudo, aquelas expostas nas vitrines de lojas suntuosas. A sociedade atual cultiva o imediatismo, a fugacidade, o simulacro e, acima de tudo, se orienta pelo e para o consumo. O templo do consumo acrescenta às antigas dívidas contraídas pelos cristãos com Deus, as dívidas contraídas com os credores: sacerdotes do sistema financeiro pós-moderno.
A “hipertrofia da economia capitalista”, como diz Costa (2004, p. 131), “diluiu esferas da vida social, como a política, a religião e a tradição familiar em um consumismo hedonista e narcisista [...]” sendo estes, hedonismo e narcisismo, os principais estruturantes do sujeito atual.

Basear a identidade no narcisismo significa dizer que o sujeito é o ponto de partida e chegada do cuidado de si. [...] Família, pátria, Deus, sociedade, futuras gerações só interessam ao narcisista como instrumentos de auto-realização [...]. O hedonismo, por sua vez, é um efeito desta dinâmica identitária. O narcisista cuida apenas de si, porque aprendeu a acreditar que a felicidade é sinônimo de satisfação sensorial. Assim, o sujeito da moral hodierna teria se tornado indiferente a compromissos com os outros – faceta narcisista – e a projetos pessoais duradouros – faceta hedonista. (Ibid., p.185)

À primeira vista, somos levados a acreditar que, com a inserção desses novos valores, os antigos são abandonados ou substituídos. Entretanto, o referido autor descarta a hipótese da substituição e diz que há, na verdade, uma “re-hierarquização dos valores tradicionais sob o dossel da moda” (Ibid., p.131). Os valores que norteavam fortemente os sujeitos na modernidade continuam presentes na subjetividade dos sujeitos pós-modernos, porém, subjugados e enfraquecidos, literalmente fora de moda.
Atualmente “[...] a maioria dos indivíduos urbanos elegeram o bem estar e os prazeres físicos como a bússola moral da vida” (Ibid., p. 131). Logo, grande parte dos sujeitos pós-modernos busca um ideal de felicidade que está, sem dúvida, intimamente ligado à dinâmica psíquica designada por Freud (1911/2004) de Princípio do Prazer, maneira pela qual interagimos com o mundo nas fases iniciais da vida. “De início as pulsões só procuram descarregar-se, satisfazer-se pelos caminhos mais curtos” (Laplanche & Pontalis, 2001, p. 367). Contudo, a vida em sociedade impõe o funcionamento psicológico pautado no Princípio da Realidade que: exige um mínimo de relações interpessoais. Tenho saudade de um tempo onde um simples Bom Dia bastava...