segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

No Irã políticos corruptos são condenados a pena de morte..

Por Alacir Arruda

Os meios de comunicação divulgaram na ultima semana uma reportagem  que trata das punições que sofrem os políticos corruptos no Irã.  Para quem não sabe, o Irã é uma Teocracia Islâmica, ou seja, não há divisão entre a “sharia”  (lei islâmica) e o Estado.  Como e de conhecimento geral, as punições no Islamismo são severas independente de quem cometeu o erro, seja homem, mulher, criança e, sobretudo, os políticos.
Aos olhos ocidentais isso choca, uma vez que um dos nossos  orgulhos é praticarmos uma democracia  liberal em que as punições são estabelecidas por um  órgão supremo de justiça e a nossa constituição não permite a pena de morte.  Mas cultura à parte cabe aqui  uma reflexão sobre essa classe que se reproduz como uma epidemia em nosso país, o político corrupto.  Alguns antropólogos entendem que a corrupção chegou em nosso pais  no momento de sua ocupação pelos portugueses, visto  que eles não tinham qualquer comprometimento com a” terra brasilis” que não fosse explorá-la. Outra corrente da Antropologia prefere dizer que a corrupção é algo ligado ao Ego humano, a idéia primitiva de sobrevivência onde eu preciso acumular bens visto que na sociedade, tal qual a natureza, sobrevive somente os mais fortes e adaptados. Nesse contexto, quando mais bens eu tenho, mas chance de se manter vivo terei.
Teorias à parte a única certeza que temos, é o estrago que esse comportamento traz ao nosso país. 18% da população brasileira é absolutamente analfabeta, quase 20 milhões vivem na mais absoluta miséria, destes, 18 milhões recebem incentivos do Governo Federal que mais parecem esmolas. Temos ainda o pior sistema publico de saúde do mundo e a terceira pior educação do planeta.  Em contraponto, estima-se que são desviados dos cofres públicos todo ano algo em torno de 600 bilhões de dólares segundo a consultoria JP Morgam (2011). Isso seria suficiente para acabar com toda a pobreza do Brasil e ainda sobraria uma boa quantia  para que fosse emprestado aos países mais pobres africanos. Mas ao contrario os únicos beneficiários desse absurdo são os políticos que multiplicam seus patrimônios de forma exponencial
Tenho certeza que muitos, apesar de inconstitucional, defendem a pena de morte em nosso país, sobretudo, para crimes Hediondos, mas tem ainda uma grande parcela da população que manifesta o desejo que essa pena seja entendida aos políticos. A USP, através do NEV-2009 ( Núcleo de Estudos da Violência)  fez a seguinte pergunta há 5 mil pessoas de 200 municípios brasileiros: “Qual  punição merece quem desvia (rouba) dinheiro publico? 46% se revelaram a favor da pena de morte.  Cabe agora uma reflexão por parte dos nossos homens públicos, pois a população já sabe muito bem como eles deveriam ser tratados

Um comentário: